O Amor Supera Tudo

19 Despedidas e adeus Seattle


Notas iniciais
Heyyy, girls, volteiiii! Estou tão feliz por ter ganhado outra linda recomendação, muito obrigada Spy, eu amei. Capítulo de hoje vai ser dedicado a Vic Seddie que foi a 2° pessoa a recomendar a fic, valeu amiga, te adoro! Espero que gostem, boa leitura e enjoy!!!

P.O.V Da Sam:

Assim que chegamos em casa, fui direto para o meu quarto, peguei meu celular e decidi ligar para a minha tia Katherine, irmã da minha falecida mãe. Conversei com tia Kath e contei alguns fatos que aconteceram comigo durante esse mês, e claro, ocultei algumas coisas que eu não tive coragem de contar.

Contei sobre a minha gravidez, e ela ficou horrorizada quando falei sobre Freddie ser o pai do meu bebê. Mas ela não me julgou, apesar de não ser normal uma garota engravidar do pai adotivo.

Não tive coragem de dizer pra ela tudo que aconteceu entre mim e Freddie, ocultei o fato dele ter sido preso por Pedofilia e agressão física. Mas o importante é que ela me aceitou em sua casa, me disse que sempre quis que eu morasse com ela, e que ficaria muito contente em me receber em sua casa.

Conheci tia Katherine com 11 anos, quando fui passar as férias com meus avós maternos e alguns parentes em Kansas City. Foram as melhores férias da minha vida, a fazenda, os animais e as comidas da minha vó Rachel sempre ficarão em minha memória.

Lá na fazenda que eu conheci tia Kath, amada e adorável Katherine Puckett, irmã mais nova de Pamella Puckett, minha mãe. Vi pelas fotos a semelhança entre as duas, cabelos loiros e olhos claros, ambas parecidas com vovó Rachel.

Agora tia Kath mora em Nova York, tem sua casa própria, emprego fixo, é solteira e não tem filhos. Farei companhia a ela, e ela me disse que será a mãe que eu nunca tive...

Daqui há um semana partirei para Nova York, irei refazer minha vida, seguirei em frente. Sinceramente, eu acho que estou fazendo o certo, será melhor para mim e para o pequeno ser que estou carregando dentro de mim.

Se o Freddie soubesse dessa gravidez, como será que ele reagiria? Acho melhor nem imaginar, o Freddie está se mostrando um homem bastante imprevisível. Eu consegui despertar o lado ruim dele, um lado que eu nunca sequer imaginei que ele poderia ter. A frieza, maldade e ignorância foram despertadas através de mim e eu sou ciente disso.

Se eu me arrependo de tê-lo seduzido? Em certas coisas sim, e outras coisas, não. Não mesmo, talvez eu seja louca, talvez eu seja sem vergonha, talvez eu seja uma vadia como ele me chamou. A única certeza que eu tenho é que eu o amo, e muito, apesar de tudo.

Eu não mando no meu coração, sei que me apaixonar por ele foi um erro. Um erro que levarei comigo para o resto da minha vida...

[...]

1 semana depois...

Hoje irei embora, darei adeus a minha antiga vida para poder reconstruir outra e espero que eu consiga seguir em frente sem me prender a lembranças ruins, espero deixar tudo que me machucou no passado, quero chegar em Nova York fortalecida e renovada.

Tia Helena e Carly estão me ajudando a fazer as malas, ambas tristes e completamente desanimadas. Eu também estou triste por está partindo e deixando-as aqui no lugar a qual eu pertenço.

Carly: — Promete que sempre entrará em contato? — Pediu quase choramingando enquanto fechava as últimas malas comigo.

Sam: — Prometo que ligarei todos os dias! — Falei sorrindo.

Helena: — E eu vou ligar sempre para saber como vocês estão! — Disse ela acariciando a minha barriga que ainda nem havia crescido.

Sam: — Oh! Tia! — Choraminguei abraçando-a, chorei e ela também. — Eu nunca fiquei muito tempo longe de você, eu nunca esquecerei tudo o que você fez por mim, serei eternamente grata por tudo. Eu te amo! — Falei ainda chorando, abraçada a ela.

Nos separamos e ela sorriu emocionada.

Helena: — Minha bonequinha linda, eu também te amo! — Disse a mulher de cabelos e olhos escuros que foi a figura feminina mais presente na minha vida, irmã mais nova de Freddie, minha amada tia de consideração.

