O Amor Único {em reforma}
24 Minha vida esta quebrada.
Notas iniciais
Namikaze Minato naquela manhã ensolarada e fresca de domingo acordou com o desejo e iniciar uma guerra dentro de sua casa, e caminhava pela mansão já vestido e preparado para sair, iria ao Nacional Club de Tóquio, aproveitar os bons amigos, degustar um vinho e claro jogar golf, como adorava fazer em todos os domingos, porém um certo acontecimento na madrugada anterior o deixara profundamente irritado, e como estava, apenas a expressão em seu rosto e o andar pesado já era o suficiente para deixar até mesmo os criados assustados, a ponto de não saírem da cozinha.
Ao adentrar no quarto do filho encontrou o mesmo deitado na cama perante o escuro, completamente apagado de bruços, seus olhos azuis desafiadores admiraram cada detalhe daquele quarto, tão grande, Naruto era um colecionador, de cd’s e dvd’s de musica, e apesar de não saber tocar nada tinha que ter uma guitarra de enfeite, encima da mesa impossível não notar, os troféus da época que jogava baseball, o computador, as lembranças de viagens para exterior, caminhou até o closet e sorriu em meio a irritação, tudo para ele era o mais caro, adentrou no banheiro, e pelo menos ficou satisfeito por não ter vomitado toda aquelas duas semanas sem pudor que passou fora de casa, pensou no quatro carro que tinha necessidade em ter e nas duas motos que apenas não andava pois Kushina não permitia, ele não merecia nada disso. Um rapaz tão serio, tão cheio de certas etiquetas, de boa família, e claro, uma verdadeira criança, sempre agindo como se fosse um jovem rebelde querendo mostrar que podia ser maior que os outros.
Ele voltou para o quarto e caminhou até a primeira porta de madeira dupla, a abriu fazendo o maior estrondo e deixando que os raios solares e a vista para o jardim invadissem o local, foi até a porta ao lado e abriu também, viu ele se mexer sentindo os raios amarelos fritarem sua pele, o luz da oito da manhã era sempre muito forte, foi até a terceira e também abriu iluminando todo os local, desligou o ar condicionado e parou estático diante da cama, esperando, seu filho em todas as aparências era completamente parecido com ele, tão Minato, exceto pelo jeito petulante e arrogante, desafiador que o faziam brigar de maneira trágica, estava farto de mima-lo o tempo todo, farto de vê-lo sempre o provocando como se fosse um de seus inimigos, até onde essas crises sempre sem termino nenhum tinham que ir para que ele entendesse que ao seu pai devia o máximo de respeito? Alias já fazia a muito tempo que Minato não se lembrava por que se davam tão mal, e cheio de tudo cansou-se até mesmo de tentar se dar bem, Naruto era sempre Naruto. Viu ele se contorcer irritado pelos raios solares estarem tão mirados na sua cara, a imensidão azul tão perfeita e tão igual a dele se abriu com expressão confusa, ele ainda estava com a mesma roupa da noite passada, na verdade apenas com as calças, bufou irritado cruzando os próprios braços, em todos aqueles dezoito anos de vida nunca o proibiu de nada, Naruto desde os quinze anos já havia ido em varias festas, a maioria de orgias, já foi preso, e parado no hospital por apostar corrida, impossível contar todas as vezes que ele havia chegado bêbado em casa, e também impossível tudo aquilo que tivera que acobertar, ele ainda era um Namikaze, ele ainda era seu filho, não podia deixar que sua imagem fosse jogada no lixo como um pedaço de papelão velho, e por ser seu único filho já estava mais do que na hora de tomar uma providencia, havia sido a gota d’agua.
Quando o loiro mais jovem levantou-se com dificuldade e permaneceu sentado na cama, sentindo o sol invadir o seu quarto ficou confuso, seus olhos semi abertos tentavam desvendar o passado, sentia-se fraco, sujo, dolorido , lembra-se de belas mulheres desinibidas e nuas, dançando para ele, apenas para ele, lembrava de vodcas, muito cigarro, até ter se intoxicado tanto com álcool a ponto de não se importar-se com mais nada, o baseado e depois disso mais nada, passou a mão pelos fios dourados e repousando seu braço sob o joelho, ao erguer a cabeça a ultima pessoa que desejava ver.
