Notas iniciais
Sempre parece que tudo da errado, mas ai de repente tudo melhora, parece que Deus ouve nossas rezas que nossas preces e nos faz ter esperança, mas então tudo desaba de novo e nos sentimos perdidos e desorientados. A vida meus amados, não perdoa ninguém, e esta longe do meu entendimentos compreende-la, perdi pessoas, vi familiares e amigos sofrerem e hoje a unica certeza que eu tenho é que nunca devemos perder a esperança por que além de impiedosa a vida, ah a vida é extraordinária. Obrigada a todos como sempre comentarios, recomendações, favoritações continuem assim e divulguem maaaais comenteeem mais eu gosto de gente eu gosto de conversar com vocês amados AHUEHAUEHUAHE ♥♥♥

O Central University Hospital Particular de Tóquio nunca em tantos anos de existência, cinquenta e três anos especificamente, fora tão movimentado, quatro dias se passaram, quatro torturantes dias se passaram e o entra e sai de familiares e amigos só aumentava, não apenas os mais próximos, mas os colegas de escola também vinham saber noticias, uma das professoras até mesmo trouxe cartões postais dos alunos, companheiros de sala que rezavam por melhoras, é claro que Naruto recebeu muito mais que Hinata, a historia do casal mais inesperado do Tóquio High School de Elite chocou a todos, não apenas no colégio mas também na cidade, era extremamente macabro, monstruoso. O loiro ainda estava em estado absurdamente critico, Naruto teve traumatismo craniano grave em inúmeras lesões principalmente nos órgãos vitais, os pulmões estavam fracos, e como pouca respiração seu cérebro não melhorava, não tinha oxigênio, estava todo entubado e sob observação vinte quatro horas com risco de entrar de quinta parada cardíaca ou até mesmo em coma, seu sistema nervoso estava fora de contexto e o imunológico não ajudava muito, do contrario de Hinata cujo os pulmões estavam quase recuperados, ela já havia saído da UTI e apesar de ainda desacordada utilizava apenas a mascara de oxigênio para continuar forçando os pulmões inflarem. Tsunade se dividiu entre a escola e o hospital, pois muito mais que amiga da família ela era uma transmissora de noticias para os amigos, afinal não era todos os dias que tantos alunos podiam adentrar no hospital para ver os pacientes, ela impedia uma bagunça e ao mesmo tempo também cuidava da pequena Hanabi, lembrando-se de como sua amiga era extremamente apegada as meninas, Kaoro estaria de coração despedaçado se estivesse viva, ou talvez se estivesse viva nessa situação não estariam ela não deixaria que Hiashi casasse a filha com alguém que a própria não amasse. Itachi sumiu pelos quatros dias restantes, ele ainda estava em Tóquio afinal as investigações estavam apenas começando, mas o fato de não ter noticias, apenas deixava Mikoto mais agoniada, mães podiam ser mulheres aprofundadas de infinitas sabedorias, mas raramente sabiam ser pacientes, e sua aflição só fazia o ódio por Fugaku aumentar, enquanto o marido se trancara na empresa como sempre, apenas saindo para ir ver os amigos, ela ficava em casa, deitada na cama remoendo as lembranças e tentando entender por que, por que ele não vinha falar com ela? Mikoto não teve culpa de nada, não teve culpa de ter se apaixonado por um homem tão severo e ao mesmo tempo tão autoritário e arrogante, durante tantos anos sonhou com o abraço de seu filho mais velho quando voltasse para casa, porém, Itachi jamais voltara, e ao mesmo tempo ele estava tão perto e tão longe, se perguntava se tinha direito de estar triste, no meio de tantas catástrofes, ela se lamentava, sendo que Kushina e Hiashi passavam por algo muito pior, mas dor, não importa qual, é sempre inevitável. Ino, Sakura, Sasuke, Kiba, Sai principalmente Sai, viviam no hospital, Gaara apenas ligava para o amigo Uchiha, de minuto em minuto buscando esperança querendo saber novidades, mas o estado de Naruto não mudava, ou simplesmente piorava, ele não sabia o tanto que os conhecimentos de Inoichi podiam influenciar no destino de sua família, e também pouco se interessava com o que aconteceria, o ruivo estava desmoralizado, Ino foi clara, ela sentia nojo dele, nojo, e não havia nada pior no mundo que ouvir da própria pessoa que ama o quão monstro se é, ela soube com toda astucia e sem medo sem tremer e absurdamente sincera dizer, que ele era horrível, não queria vê-la, definitivamente não queria vê-la. Hiashi fazia de Neji um empresário, e embora ambos não tivessem animo tão pouco concentração eles tinham que seguir em frente, tinham que agira como se tudo estivesse bem, pequena Hanabi já tivera sofrimentos demais, e ele não queria ela zanzando por aqueles hospitais, o avô Hushi ficava com ela em Konoha durante a semana, e na sexta ela vinha Tóquio já que nos primeiros meses de empresa Hiashi pretendia ficar entre Konoha e Tóquio analisando tudo de perto sem perder um único detalhe, ainda mais agora que ele e Minato estavam desafazendo a aliança com Riroki, e uma união única estava estabilizando na cidade Okayama, por sorte, tanto o Hyuuga quanto o Namikaze tinham muitos acionistas e assistentes, o numero de viagens diminuía consideravelmente, o que para Hiashi era bom, tinha mais tempo para ficar em Konoha na empresa oficial, e podia conciliar com Tóquio onde estavam a nova sede e a seus filhos herdeiros primários.

