O Amor Único {em reforma}
20 A ponte e a tempestade.
Notas iniciais
“Ultimamente a felicidade parecia tão distante e inalcançável para ele quanto uma viagem para o espaço sideral – Nicholas Sparks (A Escolha)”.
No banheiro da escola minutos antes do intervalo o grupo de amigas, Hinata, Ino e Sakura, discutiam no banheiro, Hinata que era sempre tão calma se sentia profundamente irritada, suas dores pelo amor perdido e sua vida desabando sob a própria testa, ninguém entendia que em toda aquela confusão ela era a mais ferida, e ninguém provavelmente um dia entenderia ela tinha que fazer o que precisava ser feito era o melhor para todos, o pior ninguém podia ajuda-la, a Yamanaka parecia revoltada, na noite anterior sua amiga rosada lhe ligou informando que Sasuke havia lhe falado que Naruto e Hinata haviam terminado e o pior por motivos de que a Hyuuga não o amava mais, ninguém soube do Namikaze pelo resto da noite e naquela manhã ele não apareceu na escola.
– Hinata, eu sei que você ama o Naruto – argumentava Sakura tentando ser o máximo de delicada possível, seus olhos esmeralda sempre gentis esbanjavam preocupações – você disse isso para mim, inúmeras vezes, o quanto estava feliz.
– Não eu não disse, eu tentei ama-lo Sakura, eu tentei mesmo, mas não consigo – sempre direta querendo acabar com a dor o mais rápido possível, ela nunca ia embora, mas em certos momentos amenizava.
– Mas o que deu em você?! – murmurou a loira – isso não faz nenhum sentido.
– Eu já tenho alguém.
– Você nunca falou dele para nós.
– Eu nunca quis falar, nós tivemos um relacionamento lindo que terminou contra vontade, eu queria esquecer, achei que ele não voltaria nunca mais.
– E por isso descartou o Naruto dessa maneira, Hinata essa não é você.
– Não descartei ele Ino!
– Hina calma, estamos preocupadas com você apenas isso, um dia você esta toda radiante e no outro quer terminar com o homem que ama – adiantou Sakura.
– Vocês não me conhecem! E eu já disse que não o amo.
– Somos suas amigas é logico que conhecemos.
– Então talvez seja melhor não sermos mais amigas! – cuspiu as palavras para tentar ser sincera, ela podia mentir para muitas pessoas, e sempre conseguia convence-las, porém Ino e Sakura, provavelmente eram as mais difíceis, sua amiga loira não estava errada, eram suas amigas, eram suas irmãs, elas a conheciam, engana-las não seria nada fácil qualquer erro na fala ou no jeito faria tudo desabar.
– O que?! – os olhos de Ino se arregalaram enquanto sua mente procurava uma resposta, Sakura deu um passo para frente perdendo seus olhos esmeralda numa triste escuridão, ela não deveria estar falando serio.
– É acho melhor que não sejamos mais amigas.
– Hina, calma também não é assim – Sakura preocupada apoiou as mãos nos ombros da amiga que se distanciou rapidamente com os olhos descansados como se fizesse pouco caso de tudo.
– É assim sim Sakura, por favor, nós não concordamos em nenhum pensamento, estamos brigando pelo Naruto, meu relacionamento não é da conta de vocês, e também duvido que ficaram do meu lado enquanto Naruto esta sofrendo tanto.
– Quem você pensa que é para fazer tão pouco caso de nós? – Ino tinha um lado explosivo que por razões ferozes raramente surgia.
– É o melhor para todos.
– Hina para de falar assim.
– Não da para negar – ela fez uma pausa tentado controlar os próprios sentimentos, querendo explodir e abraça-las desesperadamente – vocês não fazem bem a minha vida.
– Hinata! – esbravejou a rosada com uma faca apunhalada nas costas.
– Como você pode dizer isso para nós – disse Ino – nós te demos conselhos, vimos você chorar, saímos juntas, tivemos noites do pijama, eu confiei sentimentos e segredos em você, nós, confiamos, VOCÊ É NOSSA AMIGA.
