O Amor Retorna
101 Capítulo 100 - Surpresas - Parte 3
Notas iniciais
POV GERMAN
Angie não queria me ouvir de jeito nenhum, e eu precisava lhe pedir perdão. A única forma que achei de ela saber o que eu precisava dizer, era escrever uma carta. Se ela não queria me ouvir, pelo menos leria o que eu queria dizer.
Após escrever a carta, fui até o nosso quarto e abri a porta. Angie estava dormindo tranquilamente, seu rosto estava sereno. Me partiu o coração ver que o seu rosto estava manchado de lágrimas.
Me aproximei da cama e coloquei a carta com cuidado ao seu lado, assim logo que ela acordasse a veria.
Olhei novamente para Angie, eu não me cansava de olhar para ela. Ela era tão linda, parecia até um anjo. Tudo o que eu mais queria fazer naquele momento era abraçá-la, mas eu tinha que respeitar o seu espaço.
Peguei uma manta e a cobri. Depois depositei um beijo na cabeça dela e sai do nosso quarto.
(…)
POV ANGIE
Quando acordei, a primeira coisa que fiz foi olhar para o meu celular para conferir as horas. Fiquei assustada, já eram umas 15:00. Já faziam algumas horas que eu estava dormindo. Devolvi o celular ao criado mudo.
Percebi que eu estava coberta com uma manta, mas eu não lembrava de ter me coberto com ela, quando a tirei de cima de mim, percebi que havia um envelope vermelho ao meu lado na cama. Peguei-o e vi que na parte de fora dele estava escrito: "Para a aniversariante mais linda de todas".
Essa carta só poderia ser do German e com certeza foi ele que me cobriu. Mesmo estando brava, sorri com seu gesto fofo.
Fiquei olhando para o envelope por alguns minutos, pensando se eu deveria ou não abrí-lo. Eu ainda estava chateada, mas eu queria muito saber o que ele havia escrito nela. Minha curiosidade me venceu, então abri o envelope e retirei a carta de dentro dele. Então comecei a ler.
"Eu sei que você não quer me ouvir agora e também sei que sou a última pessoa que você quer ver, mas por favor, leia essa carta até o fim. Como você não queria me ouvir (e com razão), eu decidi escrever essa carta, na esperança de que você me perdoe.
Hoje é um dia especial, o dia em que nasceu a mulher mais incrível que eu conheço.
Apesar de eu agir como um idiota as vezes, saiba que eu te amo. Depois que a Maria morreu, eu nunca pensei que eu me apaixonaria outra vez, mas eu estava enganado, porque quando você apareceu na minha vida, você trouxe luz para ela, alegria e o mais importante, amor.
Eu nunca vou poder esquecer o dia que você chegou nessa casa. Você me mudou Angie, mas para melhor.
Eu posso ter cometido muitos erros, mas eu tenho certeza de que o meu maior acerto foi me apaixonar por você.
Você está certa em não querer me ver, você não merecia a forma como eu te tratei. Eu ainda estou me culpando por saber que é por minha causa que você está chorando. Eu não tinha o direito de fazer isso, muito menos no dia do seu aniversário. Me perdoe por ter sido um completo idiota com você, meu anjo.
E sobre a Violetta, você tem razão, eu tenho que deixá-la fazer as suas próprias escolhas, por mais que seja difícil pra mim vê-la crescer tão rápido. É só que as vezes eu me sinto muito super protetor em relação a ela e não quero vê-la se machucar.
Quando eu fui colocar essa carta no nosso quarto você não sabe o quanto eu queria te abraçar. O quanto eu queria enxugar as suas lágrimas. O quanto eu queria te dar a sua próxima surpresa. Eu não sei o que eu posso ter feito para merecer alguém igual a você. Tão meiga, linda, carinhosa e perfeita em todos os bons sentidos. Você é tudo e muito mais do que eu poderia querer. Nada é tão certo quanto o que eu sinto por você, meu anjo.
E mais uma vez, me perdoe.
Eu te amo.
German"
Quando eu terminei de ler a carta, meu rosto já estava inchado de tanto que eu chorava. Lágrimas rolavam pelo meu rosto sem parar. Eu estava sem palavras e muito emocionada, tudo o que ele tinha dito tinha sido tão lindo.
