Notas iniciais
AMOREEEEEEEES SEU LINDOS vocês não aguentam mais de curiosidade né, eu podia anunciar que a fic esta no seu rumo final, mas eu não vou fazer isso por que eu estou planejando mais coisa, vamos acabar com esses misterios e depois eu quero que role uma aventura, não sei ainda estou planejando AHUHEUAHEUAHEUHAUEHUAE Capitulo dedicado, a linda da Britt Sedução que recomendou essa historia, não poupou palavras para me elogiar e elogiar a fic, ela citou que o amor dela por essa fanfic é unico meu Deus, me emocionou de verdade, então para ela que esta qerendo me matar já de tanta curiosidade, por que sim eu amo misterios e sim eu confundo todo mundooo mesmoooo. Querida espero que goste desse capitulo assim como gostou dos outros ♥ E não apenas para ela também ao lindos e lindas que recomendaram, favoritaram, aos que comentam meu Deus, tem leitores que mandaram reviwes em todoooooos os caps e mando mensagem privadas também aos que acompanham e acessos crescendo ainda mais to orgulhosa galera me deixei mais feliz ainda ♥

Hyuuga Neji estava sentado no sofá ainda encapado pelo plástico bolha, no escritório da nova empresa, continuava predominantemente chocado, perdeu as contas de quantas vezes deixou que mãos fossem passadas pelos cabelos castanhos tentando digerir tamanha informação.

– Nos escondeu ela durante todos esses anos – afirmou encarando o chão profundamente tão decepcionado com o tio que considerava pai, dos três filhos, com certeza Neji era o que mais tinha confiança em Hiashi, Hanabi nunca conheceu o pai amoroso que seus irmãos mais velhos sempre falavam, ela era pequena demais para se lembrar e Hinata petulante Hinata que passou a odia-lo pela pessoa que se tornou, mas não Neji, o mais velho sempre o viu como um herói, o homem que o criou o deu conforto, amor e educação o encheu de sabedoria de também de confiança, ele não era seu pai, mas sempre agiu como mais que um pai.

– Foi necessário – Hiashi respondeu com um sibilar de palavras tão tristes quanto qualquer outro, ainda com as mãos sobre os dois envelopes, ele suspirou pesadamente.

– Hinata foi a que mais sofreu com tudo isso, você deveria – ele fez uma pausa calma tentando encontrar as palavas – deveria contar, principalmente por Hanabi.

– Foi algo que a própria Kaoro decidiu Neji – ponderou se levantando e caminhando pela sala com um olhar pensativo – Kaoro nunca quis que ninguém soubesse a doença que ela tinha.

– Mas se é uma doença genética...

– Hinata foi planejada – respondeu o interrompendo – mas Hanabi não, é logico que ela nasceria com a mesma doença, eu já, esperava por isso.

– O fato aqui não é sobre a doença, por que isso mais cedo ou mais tarde elas ficaram sabendo, mas o fato de que...

– De que eu escondi um segredo durante todos esses anos, e agora você também vai esconder! – murmurou encarando o sobrinho como se fosse uma ordem, naquele momento talvez fosse a primeira vez que Neji não enxergou o pai amoroso, tão pouco o tio acolhedor, viu diante dos seus olhos o que Hinata tanto temia e odiava, tão calmo e ao mesmo tempo tão frio, o empresário líder da família Hyuuga.

– Mas...

– O mundo dos negócios Neji não é nenhum pouco diferente, temos que distorcer historias, manipular as pessoas – ele fez uma pausa breve enquanto virava-se para encarar a paisagem – subornar, muitas vezes.

– Você e vovô já manipularam Hinata o suficiente não acha? – ousou-se.

– Mudou de lado meu caro?

– Só estou começando a perceber o que realmente anda acontecendo nessa família – o mais velho nem ao menos sequer respondeu, massageou as têmporas querendo paciência e Neji continuou – sabe que Hinata sofre até hoje, nos quadros que ela pinta sempre expressam a falta da mãe.

– E você quer que eu faça o que?

– NO MINIMO NÃO TENTE DESTRUIR ISSO! OLHA O QUE VOCÊS FIZERAM DURANTE TODOS ESSES ANOS, NOSSA COMO PUDE SER TÃO CEGO!

