O Amor Supera Tudo
47 Igualmente ciumentos
Notas iniciais
No dia seguinte...
P.O.V Do Freddie
Acordo ouvindo sons de risadinhas infantis, algo se mexe muito em cima da minha barriga, abro os olhos lentamente quando dão tapinhas no meu rosto, sinto mãos pequenas, macias e leves. Um gritinho fino me faz despertar de vez, seguido de uma pequena gargalhada contagiante, encaro a pequena criaturinha sentada em cima de mim, seus olhos azuis iguais da mãe, me encarando atentamente com curiosidade.
"Droga! Eu acabei dormindo muito, que horas são?"
— Jasmin. — Sorri para minha filha, ela abriu um enorme sorriso e bateu palmas, estava muito energética, como sempre.
Olho ao nosso redor, só estamos nós dois na sala, lembro que eu e a Sam dormimos no sofá e as crianças ficaram no quarto. Ontem a noite foi longa, minha loira me deu uma canseira...
— Você me acordou, sua danadinha. — Fiz cócegas nela antes de tirá-la de cima de mim, a coloquei no chão e me levantei, me espreguiçando.
— Bom trabalho, filhota! — Sam apareceu na sala risonha, carregando o Nathan.
— Quero mais leite! — Jas correu em direção à mãe, agarrando suas pernas.
— Bom dia, amor! — Me aproximei e tentei lhe roubar um selinho, mas ela me afastou colocando o Nate entre nós.
— Escove os dentes primeiro, depois eu posso te dar milhões de selinhos. — Prometeu.
— Milhões de docinhos? — Nossa filha começou a pular animada, ela havia entendido errado, a Sam falou selinhos e não docinhos.
— Também quero docinhos, mamãe! — Nathan pediu e a loira o colocou no chão ao lado da irmã.
— Escutem, a mamãe não tem docinhos, queridos... — Ela se abaixou tentando explicar aos filhos que não tinha nenhum docinho, saí da sala sorrindo, rumando para o quarto.
Fiz minha higiene matinal, também fiz a barba. O Chris entrou no quarto junto com o Nate quando eu estava terminando de me vestir, coloquei eles na cama e fui para frente do espelho fazer meu habitual topete.
— Mais tarde eu farei topetes em vocês, iguais ao meu. — Falei enquanto passava gel no cabelo.
— Topete? — Nathan indagou.
— Sim, topete. Vou fazer em você e no Chris também se ele deixar.
— E na Jasmin? — O pequeno de olhos castanhos perguntou inocentemente.
— Nela não, filho. — Sorri e me virei para eles.
— Vamos brincar, tio? — Chris me convidou. — Mamãe não quer brincar comigo. — Fez uma carinha triste.
— Depois eu brinco com vocês! — Prometi voltando a me olhar no espelho, arrumando o meu topete.
O Nathan é o único que me chama de pai, pois Chris ainda insiste em me chamar de tio e a Jasmin me chama de "Feddy", mas eu sei que um dia assim como o Nate, eles irão aprender a me chamar de pai.
Finalizei o meu penteado, a Sam entrou no quarto com a Jas rindo no seu colo. Ela estava toda descabelada, e a pequena loira provavelmente estava rindo da mãe...
— Sua filha está impossível hoje. — Resmungou colocando a Jasmin na cama e imediatamente a baixinha começou pular, bagunçou os cabelos dos irmãos e jogou os travesseiros no chão. — Me ajuda aqui, ela deu um nó no meu cabelo. — Fez careta tentando desfazer o nó e eu comecei a rir.
— Acho que vamos ter que cortar! — Brinquei pegando a mecha que estava "trançada", a Jas realmente havia feito um belo nó no cabelo da mãe. — Aiii! — Sam reclamou quando eu puxei, eu não conseguia parar de rir, ela tava ficando vermelha, tão linda toda irritadinha.
[...]
— Vamos primeiro no mercado, sua despensa está praticamente vazia. — Disse fazendo uma lista, olhos concentrados na folha de papel, escrevendo com calma, mordendo o lábio por mania. — E mais tarde vamos ao Shopping! — Ergueu o olhar, sorrindo para mim.
