O Amor Supera Tudo

39 Isso foi um sim?


Notas iniciais
Hey, guys! Boa leitura!

No dia seguinte...

Quinta-feira, às 07h:06min...

Tomei o café rapidamente, acabei acordando tarde e estava atrasada para levar as crianças na creche, maldito despertador que me deixou na mão. Freddie estava no quarto dos trigêmeos, arrumando eles e eu tinha exatamente 10 mimutos para deixá-los na cheche e ir para o D'Gust.

— Não estou achando a mochila do Chris! — Freddie entrou na cozinha, carregando Jas e Nate já devidamente arrumados.

— Você perdeu a mochila do seu filho? Ah, Freddie, tudo tem que ser eu para resolver. — Reclamei.

— Ontem deixei no lugar de sempre e hoje não estava mais lá. — Contou.

Fui para o quarto dos trigêmeos procurar a mochila do Chris, e acabei encontrando o meu pequeno de olhos azuis sentadinho na cama com a mochilinha nas costas.

— Espertinho. — Sorri o pegando, voltei para a cozinha. — Ele foi mais esperto que você, pateta! — Falei para o Freddie que me olhou ofendido. — Rápido, estamos atrasados. — O apressei e saímos do nosso apartamento.

— Pronto. — Avisou terminando de prender as crianças nas cadeirinhas. — Tenha um bom dia! — Acenou para mim, me olhando através da janela do carro.

— Obrigada. E quando eu voltar, quero a casa limpa e arrumada! — Brinquei colocando o cinto de segurança.

— Pode deixar. — Sorriu para mim, desviei o olhar e liguei o carro.

[...]

Horas depois, às 13h:20min...

— A senhora está passando mal? — Louise, uma das minhas funcionárias perguntou quando sentei em frente à mesa da cozinha.

Assenti, minha cabeça estava latejando e eu estava com náuseas. Era uma enxaqueca das bravas, estava cansada e me sentindo sufocada ali, me levantei devagar.

— Avise ao David que o restaurante vai ficar por conta de vocês. Quero você, ele e a Rebecah comandando a cozinha, ok? — Avisei e ela assentiu, retirei meu avental e minha touca higiênica, entreguei a ela.

— Pode ir tranquila senhora, tomaremos conta de tudo. Melhoras! — Sorriu, gentil.

— Obrigada, Louise! — Agradeci.

Saí do restaurante às pressas, assim que entrei no meu carro, coloquei o cinto rapidamente. A tremenda dor de cabeça e as naúseas só aumentavam. Tudo que eu queria era chegar logo em casa, tomar algum comprimido para a enxaqueca passar e dormir, estava mesmo precisando de descanso.

Minutos depois...

— Você está pálida. — Freddie falou assim que entrei no apartamento. — O que aconte...

Corri para a cozinha e comecei a vomitar na lixeira, não daria tempo de chegar no banheiro, larguei minha bolsa lá na sala e o Freddie veio atrás de mim. Ele segurou meu cabelo e começou a acariciar minhas costas, continuei vomitando e ele ficou ali comigo até aquela náusea toda passar.

— Enxaqueca. — Falei já recuperada do enjoo, limpei a boca com a costa da mão e fui para o meu quarto. Ele me seguiu calado, entrei no banheiro e comecei a escovar os dentes, Freddie estava atrás de mim com um semblante preocupado, eu estava o olhando pelo espelho.

Terminei de escovar os dentes, lavei meu rosto e fiz um coque no cabelo, me virei para o Benson que ainda estava calado.

— Você está se matando trabalhando tanto, não se alimenta direito, chega em casa cansada e agora chegou com enxaqueca. Você comeu alguma coisa lá no restaurante? — Perguntou, sério.

— Não tive tempo de almoçar. Minha cabeça estava latejando, estava me sentindo sufocada e todo aquele cheiro de comida me deixou ainda mais enjoada. — Falei rapidamente, ele suspirou.

— Se continuar assim, você vai acabar ficando com Anemia ou Gastrite. Você não está se alimentando direito, ultimamente só toma café da manhã às pressas, não almoça e só come de noite. Você sempre está chegando exausta e com dor de cabeça... Você precisa descansar, ter uma alimentação saudável e tirar férias ou quer continuar se matando de tanto trabalhar? — Indagou, me encarando sério.

— Você tem toda a razão, isso tudo está acabando comigo. Agora vou tomar algum comprimido para passar essa maldita enxaqueca, vou comer e descansar. — Falei decidida.

— Também vai tirar férias? — Indagou e eu assenti.

— Amo meu restaurante, mas eu realmente preciso me afastar por algum tempo. Preciso de descanço e me divertir um pouco, principalmente ficar mais tempo com nossos filhos. Sinto falta dos meus anjinhos, só vejo eles pela manhã e quando chego do restaurante, eles já estão dormindo. — Comentei, triste.

— Verdade. Você merece descansar, se divertir e passar mais tempo com eles. — Disse dando um pequeno sorriso e eu assenti.

— Ah, meu Deus! Freddie, esquecemos de buscar as crianças na creche! — Exclamei, assustada.