– HINATA É UMA HYUUGA! – ambos se exaltavam a medida que a conversa adquiria rumo – e você também é – suspirou – entretanto quando fiz o que fiz, não pensei como um Hyuuga, pensei com coração, como pai.

– Como pai? Fala serio, forjou a morte de uma pessoa – ironizou se levantando revoltado, apanhou os envelopes e foi caminhando dirigindo-se até a porta, como um furacão nervoso, podia ouvir seu celular no bolso tocando, Tenten provavelmente, não iria responde-la agora.

– Neji volte aqui! – ordenou Hiashi com paciência.

– Preciso ficar um pouco longe de você.

– O que?

Neji estava exatamente estático na soleira da porta segurando a mesma aberta preparado para se retirar sem nenhuma vergonha ou intimidação nos seus olhos, ele queria mesmo provocar o Hyuuga mais velho.

– Você sempre foi como um pai pra mim, isso nunca vai mudar, sempre, sempre vai ser o meu herói – sorriu falsamente tendo certas lembranças em sua mente – tenho que lhe agradecer por me deixar ser irmão de Hinata e Hanabi, eu amo todo esse lugar, fui seu orgulho eu sei que fui, mas agora não posso ficar do seu lado.

Ele se retirou e Hiashi não ousou a responder, continuou ali admirando a paisagem da caótica Tóquio esperando que o outro furacão mais tarde chegasse, Neji nem ao menos imaginava que para Hiashi ele era bem mais que orgulho, e deixaria ele ser seu filho quantas vezes fosse necessário, seus olhos prateados calculavam o desabamento de sua vida, irmãos sempre se unem contra os próprios pais nesses tipos de crises, ele riu de novo, e mirou as pupilas na foto encima da mesa, os três, são irmãos mesmo.

Hyuuga Neji, dirigindo seu carro começou a pensar minuciosamente como de uns dias em diante Hinata estava estranha, todo aquele choque de morte e doença o fez abrir os olhos para algo que já estava com uma pedra no seu sapato e agora ela estava machucando, quando Kaoro morrera Hinata ficou meses trancada no quarto, ficando reservada para si mesma, até que o pai decidiu de que a herdeira da família Hyuuga não podia se casar com qualquer um, e assim ela teria o seu próprio noivo e quando completasse a maioridade e o estudos estivessem acabado se casaria, a família Morimoto aceitou a proposta, eles quase nunca se viam, poucas vezes conversavam, e quando juntos Hinata apesar de sempre meiga e gentil era tão notável que o tratava como um amigo, apesar de Riroki sempre demostrar centenas de chamas de carinho, dois anos atrás Neji foi estudar na Romênia, lembra-se até hoje e todas as mensagens que recebeu da prima que queria terminar aquele noivado por que ela simplesmente não o amava, já fazia três anos que aquela como ela mesma chamava, palhaçada, estava durando e sentia como se estivesse não enganando a si mesma mas ao próprio Morimoto, o ultimo e-mail ela dizia que Hiashi finalmente havia concordado com o fim do noivado pois Hinata estava realmente sofrendo, e como sempre ela prometera de todo coração deixar a arte para viver apenas para o Grupo Hyuuga, porém Riroki pedira mais uma chance de conquista-la pois a mesma era uma mulher pela qual valia apena lutar, Hiashi concedeu a permissão para que os dois viajassem juntos, depois disso Neji apenas lembrava-se de estar num avião voltando para Konoha ao saber que a prima fora sequestrada, um sequestro que Hiashi fez de tudo para esconder não apenas do mundo, mas dos amigos mais próximos, uma operação de muita cautela, casal filhos de famílias tão importantes haviam sido sequestrados, Kayo Morimoto moveu toda sua segurança e influencias do exercito, ele tinha suas próprias teorias mas não a comentava com Hiashi, a equipe do pai do noivo encontrou os dois depois de um mês e disse que os sequestradores fugiram, Hinata estava esquelética, toda machucada e desidratada passou dias no hospital, e Riroki aparentemente bem, por decisão de Hinata, e do próprio Kayo o noivado teve fim. Um ano se passou e ela fugiu para Tóquio, fez todo aquele escândalo e o drama de não querer comandar as metalúrgicas da família, conheceu Naruto, e Neji a viu, um sorriso tão lindo e tão digno da mais pura felicidade, um sorriso que ele não via no rosto da prima desde que a tia partira, viu o Namikaze ser sua salvação, Hinata era não apenas uma garota petulante, ela era engraçada, desastrada, divertida, apenas não demostrava, pois dentro de si existia um ser tímido que quase nunca se revelava, mas melhor que qualquer coisa, se manifestava. Riroki voltou de repente como um míssil atingindo a vida dela, não o via desde que Kayo mudou para a Inglaterra, ela decidiu reatar o noivado, ela o amava, e deixou Naruto, mas não apenas isso, parou de falar com suas amigas, Ino e Sakura, que eram suas únicas amigas de verdade, afastou dele mesmo, e pouquíssimo falava com Tenten, na verdade sempre que pode ela os evita, Hinata passava a maior parte do tempo sozinha ou andava com os novos amigos do colégio, garotos que aparentavam ser mais velhos pelo que sua namorada havia lhe contado, mas era apenas no colégio, a maior parte do tempo ficava sozinha, apenas Sai estava sempre com ela, Sai...

