O Amor Vence Tudo

18 ... Charlie Swan?


Notas iniciais
Meninas lindas do meu coração... Leiam o capítulo e nos vemos lá embaixo... (POV de alguém muito especial hoje :) Boa leitura :)

Edward’s POV

–Seu pai é... Charlie Swan? – eu precisava confirmar.

–Sim – engoli em seco com a afirmação de Bella. Eu, com certeza, estava morto!

–Olha Edward, você não precisa se preocupar. Nunca foi acusado de algum crime né? – Nik fez piadinha.

–Não – sussurrei, já me preparando para o abate.

–Vamos. Eles vão amar você – Bella tentou me tranquilizar.

Saímos do carro, e paramos em frente à porta branca de madeira. Bella apertou a campanhinha e respirei fundo. Uma mulher, por volta de seus 40 anos, abriu a porta; seus cabelos eram castanhos claros e os olhos azuis brilhantes, gentis, como os de Bella, sem duvidas, era Renée Swan, sua mãe.

–Bella! – a mulher exclamou, abraçando-a apertado.

–Oi mãe! – Bella sorriu.

–Nik, há quanto tempo! – Renée abraçou-a.

–Tia Renée! Estava com saudades! – Nik retribuiu o carinho.

–E você é... – Renée se voltou para mim, olhando-me curiosa; talvez por eu estar em uma cadeira de rodas, ou por estar acompanhando sua filha.

–Hum... Mãe, este é Edward – Bella se pronunciou, suas bochechas ruborizaram.

–Olá Edward! – Renée abaixou-se e me abraçou. Retribui um pouco receoso e vi Nik fazer sinal de positivo com uma das mãos.

–Olá Sra. Swan – cumprimentei.

–Por favor, sem formalidades, afinal, não sou tão velha. Me chame de Renée.

Apenas assenti, sorrindo envergonhado... Bom, pelo menos um deles me aceitou.

–Onde o papai está? – perguntou Bella.

–Está lá dentro. Venham, entrem! – respondeu Renée.

A casa não era muito grande, mas era bastante aconchegante, fazendo-me sentir em casa, como na época em que minha mãe era viva; quando vivíamos juntos.

O cômodo de entrada era uma sala de estar. Um homem magro estava sentado em um dos sofás; reconheci-o imediatamente: era Charlie Swan; seus olhos brilharam ao verem Bella e ele abriu um sorriso carinhoso, levantando-se imediatamente.

–Bells! – abraçou-a.

–Oi papai! – Bella abraçou o de volta e o sorriso de Charlie aumentou. A relação deles era algo realmente bonito de se ver, havia tanto amor que senti uma pontada de inveja por não ter tido um pai como ele. O sorriso de Charlie murchou ao me localizar e ele separou-se imediatamente de seu abraço com Bella.

–Quem é ele? – perguntou Charlie. É nessa parte que eu morro? Acho que eu deveria ter dito a Bella que a amava mesmo, assim, se algo me acontecesse, ela saberia de todos os meus sentimentos por ela.

–Este é Edward, papai, meu... – ela hesitou. Minha boca secou imediatamente, meu coração palpitando. Charlie com certeza me mataria se soubesse de tudo o que acontecera, entre mim e Bella, nas ultimas semanas sem que nós sequer tocássemos no assunto relacionamento. Eu torcia para que Bella continuasse a frase. Charlie não era o tipo de pai que permitiria outro homem em sua casa, e ainda mais, acompanhando sua filha, sem que fossem pelo menos amigos – Meu namorado – Bella terminou, corando e mordendo o lábio inferior, como se esperasse a aprovação do pai.

Soltei o ar. Namorados, não oficialmente é claro, mas a resposta era melhor do que amigos com benefícios!

–Prazer... Edward! – Charlie olhou-me desconfiado.

–O prazer é meu... Chefe Swan – apertei sua mão. Um silêncio desconfortável tomou conta do local.

–Nossa, agora eu virei invisível, Tio Charlie? – brincou Nik, tentando descontrair o clima.

–Caramba Nik, perdoe-me querida! – Charlie abraçou-a.

–Ok, dessa vez eu te perdoo – todos rimos. Só a Nik para me salvar da morte... Por enquanto!

–Lembram-se de Marina e Giovanna, certo? – Bella voltou a se pronunciar. As garotas estavam, cada uma a seu lado, de mãos dadas à ela.

–Claro que sim! – disse Renée, sorrindo para as meninas, que sorriram de volta, envergonhadas.

...

Já estávamos há cerca de uma hora na casa dos Swan. Até aquele momento, Charlie não fizera nenhuma pergunta, e aquilo me assustava; não deveria haver um interrogatório por parte dele?

–Bella, meu amor, ajude-me a fazer a comida, sim? – Renée chamou-a.