Depois que sentiu a dor de quase perder alguém, Kushina entendeu como ele se sentia, como todos se sentiam, todos devemos ficar com as pessoas que amamos o máximo de tempo possível, sem sofrimento para ambas as partes, ela pensou bem se sofreria pensou em Naruto. Minato deixou a empresa nas mãos de sua assistente e dos grandes estagiários, eles não fariam nada de errado e qualquer coisa Minato estava em Tóquio, ele era um homem de negócios tão ocupado quanto qualquer outro sempre foi, como qualquer milionário de família tradicional ele tinha sua rigorosidade seus princípios, suas tradições, mas também tinha o motivo pelo qual se apaixonou por aquela ruiva, ela fazia ele esquecer tudo isso, podia brigar com Kushina, e acha-la incompetente pela criação de Naruto, podia mal lhe dar atenção podia fazer tudo, mas não podia negar, que herdou isso do seu pai e só era assim por que queria construir um império tão poderoso quanto o dele e queria passa-lo para um filho que tornasse ainda maior que ele, colocava em Kushina seus próprios defeitos, querendo culpar alguém, mas não podia esquecer o quanto a amava e o quanto não conseguia fazer mal a ela. Tinha que cuidar dela, e por Naruto que durante todos esses anos mal deu atenção, criou seu filho maneira errada, homens poderosos também são feitos de amor, e Deus foi generoso em mandar Hinata para lhe mostrar isso. Depois de ir a sua residência buscar mudas de roupas para a esposa que recusava-se a deixar o quarto do filho, ele chegou ao hospital quase na hora do jantar, ao caminhar pelos corredores até chegar na área reservada, passou pelos quartos particulares a área A onde ficava Hinata e foi para o setor d UTI os mais graves onde estava Naruto, viu Kushina mais uma vez sentada naquela poltrona desconfortável, sem se importar que ficaria com dor nas costas, estava com roupas comuns, calça de seda preta, blusa branca básica, suéter bege da mesma cor de suas sapatilhas, os cabelos vermelhos estavam em menos volumes, e enrolados em um lenço, ele sorriu então finalmente ela havia começado a se tratar, seu rosto estava inchado, claro ainda chorava todas as horas e apesar da cara pálida entrega desfechos de fraqueza sua ruiva mostrava estar mais forte do que nunca, com uma coberta florida a cobrindo sentada estava com um pedaço de cipó enrolado e fios de tricô, ia fazer alguma arte, toda cheia de manias ela não sabia ficar parada por isso vivia na cozinha.