“Sei que esta acontecendo alguma coisa com Hina, acho bom me contar”

– Neji.

“ Me conte logo por que uma bomba vai explodir na cabeça dela jájá”

– Neji.

Enquanto subia o elevador, até mesmo chegou a pensar se o que estava fazendo era correto, o mundo de Hinata vai despencar. Sentiu o celular vibrar.

O que aconteceu dessa vez Hyuuga?”

– Sai

“O pior, o pior, esteja preparada pois ela vai precisar muito de nós dois”

– Neji.

[...]

Hyuuga Hinata encontrava-se deitada em sua cama, vendo a todas as fotos e amostras de decoração que Naigella havia lhe trazido, ela não queria ver nada daquilo, estava tudo tão luxuoso, para um casamento que ela mesma profundamente não desejaria que estivesse acontecendo, já tinha marcado dia e hora para ver o cardápio do jantar, as musicas que serão tocadas, as flores, e data e hora, grifado em hora com adesivos que ela, a assistente, fez questão de decorar envolta, o dia que escolheriam o vestido, ah o vestido de noiva que seria a principal atração da festa o que todos mais desejavam ver e admirar, e por ter um noivo além de psicopata um verdadeiro perfeccionista ele mandaria que escolhessem para ela o mais lindo vestido de todos sabendo com ela sempre mandona acabaria ficando com qualquer um a contra gosto, ela suspirou irritada, não queria se casar agora ainda era tão jovem e pior, com ele, era tão difícil, cada segundo vivendo toda aquela mentira era mais um passo para longe dele. Naruto.

Bufou irritada jogando as folhas e consequentemente o celular também no canto ao lado do criado mudo, se esparramou sob o colchão deixando que os lençóis egípcios a confortassem, seus próprios sonhos eram o único lugar que podia ser feliz, fitava o teto com os ultimamente olhos perolados triste, que fatiavam seu coração através da dor, estava cansada. Errou durante toda a vida, péssima filha, péssima irmã, péssima amiga, péssima noiva, tinha pena de Naruto por ama-la, mesmo sendo o desastre da família Hyuuga, a verdadeira decepção, mesmo sempre estando cercada de cobras venenosas que só queriam lhe tirar um pedaço, mesmo sendo sempre azarada, Hinata nunca mesmo deixou de sorrir, Sai, por exemplo era uma das poucas razões que para ela era a vida mostrando que deveria continuar em frente, e ela continuou lutou pela própria felicidade, mas talvez não estivesse destinada a ela, pois como sempre tudo havia dado errado.

Nem teve tempo de continuar a ouvir os próprios pensamentos, sentiu seu estomago revirar tudo girar, apenas pulou da cama meio cambaleante e teve sorte por não ter confundido o banheiro com o closet em meio a sua visão turva, e mais sorte ainda por achar o sanitário no meio daquela suíte, e finalmente jogar dentro dele todo o seu almoço, na verdade nem almoço direito foi, naquele dia pela primeira vez sentiu fome como antes, mas como sempre não tinha vontade de comer, mesmo assim comeu e o enjoo fora o resultado, será que fazia tanto tempo que não se alimentava direito que deixou alguma coisa estragada na geladeira? Ouviu a elevador anunciar a chegada de alguém, não tinha tempo nem mesmo para vomitar em paz, perfeito, absolutamente odiou ainda mais ser quem era.

