Notas iniciais
Hey, Feliz Páscoa pessoal! Comam chocolate até explodirem!!! Tô fora, não aguento mais ver chocolate, já até enjoei haha Tenham uma boa leitura.

No dia seguinte: Sábado, às 08:00 da manhã.

P.O.V Da Sam

Terminei de servir o café da manhã para as crianças e me sentei à mesa com o Gibby. Sábado e Domingo ele costuma vir cedo para tomar café conosco, não me importo, pelo contrário, eu gosto disso. Gosto de tê-lo por perto, ele me faz bem e eu adoro sua companhia.

— Depois precisamos conversar. — Disse ele com calma.

Termino de passar geléia nas minhas torradas, e olho para ele.

— Se for sobre ele, eu não quero ter essa conversa. Quer mesmo conversar sobre ele? — Perguntei, hesitante.

— Tudo bem, se não quer falar sobre ele, eu respeito sua decisão. — Falou um pouco, frustrado.

Eu estava evitando falar sobre Freddie, estava com medo que isso pudesse nos abalar ainda mais. Nunca tivemos uma discussão e provalvemente teríamos se fossemos conversar sobre o Freddie, Gibby o odeia.

Comecei a comer com calma, quando ele está aqui eu consigo comer com calma, pois nós divimos nossa atenção com os trigêmeos, a Jasmin é uma comilonazinha e sempre se engasga, o Christian é o brincalhão que adora jogar comida nos irmãos e o Nathan é muito enjoadinho para comer e o Gibby me ajuda com tudo isso.

— Ei, nem pense em fazer isso, rapazinho! — Chamo atenção do Chris que levantou a mão cheia de bolachas, ele estava prestes a jogar nos irmãos.

Meu namorado começou a rir, olhando para o pequeno de olhos azuis que fez um biquinho fofo e colocou as bolachas de volta no pratinho.

— Ele puxou a você, esse humor brincalhão é você que tem! — Afirmou ele me olhando e eu comecei a rir, balançando a cabeça e negando.

— Pode ser que sim, o Chris é uma caixinha de surpresas, é o palhacinho do trio! — Falei.

Olhei para o Nathan e ele estava encarando o pratinho ainda cheio de bolachas. Jasmin estava toda suja de leite com direito a bigodinho espumante.

— Nathan, a sua irmã vai devorar suas bolachinhas, coma logo ou você quer que ela coma tudo? — Perguntei para ele que balançou a cabeça rapidamente, negando.

Ele obedeceu, começou a comer devagar. E era verdade, a Jasmin já estava de olho em suas bolachas, comecei a rir.

— Ele é tímido e sempre teve essa vergonha boba de comer na nossa frente! — Comentei.

— E se não for timidez? E se tiver algo de errado com ele? — Gibby perguntou, enquanto observávamos o Nathan.

— Não há nenhum problema, a Pediatra deles já me informou que isso faz parte de sua timidez, ele não costuma interagir com os coleguinhas da creche e ele só vai se soltar com o tempo. — Expliquei.

— Ele é muito inteligente, mais do que os outros! — Gibby afirmou.

"Puxou ao pai." Pensei.

— Sim. Ele é o meu nerdizinho! — Sorri, orgulhosa.

— Mamãe? — Jasmin me chamou, olhei para ela e a pequena balançou o copo vazio, ela queria mais leite.

— Mamãe? — Dessa vez foi o Nathan me chamando, ele apontou para Christian que estava com um sorrisinho sapeca.

O pestinha havia jogado bolachas no irmão e Nathan estava emburrado, olhando para Chris que começou a rir.

— Gibby! — Falei olhando para ele que havia começado a rir junto com Chris.

— Juro que não deu tempo de impedí-lo, ele foi mais rápido! — Avisou se defendendo.

Semirrei os olhos fitando Chris, ele parou de rir e me olhou assustado. Fiz minha típica cara de "Mamãe está brava com você".

— Papai! — Ele olhou para Gibby pedindo ajuda, já sabendo que iria ficar 6 minutos no banquinho da disciplina olhando para a parede.

[...]

— Você sabe que ele só tem 3 anos e meio, e esse tipo de castigo não funciona, né? — Indagou Gibby quando acabei de colocar Chris no banquinho.

— Vai me dizer agora como devo disciplinar meu, filho? Eu nunca irei bater nele, você sabe disso. Melhor botá-lo de castigo, não acha? — Cruzei os braços, encarando-o.

— Discordo. Ele ainda é muito pequenininho e colocá-lo de castigo só porque ele fez algo que normalmente crianças da idade dele fazem não é o correto, Sam! — Falou com calma.

— Sou a mãe, tenho que pôr limites. Se eu não fizer isso, ele vai continuar jogando comida nos irmãos, você acha isso certo? — Retruquei.

— Não, mas...

— Já chega! Por favor, não venha me contrariar, o Chris vai ficar de castigo sim. Ele precisa aprender, e saber o que é certo e o que é errado! — Falei o interropendo, encerrando o assunto.

Minutos depois...

— Você entendeu porque eu te coloquei aqui, querido? — Perguntei abaixada na altura de Chris que ainda estava sentado no banquinho, agora de frente para mim.

Ele sacudiu a cabeça confirmando.

— Diga para a mamãe o porquê de eu ter feito isso? — Pedi, encarando-o.

— Porque mamãe não gosta de mim! — Respondeu me fitando com aqueles olhos claros, com certa tristeza.

