O Amor Supera Tudo
37 Revelação & alegria triplicada
Notas iniciais
P.O.V Do Freddie
Algo me dizia que eu era o pai daquelas crianças e um coração de pai também nunca se engana. E eu só precisava que ela admitisse algo que eu já tinha a certeza, só queria ouvir da boca dela. Sam ficou me encarando assustada, ela estava quase chorando, estava nervosa e com medo, mas eu só queria saber a verdade.
— Por favor, não minta para mim, Sam. — Pedi, suplicante.
Ela respirou fundo e depois suspirou, seus olhos ficaram marejados.
— Sim... Sim, Freddie, são seus filhos. — Sussurrou, me encarando.
Aquilo fez meu peito se encher de felicidade, foi a melhor coisa que poderia acontecer na minha vida, naquele momento. Um turbilhão de sensações se apoderaram de mim, olhei para os nossos filhos, fitando cada rostinho daqueles seres tão inocentes. Meus filhos... Nossos filhos.
— Meu Deus, isso é a melhor coisa que poderia acontecer na minha vida. Eu sou pai... — Falei, emocionado.
E assim como eu, ela também estava chorando.
Me aproximei, ela não recuou, parei diante dela e olhei para o pequeno em seu colo, sorri e olhei para o outro garotinho que estava no colo do namorado dela, e depois olhei para a menininha que me olhava curiosa.
— Meus filhos... — Sussurrei com a voz embargada e Sam assentiu.
— Nossos filhos. — Falou sorrindo. — — Nathan, Christian e Jasmin. — Apresentou os trigêmeos.
Nathan era o único que possuía olhos castanhos iguais aos meus, o Christian tinha cabelos castanhos claros e olhos azuis escuros, e Jasmin era loirinha e possuía os olhos da mãe. Eles eram lindos, e o amor paterno já preenchia todo o meu ser.
— Cuide bem deles. — O rapaz que segurava Christian e Jasmin se aproximou de mim, me entregou as crianças e eu os segurei um em cada braço.
Jasmin abraçou meu pescoço e Christian começou a choramingar, ficando agitado.
— Seja feliz! — Ele disse para Sam.
— Gibby, eu...
— Não, Sam. Eu sempre soube, só não queria aceitar, você sempre o amou e só será feliz ao lado dele. Não se preocupe comigo, ficarei bem... — Gibby disse com calma acariciando o rosto dela, Sam estava chorando.
Foi surpreendente, ele deixou ela livre, abriu mão de seu amor para vê-la feliz. Estava sofrendo e mesmo assim não tentou resistir ou lutar por ela, ele fez algo que poucos fariam, desistir de lutar pelo seu amor.
Ele beijou a testa dela e fez a mesma coisa com Nathan, se virou para mim e veio se despedir dos outros que estavam em meu colo.
— Papai. — Christian começou a chorar, pedindo colo para ele.
Nesse momento comecei a chorar emocionado, Gibby e Sam também estavam chorando. E eu entendia perfeitamente, eles eram uma família e aquele laço estava se rompendo.
— Desculpe, garotão... — Gibby abraçou o pequeno que estava chorando, tentando sair do meu colo.
— Obrigada por tudo, Gibby. — Sam abraçou ele. — Você sempre vai estar ocupando um lugarzinho especial em meu coração. Eu te amo! — Disse ela ainda o abraçando, sendo sincera. — Você sabe disso, não é? — Ela o soltou.
— Sim, eu sei... Melhores amigos, certo? — Ele sorriu e beijou a cabeça dela. — Vou para Londres! — Disse acariciando o rosto dela. — Mas prometo visitá-los sempre quando puder! — Falou e ela assentiu.
— PAPAI! — Christian estava em prantos, bastante agitado querendo sair do meu colo e querendo ir para o colo de Gibby.
Vimos o Gibby ir embora sem olhar para trás e a Sam se aproximou de mim, e me abraçou. Ela chorava tanto que chegava a soluçar, Jasmin continuava abraçando meu pescoço, Christian chorava e o Nathan estava olhando para a mãe com um semblante tristonho. E eu não sabia o que fazer, era muita coisa passando por minha cabeça naquele momento.
[...]
— Eu dirijo. — Falei e ela me entregou a chave do carro.
Colocamos as crianças em suas cadeirinhas, a Sam entrou no carro e eu dei a volta, fazendo o mesmo, colocamos os cintos de segurança.
— Eu sinto muito. — Falei sincero, coloquei a chave na ignição e suspirei.
— Por favor, não fale nada agora. Vou te passando meu endereço e você apenas dirige, ok?