– Hinata!? – Neji, voltou a respirar aliviada, não era Riroki, não era Naigella, não era Sasori, Deidara ou Hidan, era apenas Neji, levantou-se rapidamente lavou a boca e saiu correndo do banheiro a tempo de encontra-lo na soleira da porta dupla do seu quarto, a observando vendo seu jeito que continua no rosto um certo segredo.

– Neji – ela sorriu, até que estava com saudade do primo ocupado e estudioso que vivia pegando no seu pé.

– Seu porteiro disse que acabou de chegar para você – ele segurava um pacote quadrado grande, e a entregou, só poderia ser de uma pessoa, rasgou todo o papel marrom que o embrulhava em seguida abriu a caixa de papelão, dentro dela uma outra caixa preta de camurça toda delicada e envolvida por uma fita vermelha, abriu no maior desgosto possível, dentro da mesma um lindo colar, um coração perolado delicado e discreto, contornado por um fileira de diamantes cintilantes, lindo, não podia negar que achou lindo, ao lado um bilhete.

Para a noiva mais linda de todas, quero que use na grande celebração de união entre os Namikazes, os Morimotos e Hyuugas, faltam dois dias – Riroki Morimoto.

Jogou a caixa, junto com o pedaço de papel na cama, ignorando completamente a presença do primo, Neji pensou em dizer alguma coisa, mas viu os olhos da Hyuuga mais nova ficarem turvos e assustados como se tivessem percebido algo.

– Neji que dia que é hoje?

– Oito – ela arfou no susto e deu um salto se jogando no tapete felpudo do quarto, Neji custou a sentar-se na poltrona para observa-la desesperadamente procurando o celular no meio de todas aquelas pastas que envolviam o casamento, até finalmente achar e começar a digitar uma mensagem, quando foi que ficou tão perdida a ponto de não perceber que o ciclo menstrual estava tão atrasado? Sim estava perdida muito perdida, foi completamente descudada, lagrimas surgiram nos seus olhos sem que percebesse, Naruto, Naruto, Naruto, aquela noite. Se xingou mentalmente inúmeras vezes deixando que o pânico tomasse conta do seu corpo invadindo sua mente, não deveria ter ido naquela droga de boate, na verdade deveria não deveria ter deixado ele seduzi-la como sempre fazia ou deveria ter lembrado da camisinha, ela já não sabia mais no que pensar ou em quem colocaria a culpa, o enjoou e o atraso, sim havia um possibilidade de estar gravida. Riroki, Hinata paralisou ao lembra-se dele, e sua respiração de repente ficou ofegante, ele simplesmente a mataria e mataria Naruto, simplesmente por não existir a possibilidade nenhuma desse filho ser dele, ela tentou se controlar, nem sabia mesmo se estava gravida, mas desejou com todas as forças do universo que suas contas estivessem erradas, ela só tinha dezoito anos, de casamento marcado com o homem psicopata que pior, não era o pai dessa criança.

“Sai, quero você aqui em casa nove horas da noite sem atrasos, e quero pizza, e o um teste de gravidez, urgente”

– Hina.

“ O QUEEEE? A pizza beleza, mas por que porras você quer um teste de gravidez?”

– Sai.

“ Apenas faça o que eu estou mandando, chegar aqui eu explico tudo, to desesperada, preciso de você, e não deixe ninguém saber, sim eu estou citando a Ino, sabe que é louca o bastante não deixe ela mexer no seu celular”

– Hina

“To meio chocado, as nove estou ai, O.K?”

– Sai.

“O.K”

– Hina.

– Então qual o motivo de todo esse alvoroço? – a voz de Neji fez ela despertar novamente, de todas as pessoas que a crucificariam, Neji seria o pior, e ficou tão perdida dentro de si mesma que até esqueceu da presença dele ali.

– Não nada, apenas trabalho da escola, esqueci de fazer – mentiu terrivelmente.

– Sabia que eu estou preocupado com você – disse jogando o corpo para frente se apoiando nos próprios joelhos a encarando enquanto esta debruçada no colchão.

– Você sempre diz que esta preocupado comigo.

– O que acha da união das empresas? – estava testando Hinata o conhecia tão bem que chegava ser sem graça para ele tentar qualquer coisa – sabe Namikazes, Morimoto, Hyuugas, todos juntos.

