Notas iniciais
Primeiramente, quero dizer que ainda estou triste porque muitos me deixaram no vácuo no capítulo anterior. Tive apenas 4 comentários e isso me desmotivou muito... Também quero avisar que a Fanfic vai ter apenas 50 capítulos, ok? Então, só faltam 9 capítulos e adeus! Boa leitura!

No dia seguinte, Sábado, às 08h:26mim...

P.O.V Da Sam

Me levantei com cuidado para não acordar o Freddie e o Nathan que estavam dormindo juntinhos. Sorri admirando eles, me encaminhei para o banheiro para fazer minha higiene matinal. Depois fui vestir uma roupa simples para ficar em casa, amarrei meu cabelo, fazendo um coque frouxo e fui para o quarto dos trigêmeos. Ajeitei a Jasmin que estava quase caíndo da cama, dei uma olhada no Chris e ele já estava se mexendo quase acordando, saí do quarto deles e rumei para a cozinha.

Preparei o café da manhã, arrumei a mesa e me sentei em frente à bancada. Já era quase nova horas da manhã, e eu queria tomar café acompanhada, mas o Benson ainda estava dormindo.

Fui dar mais uma olhada no Chris e na Jas. Quando cheguei no quarto o meu anjinho de olhos claros já estava acordado, sentado na cama, coçando os olhinhos.

— Bom dia, amor. Vamos lavar esse rostinho sonolento? — Peguei ele no colo e o levei para o banheiro.

Quando voltamos para o quarto, tirei seu pijama e o arrumei. Jas ainda estava dormindo, voltei para a cozinha levando o Chris. O coloquei sentado no seu lugar, servi sua tigelinha com mingau de aveia e me sentei à mesa, começando a bebericar o café forte e puro que costumo tomar sempre.

Quando o Chris terminou de tomar o mingau, dei algumas bolachas para ele. Deixei ele comendo e fui ver se a Jasmin já havia acordado.

[...]

— Esse bolo de Fudge está delicioso! — Freddie elogiou os bolos de caneca.

— Apenas 5 minutos no microondas à 150C° e já temos bolinhos de caneca deliciosos com recheio cremoso. — Falei para ele que nunca fez um bolo de caneca na vida.

— Vamos fazer compras hoje? — Perguntou quando eu estava fazendo uma lista.

— Sim. — Respondi terminando de anotar o último ítem e dobrei a lista, e coloquei a caneta em cima da folha de papel.

— Como vamos levar as crianças? — Me olhou enquanto colocava a caneca vazia em cima da mesa.

— Eles tem um triplo carrinho de bebê. — Falei me levantando.

Levei toda a louça que sujamos para a pia, ele me ajudou a arrumar a cozinha e até me ajudou com as louças.

Horas depois, às 13h:45min...

Prendi as crianças nas cadeirinhas, o Benson finalmente conseguiu colocar o carrinho triplo no porta-malas e entrou no carro.

— Espero que não tenha quebrado o carrinho! — Falei rindo, dando partida.

— O difícil vai se montar... — Murmurou e eu liguei o rádio. — Sam, que tal voltar para Seattle comigo? Podemos comprar uma casa, recomeçar do zero. Eu não quero morar aqui em NY para o resto da vida, pra falar a verdade eu não me acostumei com esse lugar, entende? — Ele disse um pouco hesitante.

— Não sei... Eu me acostumei a morar aqui, mas confesso que sinto saudades de Seattle. Eu preciso pensar, afinal, eu construi uma vida aqui. Nossos filhos nasceram aqui e ainda tem o restaurante. Mas prometo que vou pensar, ok? — Falei e ouvi ele soltar um suspiro.

— Entendo. — Disse parecendo desapontado.

— Mas se você quiser voltar para Seattle, irei entender. Não quero que se sinta obrigado a morar aqui por nossa causa.

— Eu te amo e não quero mais ficar longe de você, também não quero ficar longe dos nossos filhos, Sam. Mas eu gostaria que vocês voltassem comigo, mas se você não quiser, irei compreender. — Disse calmo.

