O Amor Supera Tudo
45 Apoio & Reconciliação
Notas iniciais
P.O.V Do Freddie
Aquela era a hora certa de enfrentar os obstáculos e cumprir com minhas responsabilidades. Assumir que amo a Sam e que criarei nossos filhos ao lado dela, não poderia mais renegar ou fugir como um covarde, meu pai me ensinou que um homem de verdade deve ser responsável, assumir seus erros e arcar com suas consequências.
— Freddie, meu filho e Sam, minha querida, eu senti tanta a falta de vocês! — Mamãe veio nos abraçar emocionada.
Meu pai estava parado ao lado do meu cunhado com um semblante sério. Minha irmã Helena correu em direção das crianças para abraçar os sobrinhos e Robert estava segurando a mão de Annie, minha sobrinha.
Dona Marissa quase nos sufocou com um abraço forte e demorado, depois do abraço puxei a Sam para mim, passando um braço ao redor de sua cintura. Mamãe olhou para o meu braço ao redor da Sam que estava tensa ao meu lado.
— É muito bom ver minha família toda reunida, amei a surpresa. Sam e eu voltamos para ficar e juntos criaremos nossos filhos. — Falei firme e sorri para cada um deles ali.
Helena sorriu emocionada, sabia que ela nos apoiaria. Meu pai e Robert me olharam incrédulos e minha mãe ficou calada sem reação...
— Está nos dizendo que estão juntos? — Leonard se aproximou com a mesma postura firme e inabalável de sempre.
— Sim, papai. A Sam é a mulher da minha vida e eu pretendo casar com ela. — Falei seguro.
Ele olhou para a Sam, olhou para as crianças e vi sua máscara fria se desfazer aos poucos.
— Se é isso que quer, irei apoiá-los. Não irei me interferir no relacionamento de vocês, espero que sejam felizes. — Ele sorriu, um sorriso verdadeiro.
Senti a Sam relaxar, peguei sua mão esquerda e a segurei, acariciando-a.
— Eu não seria capaz de ser contra o amor de vocês. Vejo que é forte e verdadeiro, agora irei passar mais tempo com meus netinhos. A Marissa sempre disse que eu seria um vovô coruja. — Meu pai disse enquanto abraçava a minha loira que sorria feliz.
— Obrigado, pai. O apoio de vocês é muito importante para nós. — Agradeci indo abraçá-lo.
— Também podem contar com o meu apoio, a felicidade de vocês também é a minha felicidade. — Mamãe falou chorando emocionada com a Jas no colo.
— Só acho que a Sam deveria ter um namorado mais novo... — Robert comentou.
— Querido, pare de implicar com o meu irmão. — Helena deu uma cotovelada nele.
— Só estava brincando. — Ele sorriu e se aproximou de mim. — Freddie, quero te pedir perdão por todas as vezes que eu te tratei mal. Você não merecia o meu desprezo, fui injusto com você. Me perdoe. — Disse se desculpando com sinceridade.
Quando saí da cadeia ele passou a me desprezar, me queria longe dele e queria que eu ficasse bem longe da Annie, mas eu o entendia. Ele só estava sendo um pai protetor, com medo que eu fizesse algum mal a sua filha.
— Vamos deixar isso no passado, sem rancor, cara. — Sorri para ele dando alguns tapinhas no seu ombro e ele assentiu.
— Sexta-feira. Eu, você e o Brad vamos sair para beber como nos velhos tempos? — Robert convidou.
— NÃO! — Sam e Helena gritaram nos fazendo rir.
— Mulheres! — Brad resmungou revirando os olhos. — Sempre acabam com a nossa diversão. — Concluiu.
— Que bom que tudo está bem e estamos todos com saúde, felizes e unidos. Estou muito feliz em ter vocês aqui, de estar perto dos meus netos. Será que podemos curtir a festa de boas-vindas de vocês, agora? — Mamãe sugeriu e todos nós assentimos.
[...]
— Eu disse que tudo ia ficar bem, meu amor. Temos o apoio da nossa família, dos nossos amigos e as crianças estão gostando de bagunçar nosso apartamento. — Falei colocando um mecha desalinhada e solta para atrás de sua orelha direita.
Sam sorriu radiante, despreocupada e passou os braços ao redor do meu pescoço.
— Estou tão feliz. Não sei como seria se eles não aceitassem o nosso relacionamento. Eu estava com medo, agora posso te beijar sem preocupações. — Confessou puxando minha nuca.
Inclinei seu corpo e a beijei. A beijei sem pressa, com amor enquanto a segurava pela cintura, fazendo leves carícias. Quando nos separamos ouvimos aplausos, Carly e Helena davam pulinhos e gritinhos batendo palmas.
— Bobas. — Sam revirou os olhos e sorriu para as morenas.
— Será que podem dar mais um beijo? Eu quero registrar esse momento tão especial e lindo. — Helena sacou o celular.
— Chega de beijos por hoje. Cadê meus filhotes? — Sam me empurrou de leve, se afastando.