– Acho uma grande palhaçada, se é isso que você quer ouvir.

– Por que?

– Os Namikazes mechem com industrias de energias enquanto os Hyuugas com metalúrgicas, para essas empresas são grandes investimentos principalmente em um cidade com Okayama cujo prefeito já disse numa reportagem que quer que a cidade se torne mais eco sustentável, e isso o Grupo Hyuuga faz de melhor, porém a família Morimoto, nem se quer mais vive no Japão vive, apenas Riroki cuida das usinas nucleares que ainda regem por aqui, para ele estar ou não nessa união é apenas um passatempo, Riroki vai entrar apenas com a parte tecnológica, tem falar que ele apenas vai receber quinze por cento do lucro de todo projeto pois papai e o sr.Minato compraram e fizeram a maior parte.

– Falou como uma verdadeira empresária, parabéns.

– Mesmo eu não querendo ser uma – ironizou e Neji pode enxergar seu olhar triste de um sonho que fora deixado para trás apenas por causa da família, como nunca havia percebido isso?

– Eu estive com o papai hoje... – Hinata sentiu uma risada esbravejar pela sua garganta causando um som alto e forte por todo o quarto, ela ria como uma criança e ao mesmo tempo sorri como se ele tivesse dito algo que a tivesse deixado feliz – o-oque foi?

– Você o chamou de papai... – ele nem havia notado, seu rosto ficou levemente avermelhado enquanto deixou as costas afundarem na poltrona – deveria falar assim na frente dele.

– Eu sou sobrinho Hina, apenas sobrinho.

– Ele sempre te considerou filho Neji, assim como eu e Hanabi sempre consideramos você irmão, a todos que perguntam você é meu irmão mais velho.

– Eu também sempre considerei vocês irmãs e ele meu pai, eu lembro muito do meu pai Hizashi, eu sei que eu era muito pequeno, mas eu lembro muito dele, o tempo todo ele vai ser sempre o meu pai, mas também lembro do tio Hiashi, me ensinando boas maneiras e me levando para assistir baseboll mesmo ele odiando, assim como eu tinha que ir ver ele jogar golf, lembro dele me levando na escola, me dando conselhos, ele sempre foi muito ocupado eu sei, mas como eu sempre me interessei pela empresa nós sempre tínhamos o que conversar e talvez eu não tenha visto o pai ocupado que você viu, ele é meu pai, de coração, de alma de qualquer jeito, não existe documento que mude isso pra mim.

– Que fofo, mas depois que a mamãe morreu até você tem que admitir que ele mudou muito, e como você mesmo disse, sempre se interessou pela empresa e por isso você nunca percebeu, eu sinto falta de quem ele era.

– Agora eu também sinto.

– O que quer dizer? – perguntou meio risonha notando um olhar triste do primo.

– Eu fui à empresa e encontrei isso – ele jogou os dois envelopes para que a prima os alcançasse – ele sempre vai ser meu pai Hina, sempre vai ser o nosso pai, mas antes disso eu considerei também a tia Kaoro uma mãe, e você minha irmã, não podia simplesmente esconder isso de você.

[...]

Hiashi tomava o café do Starbucks de Tóquio, não era seu local preferido para tomar café, mas na pressa ligou para o mais próximo, o mais forte para sobressair a mente, por sorte esse recinto que se encontrava na esquina da empresa fazia entregas ainda não havia saído da sala presidencial, ouviu passos fortes e rápidos como se estivessem correndo, fazendo eco pelos corredores vazios e ainda inabitados do arranha-céu vazio, as portas de madeira grossa e escuras abriram com ferocidade anunciando a chegada de alguém. Hinata estava ofegante, com os envelopes cujos documentos de extrema importância nas suas mãos, Hiashi umas das mãos no bolso da calça e começou a caminhar pela sala analisando tudo como se estivesse numa feira luxuosa de carros.

– Filha, veio admirar sua nova sala – falou sorrindo mostrando alguns dentes, Hinata usava uma calça jeans com alguns rasgos nas coxas, e barra na panturrilha, o tênis azul da vans que combinava bem com a blusa turquesa e o blazer florido, sim o inverno estava quase no fim, a temperatura aos pouco voltava a subir, ela jogou a bolsa marrom de franjas no sofá ainda embalado pelo plástico ignorando completamente a frase dita pelo pai.