— Depois conversamos sobre isso, está bem? — Olhei para ele que deu um pequeno sorriso e assentiu. — Eu também te amo e não quero ficar longe de você! — Eu disse lhe arrancando outro sorriso, amo tanto o sorriso dele.

[...]

Fiz questão de fazer o Freddie empurrar o carrinho dos trigêmeos, aquela era a primeira vez que estávamos fazendo compras juntos como uma verdadeira família. Eu estava empurrando o carrinho de compras e ele estava andando ao meu lado, as crianças estavam no carrinho entretidos com os brinquedos que trouxemos de casa para distraí-los.

— Perdeu alguma coisa no meu namorado? — Perguntei para uma descarada que estava "comendo" o Benson com os olhos, a morena de jeans ultra justo virou o rosto e foi embora rebolando.

Praticamente joguei as latas de leite dentro do carrinho, minha vontade era de jogar as latas na cabeça daquela descarada.

— Do que você está rindo? — Olhei para o Benson.

— Você fica muito sexy quando está com ciúmes e bravinha, sabia? — Me lançou aquele sorriso de lado que me derrete.

— Não estava com ciúmes... — Neguei, voltando a empurrar o carrinho.

Minutos depois...

— Todo esse cereal que você pegou são para as crianças? — Perguntou quando voltamos a empurrar os carrinhos.

— Não. São para mim, eles só vão comer cereais quando estiverem mais grandinhos.

— Sabia que existem cereais nutritivos e...

— Eu sei, Freddie. Deixe que eu cuide da alimentação dos nossos filhos, você não entende nada sobre isso. Aposto que você quer mimá-los com guloseimas e isso eu não vou deixar! — Falei parando no setor dos enlatados.

— Não iria fazer mal se eles ganhassem um docinho depois do almoço ou uma barrinha de chocolate. — Disse com calma.

— Não inventa. — Peguei algumas latas de Atum e joguei dentro do carrinho, voltando a andar por aquele setor. — Eu sempre dou um Iogurte ou fruta depois do almoço para eles. — Falei quando saímos do setor dos enlatados.

— Quero cerveja. — Avisou.

— Também quer cigarro? — Perguntei sorrindo, sarcástica.

— Eu não fumo e você sabe disso. — Disse parando de andar.

— E desde quando gosta de cervejas? — Perguntei o encarando.

— Esquece... — Bufou e voltar a empurrar o carrinho das crianças.

— Ei, vai ficar bolado comigo por quê não quero comprar cervejas? — Quase gritei, tentando alcançá-lo.

Ele parou de andar e ficou me esperando, cheguei ao lado dele.

— Não... Mas você é chata, não quer comprar nenhum doce para os nossos filhos. — Resmungou.

Revirei os olhos pegando alguns pacotes de macarrão, e escutei a voz da Jasmin.

— Quero mais! — Ela estava quase gritando.

— O que você está escondendo? — Perguntei me aproximando dele. Freddie estava escondendo a mão esquerda atrás das costas.

— Nada! — Mentiu dando um sorriso amarelo.

Fui dar uma olhada nas crianças e elas estavam comendo alguma coisa que o Benson deu para elas.

— O que eles estão comendo? — Perguntei, me controlando para não gritar.

— Achei na sua bolsa. — Ele mostrou o pacotinho de balas de goma em forma de ursinhos.

Respirei fundo e contei até dez mentalmente, não falei nada. Simplesmente lhe dei as costas e voltei a encher o carrinho de compras.

[...]

— Isso é culpa sua. — Falei olhando para o Benson, que estava tentando fazer o Chris e a Jasmin pararem de chorar.

Me encaminhei para o caixa e deixei o Freddie tomando conta das crianças. Chris e Jasmin estavam chorando porque queriam mais daquelas malditas balas de goma. Olhei para trás e vi o Benson abaixado em frente ao carrinho triplo, e para o meu desgosto ele estava dando mais balinhas de goma para fazer os chorões se calarem.