–Ah, mãe eu não sei se... – ela hesitou, olhando de Charlie para mim.

–Venha logo, Isabella! – o tom de Renée fora mais severo, mas escondia um certo humor.

–Ok mãe! Fique aqui Nik. E qualquer coisa me chame! – qualquer coisa provavelmente se referindo à Charlie me matando!

Bella’s POV

Chegamos à casa de meus pais. Era tão bom vê-los, eu os amava com a minha vida, eram tudo para mim. Eu estava bastante hesitante quanto apresentar Edward, principalmente ao meu pai, que sempre foi superprotetor, principalmente nos últimos anos da minha vida.

Fiquei ainda mais apreensiva quando minha mãe me chamou para ajudá-la com o almoço. Eu adorava estar com ela, mas sabia que não era uma boa ideia deixar meu pai e Edward no mesmo cômodo; pelo menos a Nikole estava lá, e ajudaria Edward caso meu pai extrapolasse com suas perguntas.

Ao chegarmos à cozinha, mamãe me encarou com um olhar brincalhão e um sorriso malicioso.

–Então Isabella! Você some por duas semanas e quando aparece, vem com um namorado?

Senti-me corar e desviei o olhar do rosto de minha mãe.

–Não exatamente – sussurrei.

Mamãe olhou-me confusa.

–Hum... Amizade colorida? – corei ainda mais e ela riu – Sério?

–Eu gosto muito dele mãe – expliquei-me – Mas ainda não definimos nossa relação.

–Então vocês já transaram?

–Mamãe!

–Ué, se é amizade colorida tem de haver sexo. E aí, como é dormir com um deficiente físico?

Ah, caramba! Minha mãe queria mesmo saber como minha vida sexual era?

–Normal mamãe! – respondi mais vermelha.

–Não pode ser simplesmente normal Bella!

–Pode sim – resmunguei, sentando-me à mesa.

–Não seja malcriada menina! – tentou me repreender, mas seu sorriso a denunciou.

–Ok, ok. Bom... É claro que há limitações, mas Edward é incrível, ele faz com que eu me sinta incrível – suspirei apaixonada.

*–Meu bebê apaixonada! – ela riu – Isso... – mamãe se repreendeu.

–Continue mãe – pedi.

–É só que... Isso me preocupa um pouco.

–Ah! – murmurei atônita, pegando umas panelas para começar a fazer o almoço.

–Esse relacionamento de vocês parece estar bem sério – continuou ela.

Apenas concordei, apanhando ingredientes para uma sopa.

–Há quanto tempo isso está rolando? – perguntou ela.

–Nós nos conhecemos há quase duas semanas... Isso está acontecendo desde terça – revelei um pouco constrangida.

–Uau! – exclamou surpresa – Rápidos, hein! – eu estava novamente corada – Tem algo estranho, pelo fato de vocês se conhecerem há tão pouco tempo, no modo como vocês dois se comportam juntos – olhei-a confusa – O modo como ele olha para você... É tão protetor. Como se estivesse a ponto de se atirar na frente de uma bala para salvá-la ou algo assim. E olha que só o conheço há uma hora!

Eu ri, mesmo que continuasse envergonhada. Minha mãe me dissera o mesmo que Damon...

–Isso é ruim? – resolvi perguntar.

–Não – ela franziu a testa enquanto formulava uma resposta – Só é diferente. Ele é muito intenso com relação a você... E muito cuidadoso.

–É sim – murmurei sorrindo.

–Queria que você pudesse ver como se movimenta perto dele – mamãe disse, e antes que eu perguntasse o motivo, ela tratou logo de responder – O modo como se mexe... Você se orienta em torno dele sem nem mesmo pensar. Quando ele se move, mesmo um pouquinho você imediatamente muda de posição. Como imas... Ou a gravidade. Você parece um... Satélite ou algo parecido. Nunca vi nada assim; ou melhor: nunca te vi assim.

–Deixe-me adivinhar – brinquei, forçando um sorriso – Anda lendo historias de mistério de novo, não é? Ou desta vez é ficção cientifica?

Mamãe corou num rosa delicado.

–Isso não importa agora – comentou sorrindo.

–Achou algo de bom?

–Bom, teve uma... Mas é irrelevante. Agora estamos falando de você... Eu só quero ter a certeza de que você está fazendo as escolhas certas, para si mesma, pois você quem terá que conviver com elas.

* Você já contou tudo a ele?

Eu não precisava nem questioná-la; sabia à que tudo mamãe estava se referindo.

–Não – suspirei – Eu não sei por onde começar – continuei cortando alguns legumes – Ele vai me odiar – mordi o lábio, reprimindo um soluço, meus olhos marejando. Larguei a faca ao meu lado antes que me cortasse por minha visão estar turva.

