O Amor Da Donzela Do Inferno
4 Capítulo 4 - Final
Notas iniciais
Estou me empenhando em uma ideia, que ao meu ver, é boa.
Bom, vamos ao capítulo recém-feito.
"Onde eu estou com a cabeça para dizer aquelas coisas para o Ichimoku Ren? Não, eu nem devo ter uma cabeça mais. Já a perdi. Não literalmente, claro." – a garota dos olhos vermelhos estava pensando consigo mesma. Como se fosse obter qualquer tipo de resposta do seu "eu interior". Se é que ele existia. E se estava ali, era completamente inútel. Uma idiota que não fazia nada, apenas via o sofrimento de sua 'dona' — se é que podemos considerar assim — e não ligava. Como se fosse seu filme particular, da qual ela, Ren e Honne-Onna sabiam o enredo. Mas ninguém mais havia o decorado tão bem quanto a garota que sofria em silêncio. Pelo menos, o que aparentava.
– Coração pacóvio. — murmurou. Acabara se jogar na grama do quintal.
– ENMA! — escutou alguém chamá-la. Alguém que havia subido a voz dois ou três oitavos, e que com certeza estava um pouco longe.
– Hum? — apenas murmurou novamente. Para que a pessoa percebesse que estava viva, ou ao menos, acordada.
– Donzela...? — outro, com certeza um de seus subordinados, chamou-a, logo depois da outra voz aguda. Só que este, estava mais próximo, pois apenas sussurrou pela chefe. Ela sentia o hálito fresco e a respiração quente deste. Conhecia o perfume, o tom de voz. Abriu os olhos lentamente, e então, viu que estava certa. Era a pessoa em que estava pensando.
"Ichimoku... Ren..."
– Eu e a Honami precisamos falar com você. — sussurrou. Com o rosto bem próximo do seu.
– Não quero falar com ninguém. Desculpe. — falou. Em alto e bom som. O que fez com que, quem lhe chamava logo atrás, que era a própria Honami, parasse de gritar e de correr.
– É muito sério, Donzela. E é de seu interesse. — o homem continuava ali, na sua frente. Claro que ele não percebia o bater acelerado do coração da jovem, apenas por ele estar tão perto.
– É esse o problema, Ichimoku Ren. Não quero conversar.
– Ok, então não precisamos conversar. — disse, não mais sussurrando. A voz era firme, e ficava cada vez mais clara para os ouvidos da garota. Ren se aproximava cada vez mais dela. Até que os lábios selaram.
O rapaz estava, praticamente em cima da garota. Ela não se incomodava com aquilo. Apenas dava atenção para seu primeiro beijo. Cauteloso, a língua do parceiro explorava toda a boca de Ai. Ela, tentava fazer o mesmo, mas não dominava a 'arte'.
– Então...? — perguntou, no final do beijo longo e cheio de amor. Ele pensou que seria a última palavra do diálogo. Errado. Estava por vir uma "biblía" de outras palavras.
Um longo suspiro. Honami olhava a cena perplexa. Mas, em seguida, os olhos brilharam. Amava Ren, claro. Mas quando você ama alguém, tem que deixá-la ser feliz.
– Eu voltarei... — disse Honami.
– O quê? — indagou Ren, voltando-se para mulher atrás dele.
– Para o Inferno.
– Não... Não pode. Lúcifer saberá que... — a Donzela não prosseguiu com o que iria falar, apenas soltou um: Eu não posso me apaixonar.
– Você perderá seus poderes. E será mandada para o Inferno. — falou o rapaz que estava em pé. — E todos nós iremos juntos.
***
Wanyuudo, Honne-Onna, Kikuri, Honami. E o casal Ren e Ai estavam na pequena sala. Todos sabiam seu destino.
– Fomos felizes. — Honne-Onna falou, sorrindo. Em seguida puxou todos para um abraço em grupo.
– Fomos muito felizes. Meus amantes. — Wanyuudo soltou um risinho, contido pelo abraço.
***
Os mesmos que habitavam a casa, estavam em um barco. Da qual Enma Ai remava.
Ren levantou-se e lhe deu um beijo rápido, mas muito bom.
– Aishiteru. — falou a garota dos olhos vermelhos, em um fio de voz, após o beijo.
Os embarcantes, em um uníssono, disseram:
– Nós levaremos todo esse amor para o Inferno...
Notas finais
Espero que tenham gostado, 3bjos :*
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