Nossas compras foram ensacoladas e eu paguei com o meu cartão. Fiz o Benson levar as sacolas para o nosso carro, coloquei as crianças nas cadeirinhas e entrei ocupando meu lugar me preparando para dirigir, coloquei o cinto de segurança.

— Da próxima vez que mexer na minha bolsa, roubar meus doces e der para os nossos filhos você vai dormir na casinha inflável da Jasmin, entendido? — Ameacei ligando o carro.

— Sim... Me desculpe! — Murmurou e resmungou alguma coisa enquanto mexia no celular.

— O que você disse? — Perguntei.

— Nada... — Respondeu baixinho. — Você fica linda quando está brava! — Disse quase rindo e eu revirei os olhos.

Horas depois, às 16h:56min...

— O que você está fazendo? — Me abraçou por trás.

— Vitamina. — Respondi desligando o liquidificador. — Pare de me agarrar e vai buscar seus filhos! — Dei uma cotovelada nele.

— Ai. — Reclamou me soltando.

Ele saiu da cozinha e foi pegar os trigêmeos para fazerem um lanchinho. Coloquei a vitamina nos copos deles e deixei em cima da mesinha onde eles fazem todas as refeições, fiz bem em comprar a mesinha feita sob medida que veio com quatro cadeirinhas que suportam crianças de até 6 anos.

— Essas três criaturinhas adoráveis saíram mesmo daqui? — Ele perguntou me abraçando por trás e começou a acariciar minha barriga, as crianças estavam lanchando.

— Não. Eu adotei todos! — Ri, irônica.

— Por isso eles são diferentes. — Brincou. Eu quero mais um... — Sussurrou no meu ouvido direito. — Quero mais uma misturinha de nós dois bagunçando a casa! — Disse dando beijos no meu pescoço.

— Não acha que está ficando velho para fazer mais filhos? — Brinquei prendendo o riso.

Ele gargalhou me fazendo rir e apertou minha cintura com um abraço.

— Acha que não dou mais conta? — Sussurrou sensualmente.

— Não sei... — Fingi estar duvidando.

— Tio? — Ouvimos a voz do Chris.

— Ouviu isso? — Perguntei e não pude deixar de sorrir.

Freddie me soltou e foi ver o que o pequeno queria, e para a nossa surpresa o Chris pediu colo para o Benson.

— O que você quer, garotão? — Freddie perguntou sorrindo todo derretido.

Aquela era a primeira vez que o Chris o chamava de tio e pedia colo para ele. Aquilo era um bom sinal, significava que ele havia conquistado o nosso pequeno.

Nathan saiu da cadeira e foi para perto do pai, querendo atenção, mas o Freddie estava concentrado no baixinho de olhos azuis e nem viu o outro pequeno o chamando.

— PAPAI! — Nathan gritou chamando a atenção do Freddie.

Freddie se abaixou e colocou o Chris no chão, me aproximei vendo sua emoção.

— Ele me chamou de pai, ouviu isso Sam? — Me olhou com os olhos marejados.

E o bobão começou a chorar enquanto abraçava os pequenos e beijava as bochechas deles. Chris e Nathan retribuíram o abraço do pai, e eu me abaixei perto deles me emocionando com aquela cena tão linda entre pai e filhos.

— Mamãe chorando? — Senti uma mãozinha macia tocando meu rosto, olhei para o lado e vi a Jasmin. — Não chora! — Ela me abraçou enterrando o rostinho na cuvartura do meu pescoço.

— A mamãe está chorando de emoção, meu amor. — Falei abraçando-a.

Não poderia estar mais feliz, eu tinha o homem que sempre amei ao meu lado. Nossos filhos já nutriam um certo carinho por Freddie e ele finalmente conseguiu o carinho do Christian. Eu estava feliz por ele, eu o amava muito e queria envelhecer ao seu lado. Eu não trocaria nossa família por nada no mundo, eles sempre seriam a melhor coisa na minha vida, seriam sempre minha prioridade e o meu tudo.

Notas finais
E aí gostaram desse capítulo? Comentem, please! Bjs Ps: Nada de vácuo dessa vez, ok?