O Amor Supera Tudo
46 Primeira noite no novo lar: Exaltados
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Meus sogros, minha cunhada, o cunhado de Freddie e a pequena Annie foram embora. E Carly e Brad ainda estavam trancados no quarto de hóspedes, algo que me deixou um pouco preocupada. Será que já fizeram as pazes? Por quê ainda não saíram do quarto? Domada pela curiosidade, eu acabei tentando ouvir atrás da porta, uma coisa feia de se fazer, mas não resisti.
Não ouvi nada, estava um silêncio absoluto. Saí dali encabulada, imaginando mil e uma coisas. Será que eles se mataram lá dentro? Não, talvez estejam apenas dormindo... Dormindo? Nossa! Será que rolou o que agora estou imaginando?
— Ei, Terra chamando, Sam. Oi? Loira? — Meus pensamentos foram espantados quando o Benson estalou os dedos em frente ao meu rosto.
— Hãn? O quê? — Olhei para ele um pouco desconcertada.
— No que tanto pensa? — Sentou ao meu lado, no sofá.
— Nada. Nada demais... E você aonde estava? — Perguntei, pois ele havia me deixado plantada na sala sozinha e só agora aparece?
— Estava conversando com a vizinha do 13B. — Respondeu na maior cara de pau.
— O quê? — Exclamei e ele começou a rir.
— Brincadeira. Eu estava dando banho nas crianças, agora elas estão dormindo e podemos namorar um pouco que tal? — Passou um braço ao meu redor, beijando o meu rosto.
— Namorar? — O empurrei de leve, afastando seu corpo do meu. — O que quer dizer com isso? — Indaguei sem olhá-lo diretamente nos olhos, fitei sua boca que se contraiu, seus lábios entortaram esboçando um sorrisinho. Ah, aquele sorriso torto lindo, perfeito.
— Trocar beijos e carinhos aqui no sofá, vendo TV... Ah, você tá pensando naquilo? — Perguntou soltando uma risada sacana. Idiota!
— NÃO! — Exclamei alto, jogando uma almofada nele.
"Homens! Por Deus, será que passam 24 horas pensando "naquilo"? Humpfs. Credo!!!"
— Sammy, Freddie. Já estamos indo embora. — Ouvimos a voz da Carly.
Prentice e a Shay apareceram na sala, olhei para eles. Ambos estavam com o cabelo molhado, sorrisos abobalhados, de mãos dadas. Eu e o Freddie nos entreolhamos e nos levantamos no mesmo instante.
— Olha só, fizeram as pazes. — Comentei olhando para os pombinhos.
— Fizeram bem mais do que as pazes. — O Benson riu malicioso, dei uma forte cotovelada no braço dele.
A Carly ficou rubra, corando violentamente e o Brad sorriu radiante, podia jurar que vi os olhos dele brilharam.
— Então...
— Nós já vamos. Espero que tenham gostado da festinha de boas-vindas, felicidades na casa nova. Vocês formam um lindo casal, sabiam? Dêem um beijo nas crianças por nós, não usem camisinha, quero mais sobrinhos fofinhos, tchau! — Carly se despediu, falando tudo rapidamente e em seguida saiu puxando o Brad em direção a porta.
Eles foram embora, nem deu tempo para o Prentice se despedir ou falar qualquer coisa. Cruzes!
— O que foi isso? — O moreno resmungou incrédulo.
— Culpa no cartório, vamos lá no quarto de hóspedes para ver se encontramos alguns vestígios! — O chamei, puxando-o em direção a escada.
[...]
— Nada! — Exclamei derrotada, me jogando na cama.
Não encontramos nada, o quarto estava perfeitamente arrumado, a colcha de cama e os travesseiros pareciam intocados. Nenhum vestígio de sacanagem... Por isso demoraram tanto,estavam dando uma "geral" no quarto, esses espertinhos.
— Mas eles tomaram banho, os cabelos deles estavam molhados e o banheiro também tá molhado. — O Freddie disse saíndo do banheiro, sorrindo sacana.
— Verdade. Vou ligar para a Carly ou melhor, quero falar com ela pessoalmente, saber os detalhes. — Falei empolgada.
— Mulheres! — Revirou os olhos, resmungando. — Tô com fome!
— Ei, essa frase é minha! — O adverti, ele achou graça.
Me levantei da cama preguiçosamente. Fui até ele e abracei seu pescoço, me pendurando nele.
— Prepare uma coisa para nós dois, também estou com fome. E trate de não exagerar comendo que nem um hipopótamo, quero você malhado e gostoso. Adoro essa barriguinha trincada e também quero essa bunda durinha, sempre. — Avisei apertando suas nádegas bem redondas e durinhas. — Tá quase chegando aos 40, têm que se cuidar. Seus cabelos vão começar a ficar grisalhos, não sei se vai ficar legal, mas pintar resolver, né? Mas eu gosto disso! — Passei os dedos por sua barba ralinha. — Acho sexy esse estilo "por fazer", te deixa mais másculo. — Beijei seu queixo e acariciei seu peitoral malhado por cima da camisa.