– Me pergunto até que ponto você pretende me desafiar – afirmou calmo em singelo caminhando de um lado para outro de frente para a cama de Naruto, o mesmo sorriu fracamente o pai estava irritado.
– Como cheguei aqui? – perguntou, ele não queria estar ali, na verdade não se sentia nenhum pouco calmo para enfrentar as pessoas ao seu redor, sua mente foi bombardeada por imagens de Hinata, é não estava preparado para enfrenta-la.
– Gaara e Sasuke lhe encontraram – murmurou em seguida passou a cuspir as palavras perante ao mau humor – Girls Sexy House Club, uma boate! De prostitutas! Drogados! E criminosos!
– Como se você se importasse – afirmou em desgosto.
– QUANDO SUAS ATITUDES AFETAM ESSA FAMILIA EU ME IMPORTO – Naruto nada respondeu Minato jamais entenderia o buraco que lhe causou com tanta ausência e tanta rigidez – Você é um rapaz mimado que pensa que pode fazer o que bem entender, acontece que você não é, você é meu filho, e não deixar que arruíne a imagem que tem.
– Não sei onde você quer chegar?
– Esta na hora de crescer, esta na hora de parar de agir como um riquinho que tem tudo na mão, nossa como eu errei na sua educação – bastou isso para Naruto levantar da cama num único salto.
– É eu não sou o melhor filho do mundo, DEVE SER POR QUE EU MAL TIVE A ATENÇÃO DO MEU PAI PARA ME EDUCAR.
– EU TE DEI TUDO – esbravejou em perder o posto e sem achar que perdeu a razão – nunca lhe faltou dinheiro, nunca lhe faltou luxo, nunca lhe faltou nada, sempre teve um vida perfeita e ainda tem a coragem de reclamar...
– PAI!
– NÃO ME INTERROMPA! – cortou novamente, Naruto passou a mão bagunçando os cabelos revoltado, indignado, bravo – você deveria ser o meu orgulho, e como Namikaze devo admitir, você é meu grande orgulho, sempre admirei a maneira como se interessa pela empresa, e na maneira como administra, posso morrer tranquilo sabendo que tenho um bom sucessor, mas – um pausa leve que fez Naruto ser torturado até a alma – COMO FILHO VOCÊ É UMA VERGONHA!
– Pense o que quiser de mim – sussurrou virando-se para o jardim, um soco no meio do estomago, uma facada no coração, já não se importava mais com dor era assim a muito tempo – eu sei bem quem eu sou.
– Se sabe quem você é, deveria ter coragem o suficiente para mudar – quando se tratava de ofender o loiro mais velho não poupava palavras tão pouco se importava em ferir sentimentos assim ele atingia suas vitimas em cheio – se fosse melhor Hinata ainda estaria aqui.
– Ela não suporta o meu passado – respondeu friamente, sem deixar transparecer um único sentimento, possivelmente já estava tudo desmoronado por dentro – e eu nunca serei bom o bastante para você.
– Sempre pensando errado não é Naruto.
– E por acaso eu estou errado?
– Não, não esta – ele suspirou, domingo eram importantes para o Namikaze, eram dias de tranquilidade e aquele já estava sendo ameaçado – se você não mudar, vou começar a pensar em medidas drásticas, pode ser uma decepção para mim, mas não vou deixar que seja para sua mãe.
– O que? – perguntou receoso.
– Será que não pensou em nenhum momento na preocupação que causou nela – culpou sem medo, e achava mesmo que ele era culpado – ela ficou de cama Naruto, ela ficou péssima, não faça mais isso.
[...]
Enquanto Minato saia para sua semanal partida de golf, Naruto pulou no chuveiro, apenas na tentativa se livrar do odor de bêbado já impregnado em seu corpo, deixou que a agua escorresse sob a pele levemente bronzeada e forte, escovou o dentes e colocou uma calça de moletom qualquer junto da camiseta regata, seu corpo estava bastante dolorido ainda, na verdade era como se um trator tivesse passado por cima de seus ossos e ainda não se lembrava de tudo que havia acontecido naquela noite.
