O Amor Retorna
102 Epílogo
Notas iniciais
"Crecimos juntos
Había todo por hacer
Y caminamos
Había tanto que aprender
Crecimos juntos
Y sin querer hallé tus manos
Fuimos creciendo
Con cada nota de aquél piano
¿Y ahora qué?
¿ A dónde irán los que conocimos?
Los que llegamos al final
Voy por nuevos caminos
Con lo que hemos vivido
Magia y creatividad
Verdad en los corazones
Cielos de mil colores
Eso quiero recordar
Siempre a mi lado está tu mano"
#Anos depois…
POV ANGIE
BRENDA: Angie, se acalma! — Brenda pediu enquanto tentava agrupar meus cachos em um penteado.
ANGIE: Não dá, não consigo. — Respondi respirando fundo, tentando acalmar as batidas frenéticas do meu coração. Estava tão nervosa que quase voltei a ter o velho hábito de roer as unhas, se não fosse pelas mesmas estarem pintadas e bem feitas.
BRENDA: Quem vê até parece que é a primeira vez que você está se casando. — Constatou sorrindo.
ANGIE: Eu sei, mas é que quando se trata de German, tudo parece ser como na primeira vez. — Falei quase em um suspiro. German sempre encontrava um jeito de me surpreender, mesmo depois de anos de casados.
BRENDA: Aposto que ele está tão nervoso quanto você. — Brenda afirmou, terminando o penteado. Ela conhecia German e eu tempo suficiente para saber que nós dois compartilhavamos do mesmo sentimento naquele momento. Não tinha dúvidas de que ela estava certa. — Ficou bom? — Perguntou, agora se referindo ao penteado que acabara de terminar.
Olhei-me no espelho e maravilhada, falei:
ANGIE: Brenda, ficou… incrível. — Estava maravilhada e sem palavras ao mesmo tempo. Brenda fizera um verdadeiro milagre, já que meu cabelo acordara num de seus piores dias. — Tenho sorte de ter uma amiga tão maravilhosa quanto você. — Disse emocionada, sentindo meus olhos arderam levemente.
BRENDA: Ah Angie, assim vou chorar e borrar toda a maquiagem e parecer um panda! — Disse tão emocionada quanto eu, e continuou: — E daí nem mesmo o Pablo me reconheceria.
ANGIE: Pare de ser tão exagerada! — Indaguei sorrindo com sua suposição, logo continuando: — Pablo te ama tanto que te reconheceria até daqui um quilômetro de distância.
BRENDA: É verdade. — A morena sorriu, os olhos verdes brilhando. Ela sempre ficava assim quando se lembrava de Pablo e vice-versa. O casamento dos dois ia cada vez melhor, conforme os anos passavam. Tinham três filhos: Pietro de três anos e meio, e as gêmeas Valentina e Victória de dois anos.
Antes que pudéssemos continuar a conversa, o celular de Brenda tocou e ela logo o pegou e atendeu. A ligação fora rápida, segundos depois minha amiga já havia encerrado a mesma.
BRENDA: Era Pablo, ele está precisando de ajuda. Parece que as crianças estão aprontando alguma. — Sorriu ao mencionar os filhos. — Vou ver como as coisas estão e já volto, tudo bem?
ANGIE: Claro, não se preocupe. — Dei de ombros.
Brenda sorriu e saiu do cômodo, me deixando sozinha com meus pensamentos.
Minha vida tomara um rumo do qual eu nunca havia imaginado. Eu era esposa e mãe. E estava prestes a renovar os votos com o homem da minha vida, mesmo que fizesse pouco mais de cinco anos que nos casamos.
Nem parecia que o tempo passara tão rápido. Nosso casamento não era um mar de rosas, tínhamos brigas e problemas como qualquer outro casal, mas isso nunca fez com que nosso casamento deixasse de ser maravilhoso e repleto de amor e devoção. Eu e German nos amávamos. No entanto que nossa família aumentara nos últimos anos. Além de Miguel e Maria Clara, ambos com quatro anos, tínhamos tido Lorenzo de três anos e Elisa que faria um ano mês que vem.
German e eu fomos a loucura quando soubemos que iríamos ter outro bebê. Apesar de crianças darem trabalho, traziam muita alegria e ser mãe era uma das melhores coisas que já me ocorreram. German e eu éramos só sorrisos quando Lorenzo nascera. E o mesmo aconteceu a quase um ano atrás quando Elisa veio ao mundo. Depois de termos nosso terceiro filho juntos, não havíamos conversado sobre um quarto bebê, mas quando soubemos que eu estava grávida de Elisa, apesar de não termos planejado, foi impossível não nos emocionarmos e ficarmos animados com a idéia de sermos pais outra vez.