— Estão ali, comendo Cupcakes no sofá com a Annie! — Apontou para os quatro anjinhos todos lambuzados.
Mamãe e papai estavam no outro sofá, observando os netos se deliciando com os doces. Brad e Robert conversavam algo sobre um time de Basquete que eles odeiam, e a Sam puxou a Carly para o quarto, com a desculpa de que iria trocar de roupa, sei que era para colocar a conversa em dia, coisas de mulheres...
— Eu senti a sua falta, na verdade, a falta de todos vocês. Que bom que seguiu meus conselhos, que não desistiu de lutar por ela. Fico muito feliz que tenha ido em busca da sua felicidade, que esteja fazendo a Sam feliz e que agora está ao lado dos seus filhos. — Helena disse enquanto me dava um abraço apertado.
— Eu também senti a sua falta. Obrigado por todo o apoio que você sempre me deu desde que saí daquele lugar. Você me ajudou quando eu precisei, não me deu as costas...
— Mas eu te denunciei, Freddie. Fui eu que liguei para a polícia, fui eu que...
— Você agiu certo, Helena. Não guardo nenhum rancor de você, eu te amo, irmã. — A puxei para os meus braços, beijando sua testa.
— Eu também te amo, maninho. — Ela sorriu limpando as lágrimas. — Estou grávida... — Sussurrou para mim, acariciando o ventre.
— Sério? Robert já sabe? — Me aproximei colocando as mãos sobre as dela.
— Não. Estou esperando o momento certo para contar. — Respondeu.
— Meus parabéns. Acredito que Robert vai amar a notícia e a Annie vai gostar de ter um irmãozinho! — Falei feliz.
— Obrigada. Assim espero, como está sendo a experiência de ser pai de trigêmeos? — Perguntou.
— É uma experiência maravilhosa. Amor triplicado, você nem imagina, maninha...
— Já entendi. Agora vou arrancar aquela bandeja do Brad antes que ele emtupa as crianças de docinhos. — Falou antes de se afastar, me fazendo rir.
[...]
P.O.V Da Sam
Chamei a Carly para ir ao quarto do Freddie comigo. O que eu queria era conversar à sós com ela, notei que ela estava um pouco abatida, e por trás daquele enorme sorriso havia uma tristeza escondida. Subimos para o segundo andar, foi fácil acharmos o quarto. Entramos e eu fechei a porta, coloquei minha mala em cima da cama e chamei minha amiga para sentar.
— Você não ia trocar de roupa? — Indagou me olhando.
— Farei isso depois. Agora me responda uma coisa, você e o Brad ainda estão brigados?
Carly abaixou a cabeça, quando ergueu seus olhos estavam marejados, ela segurava o choro.
— Nós terminamos. Mas eu o amo Sam, não queria que o nosso noivado chegasse ao fim. Eu desconfiei dele, pisei na bola e o perdi... O irmão mais novo dele gosta de mim, e Brad percebeu. Terminou comigo e disse que eu deveria dar uma chance para o irmão dele. Mas eu não quero nada disso... — Carls desabafou caindo no choro. — Eu fui tão idiota, eu queria tanto subir no altar, me casar com ele e finalmente me entregar na lua-de-mel. Mas eu cometi erros, deveria ter sido uma namorada melhor, uma noiva melhor, entende? Eu perdi o homem que eu amo, ele não quer mais saber de mim, vou morrer virgem e encalhada. — Dramatizou em prantos.
— Não fale assim. Acho que ele só disse certas coisas na hora da raiva, vocês deveriam conversar, tentar consertar as coisas e se reconciliar, sabe? Por quê não faz algum coisa para reconquistar o seu amor? Ficar aí chorando e se lamentando não vai te ajudar em nada. — Falei acariciando seus cabelos, ela estava se desmanchando em lágrimas com a cabeça deitada no meu colo.
— Eu não sei, Sammy, está sendo muito difícil para mim. — Choramingou.
[...]
— Sei que quer muito ajudar, mas não sei se trancarmos eles aí é uma boa ideia. — Freddie falou inseguro.
— Confie em mim, é lógico que sei o que estou fazendo. Agora me dê essa chave e vai lá chamar o Brad. — Pedi.
Ele me deu a chave um pouco hesitante, sorri vitoriosa e fui fazer a minha parte, enquanto ele foi fazer a dele. Chamei a Carly e ela se escondeu no quarto de hóspedes, fui para o quarto do Freddie quando escutei as vozes deles chegando ao corredor...
— O Brad acabou de entrar no quarto, rápido Sam, me dê a chave. — O Benson me apressou.
Joguei a chave para ele que rapidamente correu para trancar a porta. Saímos dali rindo, deixando Carly e Brad presos no quarto de hóspedes.
— Só espero que isso termine em uma reconciliação. — Comentou entrelaçando nossas mãos quando descíamos as escadas.