– Eu sou uma Hyuuga, sou da sociedade, eu tenho princípios e deveres, eu, eu – ela não queria se ousar muito menos dizer, mas foi mais do que necessário – não posso ser amiga da patricinha malvada e da cor-de-rosa que tentar estar no nível dos populares – um curto silencio para processar tal informação percorreu no local por mais que soubessem que não fazia sentido algo as atingiu, era como se o mundo tivesse paralisado, os olhos de Hinata podiam ver as esmeraldas da Haruno muito mais do que chocadas, mas também inundadas de lagrimas, Ino até chegou a estufar o peito para jogar na cara agora do que parecia ser sua falsa amiga todas as verdade sobre o mundo ridículo e o que falavam dela, mas ela murchou na mesma hora, estava tão triste quanto Sakura.
– O que aconteceu com você? – sussurrou com os olhos azuis tristes e pidões, magoadas de verdade, pela primeira vez Hinata pode ver a Ino brava e astuciosa estar pálida consumida não pelo sentimento de raiva ou de ódio, mas sim de decepção. Ela pegou Sakura pela mão e a puxou rumo a parte de fora do banheiro, se Hinata não queria ser mais sua amiga ela não faria nenhuma questão da mesma, e não deixaria que o coração mole da amiga rosada implorasse por isso.
– Seja feliz sendo a Hyuuga que nunca quis ser – ao ouvir a porta bater Hinata segurou firme na pia recusando a olhar o reflexo no espelho, algumas poucas pessoas até que conseguem viver sem amor, mas eu duvido que alguém consiga viver sem amigos Ino e Sakura eram quase um diário, Sai por mais que sempre fosse seu melhor amigo ainda era um homem e tinha coisas as quais ela não se sentia confortável para lhe contar e era nesse momento que suas irmãs entravam em cena, como nesse momento que mais precisava de um abraço e não poderia ter, pois havia acabado de destruir suas mais lindas amizades, o máximo de irmã de consideração que já teve em todos os seus dezoito anos de vida. Você se tornou uma falsa Hinata, um cretina que não se importa com o verdadeiro amor ou as boas amizades, preferiu os deveres da família, escolheu o homem perfeito a aquele que lhe trouxe felicidade, você não presta, você é tão horrível quanto as pessoas que sempre se afastou aquelas que só se aproximam de você por dinheiro, você era um mostro, essa não é você.
Riroki cuida das empresas do pai que ainda se encontram em Konoha, por isso, apenas por isso, ele não podia sair de lá e morar em Tóquio seria expor sua imagem, sua família tinha negócios secretos difíceis de lidar, levar Hinata de volta para sua cidade apenas traria suspeitas de certo Hyuugas, e principalmente Neji que apesar de primo era um irmão protetor, ele tinha que evitar isso, Hidan, Deidara e Sasori estudariam no Tóquio High School Elite eles a vigiariam, Hinata deveria perder completamente o contato com aquela nova turma de amigos, principalmente com seu amado Naruto, Sasuke e Gaara não seriam nenhum problema, Kiba depois um tempo logo esqueceria, as mais complicadas eram Ino e Sakura, Hinata ainda podia falar com Sai, ele era seu melhor amigo e conhecia bem a historia dela com Riroki de cima a baixo tudo sobre o passado tenebroso que ela desejava esquecer, e ele agora era o único com quem poderia contar, seu pai, seu avô sua irmã, muito menos Neji, ela não contaria nada a eles assim como nunca havia contado, o único que sabia era ele seu melhor amigo, agradecia profundamente por sua existência que lhe causava tranquilidade no meio da angustia do caos. Caso Hinata não fizesse o que o Morimoto exigia a vida era simples, ele os mataria, e Naruto estava no topo da lista, a Hyuuga conhecia bem seu ex noivo para saber que não deveria brincar com ele, Riroki conhecia organizações secretas pessoas realmente perigosas, ela preferia ser odiada pelas pessoas que amava, não importava-se em se sacrificar, seria triste o resto da vida, para que mesmo de longe pudesse vê-los felizes.
[...]
Dentro do carro preto blindado um certo ruivo odiado principalmente pela Hyuuga observava o estacionamento lotado do colégio, com seu caderno nas mãos ele tentava resolver sem nenhuma dificuldade os cálculos de álgebra, fazendo o sempre o mesmo de seis meses, observando as pessoas, viu o celular tocar, e a mensagem de Hidan abrira na tela iluminada.
Estamos na biblioteca, a Hyuuga esta impaciente.