Me sentia deslocada no começo, pois não tinha idéia de como ser mãe, mas German sempre esteve lá para me ajudar. Ele acompanhou entusiasmado todas as minhas gestações, sem reclamar uma vez sequer das minhas mudanças de humor repentinas ou das minhas crises de choro. German era um pai e esposo dedicado. Ele até passara a trabalhar mais em casa para poder dedicar mais tempo a família.
Era irreal saber que dali pouco tempo, eu e German estaríamos renovando os votos no jardim da mansão, cercados pelas pessoas que mais amávamos. O que fez com que eu revivesse mentalmente o pedido de casamento que German fizera poucas semanas atrás.
FLASHBACK ON
Eu estava no Studio — na sala de canto pra ser mais exata — organizando algumas partituras, quando Vilu e Ludmila entraram na sala.
VILU E LUDMI: Oi, Angie. — Cumprimentaram em uníssono.
ANGIE: Olá, meninas. — Abracei-as. — Estão precisando de algo?
Ludmila, Violetta e o resto do pessoal tinham se formado três anos atrás no Studio. Os meninos formaram uma banda e as meninas também, ambas as bandas foram contratadas pelo You-Mix e faziam vários shows e turnês ao redor do mundo, mas sempre quando não estavam em turnê as vezes apareciam no Studio para visitar e ajudar a incentivar os novos alunos a seguirem seus sonhos. Me sentia orgulhosa ao ver que meus alunos tinham crescido muito, tanto profissionalmente tanto como pessoas. Era bom saber que eu tinha feito parte da vida deles.
VILU: Sim, temos que te levar até a mansão. — Respondeu minha pergunta com um sorrisinho de quem estava aprontando algo.
LUDMI: Tem uma surpresa te esperando lá em casa. — Completou trocando um olhar cúmplice com Vilu.
ANGIE: O quê é que vocês duas estão aprontando, hein? — Quis saber, curiosa.
LUDMI: Não somos nós que estamos aprontando algo.
ANGIE: Ah não? — Duvidei.
VILU: Não, é o papai que está.
Então German estava aprontando algo. Eu já imaginava que ele fosse preparar algo já que naquele dia completavamos cinco anos de casados. Infelizmente ainda não tínhamos nos visto, já que na noite passada German tinha me dito que teria uma reunião logo cedo, mas falou que me recompensaria mais tarde quando nos encontrassemos. Tinha um breve pressentimento de que a reunião nada mais era que um pretexto para o que quer que ele estivesse aprontando. Não sabia porquê, mas dessa vez eu estava sentindo que esse aniversário de casamento seria diferente.
Minhas filhas não deixaram que eu especulasse ou fizesse mais perguntas, pois logo me puxaram para fora da sala.
Dez minutos depois eu me encontrava de frente para a porta principal da mansão. Violetta e Ludmila me entregaram um envelope vermelho que estava escrito "Primeira Carta".
Logo que o envelope tocou minhas mãos, o abri delicadamente e retirei um papel de dentro, percebendo rapidamente a caligrafia impecável de German preencher minha visão.
Comecei a ler:
"Querida Angie,
Hoje certamente é um dia mais que especial para nós dois, ainda é difícil aceitar que o tempo tem passado tão rápido. Nem parece que hoje completamos cinco anos de casados. Tenho muito que lhe agradecer e lhe dizer, mas quero fazer isso pessoalmente quando nos encontrarmos.
Preparei um presente/surpresa para você, meu amor. Mas para você o encontrar, vai precisar seguir minhas instruções a risca, entendeu?
Espalhei várias cartas pela mansão e você precisará encontrar todas elas para finalmente chegar até seu presente. Amo você.
Com amor, seu German.
PS: Para encontrar a próxima carta, você deve ir para o cômodo da casa onde nos conhecemos."
Corri para a entrada da casa e abri a porta. Segundos depois, entrei no escritório de meu marido e encontrei o próximo envelope intitulado "Segunda Carta".
