O Amor Supera Tudo
4 Balada
Notas iniciais
Sam
Chegamos na balada e conseguimos entrar sem problemas, a boate estava bombando.
Havia muita gente bebendo e dançando espalhadas por todos os lugares, alguns casais já se agarravam pelos cantos.
O som estava absurdamente alto, estava tocando uma música agitada, acredito que era algum Hit do momento.
Tudo estava tão animado e legal, reluzentes luzes coloridas enfeitavam o local e no centro da pista de dança, e em cantos estratégicos havia máquinas de fumaça nas cores azul, vermelha e roxa.
No mini-bar, os barmans se exibiam fazendo seus malabarismos com garrafas e copos de bebidas enquanto preparavam drinks coloridos.
Tio Brad e meu pai foram para lá, enquanto Carly e eu seguimos para a pista de dança repleta de gatinhos.
Tive uma bilhante ideia de como a gente poderia provocar os rapazes, como a minha amiga tinha uma queda que estava mais para um penhasco pelo Brad, ela topou na hora sem hesitar.
Brad
A gente estava no mini-bar, tomando um drink e observando as meninas se divertirem na pista de dança.
A música agitada mudou dando o lugar a uma música bem sensual e elas começaram a dançar coladinhas.
Carly se virou ficando de costas para a Sam, que repousava as mãos na cintura da amiga e deslizou uma das mãos pela lateral do corpo da Carly até chegar na coxa direita e desceu chegando na borda do vestido, e subiu levantando a ponta do vestido lentamente até deixar a coxa da morena à mostra a lateral da calcinha preta, enquanto a Carly somente mexia o belo e esbelto corpo alvo sensualmente, e só de ver a morena daquele jeito, senti meu jeans ficar apertado, indicando minha excitação.
Freddie
Mas que porra é essa?
Pensei na hora que vi as garotas dançando daquela maneira tão indecente, chegava a ser vulgar.
E ainda por cima, elas nos encaravam lançando sorrisos maliciosos, pareciam estar nos provocando.
Carly girou, ficando de frente para a Sam e deslizou uma das mãos pelas costas da loira até chegar no bumbum onde deu uma apertada e por fim a música cessou, e elas se separaram.
Sam
Foi hilário ver as caras deles nos olhando chocados, essa era a palavra certa que definia as reações de ambos.
E tio Brad praticamente despiu e secou a Carly descaradamente.
— E aí, rapazes, curtiram a nossa dança? — Perguntou animada assim que chegamos no mini-bar.
— Não. Vocês pareciam duas lésbicas praticamente se agarrando sem nenhum pudor! — Respondeu friamente.
— Você sabe muito bem que elas não são lésbicas, deixa de ser careta. Elas só estavam se divertindo. — Disse ele nos defendendo.
— Hum. — Resmungou.
— Deixa ele, o tio Freddie não sabe se divertir. Vem, vamos dançar? — Chamou o puxando pela mão, levando Brad para a pista de dança.
Uma música animada e romântica começou a tocar, e minha amiga agarrou o tio Brad e o beijou, por sorte ele correspondeu.
— UUHUUL! É ISSO AÍ, GAROTA!!! — Gritei feliz, comemorando.
— Vamos embora? — Chamou ríspido, agarrando meu braço e saiu me puxando, praticamente me arrastando para fora dali contra a minha vontade.
Sam: — Eu não quero ir! — Protestei assim que chegamos perto do carro dele.
Era um Maseratti, um dos carros que ele tinha orgulho de exibir.
— Você não tem o que querer! — Disse abrindo a porta do carro e me empurrou para o banco do passageiro, onde eu cai sentada. Ele deu meia-volta e entrou para o banco de motorista. — Coloque o cinto! — Mandou e eu obedeci irritada, em seguida ele ligou o Maseratti, dando partida.
Freddie
Finalmente chegamos em casa, milagre ela não ter reclamado durante o caminho, estacionei o carro na garagem junto com os outros quatro e ela saiu furiosa, batendo os pés.
— SAMANTHA, VOLTA AQUI!— Gritei entrando em casa e ela parou perto da escada.
— O QUE É? — Gritou se virando.
Freddie: — NÃO GRITA COMIGO! ME RESPEITA GAROTA, EU SOU SEU PAI! — Esbravejei gritando mais alto.
— Desde quando um pai olha para o meio das pernas da filha e fica excitado? Acha que eu não percebi? — Perguntou vermelha e eu não sabia ao certo se era de vergonha ou raiva.
— Porra! Não tive culpa se você estava de pernas abertas, juro que foi sem querer. Jamais teria segundas intenções! — Respondi nervoso, tentando me defender.
— E mesmo assim continuou olhando não foi? Por acaso gostou do que viu? — Questionou irritada.
— Caralho! Enlouqueceu, garota? Olha o que você está insinuando. Isso não tem cabimento, já disse que não tive a intenção! — Falei, indignado.
— Ah! Quer saber de uma coisa? Eu vou para o meu quarto, boa noite, PAPAI! — Disse irônica, enfatizando a palavra papai e subiu as escadas correndo.
Fechei os punhos, controlando a raiva e decidi subir para o meu quarto antes que eu cometesse uma besteira.
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