O Amor Supera Tudo
38 Inquilino? Apenas por alguns meses...
Notas iniciais
3 Semanas depois...
Quarta-feira, às 22h:36min...
P.O.V Da Sam
Finalmente cheguei em casa, estava muito cansada, tivemos um longo dia no restaurante. Depois que o Gibby foi embora tive que tomar de conta do D'Gust sozinha e fazer isso sem ele é muito difícil. Minha responsabilidade havia dobrado, trabalho em dobro e cansaço multiplo, e por isso chego todas as noites esgotada.
Fechei a porta e não pude deixar de sorrir quando avistei meu "inquilino", cochilando sentado no sofá. A TV estava ligada e Freddie estava dormindo com a boca entreaberta, a sala estava uma zona com tantos brinquedos espalhados. Desde que soube que era pai, ele não quis mais sair de perto dos trigêmeos, e com muito custo me convenceu deixá-lo a morar por alguns meses comigo.
Confesso, foi uma decisão muito difícil, mas no final das contas eu acabei cedendo. Fiz isso pelos meus filhos, nossos filhos, não queria mais deixá-los longe do pai. Freddie tinha todo o direito de querer ficar perto dos filhos e isto eu não poderia negá-lo, seria apenas por alguns meses.
Me aproximei do moreno adormecido, andando silenciosamente e com cuidado para não tropeçar em nenhum brinquedo. Freddie passava o dia em casa cuidando das crianças, já que ele havia feito questão que eu dispensasse a babá, mas infelizmente ele nunca foi um bom dono de casa e por isso a bagunça iria sempre sobrar para mim.
Suspirei olhando para ele, que pontada de inveja, eu daria tudo para estar no lugar dele dando aquele merecido cochilo. Coloquei minha bolsa em cima do sofá, peguei o controle e desliguei a TV. Olhei para o Benson novamente e ele estava roncando bem baixinho, naquele momento sua boca estava torta e um pouco mais aberta.
Não me segurei, uma sonora e alta risada acabei deixando escapar. Ele acabou acordando assustado, quando andei de costas acabei tropeçando em algum brinquedo e caí e bunda , isso me fez rir ainda mais.
— Sam! — Exclamou ainda assustado e se levantou para tentar me levantar. — Segura a minha mão. — Me estendeu a mão esquerda, eu não conseguia para de rir.
Ele estava tão engraçado com aquela cara de sonolento e confuso, segurei sua mão e quando ele tentou me puxar, acabou caindo em cima de mim, aquilo só podia ser fraqueza por conta do sono.
Parei de rir e ficamos nos encarando, eu deitada no chão e ele em cima de mim. Ficamos em silêncio, apenas nos encarando até que seu olhar desceu para a minha boca, meu coração imediatamente disparou.
Seu rosto foi se aproximando devagar, nossas respirações se misturando na medida que nossa distância estava sendo encurtada. Fechei os olhos, senti seus lábios nos meus, suas mãos foram para a minha cintura e eu me deixei levar, me entregando aquele beijo sem hesitação.
[...]
— Foi uma luta fazer o Chris dormir. — Freddie contou, quando estávamos na sala vendo TV.
— Ele continua fazendo escândalo? — Perguntei.
— Um pouco... Ele mordeu a minha mão. — Falou me fazendo rir.
— E você acha isso engraçado? — Perguntou, indignado.
— Um pouco! Faz o seguinte, ignore ele, dê atenção só para os outros, então ele vai se sentir solitário e vai querer se aproximar de você, vai querer brincar com vocês e principalmente vai querer a sua atenção para ele. — Avisei. — Jas aprontou alguma?
— Okay. Ela rasgou o caderno de desenhos do Nate. — Respondeu.
— Droga! E o Nate? — Perguntei.
— Ele chorou um pouquinho, mas... Ele desenhou na parede do quarto deles! — Falou, hesitante.
— O quê? Ah, Freddie, você deixou ele rabiscar na parede? — Indaguei um pouco indignada.
— Não. Quer dizer, quando fui ver já estava rabiscada, mas ele usou giz de cera. Se você limpar vai sair, é só passar...