Abri e logo comecei a ler o conteúdo, que dizia:
"Lembro como se fosse hoje do dia em que encontrei você no meu escritório. Fiquei encantado por você. Tenho que admitir sua coragem e determinação em lutar tanto para ficar ao lado de sua sobrinha, não conheço tantas pessoas que se arriscariam e teriam coragem de fazer o que você fez. Eu não sabia, mas desde aquele dia quando você entrou na mansão, entrou também na minha vida e nunca mais saiu dela. Amo sua coragem e determinação.
PS: A próxima carta está onde te dei um susto e você quase me deixou sem a mão direita."
Sorri com a dica. Essa era fácil.
Saí do escritório e me dirigi ao piano, onde o terceiro envelope estava perfeitamente posicionado bem entre as teclas.
A " Terceira Carta" dizia:
"Lembra-se disso? Fiquei tão encantado com sua doce voz que acabei me distraindo e te dando um susto. Quase perdi uma das mãos, mas valeu a pena só de poder ouvir você cantando. Amo sua voz.
PS: A próxima carta está onde um certo alguém inventou de assistir um filme de terror no meio da noite."
Corri para sala. Eu me lembrava desse episódio. Lembro que não estava conseguindo dormir, então decidi assistir ao filme de terror que iria passar na TV, só que como estava tudo escuro, tive de usar meu celular para iluminar o caminho, mas sem querer acabei discando o número de German na discagem rápida. Também me recordo de que German decidiu assistir o filme comigo, apesar de eu torcer para que ele desistisse dessa ideia, mas claro que ele não desistiu. Em certo momento do filme, passou uma cena super assustadora e eu fiquei tão assustada que pulei no colo de German. Pensando bem, agora eu dava risada do ocorrido, mas fiquei extremamente envergonhada com minha reação, mas German foi um fofo comigo, tornando o momento embaraçoso em um momento memorável.
A " Quarta Carta" estava disposta em cima da mesinha de centro da sala.
Abri o envelope rapidamente e li:
"Não sei se você sabe, mas eu nunca fui muito fã de filmes de terror, mas naquela noite queria tanto passar um tempo com você, que decidi assistir aquele filme mesmo assim. Se você me perguntar sobre o que o filme falava eu não tenho idéia. Não conseguia desviar o olhar de você, Angie. Amo passar meu tempo com você, seja assistindo filmes ou não. Qualquer momento com você se torna especial.
PS: A próxima carta está no cômodo da casa em que demos o nosso primeiro beijo (na verdade não foi exatamente nosso primeiro beijo, já que você já me beijara outra vez, me pegando de surpresa e não sei se conta já que você só fez isso para ajudar a Vilu, mesmo que eu tenha gostado demais por você ter escolhido esse método para ajudar Vilu)."
Eu tinha de admitir que dessa vez German se superara. Eu estava adorando reviver alguns de nossos momentos juntos. Sentia-me ansiosa para saber o que German escrevera na próxima carta, já que nosso primeiro beijo sempre foi um dos momentos mais memoráveis da minha vida.
Corri até a cozinha e encontrei o envelope vermelho em cima da bancada. Meus dedos coçavam em expectativa para saber o que a " Quinta Carta" me revelaria.
Abri o envelope, retirei a carta e comecei a ler:
"Essa cozinha foi palco de muitos acontecimentos entre a gente, como quando o chip do meu celular caiu na pia e você na tentativa de resgatá-lo, acabou perdendo seu anel ou quando você e Vilu quase colocaram fogo na casa tentando cozinhar. Lembra-se desses momentos, meu amor? Mas de todos esses momentos, o melhor deles com certeza, foi quando nos beijamos. Mesmo anos tendo passados após sentir seus lábios nos meus pela primeira vez, nunca esqueci desse beijo em específico. Sei que o que vou dizer soa bastante clichê mas… Quando te beijei o mundo pareceu parar, Angie, eu juro. Voltei a ser um garoto, parecia um adolescente. Amo te beijar.
PS: A próxima carta está no seu lugar favorito da casa."
Respirei fundo e enxuguei uma lágrima sorrateira que acabara escorrendo pela minha bochecha. A cada carta que eu lia ficava mais ansiosa e emocionada. Meu coração batia descompassado. Todas as surpresas que German preparava em nossos aniversários de casamento, sempre me surpreendiam, mas ele nunca fizera algo parecido com isso.
Respirei fundo mais uma vez e corri até o jardim. Eu simplesmente amava o jardim, ele sempre estava cheio de flores de tantas espécies e cores diferentes. Flores eram com certeza minha segunda paixão, depois da música. O Jardim era meu lugar favorito na mansão, era um lugar calmo, que me dava a oportunidade de fugir do resto do mundo, ao mesmo tempo que podia pensar tranquilamente e relaxar.
