O Amor Da Donzela Do Inferno

1 Capítulo 1 - Aquela que já foi para o Inferno


Notas iniciais
O primeiro capítulo de uma fic que estou bolando faz um tempo. Espero que gostem.

Honami-san é uma mulher que fez um contrato com a Donzela do Inferno, para que mandasse seu marido que a maltratava para o Inferno. Depois de onze anos, sua filha, Nene-chan, quis mandá-la para o mesmo. Já que sempre quis viver com sua avó. Honami-san a impediu de desfazer o laço, e em seguida, suicidou-se, jogando-se da ponte em uma avenida.

Descobriu, assim que Ai a levava para o Inferno, que Ichimoku Ren é quem a vigiava, e pediu para que ele olhasse sua filha, e lhe falasse como ela estava de vez em quando.

Ren acabou convencendo Ai de que, Honami poderia ser uma de suas subordinadas. Assim, a mulher acabou voltando para a Terra – sem que sua filha soubesse – e de agora em diante, ajuda sua chefe com as vinganças.

...

Mais ou menos quarenta anos depois, Honami e Ichimoku Ren começaram a ter um relacionamento. Apesar de, Ren ainda continuar a ser um youkai.

Enma Ai já sabia que, seu ajudante havia se apegado a uma cliente. Mas não imaginava que tanto assim...


O casal estava sentado no que digamos jardim da casa onde viviam. Honami observava o crepúsculo já conhecido, com a cabeça encostada no ombro de Ren. Enquanto ele continuava pensativo.

– Ei, vocês dois. – chamou Honne-Onna – Temos uma vingança a ser feita.

Eles se levantaram rapidamente e foram até o encontro da mulher que os observava há um tempo.

– Vocês não se desgrudam mais. – disse Wanyuudo logo atrás da mesma.

– Ichimoku Ren nos esqueceu. – disse com uma voz chorosa, Kikuri que estava sentada nos ombros do velho.

– Vamos. – falou, com o mesmo tom calmo, Ai.

Os cinco saíram dali.


Midori já havia desfeito o laço, ainda olhava um pouco perplexa para a cama, da onde a irmã havia sumido. Tsukasa a encarava, com um olhar assustado. Sabia o que ela havia feito. Havia mandado a própria irmã para o Inferno.


– Ora, ora – começou Honne-Onna olhando para a enviada da vez – Não é muito bonito roubar o namorado da própria irmã, Tsubaki.

– C-como sabe meu nome? – indagou a garota, segurando ainda o lençol que cobria o corpo nu.

– O amor é tão lindo, minha jovem. – disse Honami se agachando até ela – Pena que você o tornou em um ódio interminável. – ela abriu a boca e dali saiu uma imagem, Midori se insinuando para o “namorado” da garota a sua frente.

– O que está sentindo? – perguntou Ren, em um sussurro no ouvido dela. – A mesma coisa que sua irmã sentiu quando viu você transando com o namorado dela?

– MAS ELE ERA O MEU NAMORADO! – defendeu-se em um grito.

– Depois de você roubá-lo de sua irmã. – disse Wanyuudo.

– Ela não o fazia feliz, foi por isso que dei em cima dele! – Tsubaki cobriu as mãos com a boca, deixando o lençol cair. Em seguida, Honami tapou os olhos de Ren.

– É isso que ela diz, Donzela. – disse Honne-Onna.

Enma Ai apareceu, vestindo seu quimono florido.

– Pobre sombra envolva em escuridão. Tuas ações trazem dor e sofrimento para humanidade. Tua alma vazia afoga-se nos teus pecados. – falava, aproximando-se da garota. – De que forma desejas ver a morte?

Tsubaki assustou-se, e tentou correr, correr o mais rápido que podia. Kikuri estava com o pé estendido, e ela acabou tropeçando. Só acordou em um barco, onde Ai remava, dizendo “Eu levarei essa dor para o Inferno.”

...

Todos voltaram para casa, caminhando nas ruas desertas, comum para uma hora como aquela.

– Tadinha da Midori, enganada pela irmã e pelo namorado. – disse Honami, com um dos braços agarrada a Ren.

– No final, acabou ficando sem ninguém. – conclui Wanyuudo.

– O que achou Donzela? O amor de humanos nunca muda mesmo... – murmurou uma pergunta, Honne-Onna.

– Ei, não critique o amor! – gritou Honami.

Ai ficou em silêncio, todos os olhares estavam voltados para ela, esperando uma resposta.

– Ele nunca muda mesmo... – respondeu. Como sempre as respostas curtas e faladas no mesmo tom calmo e sensato.

– Donzela! – continuava a mulher a gritar.

Ren continuava calado, pensando na resposta de sua chefa. Ela estaria mesmo certa?

As duas outras mulheres ainda discutindo, trocando gritos, sobre o amor de humanos.

– Vamos para casa. – foi a última pronuncia de Ai, esta já bastava para que todos se calassem.