De todos Sasori era o que melhor que conhecia Hinata, afinal foi ele que ficou com ela trancada naquela casa de campo por um mês, sem praticamente ver a luz a do dia, a alimentando, a vigiando, dias torturantes. No meio de tantos luxuosos carros ele viu Haruno Sakura, os mesmo lindos cabelos brilhantes cor de rosa, de longe ele podia avistar, na verdade tudo que havia feito nos últimos meses fora observa-la mesmo de que longe, afinal pouco depois de entrar na escola ela havia começado a namorar o Uchiha, e ele parecia ser um namorado não apenas apaixonado, mas também possessivo, ele a admirava, Sakura era absurdamente perfeita, tão carinhosa e amorosa seu jeito sempre risonha e bondosa esbanjava gentileza por onde caminhava, ela tinha uma beleza surpreendente digno do nome que foi lhe dada no dia de seu nascimento, e ela realmente era como uma delicada flor, a mais bela entre as cerejeiras durante a maravilhosa primavera em sua opinião, odiou a si mesmo, odiou sua vida, queria ser como ela, ou talvez ser alguém por quem ela pudesse se apaixonar, queria ter paz dentro do coração que deveria ser tão puro quanto a aparência, perfeita, pensou consigo mesmo perdido nos profundos pensamentos, mas naquele dia, ele não podia deixar de notar o quanto ela estava triste, Hinata deveria ter se desfeito dela e da outra amiga loira, custou apenas odiar a Hyuuga por alguns minutos afinal nem mesmo ele tinha capacidade sentimental de ver um moça tão angelical com os olhos esmeralda que na verdade pareciam joias raras imaculados pela tristeza profunda, Sasori era diferente dos outros capangas de Nagato, ele tinha sentimentos.
Três toques no vidro do carro para o livrar de seus pensamentos desnorteados Deidara sorria satisfeito presenciando o jovem ruivo estar distante, Sasori abriu a porta do carro e viu o colega loiro da a volta no carro e o mesmo entrar sem nenhuma cerimonia, nas mãos carregava um copo de café e um rosquinha de chocolate.
– Onde esta a Hyuuga? – perguntou ríspido.
– Hidan esta com ela, fingindo que estão estudando na biblioteca – ele respondeu frio.
– Fingindo?
– Se Hinata parasse de chorar por um segundo sua atuação seria bem melhor – Deidara por mais que se mostrasse serio, ele sabia ser um mestre do caos, um verdadeiro coringa, apenas lhe restava um Batman para aterrorizar, mas já que ele não tinha um, suas loucuras se contentavam nos servidos dados e depois bem pagos por Nagato.
– Imagino.
– Falou com Riroki hoje?
– Ele só vem no fim do mês.
– Algum sinal do Namikaze?
– Nada.
[...]
A semana passou correndo, voando, Hinata ia para escola, mas passava a maior parte do tempo sozinha seus capangas apesar de fazerem ótimos papeis não eram considerados boas companhias e eles não estavam na mesma sala que ela, ainda bem, mudou de lugar na sala, Sakura e Kiba queriam ficam um pouco longe dela isso era bem notável, no intervalo seus guarda-costas disfarçados sentavam em sua mesa e fingiam que eram seus companheiros, ela sempre olhava seus antigos amigos conversando, mas Naruto não estava entre eles, durante toda a semana ele não aparecera na escola, o que havia se tornado já um pouco preocupante, toda a escola comentava sobre o termino de namoro que durou mais do que o esperado, a Hyuuga ouviu centenas de murmúrios de garotas satisfeitas e contentes, que diziam que já sabiam que isso aconteceria, que com certeza fora Naruto que terminara pois ele não era um homem que se prendia, menininhas ansiosas para o retorno do cafajeste mais desejado, ela não ligava para o que diziam, desejou mesmo que isso tivesse ocorrido, que apenas ela estivesse sofrendo. Sai e Ino ainda estavam juntos, eles tinham uma forte relação, mesmo que nenhum momento ambas as partes não envolviam em nenhum tipo de sentimento, era pura atração física e carnal, por sorte seu melhor amigo era uma pessoa paciente que sabia dividir bem os assuntos perto das pessoas que andava, era impossível sentir raiva dele e conhecendo bem a amiga Yamanaka sempre viciada em homens bons de cama, eles não terminariam, Sai seria sua escuta, sua câmera, ele era a única pessoa a quem confiava contar todo pesadelo que estava vivendo, ele a ajudaria de certa forma a protegeria ninguém pode fazer tudo sozinho por isso seu coração era agradecido por ter ele, no passado quando Riroki quase destruiu sua vida ele a salvou esteve em seu lado em casa momento prestando ajudar e agora era assim que ela saberia suas vidas seus sentimentos, se seus verdadeiros amigos, estavam bem.