Logo que cheguei ao meu destino, encontrei um coração feito com pétalas de rosa na grama bem aparada. Dentro desse coração havia a "Sexta Carta".
Caminhei até o coração, me agachei e peguei a carta com cuidado.
Abri o envelope com o coração batendo acelerado. Minhas mãos tremiam de emoção.
Desdobrei a carta e deixei as palavras me envolverem.
"Sabe, antes de você, eu nunca tinha dado tanta atenção para o jardim, eu só o via como uma parte da casa que precisava existir, não como um lugar especial. Mas como já te disse várias vezes: você chegou e me fez enxergar o mundo e as coisas que o cercam por uma perspectiva diferente e eu sou grato por isso todos os dias.
Uma das lembranças mais especiais que guardo deste lugar, foi quando acabamos nos encontrando no jardim durante a sua festa de boas vindas. Lembro que chegamos até a conversar sobre flores, uma conversa da qual eu nunca havia tido com nenhuma outra mulher. Você estava deslumbrante, mas de longe a coisa que mais me cativou naquela noite foi o seu sorriso. Cada vez que eu dizia algo e você sorria, eu me sentia incrivelmente bem, o homem mais sortudo do planeta para falar a verdade.
Amo fazer você sorrir.
Tenho que parabeniza-lá por ter chegado aqui, sabia que você conseguiria. Está é a última carta. Você já está pronta para receber seu presente, meu amor.
PS: Seu presente está no cômodo da casa no qual passamos noites incríveis, repletas de amor e paixão."
Meu rosto permanecia molhado pelas lágrimas que caíram enquanto eu lia a carta. Era inacreditável o que ele me proporcionava com aquelas cartas. Era maravilhoso me lembrar de todos aqueles momentos, principalmente tendo eles narrados pelo ponto de vista de German.
Precisava ver German urgentemente, olhar bem dentro de seus llhos e falar repetidas vezes que o amava. Queria me jogar entre seus braços e lhe agradecer por me proporcionar essa experiência.
Corri o mais rápido que podia até o nosso quarto, parando apenas para deixar todas as seis cartas no sofá, antes de subir as escadas quase aos tropeços.
Parei alguns segundos para recuperar o fôlego e abri a porta.
A primeira coisa que vi quando entrei no quarto foi German. Ele olhava para mim com um sorriso enorme no rosto. Corri para os seus braços, que me receberam com carinho.
ANGIE: Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. — Repeti três vezes, olhando dentro dos olhos profundos do meu esposo.
GERMAN: Eu também amo você, meu anjo. — Disse e beijou meus lábios, um beijo rápido e delicado.
ANGIE: Obrigada. Você me deu o melhor aniversário de casamento de todos os tempos. Adorei todas as cartas; você me proporcionou reviver todos aqueles momentos especiais. — Suspirei. — Ah, German, como consegue se superar e me surpreender cada vez mais?
GERMAN: Quando nos casamos, prometi fazer de você uma esposa feliz, e irei cumprir essa promessa. — Ele pegou minhas mãos e envolveu-as com as suas. — Sei que temos falhas, diferenças, problemas, mas isso não é e nunca será suficiente para me fazer deixar de te amar. O Amor que sinto por você, Angie, é forte demais para acabar. Eu que te agradeço. Você me deu os melhores anos da minha vida, me proporcionou ser pai mais quatro vezes. Você é uma esposa maravilhosa, eu não poderia ter desejado uma melhor. — Ele parou para respirar e logo continuou: — Obrigado por ser essa esposa e mãe maravilhosa que você é.
Lágrimas corriam livremente pelo meu rosto. German tinha o dom de trazer a tona meus sentimentos mais profundos. Era impossível amá-lo mais do que eu já amava. Os anos passavam e meu amor só crescia.
GERMAN: Não chore, Angie. — Pediu, enquanto limpou os rastros das lágrimas com os polegares.
ANGIE: Não são lágrimas de tristeza, mas sim de alegria e emoção. — Revelei sorrindo com sua preocupação.
German deu um beijo em minha testa e falou:
GERMAN: Esta pronta para receber seu presente? — Perguntou colocando uma mecha solta atrás de meu cabelo.
ANGIE: Claro que sim! — Me empolguei.