A única vontade que eu tinha, era a de abraçá-lo e dizer que eu o perdoava.
Eu precisava muito vê-lo, então sai do quarto e fui procurá-lo. Procurei por ele por todos os cantos da mansão, mas parecia que ele não estava em nenhum lugar.
Minha última chance, era que ele estivesse no jardim. Fui para fora e de longe o avistei bem de frente para a beira da piscina.
Não hesitei nem por um minuto e corri em sua direção. Quando já estava perto dele, pulei em seus braços, o abraçando.
German não teve nem tempo de dizer algo antes que nós dois caíssemos dentro da piscina. Pelo jeito ele estava bem na beirada da piscina, e eu com toda aquela empolgação, não havia percebido.
Emergimos quase ao mesmo tempo.
GERMAN: Você está bem? — Perguntou, se aproximando de mim.
ANGIE: Sim, estou bem. Me desculpa, eu não tive a intenção de te derrubar na piscina. É que eu só ia te abraçar, mas acabou dando errado.
GERMAN: Tudo bem, não tem problema. Mas você não estava chateada comigo? — Perguntou, parecendo esperançoso em que eu o tivesse perdoado.
ANGIE: Sim, eu estava bem chateada com você, mas eu li a carta que você escreveu pra mim e no mesmo instante que eu terminei de lê-la eu te perdoei. — Sorri, me aproximando dele até que ficássemos frente a frente.
GERMAN: É sério? Você me perdoa mesmo? — Perguntou, sorrindo.
ANGIE: É claro que sim. Tudo o que você escreveu foi maravilhoso, ninguém nunca me disse coisas tão lindas. Eu amei a carta, German. Cada palavra. Eu te amo.
GERMAN: E eu amo você, Angie. E sempre vou amar. — Falou enquanto olhava no fundo dos meus olhos. — Tenho permissão para te beijar? — Sussurrou no meu ouvido.
ANGIE: Não só tem como deve. — Respondi de imediato.
Ele tomou meu rosto em suas mãos e me beijou. Um beijo carinhoso, cheio de amor. Apoiei minhas mãos em seu peito enquanto ele passou seus braços em volta da minha cintura, me abraçando contra ele. Eu tinha sorte de ele estar me segurando, pois minhas pernas pareciam gelatina. Parecia que ele sempre teria esse efeito sobre mim.
Cada vez que ele me beijava era como se nada mais importasse. Só o momento importava. Nada parecia tão certo quanto estar nos braços de German. Eu estava toda molhada, mas eu não ligava. Era em momentos como esse que eu sentia que me apaixonava cada vez mais por ele.
Uma das mãos que estavam em minha cintura, subiu para minha nuca, intensificando o beijo. Segurei em sua blusa social, assim puxando-o mais para perto ainda de mim.
Continuamos nos beijando por mais algum tempo. Só nos separamos quando o ar se fez necessário. German me deu um último selinho e me abraçou. Passei meus braços ao redor dele e apoiei minha cabeça em seu peito. Ficamos abraçados em um silêncio confortável por alguns poucos minutos. Até que eu resolvi falar:
ANGIE: Eu não achei que minha tentativa de abraçá-lo terminaria assim. Nós dois estamos ensopados. — Falei, me virando para ele.
GERMAN: Eu não tenho do que reclamar. Foi uma ótima reconciliação. — Piscou, enquanto me lançava um sorriso idiota.
ANGIE: Concordo. Eu só não esperava que eu acabaria derrubando nós dois dentro da piscina. — Sorri.
GERMAN: É, eu também não. Eu fui um completo idiota com você. Não achei que você me perdoaria tão cedo.
ANGIE: Você sabe que eu não consigo ficar chateada com você por muito tempo. Você já conversou com a Vilu? — Questionei, eu esperava que ele e a Vilu já estivessem de bem. Não gostava da ideia de eles estarem brigados.
GERMAN: Sim, eu já conversei com ela. — Respondeu.
ANGIE: E…? — Perguntei, querendo saber em que a conversa deles resultou.
GERMAN: Ela me desculpou por ter sido um idiota com ela também. Nós estamos de bem.
ANGIE: Você vai deixar que eles se casem?