— Okay! — Concordei ligando o carro.
32 minutos depois...
Entramos em seu apartamento, ela estava carregando o Christian que ainda estava tristinho, e eu estava com Nathan e Jasmin. Sam fechou a porta e eu a segui, seu apartamento era um duplex muito bonito e espaçoso, subimos as escadas em silêncio.
— Esse é o quarto deles. — Falou abrindo a segunda porta, entramos naquele compartimento que estava decorado com cores bonitas e alegres. A pintura do quarto era de três cores. Azul escuro, azul claro e roxo, os móveis eram brancos e cada cama infantil havia uma cor de colcha diferente.
Sam colocou o Christian em cima da cama que tinha a colcha azul escura, e eu coloquei o Nathan na cama de colcha azul clara e a Jasmin na cama de colcha lilás.
— Vou dar banho neles, me ajuda? Pediu começando a tirar a roupa de Christian.
— Claro. — Concordei.
Eu ainda estava todo abobado, parecia um sonho. O mais incrível de todos, minha ficha ainda não havia caído completamente.
Ela terminou de despir o Christian e começou a tirar a roupa da Jasmin. Me concentrei no pequeno de olhos castanhos, tirei seu gorro e comecei a despí-lo.
[...]
— Pensei que você já tivesse perdido a manha. — Comentou quando começamos a vestir as crianças. Jasmin e Christian não paravam quietos, percebi que o único que não era bagunceiro era o Nathan, ele era comportado e tímido.
— Quem cuidava de você quando era um bebê? — Perguntei, terminando de colocar o pijama na Jasmin.
— Você! — Respondeu e eu logo notei que ela havia ficado constrangida.
— Não vou mais falar sobre o nosso passado, tudo bem? — Indaguei.
— Não. Sem problemas, mas é que... Isso tudo ainda é complicado, você sabe, não é?
— Sim. Mas vamos superar isso tudo juntos, você aceita? — Perguntei hesitante, eu estava com receio.
Ela apenas assentiu dando um leve sorriso,aquilo me deu esperanças e fiquei aliviado, e só de estar ali com ela e com nossos filhos, eu já me sentia feliz.
Desviei o olhar e fitei a loirinha que estava na cama me olhando,s eus olhos azuis brilhando, sorri e acariciei suas bochechas rosadas.
— Ela gostou de você. — Sam comentou. — De alguma forma, deve saber que você é o pai dela e o Nathan também, eles gostaram muito de você... Mas o Chris acha que o Gibby é pai dele, ele foi o único que chamou o Gibby de pai e os dois sempre foram muito apegados! — Contou.
— Entendo. — Murmurei, sentei a Jasmin no meu colo e a Sam me entregou uma pequena escova de cabelo branca com desenhos rosa-bebê.
— Boa sorte. É uma batalha ter que pentear essas madeixas onduladas da Jas, ela nunca para quieta. — Avisou me fazendo rir.
— Puxou a mãe. — Aquele comentário acabou escapando e a Sam ficou séria, desviou o olhar e foi arrumar o Christian.
— Desculpe, eu não...
— Passado é passado, não é? — Ela me interrompeu e eu assenti. — E se você ficar lembrando de coisas que me deixam constrangida, vou ser obrigada a te dar uns petelecos. — Avisou.
— Certo. — Sorri e comecei a pentear o cabelo de Jasmin.
Horas depois...
Às 19h:16min da noite...
— Se a Jas te oferecer alguma coisa comestível, não aceita, ok?
— Por quê? — Perguntei, curioso.
— Nem queira saber! — Sam soltou uma risadinha.
— Okay. Falei olhando para a pequena loirinha que sorriu para mim. Nathan e Christian estavam na sala, brincando com pecinhas de lego.
— Vou preparar o jantar e você fica aí brincando com eles. — Falou e eu assenti.
Ela rumou para a cozinha e eu fiquei no sofá junto com a Jasmin, a loirinha apontou para os irmãos que estavam brincando no carpete, rodeados de brinquedos.
— Você quer descer? — Perguntei e ela assentiu. Coloquei ela no chão e fiquei observando eles brincarem com as pecinhas de lego.
Senti uma lágrima rolar, vê-los juntinhos era realmente muito emociante. Meus filhos, isto ainda parece surreal. E até agora já conversamos bastante sobre os trigêmeos e eu já sei muitas coisas sobre eles, Sam me contou algumas histórias e pequenas situações envolvendo as crianças.
— Posso brincar com vocês? — Perguntei, sentando ao lado de Chris.
