O Amor Supera Tudo
27 Preocupação e recebendo uma pista
Notas iniciais
2 anos e alguns meses depois...
Em Nova York...
Sábado, às 07h:45min da manhã...
P.O.V Da Sam
Estava tentando preparar o café-da-manhã, quando escutei os chorinhos e as gritarias matinais dos meus anjinhos. Corri para o quarto e me deparei com mais uma briguinha de Christian e Jasmin, eles estavam fora dos berços e já estavam no chão, enquanto o Nathan ainda permanecia dormindo.
— Solte o cabelo da sua irmã! — Ordenei para Christian, que estava puxando o cabelo de Jasmin que gritava e tentava mordê-lo.
Me aproximei e me abaixei, ficando quase da altura deles e tirei as mãozinhas de Christian que seguravam com força o cabelo de Jasmin.
— Oh, meu Deus! Por quê vocês não são comportados como o irmãozinho de vocês? — Murmurei pegando minha loirinha chorona no colo e a levei para berço, fiz o mesmo com o Christian.
Me aproximei do berço do Nathan e fiquei observando-o dormir, serenamente.
— Você é o único que não me dá tanto trabalho. — Sussurrei, acariciando sua cabecinha.
[...]
Sentei à mesa e comecei a tomar meu café, os trigêmeos já tem 3 anos e 5 meses, e já comem sozinhos. Jasmin é camilona, Christian come na medida certa e o Nathan é enjoadinho para comer, às vezes é difícil fazê-lo comer.
— Olhe, seus irmãos estão comendo. Não está com fome meu, amor? — Perguntei para Nathan que estava em sua cadeirinha e estava encarando o pratinho com frutas cortadas em cubinhos, ele tomou apenas o leite e se recusou a tomar o mingau de Aveia.
— Mamãe? — Chamou Jasmin. — "Quelo" mais! — Ela balançou a tigelinha vazia.
Sorri e me levantei indo colocar mais um pouco de mingau para a minha loirinha. Limpei o Christian que estava com as mãos e a boca suja, e o tirei da cadeirinha, colocando-o no chão, ele saiu correndo da cozinha indo brincar, resumindo:
Espalhar brinquedos pela casa.
Me sentei de frente para o Nathan e peguei o pratinho com as frutas em cubinhos.
— Come, senão a mamãe vai ficar triste. — Falei e ele abriu a boquinha, comecei a alimentá-lo.
[...]
Consegui terminar meus estudos na Ridgeway com muito esforço e tranquei minha faculdade para me dedicar aos meus filhos, e ao meu restaurante. Me sacrifiquei de muitas coisas, mas sei que tudo irá valer a pena no final. Decidi cursar Gastronomia, porque amo comida e cozinhar é algo que me fascina, por isso eu e Gibby abrimos um restaurante e somos sócios.
Finalmente terminei de arrumar e limpar meu apartamento, me joguei no sofá quase morrendo de cansaço. Eu recebi uma boa parte da herança que meus pais me deixaram e quando eu completar 21 anos irei receber o resto da herança, usei o dinheiro para comprar meu apartamento, um carro e o que sobrou eu investi no restaurante.
Fecho os olhos e tento relaxar por uns 10 minutinhos, mas logo o som de choro me desperta, é o Nathan, levanto-me rapidamente e corro para ir socorrê-lo.
O encontrei caído perto do berço, o peguei no colo preocupada e logo me desesperei quando vi sangue escorrendo do seu nariz.
— Oh! Meu Deus! — Levanto sua cabecinha, ele começa a chorar bem alto, isto me deixa nervosa e angustiada. Não sei o que fazer, pego uma fralda e tento limpar o sangue que continua escorrendo e rezo para que estanque logo.
[...]
Liguei para a Suzzy, uma garota de 15 anos que é a babá dos trigêmeos e pedi que ela viesse cuidar de Christian e Jasmin, pois Gibby está à caminho de casa e ele vai levar eu e Nathan para o hospital mais próximo.
Continuo tentando estancar o sangue, mas infelizmente não está funcionando, o Nathan ainda chora de dor e seu corpo está molinho no meu colo. A Jasmin começou a chorar e pedir colo, mas não posso pegá-la, pois estou ocupada demais cuidando de Nathan e o Christian está se assustando com meu desespero e com fralda suja de sangue que estou segurando.