[...]

— Eu sei que está com fome, já vou te dar comida, princesa! — Falei colocando a Jas na sua cadeirinha, ela estava chorando.

Quando o Freddie foi buscá-los na creche, ela e o Nathan estavam chorando. E agora o Chris e o Nate estão lá no quarto deles com o pai e a minha loirinha gulosa está chorando de fome.

— Pronto. Pode comer! — Coloquei o prato dela em cima da mesinha. Comprei uma mesinha para os trigêmeos, é uma mesa feita sob medida junto com as cadeirinhas e é ali que eles fazem suas refeições.

Ri quando ela começou a devorar o macarrão com molho branco, cortei em cubinhos algumas verduras, legumes e cozinhei, e misturei com o macarrão. Foi tudo que eu consegui preparar em menos de 10 minutos, macarrão com verduras e legumes ao molho branco. Jas não gosta de legumes, mas ela estava com tanta fome que nem percebeu que estava comendo legumes, eu não dou frituras ou comidas gordurosas para eles e por isso sirvo sempre uma alimentação saudável.

— Só assim ela come cenoura, batata, brócolis e ervilha! — Comentou, entrando na cozinha carregando Chris e Nate. Freddie colocou eles sentados em suas cadeirinhas, os pratos deles já estavam em cima da mesa.

— Não quero. — Chris empurrou o prato, ele estava emburradinho e se recusando a comer.

— Você não vai sair daí enquanto não comer, Christian! — Freddie decretou sério, ele estava de braços cruzados, encarando o Chris.

— NÃO! — Chris gritou fazendo birra, empurrou o prato novamente e bateu na mesa, eu estava colocando suco para eles.

— Pode parar com isso. Você vai comer, seus irmãos estão comendo e você também vai fazer o mesmo. — Avisou se abaixando na altura do filho. Chris se calou e obedeceu o Freddie, ele colocava uma colherada na boca e olhava para o pai ainda emburrado, o Benson estava sério o encarando.

— Precisa ter pulso firme com ele, é por isso que ele não te obedece, Sam. Dê ordens, mostre quem é que manda, não grite apenas seja firme quando tiver conversando com ele! — Avisou.

— Entendi. — Falei. — Farei isto, obrigada, Benson. — Sorri para ele. — Agora o Chris vai andar na linha e vai parar de ser birrento! — Falei.

Olhei para os trigêmeos reunidos em sua mesinha. Nathan estava comendo com calma, a Jas estava quase acabando e o Chris estava comendo devagar, seu rosto estava vermelho, ele olhava para mim com os olhos marejados, estava com raiva. Ele é genioso e estava com mais raiva do Freddie por ele ter tido pulso firme, e fez com que ele começasse a comer contragosto.

[...]

— VEM AQUI, CHRISTIAN! — Gritei perdendo a paciência, havia acabado de dar banho nele e ele estava correndo pelo quarto me dando driblas. — Pare de correr, você vai cair e machucar. — Avisei.

Nathan estava arrumado e sentado na cama, a Jas estava no meu colo enrolada na toalha e o pestinha estava correndo pelo quarto pelado. Freddie entrou no quarto dos trigêmeos e o Chris parou de correr, e se escondeu atrás de mim, agarrando as minhas pernas.

— Arrume a Jas, deixa que vou arrumar o Chris. — Avisou.

Minutos depois...

— Eu sou seu pai. — O Benson falou para o Chris que já estava arrumado, de pé em cima de sua cama.

— Não. Eu quero o papai Gibby, mãe, cadê o papai? — Chris começou a choramingar.

Eles começaram a falar com 1 ano e 8 meses, e agora com 3 anos e meio eles sabem falar tudo com perfeição. Eles são inteligentes e aprendem rápido, deve ter herdado o QI do Benson, o Freddie começou aprender a ler com 3 anos.

— Está viajando. Mas o papai Freddie está aqui com você, filho. Ele é o seu pai. Seu papai Freddie. — Falei com calma, apontando para o Benson.

— Não é meu papai Gibby... Ele é o tio Freddie. — Chris falou, inocentimente.

— Tio Gibby, tio Gibby, tio Gibby! — Jas começou a falar, pulando na sua cama.

— NÃO! — Gritou, irritado.

— Deixa ele, Sam. Ainda é muito pequeno e não consegue entender. — Freddie falou olhando para o Chris.

— O tio Freddie não gosta de mim, mamãe. — Meu pequeno de olhos azuis falou de repente.

— Quêm disse isso? E você gosta dele? — Indaguei.

— Não. Ele é malvado como o Lobo Mau da historinha. — Contou me fazendo rir.

— Sam, isso não tem graça... — O Benson falou indignado.

Ouvimos o grito da Jasmin, ela havia caído da cama.

[...]

— A professora deles ficou jogando charme para mim, quando fui buscá-los. — O Benson contou quando estávamos na sala.

— Aaaaiii! — Jasmin reclamou quando eu estava amarrando o cabelo dela, estávamos no sofá.

— Desculpe, meu amor. Agora vá brincar. — Coloquei ela no chão.