GERMAN: Sim, eu vou apoiar o casamento deles. A Vilu me disse que eles vão se casar só daqui há alguns anos.
ANGIE: Que bom, porque assim você vai ter bastante tempo para aceitar que a Vilu já é uma mulher crescida.
GERMAN: Sim, vou ter muito tempo para me acostumar com a ideia.
ANGIE: Não se preocupe, meu amor, apesar de tudo ela sempre vai ser a sua garotinha. — Falei para tranquiliza-lo.
GERMAN: Sim, você tem razão, meu amor. — Respondeu e beijou minha cabeça.
Começou a ventar um pouco e eu começei a tremer, não era para tanto, eu estava molhada dos pés a cabeça. German percebendo, disse:
GERMAN: Acho que está na hora de entrarmos. Não quero que você tome friagem e fique doente.
ANGIE: Sim, você está certo. É melhor a gente entrar e trocar essas roupas molhadas por roupas secas e quentinhas. — Respondi.
German saiu primeiro da piscina e depois me ajudou a sair também, pois minhas roupas estavam pesadas por estarem molhadas. Ele entendeu uma mão para mim e eu entrelaçei nossos dedos, entramos na mansão e fomos em direção ao nosso quarto.
(...)
Depois de nos trocarmos, fui ver como Miguel e Maria Clara estavam. Dei um banho neles com a ajuda de German e depois nós dois fomos colocá-los para dormir. Fui para o nosso quarto e me sentei em nossa cama, esperando German. Ele disse que precisava buscar uma coisa e que já voltava. Não demorou nem 2 minutos e ele estava de volta com algo embrulhado em papel de presente nos braços.
Ele se aproximou de mim e se sentou ao meu lado. E como eu era curiosa, tive que perguntar:
ANGIE: O que é isso? — Apontei para o embrulho que ele segurava.
GERMAN: Isso é a sua próxima surpresa. Na verdade é um presente de aniversário muito especial. — Respondeu, entregando o embrulho para mim.
ANGIE: Obrigada, meu amor, mas não precisava se preocupar com isso.
GERMAN: Claro que precisava. Hoje é seu aniversário e essa data não pode passar em branco. Eu sei que você disse que não queria ganhar nenhum presente, mas quando eu vi o que está dentro desse embrulho, eu senti que precisava dar de presente a você.
ANGIE: Que fofo. Agora você me deixou muito curiosa para saber qual é o meu presente.
GERMAN: Então abra. Acho que você vai ficar realmente surpresa com o seu presente.
ANGIE: Com certeza. Eu vou amar qualquer coisa que você me der. — Respondi e comecei a abrir o embrulho.
Quando terminei de abrir o embrulho, vi que era uma caixa linda cheia de desenhos florais que era da Maria. Faziam anos que eu não via essa caixa, para ser mais exata, desde que ela se fora. Mas o que realmente me surpreendeu foi o que encontrei dentro.
Dentro da caixa tinham vários envelopes endereçados da minha irmã a mim. E em cima de todos eles tinha um papel que estava escrito:
"Angie, dentro dessa caixa têm várias cartas para você. Comecei a escrevê-las esse ano e pretendo entregar a primeira no dia do seu aniversário. Eu sei que nem sempre vou poder estar ao seu lado, então resolvi escrevê-las pra que você sempre sinta que estou com você.
Maria"
Cada um dos envelopes tinha um título e alguns vinham com a data do meu aniversário de vários anos seguidos. Procurei pela que se referia a hoje, a data do meu aniversário atual. Eu não conseguia acreditar que agora eu tinha algo tão especial que ela tinha deixado para mim. Lágrimas começaram a pinicar os meus olhos. Nenhum presente poderia superar esse.
Abri o envelope e após tirar a carta de dentro dele, começei a ler.
"Querida Angie,
Feliz Aniversário. Não dá nem para acreditar que hoje a minha irmãzinha mais nova completa mais um ano.
Você cresceu rápido demais, Angie. Até ontem você era uma garotinha e hoje já é uma mulher. Espero que você tenha realizado todos os seus sonhos e que seja muito feliz. Porque você merece muito tudo isso. Você é a melhor irmã que alguém poderia ter (apesar de as vezes você ser um pouco irritante).
