O Amor Supera Tudo
22 Saudades e lembranças
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Terminamos de jogar boliche, Logan e Megan foram os ganhadores. Matt e Jennifer ficaram em segundo lugar, e o terceiro lugar sobrou para o Gibby e eu. Não nos importamos em ter ficado no último lugar, fomos para nos divertir e foi isso que fizemos, nos divertimos e muito. Quando saímos da Luck Strike, fomos para uma lanchonete, conversamos e nos conhecemos ainda mais.
Matt, Jennifer, Megan e Logan são ótimas pessoas, são bem legais e engraçados. Eu me senti bem na companhia deles, e acredito que seremos grandes amigos.
[...]
O Gibby acabou de estacionar em frente a minha casa, ele saiu do carro, deu a volta no mesmo fazendo questão de abrir a porta para mim.
Sam: — Obrigada! — Sorri agradecendo.
Gibby: — Disponha! — Retribuiu o sorriso. — Você se divertiu? — Perguntou se encostando no Volvo, ficando ao meu lado.
Sam: — Sim e muito. Gibby, obrigada por ter me proporcionado essa noite! — Agradeci sorrindo, encarando-o.
Gibby: — Não precisa me agradecer, você merecia essa noite. Você precisa sair mais vezes! — Disse ainda sorrindo.
Sam: — Eu vou tentar. Mas vai ficar difícil... Daqui à pouco minha barriga vai crescer e ficar perceptível, e daqui alguns meses meu bebê vai nascer e eu vou ter que me dedicar a ele, entende? — Falei com calma.
Ele assentiu, suspirei e senti uma lágrima rolar por meu rosto. O Gibby sabia da minha história, sabia do meu amor proibido, sabia de tudo que aconteceu entre Freddie e eu.
Depois da Carly, ele foi a única pessoa com que eu desabafei, ele é um bom amigo, gentil, conselheiro e me passa segurança. Sei que posso contar com ele para tudo, e quero que nossa amizade seja verdadeira e eterna enquanto dure.
Gibby: — Você se arrependeu, não é? — Perguntou com a voz baixa.
Sam: — De quê? — Sussurrei.
Gibby: — De ter se envolvido com seu ex-pai adotivo! — Disse sem me olhar.
Fico calada, desvio o olhar e olho para os meus pés. Penso e repenso várias vezes, e chego a conclusão de que tudo que cometi foi um erro, um grande erro que só ferrou com a minha vida.
Fechos os olhos para amenizar o ardor que de repente me abateu, fazendo com que meus olhos ardessem. Me encolho, me encostando no carro e abraço meu corpo, estou com frio, me sinto fraca e vunerável.
Sam: — Sim, eu me arrependo! — Falo, é automático e vazio de sentimentos. Não consigo sentir segurança em minhas próprias palavras.
Gibby: — Eu sinto muito. Preciso ir, boa noite! — Disse ele em um tom triste, depois de ter lido uma mensagem no seu celular.
Nos despedimos, ele foi embora e eu entrei em casa, subi para meu quarto depois de uma curta conversa com tia Kath. Ela queria saber o que havia acontecido no meu suposto "encontro" com o Gibby.
[...]
Depois de banho tomado e pijama vestido, eu fui para debaixo das cobertas. Um banho quente me ajudou a relaxar, por isso eu já estou deitada abraçando um travesseiro. E de repente, me pego pensando nele, sinto sua falta, é um sentimento avassalador.
Saudades. Saudades de abraçá-lo depois de sua chegada de um dia longo em seu trabalho. Saudades de tê-lo me ensinando no dever de casa. Lições de Matemática, era o dever que ele pegava mais no meu pé, eu era tão ruim com números.
Saudades de ouvir suas broncas depois de eu ter aprontado alguma no colégio. Saudades de jantar com ele, porque durante o almoço ele quase nunca estava presente, saudades de assistir TV ao seu lado nas tardes de sábado. Saudades de sentir seu beijo na minha testa quando ele me colocava para dormir.
Sinto saudades, tudo nele agora está me fazendo falta. Oh! Será que isso é sensibilidade causada pela gravidez? Ou eu realmente estou louca de saudades dele?
