O Amor Supera Tudo
17 Resultado, pedido de namoro e se dando mal...
Notas iniciais
No dia seguinte...
P.O.V Da Sam:
A tia Helena comprou oito testes de gravidez de marcas diferentes, fiz todos eles e agora estamos esperando o resultado. Estou morrendo de medo e rezando para todos derem negativo, eu não posso estar grávida, ainda sou muito nova e tenho um futuro brilhante pela frente...
Helena: — Sam, chegou a hora de vermos os resultados, posso pegá-los? — Perguntou.
Sam: — Não sei se estou preparada para isso. Mas pode pegá-los, assim acabamos logo com essa angústia! — Respondi, nervosa.
Helena: — Tudo bem, vou ver os resultados. — Disse se levantando e foi para o banheiro.
[...]
Ela saiu de lá com uma expressão séria, segurando alguns testes, olhou para mim e suspirou.
Sam: — E aí? — Perguntei com voz fraca.
Helena: — Todos deram positivos! — Respondeu e eu balancei a cabeça, me recusando a aceitar aquilo. Não! Isso só pode ser um pesadelo, eu não posso estar grávida.
Sam: — NÃO! — Gritei, chorando.
Afundei meu rosto no travesseiro e abafei outro grito, eu não posso, eu não quero. Isso só pode ser uma punição, tenho que dizer adeus para muitas coisas que eu pretendia fazer e agora não vou mais, pois estarei cuidando de um bebê.
Um bebê indesejado, pois eu não quero esse filho. Eu não tenho responsabilidade e nem paciência para cuidar de crianças. Como eu irei cuidar dele ou dela? Eu nunca me imaginei como mãe, será que vou conseguir amar essa criança e dar toda a proteção e o cuidado que ela precisa?
Medos e incertezas estão me afrontando, me sinto tão insegura e incapaz de ser uma boa mãe...
Helena: — Não chora, meu anjo! — Disse afagando meus cabelos.
Sam: — Eu não posso, eu não quero, tia. Eu ainda sou muito nova, eu não vou conseguir! — Falei entre soluços.
Helena: — Está pensando em abortar? — Perguntou alarmada e incrédula.
Sam: — Não. Jamais faria isso, como pode pensar numa coisas dessas, tia? Eu irei ter essa criança! — Falei com firmeza, limpando as lágrimas.
Helena: — Assim me sinto mais aliviada. Quando vai contar para o meu irmão? — Indagou calma.
Sam: — Quando eu for visitá-lo, irei contar, tia! — Respondi e ela assentiu sorrindo...
[...]
3 dias depois...
P.O.V Da Carly:
Estou muito feliz porque minha melhor amiga vai ser mamãe. Tomara que seja uma menina, pois eu vou ser a tia que mais irá mimá-la, vai ser a minha bonequinha e não vejo a hora de comprar presentes para minha sobrinha como vestidos, sapatinhos e tiaras. A Sam precisa me chamar para ser a madrinha, e se for menino eu vou mimá-lo como um príncipe, ele será o homenzinho da tia,irei cuidar dele como se fosse meu filho...
Meus pensamentos foram interrompidos pelo toque da campainha. Levantei do sofá, aonde eu estava deitada lixando as unhas e perdida em meus doces pensamentos, e fui atender a porta...
Quando abri porta não acreditei no que meus olhos estavam vendo. Será que estou alucinando? Pensei vendo a pessoa que sorria para mim, segurando uma caixa de bombom de chocolate em forma de coração, vermelha com um laço azul escuro.
Carly: — Brad? — Perguntei debilmente piscando para ter certeza que aquilo não era uma miragem.
Brad: — Oi, boneca! — Falou sorrindo. — Não vai me convidar para entrar?
Carly: — Oh, sim, entre! — Sorri dando espaço para ele entrar e eu fechei a porta.
Brad: — Você fica linda quando está corada. Trouxe isso para você, espero que goste de Trufas de chocolate com recheio de morango! — Disse me entregando a caixinha de bombom.
Carly: — Obrigada! São meus preferidos. Como sabe onde eu moro? — Perguntei o conduzindo para o sofá, onde sentamos.
Brad: — Tenho meus contatos! — Respondeu sorrindo.
Carly: — Sam! — Exclamei e ele assentiu rindo. Oh! Sam, não sei se te agradeço ou te bato. Penso, ele veio na péssima hora, estou toda desarrumada, sem maquiagem, descalça e fedendo a esmalte.
Brad: — Estou te incomodando? Eu não deveria ter vindo sem avisar, né? Olha, se quiser eu posso ir embora...
Carly: — NÃO! — Gritei e depois quase morri de vergonha, pois ele se assustou. — Eu adorei sua visita surpresa! — Falei sorrindo.