— Também espero. Mas se acabar em briga me sentirei mal, não gosto de ver nossos amigos separados. — Falei.
— Eu também não... — Acariciou minha mão direita.
— Tia Helena está radiante, a pele dela está ótima e os olhos dela estão com um brilho especial. — Comentei olhando para a irmã dele que conversava com o marido.
— Ela está grávida, só estou contando para você. — Sussurrou.
— Não brinca. Que notícia maravilhosa! Vou parar de chamá-la de tia Helena. Agora ela é minha cunhada, não é mesmo? E meus avós viraram meus sogros. — Disse risonha.
— Verdade. Ainda é estranho, um pouco confuso, mas vamos nos acostumar com o tempo. — Ele me puxou para ele, me abraçando por trás.
Paramos perto da escada, nossos filhos estavam brincando com a prima, Annie. A pequena de olhos verdes estava muito feliz brincando com os priminhos.
— Quero ter mais miniaturas de nós dois me chamando de papai. — Falou jogando meu cabelo para o lado, beijando minha nuca.
— Só mais um, talvez... — Falei pensativa.
— Dois e fechamos a fábrica, ok? — Me arrancou uma risada.
— Quer ter cinco filhos, Benson? Não somos coelhos. — Brinquei o fazendo rir.
— Pensando bem, cinco é pouco. Eu quero seis. Sim, seis. — Beijou minha nuca e depois o meu pescoço.
— Seis contando com os que já temos, certo? Então, quer dizer que quer ter mais três filhos? Hum? — Perguntei séria.
— Exatamente. Com você eu teria até doze filhos, não seria maravilhoso? — Acariciou minha barriga.
— Não brinca. Só mais um e encerramos, ok? — Decretei sugestiva.
— Poxa... Okay. — Concordou um pouco contrariado.
[...]
P.O.V Da Carly
Saí do meu esconderijo e vi o Brad procurando algo dentro de um guarda-roupa. Me aproximei silenciosamente, e ele se virou segurando uma toalha, tentou me ignorar indo até a porta, girou a maçaneta e tentou abrir a porta, mas estava trancada.
— Por quê estava escondida no banheiro? Ah, não importa. Agora faz o favor de abrir a porta, eu preciso levar essa toalha para a Helena, o Freddie me pediu um favor e...
— Não fui eu que tranquei a porta, e só podemos sair daqui quando nos entendermos. Precisamos conversar, Brad. — Tirei a toalha da sua mão e a joguei em cima da cama.
— O que quer conversar comigo? Acho que não temos mais nada para conversar. Da última vez que ficamos à sós você tentou me matar com uma faca, avançou em mim como uma louca sanguinária! — Disse sério, cruzando os braços.
— Me desculpe. Eu sei que errei, não devia ter desconfiado de você. — Me desculpei muito arrependida. — Você disse que só ia darmos um tempo, mas percebi que esse tempo se transformou num término. E eu não aguento mais ficar longe de você, estou sofrendo. Não aguento mais acordar e olhar para o lado e ver aquele vazio, eu sinto a sua falta, preciso de você. Eu te amo, por favor, me perdoe! — Implorei não conseguindo mais segurar as lágrimas.
— Eu também te amo, mas a gente não vai dar certo. Não quero ficar fugindo de você toda vez que você tem um surto de histeria, não quero você desconfiando de mim. Eu preciso de uma mulher que me entenda, que respeite minha privacidade, que me ajude em casa. Eu não posso fazer tudo sozinho, eu preciso de uma amiga, uma companheira e que seja a minha eterna amante. Você pode ser tudo isso para mim? — Perguntou se aproximando e repousou a mão direita na minha bochecha.
— Acho que sim. Vou tentar me esforçar, prometo que darei o meu melhor. E eu vou continuar te amando com todo o meu ser quando estivermos casados, irei cuidar de você e...
Brad me calou com um beijo, ele sabia que eu ficaria tagarelando. Agarrei sua nuca, suas mãos foram para a minha cintura, repousando ali fazendo leves carícias...
[...]
— Como está se sentindo? — Sussurrou acariciando meus cabelos, beijando minhas costas desnudas.
— Não tenho palavras para descrever... Foi melhor do que eu sonhei, melhor que eu poderia imaginar. — Me virei para olhar em seus olhos, ele sorriu e me roubou um selinho.
— É muito bom ouvir isso, minha linda. Eu amo você, e amei mais ainda te fazer minha como eu fiz minutos atrás, foi maravilhoso. — Confessou acariciando meu rosto, me fazendo sorrir.
— Eu também amo você. — O beijei. — Precisamos de um banho, daqui à pouco a Sam e o Freddie vão bater na porta para constatar se ainda estamos vivos. — Falei lhe arrancando uma risada.
Saí da cama com o lençol enrolado no corpo, nele havia uma pequena mancha de sangue, algo que me deixou envergonhada. Mas o Brad estava muito feliz, foi a nossa primeira vez, especialmente a minha primeira vez e eu ainda estava nas nuvens.
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