Kushina estava como sempre na cozinha, impedindo suas criadas de fazerem o seu serviço, ela preparava o café da manhã toda radiante, os amigos de seu filho para toda sua total alegria que adorava ver a casa com visitas estavam lá também, dormiram lá, para que Naruto não acordasse e tentasse fugir novamente, após uma semana com dificuldades respiratórias devido ao seu estado de saúde, e também de cama por ficar sem comer, preocupada e aflita, quando recebeu a ligação de Sasuke avisando que estava indo encontrar Gaara e levaria Naruto para casa ela se sentiu melhor, sentiu seu corpo vibrar na tentativa de querer viver ainda mais, sentiu fome, sentiu cede, e ficou feliz ao ver seu pequeno entrar em casa mesmo que fosse carregado e desacordado, Naruto era um rapaz tão bom, e tão amargurado, não merecia nenhum tipo de sofrimento, simplesmente por não suportar lidar com os mesmos, ela se sentia tão mal por esconder mais um dele.
– Sra.Kushina – pronunciou Gaara, sempre num sibilar de palavras aveludado – nós...
– Gaara, Sasuke, vocês são os melhores amigos do Naruto – ela anunciou sorridente num misto incrível de certeza e seriedade – eu sei é complicado pedir isso, mas não podem contar a ele sobre meu estado de saúde.
– O sr.Minato disse que você não esta tratando – comentou Sasuke com um brilho desconfiado no olhar.
– Tratar significa adiar o inevitável.
– MÃE! – ela nem ao menos teve tempo de terminar de se explicar, o berro rouco sob a voz maravilhosa que a encantava em todas as manhãs se manifestou descendo as escadas com ferocidade, Naruto passou correndo por todos os cômodos espaçosos da mansão arejada como se fosse um furacão quase destruindo os moveis clássicos e caros que Kushina escolheu a risca, como já conhecia inteiramente bem, já sabia que ela estava na cozinha.
– Mãe! – disse de novo adentrando na cozinha sentindo o cheiro dos delicioso waffles feitos pela mãe, ah como ela sabia ser incrível, franziu o cenho vendo os dois melhores amigos sentados na mesa farta saboreando o suco de uva também feito por ela mesma, Kushina em todas as suas teimosias sabia deixar todos ao seu redor de cabelos em pé, assim que a ruiva o viu ali, tão apresentável ela soltou um largo sorriso feliz e tratou de abraça-lo rapidamente fazendo a cabeça de Naruto repousar em seu ombro, alivio, sentia um imenso alivio por vê-lo dentro de casa, mal conseguia explicar com palavras para si mesma o quanto aquele abraço era importante, e para o filho ele finalmente havia percebido, se não atendeu o celular nas ultimas semanas era por que tinha certeza que assim que ouvisse a voz singela da mãe ele voltaria correndo para casa, e atrás de todo aquele sentimento que ela mandava parecendo um telepatia incontestável ele percebia o quanto estava sentindo saudades.
– Que bom que você esta em casa – ouviu ela suspirar quase despejando um leve choro, os olhos do loiro ficaram tristes em questão de minutos, sua mãe tão doce anjo de toda vida, ele conhecia mais do que qualquer pessoa, estava diferente.
– Me desculpe – sussurrou culpado.
– Sente-se coma com seus amigos – ela se afastou e puxou a cadeira da mesa, mas Naruto analisou como seu corpo estava mais esquelético do que a ultima vez que a viu.
– Fala serio Naruto você deu o maior trabalho ontem! – resmungou Sasuke em tom meio divertido, amigos, amigos, cuidar deles em momentos difíceis era quase parte de um contrato, tudo vinha no mesmo pacote.
– Como me encontraram?
– Meu irmão te viu na boate ontem, nossa não tinha um lugarzinho melhor para ir não? – afirmou de maneira retorica um Sabaku um tanto brincalhão.