–Meu amor, o que aconteceu não foi culpa sua! – ela me abraçou apertado.

–Foi sim! – murmurei enterrando meu rosto em seu peito. Mamãe afagou minhas costas e logo afastou-me de seus braços, encarando-me com seus olhos azuis brilhantes.

–Não chore querida – ela tocou meu rosto delicadamente – De qualquer forma você precisa falar, não necessariamente com ele, mas com alguém, sobre esse assunto. Bella, você se fechou demais – continuou ela. Apenas neguei com a cabeça. Eu não queria falar com ninguém sobre aquilo – Você é teimosa, garota, assim como seu pai! – deu um sorriso de leve – Você sabe que eu estou certa, então, enquanto isso não entrar na sua cabecinha dura, vamos terminar o almoço!

Esbocei um sorriso e recomeçamos a fazer a sopa.

...

Charlie’s POV

“E é touchdown!”.

–Abaixe esse volume Charlie! – Renée gritou da cozinha.

Resmunguei, mas não discuti. Se havia uma coisa que eu não gostava de provocar, era a fúria de minha esposa.

Passei o olhar rapidamente pela sala até localizar o jornal do dia, que estava na mesinha de centro. Ao seu lado, um pequeno quadro de minha filha, Bella, com cerca de cinco anos. Sorri ao lembrar-me dela naquela época; era tão feliz, tão sorridente... É terrível para um pai, saber que tudo mudou num piscar de olhos e não poder fazer nada para reverter.

–O que vai querer de almoço, querido? – Renée apareceu na porta da sala. Antes que eu pudesse responder, a campanhinha tocou – Eu atendo.

Minutos depois, vejo a silhueta pequena de Bella parada perto do sofá; ela estava diferente, havia um brilho a mais no olhar dela, até o modo como sorria não era o mesmo de antes! Levantei-me rapidamente e abracei-a. Eu estava morrendo de saudades da minha menina! Mas como tudo o que é bom dura pouco, eu logo conheci o motivo de tanta alegria: um tal de Edward que foi apresentado como namorado dela.

Achei estranho o fato de Bella aparecer com um namorado. Eu mal sabia que ela tinha pretendentes! Mais estranho ainda era a forma que agiam um com o outro; parecia que havia eletricidade puxando um para o outro, e ela sempre lhe dirigia um sorriso apaixonado. E não que eu goste de me meter na vida de minha filha, mas não conseguia determinar se era uma coisa boa ou ruim. Se é bom estar apaixonado? É, mas apenas se for correspondido, e eu não sabia até que ponto o rapaz verdadeiramente gostava dela, então, logo que Renée pediu a ajuda de Bella para fazer o almoço, chamei-o para conversarmos. Ele engoliu em seco, nervoso. Era bom que estivesse mesmo!

Levei-o ao porão, que, coincidentemente ou não, tinha uma rampa, o que facilitou a mobilidade do rapaz.

–Então... É Edward, não é? – pigarreei. Clichê? Pode até ser, mas eu mal o conhecia, e convenhamos, o gosto de minha Bells não é lá essas coisas quando se trata de relacionamentos. Apesar de tudo resolvi dar a ele um voto de confiança, afinal, todo mundo é inocente até que se prove o contrário... Ou seria, todo mundo é culpado até que se prove o contrário?

–Sim, chefe Swan – concordou, engolindo em seco.

–Certo, vamos conversar um pouco, tenho algumas coisas para lhe mostrar – caminhei até meu arsenal de armas e mostrei-lhe alguns modelos. Era só um pequeno aviso de que ele se ferraria caso magoasse minha menina.

Ao contrario do que pensei, ele demonstrou conhecimento sobre alguns dos armamentos, fazendo-me ficar com um pé atrás, vai que ele faz parte de uma gangue ou coisa pior. Mas para me tranquilizar, o garoto me assegurou conhecê-las apenas por ter ingressado no exercito aos 18 anos. Me disse também não ter ficado lá por muito tempo porque sua mãe adoeceu. Fiz algumas perguntas pessoais, como, sua idade, onde nasceu, entre outras, e finalmente comecei o interrogatório.

Edward’s POV

E lá estava eu, respondendo um interrogatório feito por ninguém menos que Charlie Swan.

–E então garoto, como, quando e onde você e Bella se conheceram? – ele perguntou.

–Nos conhecemos no hospital, há duas semanas depois que eu sofri um acidente de carro e ela me atendeu – respondi sem hesitar.

–Acidente? – ele ergueu uma sobrancelha, desconfiado – Como foi esse acidente?

–Eu estava indo ao mercado, com o velho carro de minha mãe, quando um caminhão entrou na contramão e acabou atingindo o carro, que capotou floresta adentro até um lago – expliquei – E então, quando eu acordei, já estava no hospital.