Brad: — Ah! Sim... Que bom que tenha gostado. Seus pais estão?
Carly: — Não. Viajaram para Milão e eu fiquei com a casa todinha só para mim, não é ótimo? — Perguntei o encarando.
Brad: — Sim, sim... — Concordou.- Eu vim aqui por um motivo especial! — Disse se levantando e estendeu a mão para mim, e me ajudou a levantar.
Carly: — Por qual motivo você veio? — Perguntei morrendo de curiosidade.
Brad: — Vim para me declarar... Carly Shay, desde o dia que ficamos naquela balada, eu não consigo parar de pensar em você. Você é a garota mais bela, doce e maravilhosa que já tive o prazer de conhecer, tudo em você me encantou, sua beleza, inteligência e ternura que só você possui. Quero que você seja minha, então aceita ser minha namorada? — Perguntou sorrindo e tirando uma caixinha de veludo rosa do bolso, ele a abriu revelando um lindo colar com pingente de coração, parecia um Cristal vermelho.
Carly: — Oh, Brad, é claro que eu aceito! — Respondi chorando emocionada, me jogando nos braços do meu lindo loiro de olhos claros.
Depois do abraço bem apertado, nos beijamos e ele colocou aquele lindo colar em mim, e me beijou apaixonadamente.
Fizemos pipoca, coloquei um filme de romance e ficamos assistindo na sala, trocando beijos e carícias, e passamos o resto da tarde juntos...
[...]
No Presídio...
P.O.V Do Freddie:
Fomos levados para a área aonde tomamos sol 2 vezes por semana, eu e meu amigo Dereck estávamos conversando quando...
Dereck: — Ferrou parceiro, olha quem está vindo para cá! — Cochichou e eu olhei para trás e vi 3 caras enormes vindo em nossa direção.
— Saca só galera, o Pedófilo está na área! — Debochou apontando para mim. Era um careca todo tatuado e possuia cicatrizes no rosto.
— Ele não merece ficar no mesmo espaço em que a gente ocupa! — Disse um homem moreno que devia ser amigo do careca.
— Vocês sabem o que devemos fazer com esse tipo de pessoa, né? — Perguntou um ruivo que estava com eles, estralando os dedos.
Freddie: — É melhor me deixarem em paz! — Falei com raiva.
— Está com medinho? Lixo como você não merece está respirando o mesmo ar que a gente. Seu estuprador nojento, deveria comer o pão que o diabo amassou. Nós odiamos estupradores — Falou o careca friamente.
— Vamos acabar com a sua raça, seu desgraçado! — Ameaçou o ruivo, apontando o dedo na minha cara.
— Segurem ele! — Ordenou o careca e em seguida seus amigos vieram por trás de mim, e me seguraram.
Dereck: — Não façam isso, deixem meu amigo em paz! — Pediu.
— Não se mete e se tentar defendê-lo, você apanha também! — Ameaçou o ruivo.
Me debati tentando me soltar, mas eles apertaram meus braços torcendo-os para trás, me imobilizando. E o careca avançou em mim, desferindo um soco forte o suficiente que me fez cuspi um pouco de sangue, levantei meu rosto e sorri amargamente.
Freddie: — Bando de covardes! — Cuspi as palavras, olhando-o com raiva e logo recebi outro soco, dessa vez foi mais forte.
Além de socos ele apelou começando a me atacar com chutes...
Dereck correu para chamar os guardas para me socorrerem, aquele homem que eu não sabia o nome estava decidido a me matar. E ele nem pausava as séries de socos e chutes, gritava me xingando e me amaldiçoando.
Meu corpo latejava e eu sentia o sangue quente escorrer do meu nariz e da minha boca. Cai de joelhos, aqueles que me seguravam me soltaram e chutaram minhas costas e se juntaram ao careca, ajudando-o a me espancar.
Durante a surra eu me lembrei do dia em que eu violentei a Sam, e lembrei também do dia que eu espanquei ela. Lembranças de todo o sofrimento que eu causei nela surgiram me atormentando.
Ainda caído no chão sendo espancando impiedosamente, eu continuei relembrando de todo o mal que eu causei naquela garota.
E eu não conseguia sentir mais nada além de dor. Dor de ser machucado, a dor de desprezo vindo daqueles detentos. E antes de perder a consciência, eu lembrei de um par de olhos azuis tão intensos e tão brilhantes...
Aqueles belos olhos tão únicos e especiais jamais se apagariam da minha mente, pois mais que eu odiasse a dona deles pelo resto da minha vida... Seus olhos azuis ficariam para sempre gravados em minha mente.
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