– Se até nos piores lugares vocês me acham, já tenho que tomar ciência que não há onde me esconde? – murmurou dando uma grande mordida nas torradas que já estavam na mesa.
– Você não se lembra de nada? – A pergunta de Gaara sou seria demais na opinião do jovem Uchiha sentado ao seu lado, e um olhar duvido até mesmo amedrontado, desde a noite passada ele tentava entender por que o amigo ruivo já estava na boate a hora que ele chegou, sendo que Gaara não mora nada longe da mansão Uchiha, poderia ter passado lá antes, assim que recebeu a ligação de seu irmão informando o paradeiro do Namikaze.
– Lembro-me de estar nas cabines depois disso mais nada – Naruto massageava a têmporas, dor de cabeça fazia parte do pacote da ressaca – mas, eu sonhei com Hinata.
– Porra Naruto, esqueça! – cuspiu as palavras com nervoso o Uchiha – não é difícil para um homem como você arrumar outra – zombou um pouco e por mais que Sasuke imaginasse que era difícil ele precisava dar um certo apoio ao amigo.
– É que pareceu tão real – murmurou de um jeito que Gaara se arrepiar, e no mesmo momento digitar uma mensagem para Hinata.
“Tivemos muita sorte, nem precisei inventar uma daquelas desculpas sem sentidos, tsc, tsc, tsc, fumou tanto que não se lembra de nada, não há com o que se preocupar ele pensa que foi apenas um sonho”
– Gaara.
– O amor nos deixa fantasiosos meu querido – voz que parecia ser acompanhada de uma musica angelical, Kushina despejando os waffles nos pratos de cada um, com calda de morango e para Naruto chanttily extra, ele amava.
– Gostava mais quando eu não conhecia essa droga de amor – murmurou.
– Um dia você vai achar a mulher certa – Kushina estava decepcionada com Hinata, adorava completamente a Hyuuga e não esperava tais atitudes vindo dela, quando via o casal sempre os analisava contente por estarem aparentemente tão apaixonados, e agora seu filho estava sofrendo.
– Não quero saber de namoradas, apenas de mulheres – nessa hora que ela se preocupou, ele estava mais amargo, e não confiava no amor, sentiu o corpo murchar provavelmente ele seria muito mais cafajeste do já era.
– Mãe você esta mais magra! Muito mais magra – o comentário fez a Uzumaki olhar um pouco assustada sem conseguir dar respostas, em meio a todo o sofrimento de seu filho ela sentia sim um certo receio em mentir.
– Deve ser por que você sumiu e ela não come a dias idiota! – contornou Sasuke e ela pode agradece-lo com um olhar, Naruto levantou na mesma hora e a abraçou novamente forte, enterrando suas mãos intensas nos fios vermelhos que lembravam tanto por combinar com o majestoso por do sol.
– Perdoe-me mãe.
– Não foi nada Naruto não se culpe...
– Dona Kushina – chamou a empregada tendo a atenção de todos – o sr.Minato deixou isso na mesa da sala de jantar antes de sair, onde devo guardar?
– O que é isso? – perguntou Naruto vendo ela mostrar o envelope grande dourado, Gaara nem quis olhar continuou comendo fingindo nada estar acontecendo, evitando o olhar do amigo Sasuke que agora enterrava o rosto com as mãos, Naruto apanhou o envelope e Kushina tentou até que impedi-lo.
– Naruto, não! isso é do seu pai, por favor – ela dizia andando atrás dele enquanto o mesmo fugia dando volta na mesa.
– Parece uma festa – murmurou retirando o papel todo enfeitado de dentro.
– Não Naruto não leia isso! – pediu e viu ele franzir o cenho confuso.
– Por que não? – ela não respondeu bastou para que lesse o convite, enquanto seus olhos azuis perfeitos analisavam cada linha daquele contrato formidável, viu a expressão calma passar de irritada de imediatamente, Gaara e Sasuke apenas esperavam a bomba explodir e não demorou muito – MAS QUE PORCARIA É ESSA?!
– Filho...