Sam: — Eu também te amo, morena! — Sorri indo abraçar a Carly que estava fazendo bico, enciumada.

Brad e tio Robert entraram no quarto, todos iriam me levar ao aeroporto.

Brad: — Nós também queremos abraço! — Falou o loiro, vindo em minha direção com os braços abertos.

Sam: — Já estamos nos abraçando e chorando, imaginem na hora da despedida! — Murmurei enquanto o abraçava.

Robert: — Nem me fale minha, princesa! — O moreno de olhos verdes comentou entregando a pequena Annie para a esposa. — Garota, eu te vi crescer, você sempre será nossa sobrinha! — Falou enquanto abraçava tia Helena pela cintura, ela estava chorando assim como Carly que estava ensopando a camisa de Brad.

[...]

Me despedi de todos os empregados da mansão, sentirei mais falta de Margareth, a Governanta e de Judith, a cozinheira. Em toda a minha vida cultivei poucas amizades, e apenas me despedi através de ligações dos meus cinco amigos verdadeiros que eu sempre carregarei comigo em meu coração.

Chegamos no Aeroporto principal de Seattle. Helena, Robert, Carly e Brad me ajudaram com as malas, estou levando oito malas ao total e quando eu chegar em Nova York, irei comprar mais roupas e sapatos para renovar meu novo guarda-roupa.

[...]

Irei pegar o vôo das 14:00h, ainda são 13h:35min. A hora da despedida está chegando, meu coração está apertado. Eu não quero deixar a cidade onde eu nasci, cresci e fui criada por pessoas tão maravilhosas. Mas sei que tenho ir para o meu próprio bem, isso é o correto a se fazer.

Olho para as quatro pessoas que eu amo, são a minha família de consideração, meus tios e meus amigos, são o meu tudo...

13h:50min, chegou a hora da despedida, esse momento tão triste que tenho que passar junto à eles, e eu odeio dizer adeus.

Sam: — Vocês sabem que são muito importante para mim, não é? Eu sempre serei agradecida por tudo que fizeram por mim. Eu amo vocês, que tal um abraço em grupo agora para selarmos nossa despedida? — Falei emocionada abrindo os braços, e logo recebi abraços calorosos e reconfortantes.

Carly: — Nós também amamos, você! — Disse ela falando por todos.

Enfim, meu vôo foi anunciado e embarquei levando apenas lembranças boas em minha mente, momentos maravilhosos que sempre estarão guardados na minha memória e em meu coração. Por sorte, acabei sentando no assento ao lado da janela com o privilégio de ver a paisagem, composta pelo céu e as nuvens.

Adeus Seattle, eu nunca esquecerei desse lugar lindo e maravilhoso onde nasci, cresci e fui criada, aonde passei por momentos tão alegres e tristes. Minha cidade natal que eu sempre amarei.

Coloquei meus fones e escolhi a primeira música para ouvir durante a viagem, Back To December de Taylor Swift. Fechei os olhos e me permiti relaxar...

Senti alguém cutucar o meu braço, abri os olhos e olhei para a pessoa que estava me chamando, era um rapaz de cabelos castanhos e olhos esverdeados em um tom escuro, pele clara e um físico um pouquinho robusto, talvez ele tenha sido gordo na infância.

— Desculpe incomodá-la, mas é que eu perdi meus fones, você poderia dividir um dos seus comigo? — Perguntou, apontando para o meu fone do lado esquerdo.

Sam: — Claro! — Respondi sendo gentil e coloquei o fone no ouvido dele, do meu acompanhante e "vizinho" de assento.

— Obrigado! — Agradeceu sorrindo. — Me chamo Cornelius Gibson! — Disse se apresentando e estendendo a mão.

Sam: — Prazer, me chamo Samantha Puckett! — Falei sorrindo e pela primeira vez me apresentei com o meu verdadeiro sobrenome, afinal eu nunca fui uma Benson biológica.

— Igualmente! — Falou ele e demos um aperto de mão.

Sam: — Prefiro que me chame apenas de Sam, ok?

— Okay! E me chame apenas de Gibby! — Disse e eu assenti.

Dei play novamente na música e voltei a fechar os olhos, encostei a cabeça na ombro de Gibby e acariciei minha barriga que ainda irá crescer, prometendo que a partir daquele dia seríamos só eu e meu anjinho longe daqui, num lugar seguro aonde o Benson nunca iria nos encontrar.

Notas finais
Gostaram??? Comentem!!! Xoxo Julie