Você sempre quis ser algo relacionado a música, espero que tenha realizado esse sonho.
Será que você já está casada? Você sempre sonhou em ter um casamento de princesa com um vestido branco todo rendado. Me lembro de você fantasiar o dia do seu casamento desde de pequena.
Ou será que já tem filhos? Você sempre quis ser mãe e ter um time de futebol inteiro. Te desejo muita sorte para cuidar de todas essas crianças, maninha. Espero também que tenha encontrado o seu "príncipe encantado" e que ele te faça muito feliz como eu sei que você merece. De uma coisa eu tenho certeza, o homem que tiver o seu amor será o mais feliz e sortudo de todos. Porque você tem o poder de iluminar todos ao seu redor, Angie. E sei que fica envergonhada quando digo isso, mas é verdade.
Aproveite esse dia especial ao máximo ao lado das pessoas que você ama. Crie lembranças boas hoje.
Espero poder entregar essa carta para você, mas caso eu não possa, quero que saiba que eu a amo muito.
De sua irmã,
Maria"
Quando terminei de ler a carta de minha irmã, meu rosto já estava molhado por causa das lágrimas. Eu estava emocionada por saber que agora eu teria uma parte da Maria sempre comigo. Me doía muito saber que ela não poderia me entregar essas cartas pessoalmente. Que ela não poderia estar presente na minha vida. Mas ainda assim, fiquei feliz por agora ter as cartas que ela escreveu para mim.
German ao perceber que eu tinha terminado de ler a carta, me pegou no colo e me agarrei a ele como se a minha vida dependesse disso.
ANGIE: Me abraça e não me solta mais. — Sussurrei, enquanto soluçava em seu ombro.
GERMAN: Nunca. — Ele respondeu, deu um beijo na minha cabeça e me abraçou mais apertado. Da forma que eu precisava.
German sabia que eu precisava chorar, que só depois que eu fizesse isso eu me sentiria bem.
A falta que eu sentia da minha irmã ainda era muito grande. Até hoje eu tinha dificuldade para superar a morte dela. Maria tinha sido a minha melhor amiga, a melhor irmã, a pessoa a quem eu sempre confiava os meus segredos. Lembro de ter me sentido perdida quando recebi a notícia de que ela tinha morrido. Fiquei literalmente sem chão.
POV GERMAN
Angie não parava de chorar e soluçar. Minha camisa já estava molhada por causa de suas lágrimas. Me partia o coração vê-la tão desolada. Ela estava tão agarrada a minha camisa que os calos de seus dedos estavam brancos.
Eu realmente tinha achado que ela adoraria o presente. Não esperava que ela tivesse uma crise de choro. Eu achei que esse seria um dia bom para entregar as cartas que eu tinha encontrado 1 semana atrás. Mas parecia que eu estava enganado, era a segunda vez que eu a fazia chorar no dia do seu aniversário.
Era doloroso demais vê-la tão triste, o rosto manchado pelas lágrimas que rolavam. Eu me sentia de mãos atadas, pois eu não podia fazer nada para aliviar a sua dor. A única coisa que eu podia fazer era abraçá-la e esperar que ela se acalmasse.
Nenhum de nós disse nada pelos próximos 15 minutos. Angie foi se acalmando aos poucos e agora as lágrimas pareciam estar controladas. O aperto dela na minha camisa tinha se afrouxado. Fiquei fazendo cafuné em seus cachos com uma de minhas mãos. Até que ela se virou para mim e disse:
ANGIE: Me desculpa pela crise de choro.
GERMAN: Meu amor, sou eu que tenho que te pedir desculpa. Eu ti fiz chorar 2 vezes só hoje. Eu não sabia que te entregar as cartas te faria ter uma crise de choro.
ANGIE: Esse é um dos melhores presentes que eu já recebi. Eu estou feliz por saber que agora eu tenho algo da minha irmã. É só que eu fiquei emocionada. — Sorriu. — Obrigada, meu amor. Eu amei o presente.
GERMAN: Não precisa me agradecer, eu apenas encontrei a caixa com as cartas. Foi a Maria que fez tudo. — Respondi, enquanto enxugava as lágrimas que ela tinha deixado rolar.