– Nós do Grupo Hyuuga as Industrias Namikaze e a FAMILIA MORIMOTO, A FAMILIA MORIMOTO? SERIO ISSO MÃE?
– Não brigue com o seu pai Naruto, estou implorando – ele gargalhou e tratou de prosseguir.
– TEMOS A HONRA DE LHES CONVIDAR PARA A FESTA QUE SERÁ CELEBRADA PARA COMEMORAR A GRANDE UNIÃO QUE ESTAMOS FAZENDO! — Naruto se sentiu traído dentro da sua própria casa, e pior pelo próprio pai – ELE VAI FAZER NEGOCIO COM AQUELE CARA!?
– Naruto acalme-se!
– NEU NÃO VOU ME ACALMAR, ESSE METIDO A MAURICINHO TIROU A HINATA DE MIM E AGORA O MEU PAI ME APUNHA-LA PELAS COSTAS!!!
– São apenas negócios Naruto, eles vão fazer um investimento de energia em Okayama...
– FODA-SE MÃE! – ele soltou todo ar acumulado nos pulmões procurando a divina paciência, pois não era com ela que deveria estar brigando ela com ele. – Hinata me abandonou, me trocou, NÃO HÁ UM SEGUNDO QUE EU NÃO ESTEJA SOFRENDO POR ELA e eu chego em casa e vejo isso!!! E QUANDO EU ESTIVER NA EMPRESA VOU TER ENCARA-LO VER ELE TODOS OS DIAS E SABER QUE ELE ESTA SENDO FELIZ COM A MULHER QUE EU AMO? TRAIDORES!
– Pare de ser dramático Naruto, vai deixar sua mãe frustrada atoa – Sasuke não estava errado, preocupação e aflição já eram o bastante para Kushina em todos aqueles dias sem noticias de Naruto, ele não queria brigar com ela, odiou o universo, mas não podia odiar sua mãe, ela não merecia que ele se exaltasse, ela não era culpada, e por essa razão não queria ela visse ele bravo, o Namikaze jogou sem nenhum pudor o convite no chão, girou o calcanhares se retirando da cozinha e indo caminhar pela casa, ninguém protestou sua atitude tão inesperada, ele estava mesmo irritado ao ponto de querer apenas ficar sozinho, o mais importante já estava feito, ele estava sobre os olhos da família e dos amigos, se quisesse fazer qualquer loucura tinha muita gente que o impediria, após cinco minutos que saiu da cozinha eles puderam ouvir o estrondo da porta do quarto do loiro batendo violentamente, Sasuke e Gaara continuavam sentados incrédulos não havia nada que pudessem dizer ou consolar o amigo, Naruto estava numa condição lamentável, Kushina com um péssimo estado de saúde não sabia por quanto tempo mais ela aguentaria, sentou-se à mesa junto com os meninos que por estarem sempre em sua casa, ela mesma os considerava filhos, sentou-se na mesa custou a chorar desesperadamente e sendo amparada pelo Sabaku e o Uchiha.
[...]
Haruno Sakura acordou incrivelmente cedo naquela manhã por simplesmente estar sozinha em casa, seus pais viajam, seu pai fora convocado para uma audiência em Osaka e aproveitando que sua avó mora lá também sua mãe aproveitou para ir junto, não se sentia mal em ficar sozinha apenas era preguiçosa demais para isso, como a feira de domingo no parque de Tóquio era conhecida por ter as melhores frutas ela tinha que acordar cedo para ir até lá comprar, adorava os bons nutrientes, enquanto andava pelo calçadão movimentado carregando as sacolas pesadas sentiu de forma inesperada alguém tocar seus pulsos e puxar suas mercadorias, ao virar-se encontrou a cabeleira ruiva com olhos intensos e admiradores a encarando com um sorriso animador sem mostrar os dentes, Sasori.
– Não é educador deixar uma conhecida carregar sacolas tão pesadas – ele murmurou galanteador, e ficou satisfeito com o tom róseo que causou nas bochechas, combinava com os belos cabelos que ele achava tão perfeita.