— Claro, amor. — Concordei. — As crianças precisam de um carrinho triplo e cadeirinhas, não podemos levá-las no carro sem segurança. Por isso a Carls vem daqui à pouco, ela vai ficar cuidando das crianças, enquanto fazemos compras, ok?
— Tudo bem. — Assenti. — Que horas vamos ao mercado? — Perguntei a abraçando por trás, encostei meu nariz no seu pescoço, aspirando seu delicioso perfume floral.
— Depois do almoço. Hum... O que nós vamos comer? Só tem empanados congelados, eu não gosto que as crianças comam frituras. — Falou largando a caneta, seu corpo ficou tenso e ela suspirou quando mordisquei um de seus lóbulos bem devagar. — Você... Está... Me... Desconcentrando. — Disse pausadamente.
— Mamãe, o Chris tá "bigando" com o Nate! — Jas chegou na cozinha agitada, nossa pequena tagarela.
— Droga! — Sam resmungou se levantando, indo separar a briga.
— Feddy. — A loirinha estendeu os braços querendo colo.
— O que foi, princesa? — Peguei ela e beijei suas bochechas rosadas.
Ela apenas sorriu e bagunçou meu topete caindo na risada.
— Sua mãe costumava fazer isso comigo. — Sorri me lembrando da época que a Sam tinha a idade da Jasmin.
"Elas são tão parecidas, até no apetite são iguais."
— Me chama de papai, filha. Repete comigo, papai. — Coloquei ela sentada em cima da mesa. — Pa-pai, fala, Jas. Não é Feddy e sim papai. — Tentei incentivá-la, eu queria tanto que ela aprendesse a me chamar de pai.
— Papai? — Sorriu batendo palminhas. — Papai, papai, papai, papai, papai! — Repetiu animada.
Peguei ela no colo, muito feliz, e saí correndo indo procurar a Sam para dar a notícia.
— O que foi, Freddie? — Sam perguntou alarmada, ela estava tentando fazer o Nathan parar de chorar, o Chris estava chorando também, mas o seu choro era mais alto.
— A Jasmin me chamou de pai! — Contei todo animado, emocionado com a minha pequena travessa. — Repete, filha, sua mãe precisa ouvir.
— FEDDY! — Gritou bem alto quase me deixando surdo.
— É, parabéns, papai! — Minha namorada debochou, rindo da minha cara de decepcionado.
— Poxa, Jasmin. — Olhei para a loirinha no meu colo que estava amando desfazer meu topete. — Mas ela me chamou de papai, amor, acredita em mim. — Falei com seriedade
— Humhum, eu acredito. — Sorriu. Coloque ela no chão e me ajude aqui com esses chorões! — Sam pediu apontando para os brigões.
Nathan aprendeu a revidar, o Chris sempre batia nele, mas agora é diferente, não gosto de ver meus pequenos brigando...
[...]
P.O.V Da Sam
Carly chegou para ficar com as crianças, eu confio plenamente nela, mas realmente não sei se ela dará conta de cuidar de três crianças sozinha. Mas o Nathan é quietinho e muito comportado, diferente dos irmãos que dão mais trabalho. Chris e Jas não param quietos, não podemos nos descuidar deles. A Jasmin é muito curiosa, mexe em tudo e o Christian é um verdadeiro pestinha, esse sim tem que ser bastante vigiado, tomara que a Shay consiga dar conta do recado.
— Essa calça está muito justa e está realçando demais suas coxas e seu bumbum. Não quero nenhum marmanjo cobiçando o que é meu, você poderia trocar de roupa, por favor? — Freddie pediu me olhando atentamente, bufei e me virei para ele largando a blusa que eu ia vestir, jogando-a em cima da cama.
— Como é que, é? Você está querendo que eu troque de calça? Eu não vou trocar de calça só porque você quer, entendeu? — Cruzei os braços o fitando, decidida.
— Então, vista uma blusa que possa cobrir o que não deve ser mostrado. O seu bumbum está muito realçado e isso não me agrada, Sam! — Se levantou da cama, irritado.