O almoço era com o pai que passara o final de semana em Tóquio no seu preferido hotel, Hiashi estava silencioso o que deixava Hinata tensa enquanto eles saboreavam da comida japonesa requintada de um dos restaurantes mais caros da cidade, já imaginava que o Hyuuga mais velho estava calculando algo, faltava apenas um mês para a grande inauguração da nova sede das empresas Hyuugas, eles nunca conversavam sobre quanto o dia estava lindo, sobre o sonhos, desejos ou realizações, Hiashi praticamente desde que Kaoro falecera não sabia de nada da vida da sua filha, eles não riam juntos, ela não conseguia contar momentos divertidos, seu pai era um homem serio, um homem intimidador para quem ousasse a encarar os olhos prateados, nunca riam juntos.
– Pai... – ela tentou dizer, mas o mesmo a interrompeu.
– Eu gosto muito de Riroki Hinata, mas quase não acreditei quando mandou mensagem dizendo que havia terminado com Naruto – começou a murmurar seus pensamentos – estou um tanto alegre afinal eu o escolhi para você, porém não posse deixar de me questionar como ficara minha imagem diante do meu amigo Namikaze.
– Naruto ficara bem pai – sussurrou.
– Filha minha não ficara por aí trocando de companheiro, afinal havia sido você mesma que insistiu tanto para que aquele noivado tivesse fim.
– Eu me enganei.
– Não se engane mais – cuspiu as palavras cortava os vegetais em seu prato em ao menos olhava, aos poucos ela se via já se enchendo de raiva e lembrou-se por que eles nunca conversavam, eles sempre brigavam – um bom líder é aquele que se uni com seus empregados, que é notado e respeitado, e é estudioso, por isso nunca se engana.
– Mas será que nada esta bom pra você?! – murmurou a pergunta querendo controlar seu tom de voz enquanto batia a ponta do garfo contra o prato de porcelana, ao mesmo tempo o celular do pai tocou e ele levantou um dedo para que ela fizesse silencio, pode ler o nome na tela, Dr.Takanashi.
– Hyuuga – disse ao atender, para sua infelicidade ela não tinha ouvidos de morcegos para ouvir o que era tão mais importante do que ela, mas ignorou – vamos nos falar mais tarde, estou meio ocupado, amanhã partirei para Kyoto – até mesmo ela começa a ficar curiosa com essas viagens, o pai ia para Kyoto apenas um vez a cada três ou quatro meses pelo que se lembrava, mas as visitas a sua cidade que ele dizia ser a preferida estavam aumentando, não era importante ela entendeu então, era sigiloso, tudo vinha a sua frente, ele sempre a evitava, Hinata chegou a varias vezes pensar se ele a odiava porém era um pensamento ridículo se antes da morte de sua mãe ele era um pai tão amoroso, ficou decepcionada.
[...]