– Ah Sasori, não esperava você aqui — como sempre falando como se fosse um homem do passado.
– vamos solte, deixe eu leva-las até seu carro.
– Não, não precisa, eu aguento.
– Haruno Sakura assim você esta ofendendo minha educação – ele sorriu largamente.
– Tudo bem – sussurrou rendida, Sasori cheio de toda a gentileza começou a caminhar ao seu lado pela feira, era tão impossível encarar aqueles belos olhos esmeraldas e não sorrir, o vento batia suavemente e também o suficiente para conseguir sentir o seu perfume em cada segundo.
– Então você vem as feiras de domingos? – queria conhece-la, conversar, ser gentil.
– Não minha mãe vem, mas ela esta viajando, então eu tive que vim hoje – respondeu gentil também e sutil, não se importava em conversar com ele.
– E você?
– Na verdade eu vim comprar flores.
– Uma garota? – ela dilatou as pupilas dando uma piscada seguida de uma risada gostosa.
– Na verdade são para Hinata, eu trabalho para o noivo dela e ele mandou que eu viesse comprar flores para ela, mas não achei nada da qual pudesse agrada-la sei que não parece muito, mas Hina é muito seletiva.
– Não me lembro de Hinata ser seletiva em relação as coisas que ganha Argh! Temos mesmo que falar dela? – murmurou a pergunta em desgosto, e ela estava certa Hinata não era nada seletiva, amaria tudo que viesse com carinho, porém nada vindo de Riroki.
– Sinto muito, mas você perguntou.
– Então agora pergunte você.
– Humm...Como anda o seu namoro com o Uchiha?
– Ah Sasuke, ele é sempre muito maravilhoso comigo, estamos muito bem – o tom de voz de Sakura era tão hesitante quanto seu olhar nada sincero.
– Não estou sentindo nenhum pouco de firmeza nesse “estamos muito bem” – ela na respondeu e Sasori não se sentiu vitorioso apesar de querer estar simplesmente por que era notável em seu rosto, ela não estava feliz – tudo bem, não é da minha conta.
– Não, é que – hesitou um pouco pensativa, Sasori sempre foi tão gentil não podia poupar palavras para elogiar alguém que nunca lhe faltou com respeito, sempre educado, apenas a irritava o fato de ser amigo de Hinata, e agora possivelmente um serviçal, mas Sakura não era do tipo que julgava as pessoas que companhias que tinha tão pouco pelas manias ela sempre analisa atitudes e Sasori tinha muitas – estamos realmente bem, mas, as vezes eu penso que ele não me ama o suficiente, acho que ele me ama apenas como amiga.
– Mas você é a única que ele leva serio Haruno Sakura.
– Me pergunto se ele tem certeza dos próprios sentimentos, e nem mesmo eu entendo muito de sentimentos, Sasuke e eu somos amigos a muito tempo eu sempre gostei dele apenas dele – ela suspirou murchando dentro do próprio corpo como um flor durante a noite fria – você sabe como é isso?
– Eu não sei bem, mas, há uma garota que eu gosto, e eu nunca sei como agir perto dela.
– Gosta dela de verdade?
– Cada dia gosto mais.
– Seja para ela o tipo de pessoa que você gostaria de se apaixonar – afirmou sorridente.
– Então eu devo me parecer com ela – Sakura riu.
– Não, diga Sasori você se apaixonaria por você mesmo? Digo se você fosse outra pessoa e conhece Akazuna no Sasori, ele poderia ser uma pessoa que você que poderia se apaixonar.
– Não sei dizer.
– As pessoas pensam que se apaixonam pelas pessoas após conhece-las melhor, mas não é bem assim, a grande verdade é que você nunca esta preparado para receber o amor, não o jeito a beleza muito menos o carisma como todos os livros dizem, você simplesmente ama pelo que ela é, nem a física consegue explicar direito, por exemplo eu se pudesse escolher não me apaixonaria pelo Sasuke, ele tão sacana – suspirou novamente enquanto o ruivo prestava atenção formidavelmente – porém nós não escolhemos, as vezes amamos, pilantras, cafajestes, crápulas, e para os sortudos outros apaixonados, sinceros, fiéis.
