O Amor Supera Tudo
40 Café da manhã na cama?
Notas iniciais
No dia seguinte: Sexta-feira...
P.O.V Da Sam
Acordei com o Freddie fazendo cócegas nos meus pés, puxei o cobertor me cobrindo completamente e tentei ignorar aquelas cócegas que ele estava fazendo, tentei chutá-lo, me virei na cama, mas ele continuou me atacando com cócegas.
— Me deixa dormir. — Choraminguei, ainda de olhos fechados.
— Se levanta, Bela Adormecida, não vai querer o café que eu trouxe para você na cama?
Joguei o cobertor para o lado e logo sentei na cama para ver se era mesmo verdade, esfreguei os olhos, ouvi sua risada rouca.
— Bom dia! — Ele se aproximou colocando uma bandeja em cima das minhas coxas.
— Bom dia. Devo estar sonhando. — Murmurei surpresa, olhando o café-da-manhã que ele preparou e trouxe para mim na cama.
Havia uma xícara de café, torradas, geléia, Waffles e Morangos. E também havia uma Rosa branca dentro de um pequeno vaso de vidro que parecia um copo bem comprido.
— Cadê meu suco de laranja e meu bolo de chocolate? — Brinquei fazendo ele rir. — Também devo comer essa rosa? — Peguei a flor e inalei o perfume.
— Acordou engraçadinha hoje, hein? Abra a boca. — Sorriu e eu mordi o morango que ele estava me oferecendo, mordisquei os seus dedos que seguravam o morango e ele achou graça.
Peguei a geléia de uva com as pontas dos dedos e passei sobre os seus lábios, ele sorriu e me puxou para um beijo.
Horas depois, às 11h:36min...
Terminei de preparar o almoço, e me virei ouvindo risadinhas, saí de perto do fogão e olhei para o Freddie que estava carregando a Jasmin nos ombros, ela estava rindo enquanto depositava tapinhas na cabeça do pai, Chris e Nathan estavam no chão perto do Benson. Ele está sendo um pai maravilhoso, é tão cuidadoso e carinhoso com as crianças, sorri vendo minha loirinha se divertindo "nas alturas", ele tirou ela dos ombros e a deixou no chão junto com os irmãos.
— Já lavou as mãos deles? — Perguntei me aproximando do Benson.
— Sim e com sabonete líquido anti-bacteriano. — Falou sorrindo.
— Está vendo como sou uma mãe zelosa? Eu só compro produtos higiênicos de boa qualidade para os nossos filhos. Tudo anti-bactérias, aprendi com a melhor! — Sorri, piscando para ele.
— Está falando da minha mãe? — Me olhou confuso.
— Claro. Quêm mais seria? — Indaguei, risonha.
— Ah. É por isso que sua geladeira é cheia de frutas, verduras e legumes? — Perguntou, risonho.
— Não são para mim, são para as crianças. Você sabe que eu não sou muito chegada à essas coisas. — Falei.
— Por quê será que nunca pensei nisso antes? Minha mãe te deu algumas dicas e conselhos, é por isso que você é tão protetora quanto ela, cuida muito bem da alimentação das crianças e é uma mãe incrível. — Elogiou.
— E você é muito espertinho. Sem a vovó Marissa e a tia Helena, eu estaria ferrada, cuidar de bebês trigêmeos aos 16 anos foi uma tarefa muito complicada, você nem imagina. — Afirmei.
— Imagino sim. — Disse me encarando com uma expressão indecifrável.
— Mãe! — Nathan me chamou, batendo na minha perna. — Estou com fome. — Me olhou com uma carinha fofa, fazendo eu e Freddie rir.
— Essa fala é da sua irmã! — Falei carregando ele.
— Banana! — Ouvimos o Chris falar.
— Sam, olhe para a fruteira. — Freddie falou rindo.
Quando olhei, vi a Jas sentada perto da fruteira comendo banana.