ANGIE: Faz muito tempo que você encontrou a caixa? — Perguntou, parecendo curiosa.
GERMAN: Não, faz apenas uma semana que encontrei. E como só faltava uma semana para o seu aniversário, eu decidi esperar para te fazer uma surpresa.
ANGIE: Eu amei. Essa foi uma surpresa e tanto. Esse está sendo um dos melhores aniversários que eu já tive.
GERMAN: Fico feliz em ouvir isso. — Sorri. Tudo o que eu mais queria é que ela tivesse um aniversário perfeito.
ANGIE: Me desculpa por molhar sua camisa com as minhas lágrimas. Agora você vai ter que trocá-la de novo.
GERMAN: Não se preocupe, meu amor. Eu não me importo com isso. Minha camisa é o de menos.
ANGIE: Obrigada por me abraçar e me consolar. Ter você comigo faz a dor parecer mais fácil. — Agradeceu, com um sorriso doce no rosto.
GERMAN: Não precisa me agradecer. Eu sempre vou estar aqui para te abraçar. Sempre.
ANGIE: Você não tem ideia do quanto você é fofo? Sempre sabe o que dizer para me fazer sorrir.
GERMAN: Eu tenho meus métodos. — Brinquei.
ANGIE: Convencido.
Angie apoiou a cabeça em meu peito outra vez, enquanto eu fiquei passando as mãos pelas suas costas carinhosamente. Depois de alguns minutos percebi que sua respiração tinha se suavizado e que ela havia adormecido.
Como eu também me sentia um pouco cansado, fechei os olhos e esperei o sono vir.
(…)
Acordei com alguém balançando o meu braço. Abri os olhos e percebi que era Ludmi.
LUDMI: Já está na hora. — Sussurrou, para não acordar Angie. Entendi na hora o que isso significava.
GERMAN: Obrigado, filha. — Falei enquanto me levantava com cuidado e ajeitava Angie na cama.
LUDMI: Vou ajudar a Angie e te envio uma mensagem quando ela estiver pronta. Pode ser?
GERMAN: Claro, pode sim. Até daqui a pouco.
LUDMI: Tchau! — Respondeu. Dei um beijo em sua cabeça e saí do quarto.
(…)
POV ANGIE
Acordei com Ludmi me balançando. Fiquei preocupada que fosse algo grave, e perguntei:
ANGIE: Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? — Perguntei enquanto me sentava.
LUDMI: Não se preocupe. Está tudo bem. — Ela riu. — Eu só vim te entregar uma coisa e te ajudar a se arrumar.
ANGIE: Me ajudar a me arrumar? — Questionei, confusa.
LUDMI: É claro, nós temos mais uma surpresa para você. — Falou e só então percebi que ela estava segurando uma caixa grande e branca com um laço vermelho em cima.
ANGIE: O que tem aí dentro, filha? — Perguntei, curiosa.
LUDMI: Abra e descubra você mesma. — Sorriu.
Ludmi me passou a caixa e eu logo desfiz o laço. Abri a caixa e fiquei maravilhada com o que tinha dentro.
Encontrei um vestido azul maravilhoso. Ele era todo rendado, tinha uma abertura nas costas e ia até o joelho.
LUDMI: É lindo, não é?
ANGIE: Sim, ele é maravilhoso.
LUDMI: Mas ainda tem mais.
ANGIE: É mesmo?
LUDMI: Sim, um vestido bonito pede um sapato bonito. — Piscou, se abaixou e pegou uma outra caixa que estava no chão.
Ela me estendeu a caixa e quando eu peguei-a, logo abri. Dentro dela tinha um sapato alto preto. Ele era lindo e com certeza combinaria perfeitamente com o vestido.
LUDMI: Que tal você vestí-los? Vou te ajudar a se arrumar para te levar a sua surpresa.
ANGIE: Tudo bem, mas que tal você me contar qual é a próxima surpresa?
LUDMI: Eu não posso contar. Minha boca é um túmulo. — Riu.
ANGIE: Você não pode nem me dar uma dica? — Tentei.
LUDMI: Não, eu não posso. — Respondeu, parecendo se divertir com a situação. — Mas que tal você se arrumar e descobrir qual é a surpresa? — Sugeriu.