[...]
Já é de madrugada e eu não estou conseguindo dormir. Lembranças me invadem, tomam conta da minha mente. Lembranças impuras me vem à tona, estou inquieta, não consigo afastá-las...
Lembro de seus beijos e de suas mãos percorrendo por todo meu corpo, seus toques foram quentes e possessívos. Lembro perfeitamente de cada segundo que passei nas mãos dele, foi tão doloroso... E no final das contas, eu acabei chegando ao ápice.
Lembro-me também do sexo que rolou entre a gente no banheiro, este foi por minha vontade e diferente do outro, foi tão prazeroso.
Oh! A surra, nunca esquecerei, ele me machucou muito, me deixou marcada. Mas apesar de tudo, eu o amo. Com certeza, eu o amo...
Às vezes fico pensando. Qual seria a sua reação se descubrisse sobre minha gravidez?
Durante minha visita ele ficou furioso em me ver. Será que ele me odeia tanto a ponto de querer acabar comigo?
E quando ele ficar livre? Será que estou correndo perigo?
[...]
P.O.V Do Freddie
Um par de olhos azuis, belas e lindas orbes azuis. Seu olhar é melancólico, consigo ver a mágoa escondida lá no fundo desse olhar.
A dona de belos olhos azuis me encara profundamente, sua silhueta está mais aperfeiçoda e ela está usando um vestido branco longo que ficou perfeito em seu corpo.
Não consigo identificar aonde estamos, seus cabelos estão esvoaçando, os cachos dourados levantam e chicoteam o ar. E de repente seu olhar escurece e ela abre a boca, sua boca está vermelha, não é batom, é sangue.
Ela solta um grito estridente e se curva abraçando a barriga, e manchas de sangue começam a surgir, sujando seu belo vestido branco... Vejo que a moça grita meu nome, olho para o seu rosto banhado em lágrimas...
— SAM! — Gritei acordando, meu corpo estava banhado de suor e minha respiração estava descompassada.
— O que foi? O que foi, Freddie? — Perguntou meu amigo saindo da beliche debaixo da minha.
Me sentei na na parte de cima da beliche, onde eu durmo e olhei em volta. Eu ainda estava na minha cela. Ufa! Foi só um pesadelo.
— Está tudo bem, cara? — Perguntou Dereck me olhando, ele estava de pé e com uma expressão preocupada.
— Sim. Foi só um pesadelo! — Respondi mais calmo.
— Você acordou gritando o nome da garota! — Falou voltando ao lugar dele.
— É... Foi involutário! — Comentei.
— Estava sonhando com ela? Me conte como foi o pesadelo! — Pediu.
— Não me lembro muito bem... Só sei que ela parecia estar morrendo! — Expliquei.
— Hum... Coitada! — Disse com a voz sonolenta.
— Ah! Dereck, coitado é de mim, sou eu que estou sofrendo aqui. Deixa eu me livrar desse lugar... Ela irá morrer assim como no meu sonho! — Falei sorrindo divertido.
— Jura que irá matá-la? Ah! Conte outra. Você acordou gritando o nome da gatota, sinal que se preocupa. Se não gostasse dela, não teria acordado todo desesperado! — Disse sério.
— Ha, ha, ha. Muito engraçado Dereck, você deveria ser humorista! — Falei, sarcástico.
— Cara, me responde uma coisa? — Perguntou.
— O que é, Dereck? Fala logo, estou com sono, porra! — Falei.
— Em quêm pensa quando está "batendo uma"? — Perguntou.
— Na sua mãe é que não é... — Respondi rindo.
— Eu tô falando sério, porra! — Disse irritado.
— Okay! Eu penso na loirinha. Oh! Você nem imagina... Além de gostosa, ela é apertadinha! — Falei fechando os olhos e lembrando... Lembrando do meu membro estocando sua intimidade, mesmo depois de seu hímen ser rompido, ela continuou apertadinha e gostosa de foder.
Oh! Eu guardo e relembro, essas belas lembranças... Jamais esquecerei.
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