Sorri porque ele me encarava com os olhos arregalados, incrédulo e um pouco indignado. Nossa! O que falei demais?
— Hum. — Ele deixou escapar, fazendo careta. — Eu me cuido, faço alguns exercícios. Flexões, corro na esteira e também faço abdominais, ok? Não precisa se preocupar com isso, mas você precisa controlar a boca...
— O QUÊ? — Gritei indignada. — TÁ ME MANDANDO CONTROLAR A BOCA? SÉRIO BENSON? EU TÔ GORDA? TENHO CELULITES, É ISSO? MEUS PEITOS ESTÃO CAÍDOS? PORRA! EU TÔ PARECENDO UMA BALOFA? — Comecei a gritar com ele, nervosa e muito irritada.
— Calma, não foi isso que eu quis dizer. Você não é gorda e nem magrela. Na verdade, é muito gostosa, sério mesmo. Tem um corpo perfeito, cheio de curvas e sempre me deixa louco. — Falou rapidamente, se explicando. — Sobre controlar a boca, é apenas para você parar de ficar falando tantas besteiras, é claro que sempre me cuidarei para agradar você, meu amor. — Sorriu para mim.
— Hum, sei. — Cruzei os braços, desconfiada.
— Vou te amar mesmo que você fique com os peitos caídos, a bunda mole e flácida, gordinha, cheia de celulites e estrias, com a cara toda enrugada, desdentada,com os cabelos brancos e hálito de cebola! — Ele falou me deixando ainda mais irada, indignada e muito incrédula.
"Porra! Como poderia acreditar naquilo? Que cretino, cínico, mentiroso e cara de pau? Idiota!"
— Safado. Você vai me trocar por uma novinha gostosa, isso sim. — Dei um forte tapa no ombro dele. — Se isso acontecer, eu te castro! — Ameacei apertando seu membro com força por cima de seu jeans, ele arfou e arregalou os olhos, assustado.
— Amor, sou mais velho que você. Vinte anos mais velho, está mais fácil você me trocar por um garotão. — Choramingou, me olhando com cara de coitado.
— Verdade, vou me lembrar disso. — Brinquei dando tapinhas em seu peito, ele trincou o maxilar e me agarrou pela cintura.
— Isso, nunca! — Rosnou irritadinho, muito enciumado por sinal, antes de beijar.
Horas depois, às 19h:22min...
— Me lembre de comprar uma mesa e cadeirinhas Kids. Eles estão sujando a mesinha de centro, o tapete e os guardanapos limpinhos. Temos que comprar babadores também... — Freddie reclamou olhando para as crianças, jantando na sala.
— Por quê está reclamando se sou eu que vou limpar tudo? — Olhei para ele, irritada. — Sua culpa, eu abandonei tudo que tínhamos lá em NY para recomeçarmos do zero aqui em Seattle. Eu doei os movéis, os brinquedos e roupas dos nossos filhos. Vendi o meu restaurante, abandonei amigos e minha tia Kath, tudo isso por você, por nós. Vamos ter que comprar tudo, mudar essa decoração cafona, alguns móveis e até a pintura desse apartamento. As paredes são cinzas, sem graça. Credo! Ainda temos que mobilhar o quarto dos nossos filhos, pintar as paredes e comprar logo a mesa e as cadeiras Kids para eles não sujarem a droga da sua mesinha de centro, ok? — Ele assentiu lentamente, aparentando estar emburrado.
— Não é legal ficar jogando certas coisas na minha cara. Quer um restaurante? Eu te dou um cheque com o valor suficiente para você montar uma droga restaurante. Quer redecorar e trocar os móveis do apartamento ao seu gosto? Ótimo, pode ficar à vontade. Pode comprar tudo que quiser, torrar os cartões no shopping, eu não me importo. Eu tenho dinheiro, posso bancar tudo, dar tudo do bom e do melhor para os nossos filhos. — Avisou exaltado, quase gritando comigo.
— Eu não quero a porra do seu dinheiro, nunca quis. Seu imbecil! — Esbravejei me levantando depressa do sofá, larguei o prato com uma medade de fatia de Pizza no tapete, e saí da sala furiosa, muito chateada.
Subi para o quarto, deixando as crianças com ele, lá na sala. Trancada no quarto, eu chorei. Tudo que ele falou me deixou muito mal, como se eu quisesse a merda do dinheiro dele. Só faltou pegar um cheque e esfregar na minha cara, eu larguei tudo que havia construído lá em NY para ele vir me jogar na cara que pode me bancar aqui em Seattle? Tenho dignidade, orgulho e sou independente. Que ele enfie todo o dinheiro que tem naquele lugar...