A expressão de Charlie se suavizou.

–Eu sinto muito, garoto – ele sorriu em compaixão – E sua mãe, quem é?

–Esme Masen, senhor.

–E onde ela mora? Onde trabalha?

–Minha mãe faleceu – respondi, o costumeiro nó na garganta aparecendo.

–Novamente, eu sinto muito – ele apertou meu ombro, num gesto “afetuoso”, mas logo se recompôs – E você, mora aonde?

–Com Bella? – a resposta saiu mais como uma pergunta. Charlie cruzou os braços e me encarou, uma de suas sobrancelhas erguidas.

–Não está se aproveitando de minha garota, está?

–Não senhor. Arranjarei um emprego o mais rápido possível.

–Certo. E qual o nível de intimidade entre vocês? – ele perguntou, olhando-me atentamente.

Senti-me empalidecer. Por que ele estava me perguntando aquilo? Um pretexto para me matar, talvez?

–Quer saber? – Charlie suspirou – Não me responda, eu não quero saber!

Respirei aliviado. Não seria nada confortável admitir para meu sogro que eu já havia tido relações sexuais com a filha dele...

...

–E essa é do primeiro dia de aula dela na escola – Renée apontou para a foto de Bella. Ela deveria ter menos que 1 metro, usava um vestido florido, maria chiquinhas e sapatos de boneca. Seus braços estavam cruzados e seus lábios formavam um biquinho; os olhos castanhos estavam banhados em lagrimas e ao seu lado havia mochila e lancheira rosas.

“ Nós tiramos antes de ela sair de casa. Foi assim que ela voltou” Renée continuou, apontando para a foto ao lado. Dessa vez, um lindo sorriso iluminava o rosto de Bella, que acenava para a câmera.

Era assim que nos encontrávamos desde após o almoço: Renée me mostrando o álbum de fotografias da infância de Bella, que estava corada e a todo instante tentava tirar o álbum das mãos da mãe.

–A Bella era uma criança adorável – Charlie constatou sorrindo em direção à filha. Ela sorriu de volta.

Preciso constatar que, logo após o interrogatório, Charlie foi bastante agradável comigo, e pareceu aceitar minha relação com Bella, mas ao mesmo tempo, não tirava os olhos de mim, como se estivesse capturando todos os meus movimentos. Eu confesso que estava sendo um pouco cauteloso; queria mostrar-lhe que poderia confiar em mim, que eu, tanto quanto ele, queria a felicidade de sua filha.

Renée continuou mostrando-nos mais algumas fotos, até que Allison e Scott chegaram para buscar as meninas. Essa foi a deixa que Bella precisava para comunicar que estávamos indo embora. Segundo ela, nós tínhamos bastante malas para desfazer, mas eu sabia que era apenas uma desculpa para eu não ver o restante de suas fotos.

Despedimos-nos de seus pais e, agora, meus sogros e partimos para o seu apartamento. No caminho, passamos pela familiar casinha de tijolos – bem, familiar, ao menos, para mim. Fora ali que eu crescera.

–Bella, pode parar ali por um momento? – perguntei a ela, apontando para minha casa.

–Claro! – ela respondeu com um lindo sorriso, estacionando o carro.

Nós descemos e seguimos para o portão de madeira. Peguei a chave reserva que se encontrava na caixa de correio e o abri. Seguimos mais adiante, e reparei em como a grama estava alta, prova de que não era cortada há dias; ao nos aproximarmos da porta, senti um aperto no peito, no momento em que as lembranças chegavam à minha mente, sendo todas elas com minha mãe.

[continua]

*Adaptação da conversa entre Renée e Bella em Eclipse (cap 3).

Notas finais
Será que se eu pedir perdão pela demora vocês aceitariam? Eu sei, eu sei, foi mais de 1 ano sem atualizar, mas o ano passado foi muito muito complicado para mim... Primeiro ano do ensino médio, muitas mudanças na escola, e eu acabei deixando o mundo da escrita de lado, além de ter tido alguns probleminhas de saúde que estão sendo cuidados :) Bem, sobre a fic, está entrando no "clímax", espero trazer novidades em breve. Este capítulo, não é longo (mas é proposital), mas marca a minha volta e o início do grande mistério da fic (o segredo da Bella) e de como ela se desenrolará. Eu espero verdadeiramente que vocês não desistam da história, pois eu não desistirei, não importa o que aconteça :) Um imenso "Obrigada" à MiSwan e à lelemagalhaes por comentarem no último capítulo. Sobre as postagens, eu vou atualizar "Teardrops On My Guitar" antes de voltar aqui. Um Feliz Ano Novo para todas vocês, que todas tenhamos muuuita saúde, paz e felicidades e muitas postagens pra vocês rsrsrs. Beijos e obrigada pela paciência. Amo vocês