— Ridículo! Não vou trocar de roupa, saia do quarto e me deixe me arrumar em paz! — Pedi apontando para a porta.
Freddie bufou e saiu do quarto resmungando, batendo a porta com força. Revirei os olhos e voltei a me encarar no grande espelho, ele é vaidoso e tem um belo espelho quase do tamanho de uma porta, pregado na parede perto do guarda-roupa.
Peguei uma blusa vermelha, ela combinava com a jaqueta preta de couro sintético. Me vesti calmamente, a blusa não era decotada, ela se ajustou ao meu corpo realçando meu busto. Coloquei a jaqueta e escolhi um par de Ankle Boots preto com saltos pequenos. Terminei de me vestir e fiz uma maquiagem básica composta de lápis, rímel e batom nude, sou prática e rápida, peguei minha bolsa preta que deixei em cima da cama e saí do quarto.
Encontrei o Benson na sala conversando com Carly, ela sorriu para mim e assobiou, me elogiando.
— Uau, que gata! — Ela exclamou ainda sorrindo.
— Obrigada, Carls! — Agradeci sorrindo. — Vamos, amor? — Olhei para o Freddie que tinha um semblante sério, parecia aborrecido.
— Vamos! — Seu tom soou seco, suspirei.
"Sei que ele estava irritado, mas eu não me importo, pois sei que logo seu aborrecimento ficará para trás."
A gente se despediu de Carly e de nossos anjinhos que estavam brincando na sala. Ele entrelaçou nossas mãos e saímos de mãos dadas...
— Oi, Freddie! — Uma mulher loira toda sorridente o cumprimentou quando estávamos no corredor, seu sorriso perfeito murchou quando ela olhou para as nossas mãos unidas, entrelaçadas. Então, a loira oxigenada percebeu que ele já tinha dona.
— Oi, Candice. — Ele a cumprimentou e decidiu nos apresentar. — Amor, essa é a nossa vizinha, mora aqui do lado! — Apontou para o apartamento ao lado esquerdo do nosso.
Não gostei nem um pouco de saber daquilo, percebi que ela gostava dele, estava escrito na testa dela. A tal de Candice assentiu sorrindo para mim, seu sorriso era tão forçado.
— E Candice, essa é a minha namorada, Sam. — Freddie me apresentou todo orgulhoso.
— Oi, Sam. Prazer em conhecê-la! — Candice estendeu a mão para me cumprimentar, apertei sua mão e a encarei, seus olhos eram verdes escuros. Ela de fato era bonita, mas não me intimidou.
[...]
Freddie abriu a porta de seu Honda Civic e eu entrei, coloquei o cinto e fiquei esperando ele dar a volta e ocupar seu lugar ao volante. Gostei do carro dele, mas não comentei nada, ele deu partida e eu olhei para ele, minha língua coçou, não me segurei e disparei a minha pergunta.
— Já notou que a Candice gosta de você? — Fui direta e ele desviou o olhar da direção, olhou para mim e soltou uma risadinha.
— Ela não gosta de mim. De onde tirou isso? — Perguntei risonha.
"Bufei. Como os homens conseguem ser tão tapados? Não é possível que eles realmente não percebam quando uma mulher está a fim deles. É claro que Candice gosta dele, eu percebi, por quê diabos ele não consegue exergar isso?"
— Ela nunca deu em cima de você? — Indaguei observando o seu rosto, ele ficou sério e pareceu pensativo.
— Hum... Se deu, eu não percebi. — Deu de ombros e eu revirei os olhos, inconformada com sua resposta.
"Como não percebeu? Que homem lerdo, é um tapado isso sim. Desisto, isso só vai me irritar mesmo. Eu não sou tão ciumenta, mas se essa loira der uma de atirada na minha frente, eu quebro a cara dela."
— Você acha ela atraente? — Não segurei a minha língua, eu precisava perguntar.
— Atraente? Sam, para com isso. Eu nunca nem prestei atenção nela, não sei nem a cor dos olhos dela. Que cor são? Eu não faço a mínima ideia. — Suspirou exasperado.