— Não. Eu não vou limpar nada, você é que vai. — Avisei.
— A Jasmin também derramou suco naquele tapete branco que tem lá no quarto, foi suco de morango. — Avisou.
— Ah, Benson, eu disse que era para ficar de olho nela, enquanto ela estivesse comendo. — Resmunguei.
— Mas eu estava, porém ela...
— Tá bom. Você vai lavar e limpar tudo que eles sujarem, agora vou comer! — Falei me levantando do sofá.
— Isso não é justo! — Resmungou.
— Deixa de ser preguiçoso.
[...]
— Colocou fralda na Jas?
— Acho que sim. — Respondeu inseguro, enquanto se acomodava para dormir no sofá.
— Está fazendo muito frio e se ela fizer xixi na cama, eu vou...
— Eu sei, Sam. Você vai esfregar a colcha e o lençol dela na minha cara. Posso dormir com você? Minhas costas estão doendo. — Reclamou.
— A velhice que está chegando! — Falei debochada e ele fez careta.
— Está dizendo que estou ficando velho?
— Você vai fazer 40 anos, querido. Boa noite e não esqueça de desligar a TV! — Avisei.
— É, você tá me chamando de velho. — Murmurou.
— E já tem cabelos brancos! — Menti prendendo o riso.
— O quê? É sério? — Perguntou, assustado.
— Claro que não, bobo. Estou brincando... Mas você está ficando calvo e daqui à pouco você vai precisar de estimulantes. — Brinquei novamente.
— Mentirosa! — Exclamou, ofendido.
— Talvez! — Sorri para ele. — Tenha uma boa noite nesse sofá que já virou sua cama, se acostume, Benson.
— Ah, não. — Choramingou.
Me retirei da sala e rumei para o meu quarto. Eu já havia tomando banho, já havia jantado e só faltava me jogar na cama e pegar no sono.
— Sam? — Era o Freddie batendo na porta do meu quarto.
Ponderei em me levantar para ver o que ele queria ou apenas ignoraria seu chamado. Optei pela primeira opção, me levantei e fui abrir a porta.
— O que você quer, Benson? — Perguntei cansada e sonolenta. Já se passava da meia-noite e tudo que eu queria era dormir.
Ele estava parado no vão da porta me encarando, fechou os olhos, suspirou e voltou a me olhar.
— Eu não vou consegui dormir se eu não souber o que significou aquele beijo. O que significou, Sam? — Perguntou, me encarando.
— Boa noite! — Tentei ignorá-lo e quando eu já ia fechar a porta na cara dele, ele colocou o pé me impedindo de fazer isto.
Suspirei derrotada, ele havia conseguido entrar no quarto e trancar a porta, pegou a chave.
— Eu não vou sair daqui, enquanto não me responder e não vale mentir! — Cruzou os braços.
— Sobre o beijo? Conversamos amanhã, agora faz o favor de sair do meu quarto! — Falei, séria.
— Não! Eu preciso saber agora...
— Estou confusa, caramba! — Quase gritei começando a me irritar.
— Você correspondeu. Você ainda sente algo por mim, eu sinto isso, só basta você admitir! — Disse com calma.
— Talvez... Agora saia do meu quarto, por favor, apenas vá embora! — Pedi.
— Você têm medo, não é? Tem medo que eu faça aquilo de novo... — Falou baixinho. — O Robert também não confia mais em mim, ele ficava com medo quando eu levava a Anne para passar os finais de semanas comigo. — Contou com a voz embargada.
— Não. Eu não tenho medo... Eu sinto muito. Sei que você jamais teria coragem de fazer algum mal a sua sobrinha, sei que também você nunca voltaria a me machucar! — Falei sendo sincera. Me aproximei dele e peguei sua mão direita.
— Pode ficar aqui, dorme comigo, amanhã nós conversamos, ok? — Ele assentiu,apaguei a luz do quarto e fomos para a minha cama.
Deitamos um perto do outro, ele nos embrulhou e eu me acomodei em seus braços, eu estava me sentindo segura ali, sentindo ele me abraçar, não sei quando adormeci, mas só sabia que Freddie estava ali comigo.
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