Notas iniciais
Boa leitura!

Por quê você não se dá conta que eu sou a única que te merece e quer te fazer feliz?

Sam

Já passava das 16h tarde, eu ainda continuava trancada em meu quarto, só havia saído para tomar café-da-manhã e almoçar.

Meus tios viajaram e eu fiquei aqui nessa mansão solitária, meu pai só chega à noite para me fazer companhia.

Temos uma governanta, duas empregadas que cuidam da limpeza e uma cozinheira, também temos um jardineiro e um motorista.

Mas hoje quase todos estão de folga com excessão da Margareth, a nossa governanta e a Judith, nossa cozinheira.

Meus avós adotivos não moram aqui e infelizmente meus avós maternos faleceram e da familía da minha mãe, só conheço a tia Katherine, irmã mais velha da minha mãe.

E meus avós paternos biológicos moram no interior de Kansas City, por isso não tenho contato com eles.

E só o que me resta é minha família adotiva, que me acolheu quando eu ainda era um bebê, eles que sempre cuidaram de mim e que me amam como se eu realmente tivesse o mesmo sangue deles correndo em minhas veias.

Freddie, tia Helena, tio Robert e meus avós, Marissa e Leonard são tudo para mim e eu serei eternamente grata a eles.

Sei que eu não deveria ter me apaixonado pelo Freddie, o homem que antes de se tornar meu pai adotivo, era o meu padrinho.

E por Deus, esse sentimento é tão insano, inaceitável e quase pecaminoso.

Quase porque ele não é meu pai biológico e agradeço a Deus por isso.

E eu me pergunto todos os dias por quê eu me apaixonei por esse homem?

Por quê justo por ele?

Isso é tão errado.

Desde os meus 13 anos venho tendo essa maldita paixão platônica por ele, não foi minha culpa, simplesmente aconteceu e eu não pude controlar esse sentimento avassalador.

Freddward Karl Benson, atraentemente lindo e bem sucedido.

Vê-lo todos os dias e não poder tocá-lo, ou beijá-lo é uma grande tortura.

E o que mais dói é pensar que ele não será capaz de me desejar e me amar da mesma maneira incondicional que eu sinto por ele.

Mas eu não irei desistir, irei lutar para tê-lo do jeito que eu sempre desejei ter.

[...]

O tédio me abate me fazendo levantar da cama preguiçosamente, decido dar um mergulho, nadar na piscina me distrai e me faz relaxar.

Vou até o meu closet e pego o bíquini mais pequeno e ousado que tenho, ele é azul-marinho e eu o coloco, me olho no espelho e me sinto sexy.

Quando me aproximo da área onde fica a piscina, começo a ouvir risadas femininas e por sinal muito irritantes.

Quêm será a vadia dessa vez?

Chego na área da piscina e me deparo com meu pai e uma mulher sentada na beira da piscina, e ele está de frente para ela, dentro da piscina.

— O que está fazendo aqui, Sam? — Pergunta sério, desviando dos braços daquela mulher que o agarrava, ela era branca e ruiva, o cabelo era tingido de um vermelho vivo.

— Eu não posso mais me refrescar na minha própria piscina? — Retruquei cruzando os braços e os encarei séria, a ruiva falsa se vira para me olhar e fecha o sorriso ao me encarar da cabeça aos pés.

Ela tem olhos verdes e corpo escasso de curvas, parece uma top model que tem seios grandes demais para o físico magro e esbelto, aquilo só podia ser silicone.

Pulo na água fazendo questão de molhar a vadia ruiva siliconada, ela solta um gritinho agudo e irritante.

— Ai! Olha o que você fez, garota, por sua culpa estou toda molhada! — Sua voz soa fina e esganiçada, e eu rio me divertindo.

— Oh! Eu sinto muito por ter estragado sua chapinha! — Falo debochada.

— Já chega, Samantha, peça agora mesmo desculpas para a Vivian! — Ordena, irritado.

— Nem se a minha vida dependesse disso! — Me nego.

— Então, vá agora mesmo para o seu quarto, você está de castigo! — Decreta ele me fuzilando.

— Mas...

— Vá agora! — Manda.

— É melhor você obedecer seu pai, docinho! — Diz ela sorrindo falsa.

— Ah, vai se foder! — Esbravejo saindo da piscina e empurro ela com força, e saio de lá ouvindo o Freddie gritar meu nome raivosamente.

Ela cai na piscina com tudo, tomara que engula água, se engasgue e morra.

Ah, que ódio, como ele sempre ousa trazer as vadias para dentro de casa e nem ao menos se dá ao respeito?

E ainda quer que eu as receba de braços abertos, me poupe!

E se ele insistir de arrumar uma namorada, eu juro que me livrarei dela, para quê eu vou querer uma madrasta?

Que por sinal ainda seria minha concorrente.

Ah, Freddie, você ainda será meu, somente meu, querido.

Notas finais
O que acharam?