— Hum. — Me virei para a janela, começando a abservar as ruas.
"Seattle. Senti tanta falta, agora me sinto em casa, gosto do clima da minha cidade, é um friozinho gostoso, me faz bem."
— Eu só tenho olhos para você, baby. — Afirmou tocando a minha coxa, fechei os olhos. Sorri, tive vontade de rir, como eu pude ser tão boba?
"Ele é meu, está aqui comigo e não com aquela mulher. E eu o amo tanto, sempre senti ciúmes dele, não posso deixar a insegurança me dominar. Freddie é todo meu, ele me ama e ninguém pode tirá-lo de mim."
— Apreciando a paisagem urbana? — Perguntou me tirando dos meus devaneios.
— Sim. — Respondi voltando a olhar para ele.
— Estou pensando nas crianças, será que Carly dará conta? — Indagou pensativo.
— Acho que sim. Se ela nos ligar pedindo socorro, voltamos imediatamente, ok? — Apertei sua coxa e ele assentiu.
— Vamos tentar relaxar, tudo bem? Nossos filhos não são monstrinhos, eles não vão colocar fogo na casa, certo? — Brinquei tentando descontraí-lo.
Bem, eles só tinha 3 anos e 6 meses, mas poderiam deixar a Shay louca, daquilo eu não duvidava...
— Certo. — Concordou rindo.
48 minutos depois...
O Freddie empurrava o carrinho de compras, enquanto eu ia conferindo a lista. Estávamos no setor de produtos de limpeza, eu fui pegando tudo que precisávamos e fui colocando no carrinho, andamos pelo longo corredor, analisei os preços, as marcas dos produtos e a data de validade. Meu moreno caminhava ao meu lado calado, não trocamos nenhuma palavra, estava concetrada demais escolhendo os melhores produtos de limpeza.
— Você fica tão sexy concentrada aí lendo os rótulos. — Comentou quebrando o silêncio.
Um casal passou por nós, a mulher empurrava o carrinho e o homem parecia um daqueles caras folgados, morto de preguiça. A mulher seguiu andando, resmungando e o cara fez questão de olhar para trás, ele sorriu e piscou para mim na maior cara de pau.
— Porra! Aquele cara passou te secando. Eu vou lá...
— Não, Freddie. — Rapidamente o interrompi, segurando seu braço esquerdo com força. O Benson ficou com raiva, por dentro eu estava rindo. — Você não pode quebrar a cara de qualquer idiota que passe por mim me secando ou me paquerando. — Disse prendendo o riso, ele ficou todo vermelhinho.
— É claro que posso. Será que poderia me soltar? — Pediu e eu o soltei.
— Vamos, ande, temos que continuar as compras. — O empurrei devagar, ele bufou e voltamos a andar.
Paramos no setor de frios. Tinha muitos homens escolhendo alimentos congelados, e poucas mulheres estavam circulando por ali. Fui para aonde estavam os Iogurtes e o Benson me seguiu cantarolando uma música qualquer.
— Olha lá aquela loirinha gostosa! — Algum engraçadinho falou bem alto, olhei para trás e vi dois rapazes à poucos metros da gente, eles acenaram para mim e o Benson perdeu o controle.
— Já chega! Vou arrebentar esses moleques! — Esbravejou indo na direção dos rapazes, furioso.
— VOLTA AQUI, FREDDIE, AGORA! — Gritei nervosa. Mas não adiantou, ele me ignorou e apressou os passos.
Os dois garotos aparentavam ter 16 anos, eles ficaram com medo do meu namorado e saíram correndo, deixando as cestinhas que carregavam para trás.
— Os covardes fugiram! — Ele voltou para perto de mim, resmungando.
— Claro. Eles ficaram com medo dessa tua cara feia. — Brinquei com ele que ainda estava emburrado.
Minutos depois...
— Acho que está exagerando, só acho... Pra quê tanta fruta? — Perguntou olhando as frutas que eu peguei. Coloquei tudo dentro do segundo carrinho, já eram dois carrinhos que eu pretendia encher.