Suspirei, e o fitei procurando palavras que haviam fugido naquele momento.

— Parabéns meu amor, ele agora pensa que você não gosta dele! — Gibby debochou.

E com toda a calma do mundo, comecei a explicar para Chris o motivo dele estar ali e tive que dizer várias vezes que o amava até ele compreender tudo ou mais ou menos...

[...]

Horas depois... Às 15h:20min da tarde.

— Você sempre está certo, desisto, nada de castigos. Só depois dos quatro anos! — Falei levantando as mãos pra cima, fazendo um sinal de rendição.

— Você que sabe! — Disse sorrindo, me sentei no carpete ao lado de Nathan que estava rabiscando no novo caderno de desenho.

Gibby estava brincando com Jasmin, os dois estavam vestindo e penteando as Barbies dela, coisa que eu não tenho paciência de fazer.

— Sam, você deu água para a Jasmin preparar o chá que ela usou para a gente brincar de Chá da tarde com os ursinhos? — Gibby perguntou de repente.

— Como assim chá? Que chá? Eu só arrumei a mesinha com as xícaras, pires, os pratinhos com biscoitos e suco para ela poder brincar! — Expliquei.

Comprei um jogo de loucinhas de brinquedo para Jasmin e ela convidou o Gibby para brincar de Chá da tarde com os ursinhos de pelúcia.

— Ela tomou todo o suco e me serviu o chá! — Contou, confuso.

— Você tomou? — Perguntei, preocupada.

— Sim. — Ele respondeu.

— Oh, meu Deus, e ser for água da privada? — Perguntei e olhei para Jasmin. — Vem aqui, Jas! — Chamei.

Ela largou a boneca que estava brincando e se aproximou de mim.

— Princesa, onde você pegou água para preparar o chazinho que serviu para o seu tio? — Perguntei, apreensíva.

— No banheiro! — Respondeu ela sorrindo.

— É melhor ir escovar os dentes e use bastante enxaguante bucal! — Avisei para Gibby. — E nem tente mais me beijar hoje! — Falei, séria.

— Foi água da privada? — Perguntou assustado e eu assenti fazendo careta de nojo.

[...]

P.O.V Do Freddie

Decidi ligar para Carly e pedi o número da Sam, ontem a Sam me abandonou naquela lanchonete e nem deu tempo de pegar o número dela. Quero conquistar a amizade dela antes de tudo, preciso me aproximar aos poucos, sei que ela está comprometida e o que custar tentar, né? Por enquanto me contentarei em ser amigo dela, isso se ela quiser, acho que ela vai pelo menos aceitar ser minha amiga.

"- Alô! "- Ouvi a voz da Carly do outro lado da linha, ela atendeu depois do terceiro toque.

— Oi. Carly, sou eu o Freddie! — Falei e ela ficou em silêncio. — Carly? — Chamei.

— Ah, oi Freddie e aí tudo bem? — Perguntou apressada.

— Sim. — Respondi. — E com você? — Perguntei.

" — BRAD QUANTAS VEZES JÁ TE FALEI PARA NÃO DEIXAR A TOALHA MOLHADA EM CIMA DA CAMA?"

Ouvi o estridente grito dela, aquilo até me assustou.

"- Ah, estou bem sim, e aí achou o restaurante que eu te indiquei?" — Perguntou.

— Sim. Quero te agradecer novamente,se não fosse por você, eu nunca teria encontrado a Sam! — Falei.

"- Só fiz o que achei ser o certo. Vocês conversaram? — Perguntou animada.

— Sim. Bem, houve um imprevisto e ela foi embora sem se despedir. Você poderia me dar o número dela? — Pedi.

"- Se eu te der, você promete que não vai dizer pra ela que fui eu que te indiquei o restaurante e dei o número? -"

— Prometo! — Jurei.

"- Tá legal, anote aí..." Mandou. Rapidamente, peguei uma caneta e uma folha de papel que arranjei na recepção do hotel.

[...]

Disquei o número rapidamente e liguei, começou a chamar e depois do segundo toque ela atendeu.

"- Alô." — Ouvi sua voz calma, suave e um pouquinho rouca.

Era a voz dela, da minha loira. Meu coração disparou quando escutei sua voz.

— Oi, Sam! — Foi tudo que consegui falar, minha voz saiu dificultosa e baixa.

" Fre-Freddie?" — Ela gaguejou.

Sorri, ela havia reconhecido minha voz.

— Sim. — Respondi ainda sorrindo.

"- Como conseguiu meu número?" — Perguntou apressada, num tom nervoso.

— Isso não importa. Eu preciso falar com você, nós temos uma conversa pendente, lembra? — Indaguei.

"- Não temos mais nada para conversar!" — Disse sendo um pouco grosseira.

— Temos sim, temos tantas coisas para...

Fui interrompido quando ouvi um gritinho infatil.

E então, ela desligou o telefone na minha cara. Fiquei confuso encarando meu celular. Será que nos finais de semana ela trabalha como babá? Ou ela estava num parque passeando com o namorado?

Mas aquele gritinho infantil soou tão perto do telefone... É, talvez ela esteja trabalhando como babá.

Notas finais
Tadinho, o Chris foi colocado de castigo. Sam, deixa de ser cruel rsrsrsrsrs... E a Jasmin deu água da privada para o tio Gibby rsrsrsrsrsrs Freddie ligou para Sammy!!! Quem será dos trigêmeos que gritou? Gostaram? Comentem! Bjs