Ele balançou a cabeça negando e a Jasmin sorriu, ela jogou uma pecinha de lego em mim e achou graça. Nathan se levantou e se aproximou de mim, trazendo algumas pecinhas.
— Obrigado. — Sorri pegando as pecinhas coloridas que ele me entregou.
— Não! — Christian bateu na minha mão, derrubando as pecinhas e me olhou emburrado.
Ele não havia gostado de mim, e claro que aquilo me deixou triste. Mas ele era só uma criança e eu era o estranho ali entre eles.
— FREDDIE! — A Sam me chamou, me levantei e me retirei da sala.
[...]
— Por quê você não quer jantar? — Perguntou enquanto alimentava o Nathan.
— Estou sem fome. — Respondi observando a Jasmin e o Christian se lambuzarem, tomando a sopa que eu havia esfriado para eles.
— Ah, não. Até o Nathan que é enjoadinho para comer está tomando toda a sopinha dele, né amorzinho? — Sam sorriu dando outra colherada para o pequeno. — Você não vai sair daqui enquanto não provar a deliciosa sopa da mama aqui! — Avisou se gabando.
Minutos depois...
— É sopa de quê? — Perguntei olhando para a tigela que ela havia colocado na minha frente.
— Sopa de legumes. — Respondeu e achou graça da minha careta.
— Mas eu não gosto...
— Mas você vai tomar. — Me interrompeu. — Já se esqueceu que você me obrigava a tomar sopa de legumes? E você não saia do meu lado até que eu esvaziasse a tigela e agora vou fazer o mesmo com você, dente por dente e olho por olho, baby! — Sorriu maldosa.
— Eu tomo, mas só se você prometer que vou ganhar um beijinho! — Tentei negociar.
— Negativo. Você vai tomar toda essa sopa e eu vou comer meus empanados! — Sorriu, vitoriosa.
Suspirei derrotado, seria perda de tempo discutir com ela. Ela sempre foi muito teimosa e agora é muito mandona. Comecei a tomar a sopa e ela foi fritar os empanados.
[...]
— Ela só consegue dormir abraçando esse coelhinho. — Sam sussurrou, colocando o bichinho de pelúcia ao lado da Jas.
Os trigêmeos finalmente pegaram no sono, mas o Chris havia dado trabalho, ele chorou muito e até agora está soluçando enquanto dorme. Sam estava cansada, ouvi ela suspirar e em seguida foi apagar a luz, e só deixou um abajur ligado, o que ficava perto da cama do Nathan.
Saímos do quarto e ela deixou a porta entreaberta.
— Eu já vou. — Avisei.
— De táxi? — Perguntou.
— Sim. — Respondi.
— Quando vai voltar para Seattle?
— Não sei. Agora não quero ficar longe dos nossos filhos, pretendo me mudar para NY. — Falei, enquanto descíamos as escadas.
— Hum... — Ela suspirou e chegamos até a porta, ela abriu e eu me virei para ela.
— Obrigado por não tentar me afastar dos meus filhos, já que agora sei sobre eles. Eu já paguei minha penitência, acredite eu já sofri muito e se você tentasse mantê-los longe de mim, isto acabaria comigo, eu não iria suportar! — Falei a encarando.
— Não me agradeça, só estou fazendo o que é certo. — Deu um pequeno sorriso. — Você é o pai e sempre que quiser vê-los eu irei permitir. Sei que me perdoou por eu ter escondido eles de você,,foi errado, eu sei... Mas acredite, eu estou feliz de saber que você vai se fazer presente na vida deles de agora em diante! — Confessou.
Sorri e a surpreendi com um abraço, demorou um pouco, mas ela acabou retribuindo. Beijei sua testa e em seguida encostei nossas testas, sua respiração ficou descompassada, fechei os olhos e segurei seu rosto e ela ainda continuou com os braços ao meu redor.
Ficamos ali presos naquele momento, eu queria tanto beijá-la, mas fiquei com receio, talvez ela recusasse e poderia ficar chateada. E eu não queria acabar estragando tudo, eu havia pedido uma chance e ela disse que precisava de um tempo, e eu estava disposto a dar todo o tempo que ela precisasse.
A soltei e me afastei devagar, ela estava muito corada, sorri e acariciei seu rosto, seus olhos azuis me fitaram por alguns segundos e ela sorriu, deu um sorriso tímido.
— Tchau. — Me despedi.
— Tchau. — Falou baixinho e em seguida fui embora.
Fui embora sorrindo, e aquele dia eu estava tão feliz que nada poderia me abalar.
"Você me encheu de alegria e eu serei eternamente grato à você até o meu último suspiro, meu amor."
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