— Essa aí não morre de fome, enquanto estávamos jogando conversa fora, ela decidiu fazer uma boquinha. — Comentei achando graça.
— Já está na hora deles almoçarem. — Avisou checando a hora no relógio.
[...]
— O que você está desenhando? — Acariciei os cabelos do Nathan, que estava em meu colo. Ele ama rabiscar e às vezes consegue criar rabiscos que parecem bonequinhos.
— MAMÃE! — Ouvi o grito da Jasmin, ela chegou na sala toda animada e vestida de bailarina? — Sou uma "balalina", mamãe. — Ela rodou, apontando para sua roupinha rosa-bebê.
— FREDDIE! — Gritei, aquilo era invenção dele, só podia ser.
Ele entrou na sala sorrindo todo bobo, e olhou para a Jasmin que estava dando pequenos rodopios com os bracinhos levantados.
— Dá para me explicar isso? — Apontei para a Jas.
— Quando estava vindo para a casa depois de buscar eles na creche, vi essa roupinha numa vitrine e decidi comprar. Quando ela tiver 5 anos vamos colocá-la para fazer aulas de Balé? — Se aproximou tirando o Nathan do meu colo e sentou ao me lado, com o nosso baixinho em seu colo.
— Se você for acompanhá-la e cuidar de tudo, beleza! — Concordei.
— Sério? — Perguntou surpreso e eu assenti. — Olha como ela fica linda de bailarina, não é uma gracinha? — Sorriu olhando para a nossa princesa.
— Sim. — Tive que concordar, a Jas estava tão fofa, ele até fez um coque no cabelo dela.
— Sou uma "balalina"! — Ela repetia nos fazendo rir.
— É a mais linda de todas as bailarinas, filha. — Ele falou para ela.
— Limpa que já está escorrendo, papai babão. — Brinquei, batendo no queixo dele.
[...]
Horas depois, às 20h:15min...
P.O.V Do Freddie
O Chris se enfiou debaixo da cama dele, se escondeu para não vestir seu pijama. Terminei de colocar os pijamas no Nate e na Jas, eu os coloquei em suas caminhas. A Sam estava no banho e o Chris não queria sair de seu "esconderijo".
— Sai daí agora! — Ordenei, me abaixando e praticamente deitei no chão para poder vê-lo. — Sai logo daí, Christian! — Estiquei meu braço para puxá-lo e ele começou a gritar, chutando a minha mão.
Bufei desistindo de tentar tirá-lo debaixo da cama e me levantei, sentei na cama do Nathan e ele veio para o meu colo.
— Seu irmão é mesmo impossível. — Resmunguei encarando o Nate, que ficou em pé no meu colo e abraçou meu pescoço.
Minutos depois...
— Seu cabelo está cheio de poeira. — Ela reclamou levando o Chris para o banheiro, ele iria tomar mais um banho. Ele gritava enquanto a Sam dava banho nele, e depois se calou quando o chuveiro foi desligado.
Sam voltou para o quarto o carregando, depois de secá-lo devidamente, vestiu seu pijama e o colocou na cama.
— Aja paciência! — Resmungou sentando na cama da Jas.
— Ele sempre foi assim? — Perguntei olhando para o Chris que começou a pular na cama.
— Ele piorou quando você veio morar com a gente. — Falou olhando para a Jas que estava subindo no colo dela. — Não, filha! — Disse para a pequena que puxou a lateral de seu roupão, deixando o seu seio esquerdo exposto.
— Ela quer mamar. — Falei não conseguindo prender o riso.
— E ela quer mesmo! — Disse ajeitando o roupão, cobrindo o seio. A Jasmin começou a choramingar pedindo mama e a Sam recusou dizendo que ela já era bem grandinha e não podia mais mamar.
— Ah, qual é, Sam? Ela só tem 3 anos e meio, ainda é um bebê. Por quê você não dá um pouquinho de mama para ela?