— Você puxou o cabelo dela por quê se irritou quando falei aquilo? — Me encarou, risonho.

— Não! — Neguei. — Aquilo foi sem querer. — Me justifiquei, desviando o olhar.

— Hum... E o que você acha da senhorita Forbes? — Perguntou.

— Se está interessado, convide ela para sair. Se quiser, eu empresto o meu carro! — Falei sem tirar os olhos da TV, estava passando uma série e eu nem estava prestando atenção.

— Devo fazer isso mesmo? Um jantar seria legal, o que você...

— Faz a porra que você quiser, Benson. Eu não ligo! Leve a senhorita Forbes para um motel, eu não...

— Liga sim. Você está com ciúmes, Sam. Não adianta negar! — Achou graça.

— Idiota! — Dei um soco no braço dele e me levantei.

Os meninos estavam brincando de carrinhos e a Jas estava quase deixando uma boneca careca de tanto pentear o cabelo dela com força.

— Devagar, filha. — Sentei perto dela, que estava sentada no carpete. Peguei a boneca e mostrei para ela como devia pentear.

— Me dá. — Ela puxou a Barbie das minhas mãos e arremessou a boneca na direção do Freddie.

— Ai, Jasmin, doeu! — Reclamou massageando a testa, a loirinha começou a rir.

— Agora você vai com um lindo galo na testa para o seu encontro com a senhorita, Forbes! — Debochei.

— Ha, ha. Engraçadinha! — Falou, emburrado.

Horas depois, às 21h:45min...

— Aluguei 5 filmes. — Mostrou as sacolas. — Também comprei sorvete e alguns salgadinhos.

— Quero ver os filmes que você alugou. — Puxei a sacola da mão dele. — Vai buscar as colheres ou quer que o sorvete derreta? — O encarei, ele foi para a cozinha e eu abri a sacola aonde estava os DVD's.

— Cadê os filmes de terror que eu pedi? — Perguntei quando ele retornou para a sala.

— Esqueci. — Mentiu. É claro que ele trouxe filmes de romance e drama só para armar um climinha entre a gente.

— Um Amor Para Recordar, Romeu e Julieta, Querido John, Ps: Eu Te Amo e Step Up? — Indaguei, incrédula olhando para os DVD's, eram filmes clichês.

— Qual é o problema? — Se fez de desentendido.

— Nenhum. — Menti. Peguei o Step Up e coloquei. Ele com certeza era o mais legalzinho que tinha ali.

Minutos depois...

— Já chega! Não aguento mais ouvir você falando o quanto esse cara é lindo, gostoso,maravilhoso é blá, blá, blá. — Reclamou com raiva, pegou o controle e desligou a TV.

— Mas, eu... — Ele me calou com um beijo. Acabamos derrubando o pote de sorvete no sofá, ele havia ficado com ciúmes só porque eu estava "secando" e elogiando o Channing Tatum.

Fiquei sem reação quando ele praticamente se jogou em cima de mim, me prensando no sofá. Tentei empurrá-lo, mas acabei cedendo e agarrei sua nuca quando sua língua invadiu minha boca buscando a minha desesperadamente, seu beijo era ávido e um pouco voraz.

— Ainda está pensando no tal de Channing? — Perguntou ofegante quando paramos o beijo.

— Quêm é Channing? — Perguntei, atordoada e ofegante, ele sorriu e voltou a me beijar.

Nem sei como conseguimos chegar no meu quarto entre os amassos, no caminho esbarramos em alguns móveis. Freddie me soltou e fechou a porta, foram apenas questão de segundos e eu já estava jogada na cama com ele por cima de mim.

Suas mãos percorriam o meu corpo, me acariciando e me apertando. Ele já estava sem camisa e eu estava apenas usando um conjuntinho de dormir, uma blusa e um shortinho, ambos roxo. Sua boca foi para o meu pescoço, acariciei suas costas e estremeci quando ele colocou uma das mãos por baixo do meu short, começando a me tocar por cima da calcinha.

Freddie distribuía beijos e chupões em meu pescoço, e automaticamente abri as pernas quando sua mão adentrou minha calcinha.

[...]

— Isso foi um sim? — Sussurrou acariciando meu rosto, eu estava deitada em cima dele, olhei em seus olhos.

— Sim. — Respondi acariciando seu peito. Resolvi lhe dá uma chance, ele sorriu e acariciou minhas costas desnudas.

O beijei, acariciei seu rosto quando aprofundamos o beijo. Eu jamais me cansaria de beijá-lo, de sentí-lo e de amá-lo, e naquela noite nos amamos mais uma vez. Me entreguei de corpo e alma, sem medo, sem insegurança, pois sabia que podia confiar nele, que podia amá-lo sem receio.

— Eu te amo! — Sussurrou em meu ouvido quando estávamos fazendo amor. Ele estava sendo carinhoso, não havia pressa, só havia nós dois ali presos naquele momento.

— Também te amo, nunca deixei de amá-lo! — Confessei, fitando seus belos olhos castanhos, atingimos nosso climáx juntos.

Notas finais
E aí, que acharam? Comentem! Bjs