— São compras para o mês inteiro. — Respondi. — Vamos bundão, eu esqueci de pegar absorventes e fraldas para a Jas. — Falei voltando a andar, empurrando um dos carrinhos.
— Vai indo na frente. Eu vou pegar algumas cervejas... — Disse sorrindo animado
"Homens e suas cervejas, que patético. Não gosto de cervejas, e ainda bem que ele não fuma. Sou capaz de fazer ele engulir o cigarro se ele aparecer com um maço. Odeio cigarros."
— Quer ajuda com o carrinho, boneca? — Um rapaz me abordou.
— Não, obrigada. Com licença! — Pedi com educação, queria que ele saísse da frente, mas ele apenas sorriu.
— Você é muito linda e eu quero o seu número. — Ele falou indo direto ao ponto.
— Tenho namorado e não estou interessada. Será que poderia fazer o favor de sair da minha frente? — Levantei o tom de voz, me irritando.
Até que ele era bonito, tinha cabelos castanhos claros e olhos quase acizentados.
— Têm namorado, é? Mas não tem problema, boneca. Não sou ciumento. — O idiota piscou para mim, segurando o carrinho.
— Irei passar por cima de você com esse carrinho, se não sair agora mesmo da minha frente. — O ameacei, irritada.
— Uau! Eu adoro as bravinhas. — Sorriu malicioso.
— Deixa a minha mulher em paz. Vaza daqui seu infeliz ou eu quebro a sua cara! — Fui salva pelo meu moreno que apareceu furioso, sorri encarando o inconveniente que soltou o carrinho.
— Pode ficar com essa vadia, aposto que ela não passa de uma puta arrombada. — O cara me ofendeu e o Benson partiu para cima do desgraçado.
Minutos depois...
— JÁ CHEGA, FREDDIE, VOCÊ VAI MATÁ-LO. — Gritei nervosa.
Uma confusão se iniciou. Ninguém se atreveu a fazer nada, sabia que precisava fazer alguma coisa, o homem continuava no chão apanhando do Freddie. E finalmente dois seguranças apareceram, eles conseguiram tirar o Benson de cima daquele babaca, e as pessoas continuaram olhando e cochichando, bando de desocupados.
Expliquei para os dois seguranças o que aconteceu, deixei bem claro que eu estava sendo assediada e que meu namorado apenas me defendeu. Eles entenderam, por pouco não fomos expulsos do mercado...
— Meu Deus! Você deixou o cara inconsciente. — Falei ainda nervosa, minhas mãos tremiam.
— Eu deveria ter matado aquele filho da puta! — Disse com raiva, ele também tremia, a fúria estava expressa no seu olhar.
— Não diga uma coisa dessas, amor. — O abracei com força, seus braços me apertaram, me senti segura.
[...]
— Deixa comigo, eu coloco as compras no porta-malas. — Avisei olhando para suas mãos.
Estavam um pouco machucadas, seus punhos ficaram vermelhos e sabia que estava doendo. Mas ele era teimoso, não se importou e me ajudou a guardar as compras no carro.
— Dirija com calma. — Pedi e ele assentiu. Entramos no Honda, ele calado ficou e aquilo me deixou agoniada.
1 hora depois...
— Oh, meu Deus! — Carly arregalou os olhos quando contei tudo para ela. O Benson estava no banho e ela ficou me ajudando a guardar as compras.
— Foi um pouco assustador. — Admiti.
— Entendo. Eu teria tido um treco. — Ela afirmou me fazendo rir um pouco.
— Estou impressionada, Carls. Você tomou conta dos meus anjinhos sozinha e conseguiu colocar eles para dormir, meus parabéns. — Bati palmas para ela.
— Foi moleza, eu levo jeito com crianças. — Ela se gabou.
— Você deu sonífero para eles, né? — Perguntei brincando.
— Claro que não. — Ela fez bico e me olhou emburrada.
"Pois meus bebês estão dormindo, parecem anjinhos. Para mim são as coisas mais lindas do mundo."