Depois do termino de seu relacionamento Hinata passava a maior parte do tempo se ocupando com qualquer coisa que mantivesse a cabeça livre dos odiosos pensamentos, pensar em Naruto era doloroso era difícil, viver se tornou um pesadelo, ela o amava tanto de uma forma que ninguém podia imaginar, nem ela mesma, estava preocupada, ele não estava indo a escola, Sai tentaria tirar alguma informação de Ino eles saíram para tomar sorvete juntos, quando a Hyuuga chegava da escola o almoço já estava pronto, porém de alguns dias em diante ela não tinha mais vontade de comer o que era absurdamente preocupante, Hinata nunca perdera o apetite por nada nessa vida, ela amava comer, riu de si mesma, suas telas e obras de arte também estavam paralisadas, e mesmo quando tentava fazer alguma coisa saia uma droga, coisa que ninguém colocaria para expor. Nos fins de tarde ela passou a ouvir musica alta enquanto corria pelo Central Park Tóquio na frente de sua casa, estar lá a deixava distante do mundo, inspirado no Central Park em Nova York aquele lugar era incrivelmente lindo, e como uma pessoa reservada ela gostava de correr no meio das arvores, nas calçadas que contornavam todo o parque era tudo muito lotado, e tinha os barulhos dos carros, aquela garota era quase um selvagem por amar tanto a solidão entre as folhas, ali onde sempre corria já a cinco dias, ela passava quase por um belo bosque, sentia a brisa fresca das folhas e muitas arvores floridas, o cheiro de chuva anunciava que o tempo mudava estava nublado e ela quase podia sentir a terra molhada, nem parecia que estava no meio do caos da capital, era completamente embriagante, ouvindo o som alto os barulhos dos carros sumiam e cada intervalo da troca de faixa ela podia ouvir o som dos pássaros, Naruto odiaria aquele lugar, ele era muito moderno, viciado em carros, celulares, homens atuais da tecnologia, fez uma parada e ficou alguns minutos de cabeça baixa, inevitável não pensar nele, diminuiu o volume do som no celular e sentiu lagrimas rolarem, sim estava morrendo de saudades, saudades do seu loiro arrogante e cínico, só ela podia domina-lo, apenas ela conseguia o tirar o serio e apenas ele sabia como deixa-la profundamente irritada, queria vê-lo sentir vontade de bater nele, queria brigar, abraçar e se confortar no seu peito másculo, queria cometer uma loucura, talvez ligar para ele e dizer que era tudo mentira e que ela o amava mais do que tudo na vida. Porém os flash de lembranças avisando o quanto seu ex atual noivo era perigoso a impediam, queria tanto imaginar que tudo estava bem, que tudo estava feliz, porém não era verdade, Hinata era uma verdadeira prisioneira, se Riroki tivesse ameaçado a si mesma talvez loucuras ela já teria feito, mas ameaçou as pessoas que ama, não podia ignorar, ele era esperto o suficiente para colocar Deidara, Hidan e Sasori na escola na tentativa de manter, Naruto e aquela turma e qualquer outra pessoa bem longe dela, e também sabia que Hinata era uma apaixonada por sua liberdade, por isso algumas pessoas como Sai ou Tenten que era namorada de seu primo não podiam sair de sua vida, também sabia que Hinata não era nem perto louca suficiente para enfrenta-lo, ela tinha medo dele, de tarde ela não era vigiada, porém a noite, Sasori fazia plantão na frente de sua casa, pois era hora que Sai ia visita-la. Limpou as lagrimas deixando marcas avelhadas envolta dos olhos dava para perceber que estava chorando e chorando muito, o som do trovão no céu a baixo de sua cabeça, mostrava que uma tempestade logo cairia, resolveu voltar para casa, o estreito riacho era atravessado pela pequena ponte, voltou a correr e aumentou o volume do som, ao passar na beirada do barranco pouco centímetros antes da ponte ela sentiu alguém a puxa-la pelo braço, tomou um enorme susto virando rapidamente deixando o rabo de cavalo ser jogado para frente dos seus olhos impedindo sua visão horrível, ela escorregou, agarrando-se na primeira coisa que encontrou, a jaqueta do desconhecido fazendo ambos despencarem rolando rampa a baixo ficando caídos bem ao lado do riacho que devagar corria.
– Garota desastrada – murmurou a voz rouca e já conhecida, ela sentiu alguém ajuda-la a levantar-se rapidamente, seu joelho estava ferido e o calcanhar dolorido, seus nada grave sentia que podia andar, os olhos se arregalaram assustadoramente ao ver Gaara bem na sua frente, calça e jaqueta de moletom, seu cabelos ruivos estavam escondidos pelo boné branco na verdade quase escondendo seu rosto também.
– G-a-Gaara – gaguejou sem querer com voz fraquejada fazendo ele soltar um olhar repreendedor, começou a chover, e questão de segundos enquanto ambos se encaravam os pingos se intensificaram, o Sabaku não pensou duas vezes, muito menos hesitou a pegou pelo pulso sem se importar com a sua lesão, três passos e eles estavam debaixo da pequena ponte abrigados da chuva intensa, outro trovão e Hinata se encolheu sentindo o frio arrepiar o seu corpo afinal estava de shorts de náilon e camiseta regata, um silencio medonho os rodeou, e ela abraçou o próprio corpo, logo então viu o ruivo estender a sua jaqueta enquanto ele ficava apenas de regata branca e larga.
