O Amor Supera Tudo
6 Sozinhos
Notas iniciais
"E finalmente estou em seus braços, isso é tão mágico. Eu poderia morrer neles, morreria feliz!"
P.O.V da Sam:
Anoiteceu e eu continuo trancada em meu quarto, já chorei de raiva e descontei minha fúria quebrando alguns objetos, jogando-os na parede.
A única distração que eu tive até agora foi a ligação da minha amiga Carly, ela me contou cada detalhe da noite que passou na balada se divertindo com Brad, ela parecia tão feliz e é claro que também fiquei contente por ela.
Eles formam um lindo casal e espero que sejam muito felizes juntos. Nunca tive coragem de contar para Carls sobre meus verdadeiros sentimentos em relação ao Freddie, sempre guardei esse segredo em sete chaves, trancado em meu coração.
E isso é tão agoniante, o que a Carly diria se eu me desabafasse com ela? Será que ela me julgaria ou me apoiaria?
Bem, é realmente muito complicada a minha situação. Eu não posso esconder isso para sempre, um dia tomarei coragem e contarei tudo a Carls e espero que ela fique do meu lado.
Me levanto da cama e decido trocar de roupa, opto por um look provocante, é hoje que eu tiro o Freddie do sério...
[...]
Resolvo ir para a sala de jogos, sei que ele todos os dias ele vai para lá, jogar sinuca para passar o tempo e se distrair.
20:00 horas da noite...
P.O.V da Freddie:
Quando cheguei na sala de jogos, acabei me assustando em ver a Sam sentada em cima da mesa de sinuca. Que diabos ela está fazendo sozinha ali?
Ela está usando uma blusa vermelha decotada e uma mini-saia preta, a roupa valoriza o corpo dela, ressaltando sua beleza.
Freddie: — O que você está fazendo aquí? — Pergunto desviando meu olhar de seu corpo e olho para o rosto dela.
Sem dúvidas, ela é linda e tem um corpo atraente, eu sou homem e isso eu não posso negar, não mesmo.
Mas é errado olhá-la desse jeito, não posso desejá-la. Ela só é uma menina e ainda por cima é minha filha adotiva, e é 20 anos mais nova do que eu...
Sam: — Vim jogar com você, afinal o tio Robert não está aqui para te fazer companhia! — Responde ela inocentemente, se levanta da mesa e pega um dos tacos e o joga para mim.
Freddie: — Mas você nem sabe jogar! , Retruco, desconfiado.
Sam: — Sei sim e aposto que ganho de você! — Afirmou sorrindo.
Freddie: — É o que vamos ver, e se você me vencer, terá o direito de pedir tudo o que quiser! — Decretei, sério.
Sam: — Fechado! E você a mesma coisa! — Diz ela concordando.
Minutos depois...
P.O.V da Sam:
Ganhei. Não acredito que ganhei. Nunca pensei que fosse tão fácil vencê-lo.
Sam: — Own, que peninha, não chora, bebê! — Digo zuando e rindo da enorme carranca dele.
Freddie: — Aaagh! Diz logo o que quer! — Falou impaciênte.
Sam: — Um beijo! — Respondi sem hesitar, e ele arregalou os olhos como se eu pedisse algo absurdo e de fato era, mas eu estou confiante e é isso que eu quero, isto que eu sempre quis.
Freddie: — O quê? — Ele pergunta, chocado. — Você está ficando louca? Pois isso é loucura, e você sabe disso! — Diz ele nervoso.
Sam: — Mas é isso que eu quero, não tenho dúvidas. Por favor, só um beijo, estamos sozinhos e ninguém precisa ficar sabendo disso! — Explico quase implorando, torcendo para ele ceder, mesmo que seja por uma única vez.
Freddie: — Tudo bem! — Concorda fazendo meu coração acelerar, fico surpresa e quase paraliso ao ouvir isso. Por favor, que eu não esteja sonhando. Fico sem palavras e ele se aproxima devagar, e coloca as mãos na minha cintura e olha em meus olhos, eu estremeço sob o seu toque e seu olhar quente.
Fecho os olhos quando seu rosto se aproxima do meu e finalmente cola seus lábios nos meus. É um momento mágico, seus lábios são doces e suaves sobre os meus.
Passo meus braços em volta de seu pescoço e ele acaricia minha cintura, e pede passagem com a língua para aprofundar o beijo.
Concedo e deixo ele explorar cada canto da minha boca e eu faço o mesmo com a sua, a sensação é maravilhosa e única.
Intensificamos o beijo, suas mãos acarariciam a minha cintura me deixando com arrepios. E por fim, encerramos o beijo por falta de ar, ambos ofegantes.
Ficamos nos encarando por alguns segundos, tentando controlar nossas respirações, estou trêmula e sinto minhas pernas bambas. Oh, meu Deus, isso foi tão incrível, perfeito.
De repente, ele volta a me beijar e me empurra contra a mesa de sinuca, correspondo com a mesma intensidade. Ele aperta minha cintura e me levanta, sentando-me em cima da mesa e e coloco minhas pernas em volta do seu quadril.
Freddie: — Você me provocou, está me deixando louco! — Sussurra pausando o beijo e eu sorrio. — Por Deus, Sam, o que você está fazendo comigo? — Continua sussurrando e beija meu pescoço e acaricia as minhas coxas, me fazendo ofegar.
Fico sem palavras e ele beija meu pescoço novamente e aperta minhas coxas, seu toque é tão quente e fico feliz por ter conseguido fazê-lo perder o controle.
E infelizmente somos interrompidos por batidas na porta, nos separamos e nos olhamos assustados, droga.
— Freddie? — Chama alguém batendo na porta, é a voz do tio Robert, caramba! Tia Helena e ele já voltaram da viagem, droga! Mil vezes droga...
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