German se afastou um pouco, permitindo que eu enxergasse nossa cama, que estava cheia de pétalas de rosas formando um coração parecido com o do jardim. Dentro desse coração havia um envelope idêntico aos outros, mas dessa vez ele era dourado. Como eu ainda não tinha percebido isso? Provavelmente porque estava tão louca para ver meu esposo, que quando entrei no quarto não pensei em outra coisa ao não ser em me jogar em seus braços.
ANGIE: Pensei que a sexta carta fosse a última. — Constatei, pegando o novo envelope em minhas mãos.
GERMAN: Não se trata de uma carta, e sim de um pedido. — Explicou, me fitando intensamente, parecendo até um pouco nervoso. O que aquele envelope continha para deixar German Castillo nervoso daquele jeito?
Abri com cuidado o envelope, e retirei de lá de dentro um papel branco, contendo apenas três palavras escritas em vermelho. Palavras que imediatamente fizeram meus olhos lacrimejarem, sendo elas:
"Quer casar comigo?"
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, German se ajoelhou na minha frente. Retirou do bolso uma caixinha vermelha de veludo e abriu-a, revelando um anel fabuloso da mesma cor do último envelope.
GERMAN: Angeles Carrara, aceita casar comigo? — Pediu, me encarando com um leve sorriso, esperando pela minha resposta.
ANGIE: Mas nós já somos casados. — Ressaltei.
GERMAN: Eu sei disso, meu amor. Mas quero renovar os nossos votos. Quero fazer de você minha esposa outra vez. — Explicou e tive certeza de que meu coração pulou uma batida.
Fiquei sem palavras por um momento, tentando absorver tudo o que estava acontecendo.
Encontrando minha voz novamente, disse emocionada com o coração batendo mais rápido que antes:
ANGIE: Eu aceito ser sua esposa outra vez. — Aceitei e German abriu um de seus sorrisos de tirar o fôlego.
Ele, ainda ajoelhado, pegou minha mão e encaixou delicadamente o anel no meu dado anelar.
German se levantou e me puxou para si.
Nossos lábios se encontraram em um beijo apaixonado, enquanto German segurava meu rosto entre suas mãos da forma mais doce possível e eu envolvi meus braços em sua cintura.
Senti-me derreter entre os braços do homem da minha vida. E eu sabia que era ali o meu lugar e sempre seria.
Sem interromper o beijo, German me pegou no colo e me carregou até a cama.
E para comprovar toda felicidade e paixão que sentíamos, deixamos que o amor guiasse o momento. E tivemos uma das noites mais apaixonadas e incríveis da minha vida.
(…)
Saí de meus pensamentos, quando alguém entrou no quarto. Elevei meu olhar e me deparei com um Antônio que sorria para mim. Retribui o sorriso.
ANTÔNIO: Você está maravilhosa, filha. — Disse de forma paternal. Minha mãe e Antônio se casaram anos atrás, o que fez com que ficássemos mais próximos ainda, mais do que já éramos. Nossa relação era tão forte que passei a chamá-lo de pai e ele a me chamar de filha.
ANGIE: Obrigada, pai. — Agradeci sorrindo.
ANTÔNIO: Pronta? — Perguntou estendendo o braço para mim com um sorriso encorajador, já que como da outra vez, seria ele quem me levaria até o altar.
Respirei fundo e respondi, aceitando seu braço:
ANGIE: Mais pronta do que nunca.
Antônio me ajudou a descer as escadas e me acompanhou até o jardim, onde esperamos a marcha nupcial começar a tocar e começamos a andar pelo tapete vermelho.
A decoração estava perfeita e impecável. Os arranjos eram de rosas vermelhas e brancas; toda a decoração se baseava nas cores vermelho e branco. Dessa vez deixei que Vilu e Ludmi cuidassem da decoração e elas realmente haviam tido muito trabalho. A princípio disse que elas não precisavam cuidar disso, não queria que elas ficassem sobrecarregadas, mas elas disseram que esse seria o presente de casamento delas, e daí eu não tive como recusar.
Mas a primeira coisa que vi, foi German sorrindo para mim, como na primeira vez que nos casamos. Retribui o sorriso.
Dei uma olhada rápida ao redor e vi todos os meus ex-alunos, meus filhos, amigos, meus pais, familiares, o que fez meu sorriso se alargar ainda mais no rosto. Era bom ter tantas pessoas que eu amava ao meu lado, compartilhando um dos momentos mais especiais da minha vida. Isso não tinha preço.