– Não precisa – sussurrou um tanto amedrontada, ele bufou irritada abriu o casaco e jogou nos ombros após vê-la se sentar, e sentou-se ao lado dela.
– Naruto me odiaria se eu permitisse que você pegasse uma pneumonia – falou abrindo uma conversa, ele não parecia estar bravo, ao contrario de Kiba e Sasuke e a olhavam como se fosse uma criminosa Gaara estava a encarando da maneira que sempre fez.
– Corre sempre no parque?
– Não nunca – respondeu cético – é eu estava te seguindo.
– Você deveria me odiar – não conteve a língua encima de tamanha e ousada curiosidade.
– Eu teria feito o mesmo que você – seus olhos perolados como luas cheias se arregalaram vendo tamanha informação tão inusitada de um modo tão direito tão inebriante.
– D-do que você esta falando?
– Perto do Naruto seu sorriso fica muito mais feliz, e seus olhos brilham, você toma uma expressão radiante e bela quando esta perto dele – Hinata não conteve a vermelhidão que subiu no seu rosto de forma tão inesperada, ele encostou no barranco admirando o teto da ponte – até onde eu sei isso é amor, sempre quis que alguém me olhasse assim, sou um cara quieto eu sei, porém sou observador, por isso meu irmão diz que serei sábio.
– Gaara... – procurava especulações que levariam Gaara a acreditar que ela amava o Morimoto e não o Namikaze, que todo esse papo de amor era pura bobagem.
– Além do mais – ele a interrompeu jogando seu corpo para frente jogando seus braços encima dos joelhos a encarando de forma maligna e sincera – nós dois sabemos que Riroki Morimoto é uma pessoa absurdamente perigosa – ela não respondeu, apenas sentiu o coração apertar – me pergunto o que ele fez para te prensar contra a parede.
– R-riroki não é mal – adquiriu folego para protege-lo – ele é um homem maravilhoso ele é uma pessoa boa, cheia de sonhos...
– Não precisa mentir Hinata – viu o amigo a encarar com força – não para mim.
– O que você sabe sobre ele?! – tentou se fazer de irritada.
– A família Morimoto é uma família tradicional e conhecida por ser impecável, não mais do que os Hyuugas – brincou um pouco – Riroki é filho de Kayo um empresário politico muito respeitado e amigo de seu pai, e por terem famílias tão tradicionais a seis anos atrás após a morte da esposa da família Hyuuga resolveram unir seus laços através de um casamento, porém algo aconteceu e essa união nunca aconteceu, um ano depois a filha herdeira foge para Tóquio e começa a estudar e viver sozinha.
– Gaara...
– O que ninguém sabe é que a família Morimoto é uma família de mafiosos, trafico de pessoas, empresas fantasmas, lavagem de dinheiro, roubo do dinheiro publico, abuso de poder, é Hinata eu sei quem eles são, porém a família Morimoto nunca foi perigosa seus fins lucrativos nunca envolveram morte, assassinatos, ou qualquer outra coisa, Kayo sabe separar bem sua vida social da fonte horrorosa de renda – ele fez uma pausa para admirar a expressão assustada da Hyuuga e ficou abusivamente satisfeito – porém Riroki é possessivo, um psicopata doente, completamente louco que conhece muitas outras máfias e o pior organizações secretas, que finge se bom para viver no meio da sociedade.
– Como sabe de tudo isso? – ela não conteve a inundação nos próprios olhos.
– Se eu te contar meu segredo, você me conta o seu? – sua voz se tornou aveludada e volúpia, seus olhos estavam tão envolvidos quanto o dela, Gaara nunca demostrou nenhuma forma de amizade a não ser com os meninos ela se sentiu confortável.
– Conto.
– Meu pai é um mafioso também – admitiu, de maneira envergonhada e de cabeça baixa, Hinata tomou um susto nos primeiros segundos, porém Sabakus nunca foram perigosos também, ninguém deles, ela já imaginava e na verdade ninguém naquela família era, eles eram completamente reservados, e ela não poderia ter medo de alguém como Gaara, ele apenas era serio, ao contrario de Riroki que era odioso – ele conhece muito bem os Morimotos, já fizeram muito negócios juntos.
– Não pode ser verdade.
– Serio que você nunca sequer imaginou de onde vem todo o meu dinheiro.
– Imaginei que ele fosse empresário.
– Tão inocente.