– Você me enganou – disse friamente num triste que rasgava o coração de Hiashi.

– Então Neji lhe contou – murmurou em meio de um suspiro – eu já fui mais persuasivo, acho que não sou mais o mesmo – riu curtamente – seu avô esta certo estou voltando a ter o mesmo coração mole de sempre.

– Como pode papai? – em todas das formas e o profundo ódio que instantaneamente cresceu no coração Hinata tentava manter a calma.

– Você me odeia filha?

– Escondeu minha mãe de mim por sete anos, sete anos – seus olhos estavam marejados de lagrimas que lutavam para não escorrer – ELA ESTAVA VIVA NESSE TEMPO TODO!

– Sim ela estava – admitiu.

– ERA ISSO QUE VOCÊ FAZIA EM KYOTO?! COMO PODE? COMO VOCÊ PODE?

– Foi algo que a sua própria mãe decidiu Hinata, eu nunca concordei muito com isso.

– EU PODIA TER TIDO MAIS SETE ANOS COM ELA, ELA MORREU MESMO? OU ESSE OBITO É MAIS UMA MENTIRA PRA VOCÊ ESCONDER ELA EM ALGUM OUTRO LUGAR?

– Pare de gritar Hinata.

– PORQUE NUM HOSPITAL PISQUIATRICO? PORQUE TÃO LONGE? POR QUE FORJOU A MORTE DELA? POR QUE ELA MORREU AGORA? VOCÊ DISSE QUE ELA TINHA CANCER – as perguntar borbulhavam na sua cabeça e ao mesmo tempo lagrimas escorriam deixando o pai com o peito apertado.

– Hinata!

– ME EXPLIQUE! – exigiu, pela primeira vez Hyuuga Hiashi se sentiu no profundo dever de dar satisfação a alguém, ela merecia saber a verdade.

– Você não poderia ter tido sete anos com ela, eu lhe dei até o ultimo segundo que ela aguentaria – afirmou calmamente se controlando nos nervos por ser tão doloroso ver a filha chorar daquele jeito – não sei se leu direito, mas sua mãe era portadora da doença de Huntington.

– E-e o que essa doença faz? – finalmente ela abaixou o tom de voz.

– É uma doença genética muito rara, nasceu com ela, que não tem cura, neurológica, destrói a coordenação motora do paciente, ai tem um desenvolvimento lento, sua mãe na época que namorávamos me deixou muitas vezes, ela não queria que eu me prendesse a uma mulher que morreria tão cedo – ele voltou a admirar o céu através da janela enquanto Hinata respirava na tentativa inútil de controlar o choro – eu nunca me importei com o Huntington, eu queria dar felicidade a ela, queria construir uma vida ao seu lado mesmo que terminasse cedo, por que para ela, aquele pouco tempo seria tão importante tão especial, mesmo que eu sofresse com a partida dela, eu saberia que ela estaria partindo feliz, com aquele sorriso perfeito pelo qual me apaixonei tão perdidamente.

– Escondeu ela de nós.

– A doença de Huntington Hinata, chega a um ponto que a pessoa enlouquece, os neurônios estão morrendo aos poucos, ela não se lembra mais de que é, não sabe mais para que existe, não sabe onde esta, e na reta final, o corpo não sabe mais respirar, não sabe mais fazer o coração bater. É um distúrbio neurológico aos movimentos do corpo humano, causa anomalias nas respiração no batimentos, na coordenação motora.

“Quando sua mãe começou a ter espasmos constantes ela disse que estava na hora de parar de brincar de ser feliz, ela pediu para que eu nunca contasse a vocês sobre essa doença, ela não queria que vocês vissem que ela se esqueceu de quem era vocês, ela amava tanto Neji que todos dias antes de partir, ele dormia e ela ia lá ficar a noite toda abraçada com ele, ela amava tanto Hanabi que fez eu prometer que não deixar o mesmo acontecer com ela”

– Como assim o mesmo?