Quando finalmente chegamos ao final do tapete, German e Antônio se cumprimentaram e German deu um beijo casto na minha testa e sussurrou no meu ouvido:
GERMAN: Você está perfeita. — Disse e me estendeu o braço, do qual eu aceitei em um piscar de olhos.
ANGIE: Obrigada. — Sussurei sorrindo em seu ouvido.
Nos entreolhamos sorrindo e o Juiz de Paz, iniciou a cerimônia.
(…)
A cerimônia transcorria como o esperado, e tinha chegado a hora dos nossos votos.
Peguei as mãos de German, e entrelaçando elas as minhas, começei:
ANGIE: O que dizer de você, meu amor? — Olhei para o meu esposo carinhosamente. — German, quando eu coloquei meus pés nessa casa pela primeira vez, nunca teria imaginado que um dia estaríamos aqui, com cinco anos de casados e renovando nossos votos. Sei que durante esses anos tivemos brigas e problemas porque o casamento não é nenhum mar de rosas, mas sim um barco no qual navegamos juntos, mesmo em meio as fortes ondas e tempestades que tentam nos derrubar. O importante é que deixamos nossas diferenças de lado e juntos resolvemos todos os obstáculos em nosso caminho. Obrigada pelo esposo e pai dedicado que você é. Obrigada por me proporcionar a experiência de ser mãe. Eu te amo. — Disse emocionada, com os olhos cheios de lágrimas.
Tão emocionado quanto eu, German levou minhas mãos aos lábios e depositou um beijo em cada uma delas.
GERMAN: Angie, você me ensinou que vale a pena lutar pelo amor. Sei que já cometi muitos erros e falhei mais vezes do que posso numerar, mas nunca duvide do que sinto por você. — Sorriu, olhando para mim com a mesma intensidade da qual eu olhava para ele. — Você mudou minha vida e também minha perspectiva de ver as coisas, me transformou num homem melhor. Eu amo tudo em você, seu sorriso, sua alegria, sua positividade em relação às coisas. Sou eu que tenho que te agradecer por escolher passar sua vida ao meu lado. Você é uma mãe e esposa maravilhosa. Eu te amo, meu anjo.
Sem me importar com a maquiagem, deixei algumas lágrimas sorrateiras escaparem. German fez questão de enxugar cada uma delas delicadamente.
JUIZ DE PAZ: Que tragam as alianças. — Disse e Maria Clara e Miguel vieram ao nosso encontro, trazendo as alianças.
Quando nossos filhos chegaram ao altar, entregaram as alianças ao Juiz de Paz e foram sentar-se ao lado das irmãs mais velhas.
Peguei a mão esquerda de German e coloquei a aliança, que encaixou perfeitamente.
ANGIE: German, te dou está aliança como prova de meu amor e prometo continuar te amando e respeitando pelo resto de nossas vidas. — Elevei sua mão aos lábios e beijei-a.
German sorriu para mim, pegou minha mão esquerda e colocou a aliança em meu dedo anelar.
GERMAN: Angeles, te dou esta aliança como símbolo de meu amor. Prometo continuar te amando e respeitando até meu último dia de vida. — Decretou, pegou minha mão e beijou-a, da mesma forma que eu havia feito.
JUIZ DE PAZ: E eu vos declaro marido e mulher. — Sorriu. — Podem se beijar.
German enlaçou minha cintura com um de seus braços, e com a mão livre, elevou sua mão até minha nuca, me trazendo para si. Enquanto eu espalmei minhas mãos em seu peito musculoso.
Nos beijamos com paixão, com todo o amor que carregavamos no peito. Nos beijamos como se o mundo tivesse prestes a acabar. Nossos corações batiam na mesma sintonia. E como German havia dito em uma das cartas, eu senti como se o mundo tivesse parado ao nosso redor. E nada mais importava ao não ser o amor que sentíamos um pelo outro.
Encerramos o beijo com um selinho apaixonado e os convidados começaram a nos aplaudir e gritar felicitações.
E no meio de tudo aquilo, meu olhar e o de German se encontraram. Sorrindo um para o outro, dissemos juntos:
GERMANGIE: Eu te amo!
O amor nos uniu e agora restava a mim e a German passarmos o resto de nossas vidas felizes e nos amando. Meu lugar era onde German estivesse. Sempre.
" …Y juntos ya llegamos al final"
FIM
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