ANGIE: Pode ser. — Sorri.
(…)
Uma meia hora depois eu já estava pronta. Ludmi tinha me ajudado com o cabelo e com a maquiagem. E uau, ela tinha muito talento para isso. Eu nunca conseguiria fazer um cabelo e uma maquiagem tão lindos. Ludmi estava mexendo no celular, parecia estar enviando mensagem para alguém, então fui na direção dela.
ANGIE: Obrigada, filha. Eu amei. A maquiagem e o cabelo são perfeitos. Eu nunca teria conseguido sem você. — Agradeci, enquanto a abraçava.
LUDMI: Não precisa me agradecer. Hoje é o seu aniversário e é você que tem que ser mimada. — Retribuiu meu abraço.
Não demorou nem 1 minuto e German entrou no quarto. E uau, ele estava lindo. Ele usava uma camisa social azul clara e por cima um terno cinza. A gravata era da mesma cor do meu vestido, provavelmente para combinar. E ainda por cima, ele estava usando o meu perfume favorito. Ficamos só olhando um para o outro por alguns segundos.
Ludmi olhou para nós dois e disse:
LUDMI: Bem, como eu não quero ficar de vela, eu já vou indo. Tchau, pombinhos. — Falou, saindo tão rápido do quarto que não deu nem tempo de nos despedirmos.
GERMAN: Você está maravilhosa. Não sei nem mais o que dizer para falar o quanto você está linda, meu amor. — Se aproximou de mim.
ANGIE: Obrigada. — Respondi, corando. — Você também está muito lindo. — Respondi e demos um beijo rápido.
GERMAN: Quer saber qual é a sua última surpresa? — Perguntou, já sabendo a resposta.
ANGIE: Claro que sim. Estou muito curiosa. — Respondi, animada.
GERMAN: Então, vamos? — Me estendeu uma mão. Entrelaçei nossas mãos.
ANGIE: Vamos. — Concordei, sorrindo.
GERMAN: Espero que você goste da surpresa. — Falou, sorrindo para mim.
ANGIE: Tenho certeza de que vou gostar. — Sorri de volta para ele.
Nós saímos do quarto e descemos a escada. Quando chegamos perto da sala de jantar, German disse:
GERMAN: Agora eu preciso que você feche os olhos. — Pediu.
ANGIE: Okay. — Obedeci e fechei meus olhos.
GERMAN: Eu vou te guiar. Confia em mim?
ANGIE: Claro que confio.
Então ele me guiou e depois de eu dar mais alguns passos, disse:
GERMAN: Pode abrir os olhos.
Então eu abri os olhos e fiquei surpresa. Nesse mesmo instante todo mundo começou a cantar Parabéns. Fiquei emocionada, todas as pessoas mais importantes da minha vida estavam ali. Enquanto eles cantavam, sorri e fiquei olhando para cada um deles.
Todo mundo estava lá. Vilu junto com Leon segurando Miguel, Ludmi com Federico segurando Maria Clara, Olga e Ramalho. Pablo e Brenda também vieram. Até minha mãe e Antônio estavam presentes. Eu já estava chorando novamente. Fortes emoções para um dia só.
Olhei ao redor e percebi que a sala de jantar estava toda enfeitada. Tinham várias bexigas espalhadas por todos os cantos. A decoração estava linda. Em cima da mesa tinha um bolo de chocolate que parecia delicioso. Sem dúvida Olga fazia os melhores bolos.
German segurou uma de minhas mãos na sua e quando a música de Parabéns acabou, disse:
GERMAN: Que tal você ir curtir a sua festa e cumprimentar os seus convidados? — Perguntou, sorrindo. Ele levantou a mão que estava livre e enxugou as minhas lágrimas.
ANGIE: É isso que eu vou fazer agora mesmo. Vem comigo?
GERMAN: Claro, vou com você para onde você quiser. — Sorri com a sua resposta.
E então fomos na direção das pessoas que eu mais amava. Sem dúvida esse estava sendo um dos melhores aniversários que eu já tive. E eu faria o que Maria tinha dito na carta. Aproveitaria ao máximo esse momento especial com as pessoas que eu amava.
(…)
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