A loira me fuzilou me fazendo rir, e a nossa filha continuou insistindo, mas a Sam não cedeu alegando que Jas já era grandinha e ela não tinha mais leite.
— Pare de rir e vá preparar um copo de leite para a sua filha!
A Jas ainda estava choramingando em seu colo, enquanto a Sam a balançava.
— Sério que você não tem mais leite? — Perguntei, desconfiado.
— Freddie, vou te bater. Vai logo!
— Tá bom. — Me levantei para ir preparar um copo de leite para a nossa gulosinha.
[...]
— Meus seios estão caídos? — Perguntou tirando o roupão, estávamos no seu quarto, sentei na cama e olhei para seu corpo despido na minha frente.
— De onde tirou essa ideia? — Admirei seus belos seios, eles estava um pouco maiores, mas estavam bem firmes. Seu corpo havia mudado, estava mais bonito. Ela não era mais aquela garota de 16 anos e agora aos 19 anos tem corpo lindo, olhei para sua fina cintura e para seus quadris levemente mais largos.
— Você é perfeita! — Fui sincero, me levantei e fui até ela.
— Mentiroso. — Seus braços foram para o redor do meu pescoço, ela ficou na pontas dos pés.
— É uma pena, não temos camisinha. — Sussurrou no meu ouvido esquerdo, agarrei sua cintura deslizando minhas mãos por sua pele macia.
— Eu comprei um pacote, baby! — Avisei e depositei um beijo em seu pescoço.
Ela se afastou e me olhou surpresa, mas acabou sorrindo.
— Uma cartela? Que danadinho, hein? — Achou graça e eu a puxei, agarrando-a novamente.
[...]
P.O.V Da Sam
Paramos de nos beijar quando ouvimos batidinhas na porta, era o Nathan me chamando e pelo seu tom de voz ele estava assustado. Rapidamente vesti meu roupão e o Benson sentou na cama, colocando um travesseiro no colo.
— O que foi, amor? — Perguntei assim que abri a porta e me abaixei vendo seu rostinho assustado.
Ele choramingou e eu o peguei no colo, fechei a porta e o abracei quando ele escondeu o rosto na curvatura do meu pescoço ainda choramigando.
— Acho que foi um pesadelo. — Falei me aproximando do Benson. — Pegue ele, vou vesti uma camisola! — Entreguei o Nate para o pai e fui me trocar.
Quando saí do banheiro já preparada para dormir, encontrei o Freddie conversando baixinho com o Nate, que estava agarrado nele, abraçando seu pescoço.
Deitei na cama ficando do lado esquerdo e o Freddie deitou o Nathan no meio da cama, e depois deitou ocupando o lado direito.
— Já passou, meu amorzinho. — Puxei meu pequeno para os meus braços.
— Ele é tão adorável, queria que o Chris também fosse carinhoso comigo e gostasse de mim. — Falou fazendo carinho na cabeça do Nate.
— Você já conquistou o Nate e a Jas, não vai demorar muito para fazer o mesmo com o Chris! — Sussurrei porque o Nathan já havia adormecido.
— Tomara. Amo muito vocês, sabia? — Sussurrou, me encarando.
— Também te amo muito, muito, muito. Eles também vão te amar como pai, é só você ter calma com eles que ainda não entendem que você é o pai deles!
— Compreendo, e vou continuar tentando conquistá-los cada vez mais. — Sussurrou.
— Boa noite. — Sussurrei já me sentindo sonolenta.
— Boa noite, amor. — Sorriu me encarando.
— Amor? — Retribui o sorriso.
— Sim. Não posso te chamar de amor?
— Pode sim, bobão. — E ele sorriu.
— Você é tão romântica e carinhosa, hein? — Sorriu exalando ironia.
— Mas você é o meu bobão, agora vou dormir e apague as luzes. — Murmurei fechando os olhos.
— Como quiser mandona! — Resmungou baixinho.
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