– É uma doença genética Hinata, você foi feita dentro de uma clinica, você foi planejada para que a doença de sua mãe não passasse para você, mas Hanabi veio até nós de uma forma muito sem querer, ela também é portadora do Huntington – o mundo de Hinata desabou nesse momento como se ela e todo aquele prédio estivesse desmoronando no meio do terremoto – e você ela amava tanto você que todos os dias depois que todos vocês estavam dormindo ela ia para o jardim implorar para que eu não deixasse que ela te esquecesse, eu dizia é impossível Kaoro, sempre que quiser lembrar-se da nossa filha basta se olhar no espelho.

– Pai...

– Ela foi internada na maior boa vontade, e os cuidados começaram, depois de um ano sua mãe já estava num estado lamentável, os médicos me ligavam e sempre diziam que estava cada vez pior, ela não se lembrava de ninguém, tinha surtos de raiva, e na maioria das vezes ficava na solitária, mas o mais curioso o Dr.Omotto sempre falava que todos os dias, ela passava horas se olhando no espelho alisando os cabelos.

– O espelho...

– Acho que ela tentava se lembrar de você – Hiashi colocou Hinata para sentar-se no sofá vendo ainda o choque em sua face alada tão assustada nem parecia sua princesa petulante e rebelde de sempre – os anos passaram e eu ia a Kyoto duas vezes por ano, no ano passado assim que você saiu de casa Hanabi teve uns tremores durante o jantar, eu mandei fazer os exames e descobri que ela tinha a mesma doença, a alguns meses eu recebi mensagens no hospital dizendo que o coração e a respiração de sua mãe estavam absurdamente alteradas e eles não sabiam por quanto tempo poderiam controla-las, essa semana ela faleceu.

– Onde ela esta agora?

– Sendo enterrada, secretamente no mesmo tumulo falso que fizemos a sete anos atrás.

– E quanto a Hanabi pai?

– A doença não pode ser curada, mas ela pode ser atrasada, Hanabi terá uma expectativa de vida maior que a de Kaoro – Hinata estava incrédula tão confusa e assustada, triste se sentindo traída, mãe.

– P-porque? Porque você mudou?

– O que quer dizer?

– Você se jogou dentro dessa empresa, se tornou frio e calculista, nunca mais me deu atenção ou para Hanabi, apenas para Neji, por que como você ele é obcecado, você fugiu de nós – Hiashi suspirou e jogou um olhar suplicante para filha apenas para lhe dizer:

– Não sabia mais como ser seu pai, por fazer tudo que fiz.

–Tem ideias do quanto eu sofri?

– Eu posso tentar imaginar.

– Não, não tente, você nunca vai conseguir, mamãe era minha heroína, eu queria ser como ela em tudo em cada detalhe, ela era meu anjo da guarda e eu sofri você sabe como eu sofri com a morte dela, tudo bem você pode ter feito o que ela mandou, foi uma linda historia, mas ainda não justifica o fato de que eu poderia estar do lado dela.

– Esta fazendo o mesmo que eu, quando ela disse que queria desaparecer.

– E o que você fez?

– Eu pensei só nos nossos sentimentos, só no quanto sofreríamos sem ela, mas eu demorei para entende-la, sua mãe queria que você lembrasse dela pela mulher maravilhosa que era, e não por ser um mulher doente que não conseguia lembrar do filhos.

– Eu nunca vou te perdoar – Hinata não sabia escutar as pessoas quando existia ódio e para a tristeza de Hiashi essa era a realidade, ele já sabia que ela não iria perdoa-lo até que ficou bem calma, mas por dentro estava desmoronando.

[...]

Ao deixar o prédio chorando, se derretendo de tantas lagrimas ela adentrou no carro de Neji se jogando nos seus ombros sem nenhum pudor ou delicadeza, até mesmo o frio Hyuuga Neji sentiu vontade de chorar por vê-la daquela maneira chorando sem para se destruindo, até mesmo os mais fortes sem certo ponto cansam de ser fortes, e precisavam chorar, ele a abraçou também sem se arrepender de ter contado a verdade, ela merecia saber, ela era sua irmã do meio.

– Neji Hanabi... – dizia no meio choro, claro que aquela era sua maior preocupação.

– Calma Hina.

– Hanabi Neji, Hanabi...

Notas finais
PROXIMOOO CAP TEM FESTA, TEM NARUTO TEM HINATA TEM RIROKI, TEM CONFUSÃO TEM EMOÇÃOOO VISHIIIIIIIIII PREPAREM-SE ahahahahahahhahahahaha ♥♥♥♥♥