O Amor Da Donzela Do Inferno

3 Capítulo 3 - Cartas na mesa


Notas iniciais
A música fala sobre algumas coisas que PODEM acontecer com RenXAi

Promiscuous – Nelly Furtado feat. Timberland

O barulho do salto já estava incomodando a todos. Ele batia de um lado para o outro, nenhum ouvido se salvou da agonia.

- Pare com isso! – pediu Honne-Onna, que estava deitada também, ao lado de sua chefa.

A dona do salto sentou-se em frente ao computador. Os dedos foram até a mesa e começaram a bater. Graças às unhas grandes, o barulho se tornava cada vez maior e mais rápido.

- Pare! – ordenou. Dessa vez a voz de Ai trazia um tom mais firme. Honami a encarou, estranhando. Só se levantou e saiu.

- HONNE-ONNA! – gritou a chamando.

Esta saiu também, querendo saber logo do que se tratava:

- O quê?

Honami virou-se rapidamente, e a fechou entre a parte da frente da casa.

- Coloque as cartas na mesa, o que está acontecendo entre a Donzela e o Ren? Hein!? Diga-me logo!

- E por que quer saber?

- “E por que quer saber?” - imitou a voz desta — Ora, Ren é meu... Meu namorado! Tenho direito de saber o que se diz a respeito dele.

— Mas sobre a Donzela não. – a resposta de Honne-Onna calou Honami. Ela abaixou o braço.

- Tem razão... – disse cabisbaixa. – Honne-Onna, se houver algo entre eles. Por favor, diga-me. – lágrimas escorreram pela face dela. – Eu... Posso estar imaginando coisas, mas... Se houver mesmo... Eu não sei o que farei! – caiu no chão, com os joelhos apoiados. Segurava o rosto com as mãos, tentando refrear as lágrimas.

- Ei, acalme-se. – Honne-Onna foi acudi-la – Não tem nada entre eles. Não tem nada... – sussurrou em seu ouvido.

Minutos depois, Honami-san já estava calma, após tomar um copo de água com açúcar oferecido por Honne-Onna.

Honami agora se encontrava sentada na beira do lago, balançando os pés descalços dentro dele. A outra estava sentada ao seu lado, em cima dos próprios pés.

- Está melhor? – perguntou.

- Estou sim Honne-Onna, obrigada. – agradeceu.

- Acho que você deve conversar com o Ren. – sugeriu.

- Mas, pra quê? Você mesma disse que não tem nada de mais.

- Ér... – ela coçou os cabelos.

Honami ergueu uma das sobrancelhas, desconfiada.

- Você não quer saber sobre a Donzela? Então, converse com o Ren. – deu uma desculpa. Ela não mentiu, apenas omitiu algumas partes.

- Sempre achei que o Wanyuudo fosse o mais próximo da Donzela.

- Converse com os dois!

- Hum... – Honami pareceu pensativa. – Acho melhor não conversar com ninguém, a Donzela vai acabar me mandando para o Inferno de novo. Você estava certa, não tenho direito de saber sobre a vida pessoal dela.

De repente, Ai saiu da casa e andou rapidamente, sem ligar para as duas. Estas a viram ir ao encontro de Ren, acabara de voltar junto a Wanyuudo. Só restaram as dúvidas de todos, pois Ren e Ai sumiram para o mundo humano.

...

- Por que me trouxe aqui? – foi a primeira fala do diálogo que viria.

- Ichimoku Ren... Eu...

- Já disse que pode me chamar só de Ren. – ele mostrou um sorriso.

- Ren... Eu... Eu acho que estou gostando de você! – exclamou, e em seguida fechou os olhos.

Ele ficou estático, sem reação alguma. “Ou eu estou ficando louco, ou a Donzela disse que gosta de mim.” – foi a única coisa que sua mente conseguiu pensar. Ele deu uma risada sem-graça e falou:

- Pensei que 1º de Abril já havia passado. – colocou a mão na cabeça da garota.

Ela puxou o ar para si e abriu os olhos. Novamente com o olhar baixo.

- Você não acredita. – voltou a velho hábito de falar aos múrmuros. Começou a andar, sentou-se no mesmo balanço de quando teve a conversa com Honne-Onna.

O céu estava totalmente escuro, as estrelas brilhantes e a lua cheia o deixavam mais lindo do que nunca.

“O céu perfeito.” – pensou.

- Enma! – ouviu uma voz chamando-a. – Boa sorte! – a pequena Kikuri sorriu, e depois se afastou.

- Donzela... – Ren também a chamou. E foi sentar-se ao seu lado, no outro balanço.

- Sim?

- É verdade?

- ...

- Certo. – ele havia entendido. Ficou cabisbaixo, continuava sem saber o que dizer.

- E você não tem nada a dizer, não é? – Ai tentou expressar um sorriso bobo, mas não conseguiu.

- Você acertou. – ele voltou a olhá-la.

Ai observou o céu novamente, imaginou ela e Ren juntos.

- Você é tão promíscuo. – disse Ai.

- Porque você me deixa assim, confuso. Desordena meus pensamentos.

A garota sentiu um mínimo coro em sua face.

Ren aproximou-se dela, e não hesitou em aproximar o rosto dela do dele.

- Acho que também estou sentindo...

- Mas você e a Honami...? – Ai indagou.

Ele retirou a mão do rosto dela.

- Eu não sei Donzela... Não sei mesmo...

Ela soltou um suspiro profundo.

- É você Ai! Sua culpa! – ele segurou a face dela rapidamente, e encostou sua testa com a dela. A garota com os olhos arregalados, abismada.

- Você está me deixando louco! – aproximou seus lábios.

- Não estou pronta. – sussurrou. Ele a largou na hora.

- Acho que eu também não... – saiu dali.

...

- ICHIMOKU REN! – Kikuri gritou, vindo abraçá-lo.

Ele a pegou e a colocou em cima dos ombros, como todos tinham costume.

- Como foi com a Enma? – perguntou.

- Até agora não tenho uma resposta certa, pirralha.