[...]
Acomodei meus filhos na cama de casal, no nosso "novo" quarto. Jas, Nate e Chris estavam quase capotando de sono. Já estavam vestidos com seus pijamas, embrulhei eles com um edredom limpinho e quentinho, liguei o abajur.
— Boa noite, meus anjinhos. — Beijei cada um, antes de sair do quarto desligando a luz e deixando a porta entreaberta.
Rumei para a cozinha, indo preparar um chá para mim, degustar de algumas bolachas ou Cookies com gotas de chocolate. A cozinha era mais moderna, porém, menos espaçosa. Seria um pouco difícil eu me acostumar, senti saudades da minha antiga cozinha, do meu apartamento duplex do jeitinho que eu gostava, com minhas coisas, com minhas pequenas bagunças.
Revirei todos os armários atrás de uma caixinha de chá, eu agradeceria aos céus se achasse pelo menos um sachê "perdido" ali naquela cozinha. Só achei pacotes de café, mas não queria café. Fui vasculhar a geladeira, quase tive um treco ao fazer isso, só tinha uma jarra de água,empanados congelados e algumas frutas podres ali.
— Inacreditável! — Praguejei batendo a porta da geladeira, irritada.
Pensando bem. O Freddie passou quase um mês em NY comigo. Seria estranho eu encontrar a geladeira cheia, certo? Certo! A culpa não é dele, vamos ter que fazer compras. Os armários estão quase vazios e empueirados. O apartamento tá precisando de uma faxina, urgente. Preciso esfriar a cabeça,preciso de chá para ter uma boa noite de sono.
Oh, Deus! Quase briguei com o meu namorado na frente dos nossos filhos. Não foi uma briga, mas nos exaltamos, nos desentendemos... Eu chorei e ainda estou com raiva, chateada e quase arrependida de ter voltado para Seattle com ele.
Sentei num daqueles bancos giratórios pretos, em frente à bancada de mármore. Comecei a batucar com os dedos, batendo na bancada, impaciente. Tentando controlar os nervos, o Freddie ficou na sala, depois da nossa quase briga, não trocamos nenhuma palavra, vou passar semanas sem falar com ele, sem olhar para a cara dele, esse idiota vai ter o que merece...
— Me desculpa. — O panaca me abraçou por trás, jogando o meu cabelo para o lado, beijando a minha nuca e meu pescoço repetidamente, enquanto me pedia descupas aos sussurros.
Fiquei tensa, minha vontade era de empurrá-lo. Fechei os punhos, socando a bancada, de olhos fechados controlando a respiração.
— Eu agi como um idiota, falei merda. Você não precisa do meu dinheiro, apenas do meu amor. Me perdoa, baby. — Implorou ainda agarrado a mim.
— Dá para desgrudar? — Perguntei impaciente, incomodada com aquela agarração toda. — Você não agiu como um idiota, pois você é um idiota e idiotas sempre falam merda! — Brandei quando ele me soltou, saíndo de perto de mim.
— Não vai me desculpar? — Perguntou com a maior cara de coitado. Deu pena, mas eu sempre fui orgulhosa demais.
— Está desculpado. — Murmurei, evitando encarar seus olhos.
— Sério? — Exclamou se alegrando, vindo me abraçar.
— Opa! Nem vem, você vai dormir no sofá. As crianças estão no nosso quarto, eu vou dormir no quarto de hóspedes. — Avisei dando um "Chega pra lá" nele.
[...]
— Apreciando a vista? — Perguntei baixinho, um pouco envergonhada.
— Muito, você nem imagina. — Sussurrou malicioso.
Me acomodei de bruços deitando no sofá, ele se ajeitou me agarrando por trás, colando nossos corpos. Sentia seu peito em minhas costas, beijou minha nunca levantando minha perna direita, dobrei o joelho.
— Aaahnn. — Gememos juntos.
Fui preenchida lentamente, suas mãos foram para a minha cintura.
— Gosta assim? — Sussurrou no ouvido diteito.
Seu ritmo era lento, agarrei sua mão levando-a para um dos meus seios. Suas estocadas se intensificaram, fechei os olhos ouvindo seus gemidos roucos, excitantes.
— Oooh, mais... Rápido... Isso. — Pedi ainda de olhos fechados.
Ele parou de me penetrar, retirou o membro, aquilo me deixou um pouco frustrada.
— Se vire. Quero te levar ao ápice olhando em seus olhos. — Disse com a voz carregada de desejo.
Me virei, passei a perna direita por cima dos seus quadris, enlaçando-os. Encaixando nossos corpos, fui penetrada olhando naqueles belos olhos castanhos, estavam enegrecidos. A sensação foi indescritível, fazer amor com ele era tão bom, maravilhoso. Trocamos beijos quentes e intensos movendo nossos corpos em sincronia até alcançarmos o nosso limite.
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