– É por isso que você não diz a verdade para Ino – ela tinha que ataca-lo também, agora a expressão assustada era dele, os olhos verdes agua tão diferente e redondos de maneira perfeita se tornaram uma expressão que ela nunca tinha visto e muito menos imaginou ver no rosto do Sabaku, acerto bem no meio da ferida, Gaara abaixou a cabeça respondendo sua pergunta, ele não mentiria queria Hinata do seu lado e não desconfiada, tinha que se abrir nas suas mais profundas verdades para conseguir o que queria.
– Por que você acha isso?
– Sou tão observadora quanto você, alias sempre que Ino esta com algum outro homem você desaparece, já faz seis meses que quase nunca sai conosco Gaara, desde que ela começou a sair com o Sai, do jeito que falou do seu pai parece que tem vergonha dele, e tudo que queremos é impressionar a pessoa que amamos.
– O sorriso mais feliz, o olhar único e brilhante, nunca vi essa expressão no rosto dela quando ela me vê ou conversa comigo, ela não sente o mesmo por mim – viu ele murchar desapontado – o pai da Ino é um procurador da justiça, tão respeitado, tão conhecido, ele ajuda as pessoas, enquanto meu pai através de golpes as roubas.
– Gaara, você não é como seu pai.
– Quem garante que um dia não serei como ele, meu irmão já cuida de parte dos negócios e ele que sempre era tão honesto hoje é um verdadeiro merda.
– Gaara...
– Sua vez!
– Tudo bem – ela não o obrigaria a dizer nada, já era o bastante saber que Gaara amava sua amiga Yamanaka, não o condenaria por ter uma família que violava as leis, eles não era ruins apesar de serem mafiosos, lembra-se do pai ter falado da família do ruivo na festa, que eram uma família cujo os pilares eram tão arrebentados quanto qualquer outro, é Gaara era um cara tão arrogante quanto Naruto, tão serio quanto Sasuke, e tão cafajeste quanto Naruto de novo, mas ele sabia ser honesto, admirou isso, o Sabaku já havia feito sua parte, havia lhe contado seu segredo, e como uma mulher de palavra ela deveria contar o seu.
– Vamos diga.
– Uma coisa antes.
– O que?
– Por que esta confiando em mim?
– Naruto é como um irmão, sempre foi e sempre vai ser, ele é um mostro consigo mesmo com a própria vida, ele é arrogante, cínico e serio, porém uma pessoa maravilhosa quando se trata de ajudar os amigos – ele suspirou fechando os olhos deixando o som da chuva invadir seus ouvidos trazendo lembranças, e em seguida os abriu de novo – quantas vezes ele deixou de segurar o próprio chão, para que o meu não desabasse? Milhares.
– E o que mais?
– Ele te ama, ele confia em você, eu sei que você o ama, e sei que é uma pessoa boa é o suficiente para mim, ninguém vê aquele idiota a uma semana, sumiu desapareceu e não atende o celular, Kushina esta doente, preciso encontra-lo e preciso que alguém o convença a ir para casa – ele olhou serio para o Hyuuga.
– Não Gaara...
– Nem pense em dizer não, eu vou dar um jeito em tudo, quando eu e o Sasuke o encontrarmos tudo que precisa dizer é que ele precisa voltar para casa, ele nunca vai nos dar ouvidos é por isso que esta desaparecido, ele não nos escuta e sempre sabe fugir, mas você ele não consegue evitar, é involuntário.
– Ele não vai me ouvir, e se der errada, Sasori, Deidara, Hidan..
– Eu sei, mas já disse que eu vou dar um jeito, não seja medrosa Hinata – ela teve medo e um horror ao ouvir o ruivo dizer que Kushina esta doente, Naruto amava a mãe demais, ele não suportaria perde-la — e ele vai te ouvir por que ele te ama.
– Onde sera que ele ele esta?
– Deve estar gastando todo o dinheiro em alguma boate se embebedando – apesar de odiar as palavras era bem melhor que ouvir que ele estava em perigo ou qualquer outra coisa parecida porém ela ainda estava preocupada muito preocupada.
Resolveu desabafar, e ouvir o planos de Sabaku no Gaara, e bem ali no meio da chuva incessante que os raios iluminavam o céu e os trovões derrubavam os ouvidos ela fez um amigo, ela fez um novo aliado, agradeceu por ter Gaara.
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