— Me conta sobre sua primeira vez, Carlinha. — Pedi curiosa e ela corou.
— Foi tudo muito lindo. — Ela suspirou e sorriu, apertando um pacote de macarrão. — Mas eu quase chorei. Doeu pra caralho! — Me assustei com ela chamando palavrão. — Ontem nós trasamos no banheiro. — Ela contou toda animada e eu fiquei um pouco chocada. O que aconteceu com a menina que estava com vergonha à poucos segundos atrás? — Ele usou a língua em...
— Me poupe dos detalhes, Carlotta Taylor Shay. — A interrompi rapidamente.
— O Freddie costuma chupar você? — A criatura perguntou na maior cara de pau.
— CARLY! — Exclamei, foi a minha vez de ficar envergonhada.
E ela começou rir escandalosamente. Bufei e voltei a guardar as compras, essa minha amiga é doidinha e está ficando pervertida também...
Horas depois, às 20h:06min...
— Ah, não. — Resmunguei quando o meu moreno parou de me beijar, estava tão bom, mas alguém tinha que estragar o nosso precioso momento.
Algum inconveniente estava batendo na porta e aquilo atrapalhou nossos amassos, as crianças estavam no quarto, dormindo como anjinhos.
Elas haviam capotado cedo e nós aproveitamos para namorar um pouquinho.
— Eu atendo a porta ou você atende? — Perguntou vestindo a camisa, apressado.
— Eu atendo, você não está em condições. — Apontei para a sua ereção, ele estava de moletom e sua "barraca" estava armada.
Fui atender a porta e infelizmente me deparei com a loira oxigenada usando apenas toalha.
— Oi. — Candice sorriu com a maior falsidade do mundo. — Posso entrar? Eu quero falar com o Freddie, eu preciso...
— Só um minuto. O meu namorado está tentando abaixar a "barraca armada", se é que me entende. — Sorri cínica indo para o corredor e fechei a porta, o Benson havia corrido para o banheiro. — O que você quer com ele? — Cruzei os braços, me encostando na porta fechada atrás de mim.
— A lâmpada do meu quarto queimou e eu também estou com problemas com o aquecedor do chuveiro, entende? E vim pedir ajuda ao Freddie, só ele pode me ajudar. Eu não sei trocar lâmpadas, essas coisas são tão difíceis. E ainda tem o aquecedor, eu não gosto de tomar banho com água fria, sabe? — Disse fazendo aquela cara de coitada, tão fingida.
E ela estava só de toalha, cabelos arrumados e estava usando batom vermelho cor de sangue e o batom dela tava todo borrado. Uma verdadeira vadia cara de pau... Ninguém merece.
— Acha que eu nasci ontem, queridinha? — Sorri irônica. — Você vem aqui apenas de toalha querendo se oferecer para o meu homem e quer que eu acredite que você veio sem segundas intenções? Me poupe! Se toca, ele já têm dona. Sou eu, a mãe dos filhos dele e o amor da vida dele. Vaza daqui agora ou eu vou ter que chamar a carrocinha, cadela? — Esbravejei a última frase e ela me olhou chocada.
— Cadela é a sua... — Não a deixei terminar a frase, dei um soco bem dado na cara daquela vadia.
Sorri satisfeita olhando para o seu nariz que estava sangrando e Candice saiu correndo chorando. Me virei e abri a porta, voltando para dentro do apartamento.
— Quêm era, amor? — Freddie perguntou voltando para a sala.
— Era uma palhaça que bateu na nossa porta por engano. — Respondi me aproximando, passei os braços ao redor de seu pescoço.
— Palhaça? — Me olhou confuso.
— Uhum. Mas deixa pra lá... — O conduzi para o sofá e fiz ele sentar ali. — Aonde estávamos mesmo? — Me sentei em seu colo.
— Oh, minha loira insaciável... — Sorriu malicioso. — Eu não sei, me faça lembrar. — Agarrou minha cintura.
— Com o maior prazer, baby. — Puxei sua nuca e grudei nossos lábios.
E pelo visto a nossa noite seria longa...
Fale com o autor