O Amor Supera Tudo
18 Visitas e decisões
Notas iniciais
5 dias depois...
P.O.V Da Sam:
Hoje meus avós de consideração, Marissa e Leonard estão vindo me visitar. Já faz tempo que não os vejo e eles estão chegando da Europa.
Me arrumei e agora estou na sala com meus tios. Tia Helena está muito ansiosa para rever os pais. A pequena Annie está no meu colo, minha prima é uma linda bebê de 3 meses, tem cabelos castanhos e lisos iguais da mãe, e olhos verdes-esmeralda iguais aos do pai.
Olho para a pequena Annie e fico imaginando, será que o meu bebê vai ser menina ou menino? Será que ele ou ela vai ter cabelo loiro? Ou olhos castanhos? Ou cabelos castanhos e olhos azuis?
Meus pensamentos são interrompidos quando a campainha foi tocada. São eles, vovô Leonard e vovó Marissa chegaram...
Louise, uma recém-contratada para trabalhar aqui em casa, foi abrir a porta. Me levantei ainda com Annie no colo e fui para perto dos meus tios para receber meus avós.
Assim que vovó Marissa colocou os pés dentro da mansão, logo veio correndo nos abraçar, chorou emocionada dizendo o quanto sentiu nossa falta. E vovô Leonard sempre foi menos emotivo, não que ele seja frio, mas ele sempre foi um homem sério e discreto, portanto ele é muito amoroso, bondoso e simpático.
Marissa: — Oh, minha menina, você cresceu tanto. Já é uma linda moça! — Disse ela sorrindo depois de ter me abraçado por longos minutos.
Sam: — Oh, vovó eu senti tanto a sua falta, na verdade de vocês dois! — Sorri para vovô Leonard que nos observava com um pequeno sorriso.
Leornad: — Nós também, querida! — Disse vindo me abraçar.
Marissa: — Quando soubemos de tudo que aconteceu, ficamos arrasados. Nunca pensei que meu filho pudesse ser capaz disso, eu sinto muito, querida! — Falou ela triste.
Leonard: — O Fredward nos decepciou, mas ele já está pagando. Você não merecia ter passado por tudo que passou nas mãos do nosso filho. Ele é uma vergonha para os Benson's! — Disse com frieza.
Fiquei calada, me sentindo mal. Eu também tenho culpa por tudo que aconteceu. Eu nunca deveria ter me apaixonado por Freddie, foi um erro. Eu o provoquei, mas ele perdeu a cabeça. Nós dois erramos e estamos pagando com consequências...
[...]
Meus avós já foram embora, e voltaram para a antiga casa deles aqui em Seattle. Ultimamente eu estive pensando, e tomei uma decisão. Vou embora de Seattle e irei morar com a minha tia Katherine, irmã da minha falecida mãe. Vou morar em Nova York com tia Kath, mas antes preciso visitar Freddie na prisão, pois ele precisa saber da minha gravidez.
[...]
No dia seguinte...
Estou no carro com tia Helena, ela está me levando para visitar Freddie. Estou muito nervosa, e com medo de como ele pode reagir quando me ver.
P.O.V Do Freddie
Estou vivendo mais um dia de puro tédio nessa maldita cela. Viver trancado no lugar tão medíocre como este é umas das piores coisas que existem. Me sinto sufocado, quero tanto sair desse lugar.
— Tem visita para você, senhor Benson! — Avisou um dos guardas abrindo a cela. Fui algemado e levado para a sala de visita.
Quando cheguei lá, me deparei com a pessoa que eu menos esperava que viesse me visitar. Maldita! Como ela ousa fazer isso?
[...]
P.O.V Da Sam
Estava na sala de visitas ansiosa para vê-lo, batia meus dedos na mesa impaciente. Até que a porta foi aberta e dois guardas entraram trazendo o Freddie algemado.
— Vocês só tem 10 minutos! — Avisou um dos guardas e ambos saíram, nos deixando à sós.
Freddie: — O quê está fazendo aqui? — Perguntou rude, se sentando na cadeira do outro lado da mesa, que tinha uma espécie de parede de vidro que separava as visitas dos detentos, isso era para a segurança de ambos.
Sam: — Vim visitá-lo! — Respondi.
Freddie: — E quêm disse que eu queria a sua visita? — Perguntou friamente.
Sam: — Freddie, eu só...
Freddie: — Eu não quero saber, e eu nem queria estar olhando para essa sua cara de vadia! — Falou com raiva.
Senti meus olhos marejarem, ele conseguiu me machucar mais uma vez verbalmente.
Freddie: — Como ainda teve coragem de vir aqui? Você foi a culpada de toda essa desgraça e agora quer dá uma de vítima? — Perguntou, batendo os punhos na mesa.
Sam: — Por favor, me escute, eu...
Freddie: — CALA A BOCA! — Gritou ainda mais irritado. — Estou aqui por sua culpa. Por quê não disse a eles que transou comigo na noite em que eu fui preso? Que se entregou pra mim por vontade própria? — Perguntou.
Sam: — Você me ofendeu depois que transamos. Fiquei com raiva, e foi por isso que te dei aquele tapa, você mereceu! — Respondi com a voz embargada.
Freddie: — Você também mereceu aquela surra! — Disse ele sorrindo maldoso. — Agora suma daqui e nunca mais ouse colocar os pés nesse lugar, não suporto mais olhar para a sua cara. Eu te odeio! — Falou cuspindo as palavras que me atingiram como facadas, ferindo meu coração.
[...]
Sai de lá arrasada, quando cheguei no carro da tia Helena, desabei. Chorei como nunca havia chorado antes. Saber que ele me odeia foi tão doloroso. Ele nem me deu chances para falar o que eu realmente queria, eu apenas queria lhe a dar a notícia que ele seria pai, mas ele não me deixou falar, só me machucou com palavras.
Agora eu vou embora, fiz muito bem em tomar essa decisão. Eu não vou permitir que ninguém além dos meus tios e dos meus amigos, Carly e Brad saiba da minha gravidez.
Se depender de mim, o Freddie nunca saberá que eu engravidei, pois mais que ele tenha direito de saber, ele não merece. Vou para Nova York, e quando chegar lá, vou seguir em frente sem ele. Pois mais que eu sofra no início, eu sei que irei superar. Afinal, sempre fui forte.
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