O Amor Nunca Morre
3 Saudades Cura Problemas
Com um vestido simples, mas bonito o bastante, com cabelos lisos (devido a querida chapinha!) e maquiagem pronta, era assim que ia para a festa com minhas amigas. Seria uma longa noite. Não apenas por Sebatian provavelmente aparecer, mas também a minha outra paixão, Raphael. Não queria pensar nessas coisas, vou me divertir hoje.
Chegamos na festa a pé, andando mesmo, pois o clube era algumas quadras de distância de minha casa. Era cedo ainda, sete talvez, então ainda conseguimos ver os últimos raiares de sol. Anna estava considerável gostosa, com sua sai grudada ao corpo e sua regata sexy e ainda combinavam com seus olhos e cabelos curtos, ambos de cores escuras. Não meu tipo de roupa, mas tenho que admitir que ela esta arrasando com aquele figurino. Já Maia, com seus cabelos loiros e olhos claros, usava algo mais alternativo, uma calça jeans e uma regata, que deixa o top por baixo aparecendo. Era provável ela ser uma das mais bonitas por sua características, mas sempre com cabelos bagunçados não a deixavam tão desejável. Porém era seu jeito de ser e a respeitava por isso.
O local estava agitado. Cheio de garotas bonitas, com vestidos e saias, porém alguns curtos demais e muitos garotos gatos. Alguns gatos demais. Entramos pela a porta principal. A primeira vista, com todas as luzes piscando e o gelo seco cobrindo o ar, me deixavam assustada. Mas com o tempo eu me acostumava. Anna, animada como sempre, nos puxou para a pista de dança. Balançando corpo na pista, era uma sensação gostosa.
A minha visão saiu de minhas amigas e se encontrou com um garoto do outro lado da festa. Era lindo, simplesmente pelos seus grandes músculos e cabelos castanhos. Nunca tínhamos nos visto, mas sabia que ele estava louco para me pegar. Ele veio caminhando para perto de mim e fingi que não percebi sua presença, então continuei dançando.
–Qual seu nome gatinha?
–Realmente, importa?
–Não- ele colocou um sorriso malicioso em seu rosto, o que me fez vibrar por dentro.
Não ficava com ninguém a meses, por conta de Raphael, mas hoje estava afim de extrapolar. Ele puxou minha mão e dei uma picadinha para minhas amigas. Deram um sorriso, com isso sabia que elas tinha entendido o recado.
O garoto misterioso me levou para fora da festa, no ar livre. Com tantos carros e pessoas, não sei exatamente onde ele queria me dar uns amasso, só espero que não na frente de todos. Mas ele não o fez. Fomos até uma árvore, no grande jardim ao lado do clube. Tinha um parque lá, aquele dos tipo de lago e onde as pessoas fazem piquenique. Alguns casais ficavam se beijando no local depois da balada.
Ele me prendeu contra árvore e me deu um beijo longo e intenso. E assim continuou, um atrás do outro. Dava beijos curtos em meu pescoço e eu deixava. Parecia tão desesperado como eu.
–Quantos anos tem fofa?- perguntou se separando de meus lábios.
–Dezessete. E você?
–Dezoito.
E voltamos para os beijos. Foi quando ele começo a vir forte demais para cima de mim e assim percebi que ele queria mais, não estava satisfeito apenas beijando meus lábios e pescoço. Passava a mão pela minha coxa e tentava passa-la por de baixo de minha camiseta. Por maior a quantidade de raiva que sentia, pelo fato de meus pais terem viajado a negócio de novo e me deixado para trás, não queria nada a mais com ninguém, não naquele momento e com um estranho. Tentei me separar, porém ele era forte demais. Como fui entrar numa dessas? Me questionava mentalmente quando ainda tentava tirar aquela "patas" de cima de mim.
–Me solta.
–Não gatinha, você esta linda demais.
–Me solta!- falei com mais intensidade na voz.
Percebi que nada adiantava. Os beijos não tinham mais prazer e sim eram forçados. Ainda lutava para sair da garras daquele idiota. Finalmente uma mão o arrancou de perto de mim. Era Sebastian! Ele não sabe como estou feliz em vê-lo.
–Ela pediu para largar!- ele o arrancou de perto de mim.
–Seu namorado por acaso?- o idiota olhou em meus olhos- Apesar, ela beija muito bem.
Ele havia feito de propósito, para provocar. Fiquei com medo que Sebastian fizesse alguma loucura. Coloquei as ponta de meus dedos em seu braço, esperando que o impedisse. E funcionou. O garoto deu uma ultima olhada maliciosa e saiu. Provavemente assustado com Sebastian, pois era bem mais alto.
– O que você estava pensando, Isa?- ele se virou e falou irritado para mim.
–Não tenho que lhe dar explicações!- a minha voz saiu mais grossa do que eu queria.
–Mesmo assim você não pode ficar beijando qualquer um por aí!
–Você não é meus pais para falar o que eu tenho que fazer ou não.
–Não, não sou. Mas sou seu amigo, e me preocupo com você- disse mais suavemente- Pelo menos penso que ainda sou- ele fez uma pausa- Voltei para cidade e ainda estou me reajustando. Só tenho meus primos e você.
Olhei naqueles olhos azuis e perdi as palavras. Quando finalmente falei, saiu melhor do que eu esperava.
–Desculpa,... eu não queria... Senti saudades- conclui com um sorriso tímido.
–Também- retribuiu meu sorriso.
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