A campainha tocou e eu fui atender, era a Suzzy.
— Minha nossa, ele está ficando pálido! — A garota ruiva se assustou quando olhou para o Nathan em meus braços.
— Fica de olhos neles, por favor... Eu preciso levar o Nathan ao hospital e não sei que horas vamos voltar. — Falei chorando, ela assentiu e logo pegou a Jasmin no colo tentando, fazê-la parar de chorar.
[...]
— Eu sou uma péssima mãe! — Lamentei ainda chorando, estava sentada ao lado do Gibby, que dirigia em alta velocidade rumando para o hospital.
— Não diga isso, Sam. Você é uma mãe maravilhosa. — Disse ele tentando me consolar.
— Não... Quando a Jasmin ainda era recé-nascida, ela se engasgou mamando e quase morreu nos meus braços e uma vez o Christian enguliu uma rodinha de um carrinho, e agora o Nathan caiu do berço e eu... — Comecei a soluçar, não conseguindo terminar de falar.
— Calma, vai ficar tudo bem. Estamos quase chegando meu, amor! — Disse tentando me passar segurança, continuei mantendo a cabeça do Nathan levantada e limpando o sangue que insistia em sair.
[...]
Em Seattle...
P.O.V Do Freddie
Há 5 meses atrás ganhei minha tão sonhada liberdade e agora estou tentar seguir em frente. Retirei uma boa parte do meu dinheiro que estava no banco e aluguei um apartamento, deixando a minha antiga casa para a minha irmã e meu cunhado.
De vez em quando eles vem me visitar e trazer a minha sobrinha para passar os finais de semana comigo. No começo, o Robert não gostou da ideia e disse que não dormiria tranquilo sabendo que a filha de 4 anos estava sob o mesmo teto que eu. Mas a Helena insistiu dizendo que confiava em mim e que eu jamais teria coragem de fazer mal a Annie.
Sofri com isso, eu nunca teria a coragem de abusar da minha própria sobrinha. Eu não sou o monstro que ele pensa que eu ainda sou... E isso dói, eu só queria ter a confiança dele de volta.
[...]
Quando eu saí da prisão e perguntei pela Sam, eles não quiseram me responder e pediram para que eu a esquecesse, e fingisse que ela não existia. E que isso seria melhor para o bem de todos e se eu quisesse seguir em frente, teria que deixar o passado para trás e recomeçar do zero.
Como posso fingir que a mulher que eu amo não existe, se eu penso nela dia e noite? Não consigo tirá-la da cabeça e estou sofrendo muito sem saber onde ela está e se ela ainda me ama.
[...]
— Tio Freddie, eu quero uma vitamina de morango! — A pequena Annie pediu.
— Okay! O titio já vai preparar! — Falei indo pegar os morangos na geladeira.
Minha sobrinha estava sentada em cima da mesa, brincando com um ursinho que eu lhe dei de presente. Enquanto eu estava preparando um lanchinho para a gente.
— Princesa, você sabe de alguma coisa da sua prima Sam? — Perguntei começando a lavar os morangos.
— Papai e mamãe falaram que eu não devia falar nada da tia Sam. — Respondeu ela.
Parei de lavar os morangos e me aproximei de Annie, que levantou o olhar e começou a balançar as perninhas.
— Por quê, princesa? — Perguntei curioso.
Ela me olhou parecendo estar pensando em algo importante e depois sorriu.
— É um segredo, tio Freddie! — Respondeu sorrindo sapeca.
— Um segredo? Hum... Não vai mesmo contar para o titio? Juro que prometo guardar o segredo! — Falei sorrindo.
— Não posso! — Disse ela balançando a cabeça.
— Sabe onde ela está morando? Por favor, só me responde isso! — Implorei pegando suas mãozinhas e tentei fazer minha melhor cara de coitado.
— Sei... Se eu contar, o senhor me leva para conhecer as princesas na Disney? — Perguntou com os olhos verdes, brilhando de expectativas.
— Sim. Eu levo, me fala aonde sua tia Sam está morando? — Perguntei desesperado.
— Ela está morando em Nova York! — Sussurrou, revelando o tal "segredo".
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