O Amor Supera Tudo
7 Choque da realidade
Notas iniciais
"E quando a realidade me atinge, eu percebo que tudo não era um sonho e o que eu sempre desejei está se tornando realidade!"
P.O.V da Sam:
Engulo um seco e desvio o olhar, tento controlar minha respiração ofegante, minhas mãos estão tremendo, denunciando todo o meu nervosismo.
Freddie: — Já vai! — Avisa se afastando de mim e eu saio de cima da cama, ajeito minha roupa e passo as mãos pelo cabelo, tentando arrumá-lo para que não levante suspeitas sobre o que estávamos fazendo sozinhos e trancados.
Freddie: — Depois a gente continua o que começamos! — Sussurra com a voz rouca, me fazendo estremecer e cada minúsculo pêlo do meu corpo se arrepiar, ele se afasta e vai abrir a porta.
"Oh! Meu Deus, será que eu ouvir mesmo isso? O que ele realmente quis dizer com isso? É claro que ele quer te pegar de jeito sua boba, não era isso que você sempre desejou? "
Minha mente acusa indagando, não sei se desmaio ou pulo de felicidade.
Robert: — Por quê a porta estava trancada? — Pergunta entrando, desconfiado.
Freddie: — Estava apenas ensinando a Sam jogar sinuca! — Responde mentindo e percebo que ele também está nervoso.
Sam: — É verdade tio, obrigada, papi, e boa noite para os dois! — Falo sorrindo, tentando parecer convicente ao ressaltar a mentira do Freddie.
Robert: — Boa noite, princesa! — Diz ele sorrindo e eu vou até ele e o abraço carinhosamente, ele beija o meu rosto e em seguida me afasto.
Assim que saio da sala de jogos, finalmente consigo respirar aliviada. E se fôssemos pegos? Meu Deus, não posso nem imaginar isso, vou para o meu quarto com tamanha alegria que mal cabe em meu peito, devo está sorrindo feito louca e de fato sou louca. Louca por Freddie Benson.
Enfim, o choque da realidade me atinge, eu finalmente beijei o homem que amo, me sinto tão feliz. Ainda posso sentir o gosto de seus lábios e seu toque em minha cintura, ainda me sinto nas nuvens...
P.O.V do Freddie:
Depois que a Sam saiu da sala de jogos, eu fiquei mais calmo sem a presença dela, mas continuo sentindo meu coração bater à mil por segundos por conta da excitação e do medo de sermos pegos, ainda bem que fechei a porta...
Robert: — Vamos terminar aquela jogada que havíamos deixado para depois? — Pergunta pegando o taco que a Sam estava usando.
Freddie: — Hoje não, estou muito cansado fica para a próxima vez! — Respondo mentindo sobre o meu cansaço.
Robert: — Tudo bem! — Concorda desanimado.
Eu gosto muito de meu cunhado, ele é um ótimo amigo e bom marido para a minha irmã, saímos da sala de jogos e cada um seguiu seu rumo.
Chego em meu quarto e tranco a porta, passo a mão pelo cabelo nervosamente diversas vezes despenteando cada fio capilar, estou suando gelado e só depois de alguns minutos:
O choque da realidade cai sobre mim. Beijei a Sam, minha pequena Sammy... Minha filha adotiva.
Que tipo de homem eu sou? Por quê eu não conseguir me controlar? Eu deveria ter evitado, aquilo foi errado, demasiadamente errado.
Pedofilia não foi algo que eu deveria ter cometido e ainda mais com minha filha. Mas ela me provocou e isso não é de hoje, não foi a única vez que ela me olhou diferente. Já faz alguns dias que venho notando olhares diferentes vindo dela.
E hoje foi um olhar intenso, provocante e injetado de desejos contidos.
Oh! Sam, você não deveria ter me provocado, pois acima de tudo, eu ainda sou homem...
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