– Nossa, isso foi interessante de se ouvir, e você diz que não entende muito de sentimentos.
– Mas o que eu acho de verdade é que o mundo esta em falta no amor, as pessoas não cuidam mais dele como antigamente, porém, deveriam cuidar, por isso seja para pessoa que você ama o tipo de pessoa que você gostaria de se apaixonar mesmo que ela não te corresponda, eu amo Sasuke eu amo ama-lo, e eu cuido dele, eu sempre o consolo, nos divertimos, saimos, o ajudo quando precisa, eu sou amiga, fiel, sincera, parceira, sou um anjo para ele, por que ele não é, mas gostaria que ele fosse isso para mim, isso não é apenas uma forma de puro respeito é também uma forma de amor, a maioria das pessoas acaba agindo assim automaticamente nem percebe – ela sorriu.
– Também não é uma forma de falsidade? Quer dizer, você não esta sendo você mesmo.
– Muitos acham isso, mas eu acho que quando se ama de verdade nenhuma atitude é acompanhada com falsidade.
– Você não se magoa?
– Isso é um desejo da mente humana, querendo ou não eu me apaixonei por um Sasuke serio, amargo, e pilantra, no fundo no fundo, apesar da minha mente desejar isso, meu coração não quer que ele mude nunca.
– Muita bonita suas palavras, mostra que você não é o tipo de mulher que brinca com sentimentos das pessoas, que ironia do destino se apaixonar por uma.
– Sim muita ironia, e eu odeio esse tipo de gente – Sasori parecia poder ler seus pensamentos, é claro que cuspiu as palavras se referindo a amiga Hinata que machucou o coração do pobre Namikaze, pobre de sentimentos, pois na verdade o loiro era um milionário, o Porshe SUV do pai de Sakura estava estacionado bem ao lado de uma arvores de cerejeira, eram tão parecidas, lindas em todos os sentidos, mal sabia a Haruno que a garota que ele tanto gostava era ela mesma, e que a resposta na verdade era não, ele não se apaixonaria por ele mesmo, Sasori se odiava, ele era um criminoso, não gostaria nem que Sakura se apaixonasse por ele, ela não merecia, membro de um poderosa organização secreta, assassino de aluguel, mestre em armas e um vigilante, coitada da Hinata, mas como sempre ressaltava em sua mente para amenizar a dor que vivia dentro de si, ele não havia escolhido, a vida não lhe deu escolhas, nasceu e cresceu na periferia, órfão desde de sempre, passou fome, passou frio, morou na rua, até ser adotado pelos pais de Nagato e mesmo Sasori ser um mera sombra do menino prodígio que viva naquela casa e nunca sentiu nem um tipo de rancor tão pouco ciúmes, apenas ódio quando os mesmo foram assassinados, vitimas do governo americano que os acusou de vender armas a terroristas no Oriente Médio, a pena de morte foi brutal, não tão brutal para o pai, por que era verdade ele vendia a armas, bombas tudo que via de sua empresa, mas foi brutal para sua mãe, que foi considerada cumplice, Sasori ficou triste, mas seus pais além de adotivos lhe deram um excelente educação, já Nagato que corria nas veias o mesmo sangue era bem mais explosivo e sempre odiou o mundo por isso, e odiou ainda mais a sociedade, tomou os negócios do pai cancelando a venda de armas no oriente, se tornou frio e amargo e Sasori se tornou seu braço direito, quando se entra numa organização secreta não se pode mais sair, pedir retirada significa pedir a morte principalmente na Akastsuki que é tão cautelosa, não deixa rastros, os outros membros vieram com o tempo pois Nagato conhecia muitos mafiosos, contratou os melhores sem perder tempo, suspirou se arrependendo.
– Então Sasori, eu tenho que ir, obrigada pela ajuda – disse a rosada fechando o porta-malas do carro, nem tinha notado o tanto que andaram tão pouco que aquele momento tão singelo havia acabado.
– Eu sempre ajudarei quando precisar Haruno Sakura.
– De uns tempos para cá você só me chama assim, por que?
– Haruno significa primavera, e Sakura flor de cerejeira, percebi que um nome tão lindo não se deve ser diminuído tão pouco desprendido de uma única silaba, eu não quero que perca o sentido.
– Uau – ficou sem jeito com palavras tão marcantes que fizeram qualquer frase morrer na própria garganta – obrigada conversar comigo – custou a mudar de assunto rapidamente – por me deixar desabafar, e eu nem lhe conheço direito.
– Não me agradeça eu que lhe devo agradecer pela singela companhia – por que ele tinha que falar daquela forma tão clássica? – tenho que ir ainda não comprei as flores de Hinata e Riroki Morimoto gosta de impressionar – girou os calcanhares voltando-se para dentro da feira e acenando devagar.
– Sasori! – ela o chamou, ele se virou e ela estava sorrindo como sempre lindamente se sentiu bem, talvez tivesse gostado de conversar com ele, as vezes desabafar fosse tudo que flor precisasse, ela estava com os encima da entrada no carro segurando firme no teto e o encarando dando a ele a vista perfeita com o sol que a iluminava – Hinata gosta de lírios, lírios cor-de-rosa, não quero que seu chefe te demita.
– Obrigado! – até que queria ser demitido pensou vendo ela ir embora.
[...]
Hyuuga Hiashi estava vendo a nova sala do presidente da empresa do Grupo Hyuuga, todos os moveis ainda estavam encapados pelo plástico bolha logo seria a grande inauguração pouco depois da celebração que ocorreria no próximo final de semana, sala que no futuro estaria no comando de Hinata, até que se sentisse velho o suficiente ele mesmo ficaria no comando das empresas em Konoha e nas sedes espalhadas pelo mundo, mas Tóquio era toda de sua filha, ela tinha que se preparar e já imaginava que quando chegasse a hora dela tomar a posse de tudo Hinata não sairia de Tóquio ela sempre desejou viver na capital, claro para arte não para ser empresaria mesmo assim sentiu-se animado por sua filha finalmente ter escolhido o caminho certo, simplesmente por que ele péssimo pai do jeito que era não havia lhe dado escolha, abriu sorrateiramente a uma das caixas de papelão empilhadas na sala, dentro dela um porta retrato, com a foto que até mesmo ele tinha, tirada alguns meses antes de Hinata fugir, na foto Neji, Hanabi e Hinata sorriam como se tivessem acabado de se recuperar de uma gargalhada, os três com a mesma características dele e do irmãos, os olhos prateados com um tom gentil e perolado, como os amava.
E por falar em filhos, Neji entrou no escritório com passos duros e assustados carregando dois envelopes nas mãos sua expressão estava assustada como se tivesse acabado de ver um fantasma, Hiashi soltou um olhar confuso até ver o sobrinho jogar os documentos com violência encima da mesa de madeira preta. Centro Psiquiátrico de Kyoto Dr. Omatto. Respirou fundo ao ler a marca e respirou mais ainda ao ver que o envelope estava aberto.
– Tio, eu só abri por que o segundo fala que são exames de Hanabi – o Hyuuga mais novo estava ofegante provavelmente devido a enorme bomba que cairá na sua cabeça – se queria esconder isso de mim foi muita burrice mandar que entregassem isso aqui.
– Mandei entregar aqui por que estou aqui e por que não tem ninguém na empresa você não deveria xeretar na correspondência.
– Por que não tinha ninguém que as olhei – Hiashi abriu o primeiro envelope e começou a ler, para sua desgraça e profunda tristeza era um atestado de óbito.
– Então ela não resistiu.
– Você tem noção da gravidade dessas coisas? Se Hinata descobrir ela vai surtar.
– Hinata não pode saber Neji! – ponderou com um tom de voz elevado e logo em seguida voltou ao normal quase sussurrando – ela jamais entenderia.
– Nem eu estou entendendo!
– Eu vou explicar.
– Não vai contar a ela nem mesmo sobre Hanabi?
– Não sei como contar.
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