– Hey – ele a chamou e a ruiva se surpreendeu por realmente não perceber sua chegada – desculpe se assustei querida.

– Pensei que ia mandar um dos funcionários trazer minhas coisas – ela disse sutilmente voltando-se para seu trabalho artístico.

– Não, eu queria ver o Naruto também – afirmou então – o que esta fazendo?

– É um apanhador de sonhos – respondeu, enquanto o marido aproximava-se sentando-se no primeiro banco mais próximo a ela que encontrou, Kushina sorria olhando para o tricô – feitos a mãos servem também como proteção – continuou a puxar os fios um a um – fiz um para Hinata-chan hoje de manhã.

– Eles vão ficar bem querida – ele passou os dedos no ramalhete do fios vermelhos e sentiu aos montes se soltarem do coro cabeludo, ela nada disse além de abaixar a cabeça e deixar um olhar ainda mais triste cresce nas pupilas purpuras, Minato sempre foi apaixonado pelos cabelos ruivos da Uzumaki.

– Hunf – suspirou desapontada.

– Sei que sou rigoroso Kushina, e eu sinto muito por isso – ele afirmou ganhando um pouco do seu espanto por que simplesmente Namikaze Minato nunca dava o braço a torcer – mas eu sempre vou te amar, com ou sem cabelo, e mesmo que eles estejam caindo, depois que o tratamento acabar eles vão crescer de novo, estou mais feliz em saber que esta curada.

– Minato...

– Eu não desapareci querida, só andei ocupado, mas eu continuo te amando, ainda te amo como sempre amei.

– As pessoas mudam quando perdem alguém importante – ela afirmou de fato.

– As pessoas – ele corrigiu – só percebem o quanto erram quando perdem alguém importante, espero não ter chegado tarde.

– Eu também espero – concluiu chorosa, falavam de Naruto.

[...]

O refeitório do hospital era quase um requinte, no meio do jardim, e do corredor em diante era tudo de vidro, era redondo com muitas arvores envolta, o artificial se misturava com o natural, transmitindo tranquilidade e paz, o contato expressivo com a natureza não fazia um bem enorme apenas para os familiares, mas para os pacientes também, e por isso em todas as suas visitas, Yamanaka Ino ficava lá durante todos os quatro dias, sentada sozinha na mesa atrás da estatua de granito que podia ser do fundador daquela magnitude, onde ninguém podia vê-la, tomando o mesmo suco de laranja, admirando o jardim além do vidro temperado, Naruto e Hinata não eram os únicos que ocupavam sua cabeça, haviam muitas coisas que estavam deixando cada vez mais maluca, por que simplesmente de repente, tudo ficou confuso.

“Eu te amo Ino, eu sempre amei”.

Pensava o quão dura havia sido com ele que ela considerava um dos seus melhores amigos, a voz do ruivo não parava de perturba-la, ele a amava, como seria possível ele ama-la? Eles eram amigos, a lógica não explicava, em as batidas pulsantes do coração que tentavam dar uma resposta a consciência tampava seus ouvidos.

Sabaku no Gaara faz parte de uma família de mafiosos que ando investigando a anos”

E a voz do pai parecia ecoar mais forte, ela não queria ficar brava com ele, não queria esquecer os bons momentos, o jeito sempre arrogante e prepotente mas que além de tudo era amigo era gentil, Gaara sempre foi de absurda confiança, entre todos os seus amores que falharam de maneira inusitada, de todos os seus amores que nunca lhe deram atenção, que nunca a respeitaram ou levaram muito a serio, até quando seus amores que achou que iria ter algo serio e futuro nunca tiveram, Gaara sempre esteve mesmo que fosse do seu jeito silencioso sem dizer muitas palavras, na verdade sempre metaforicamente e sem esboçar, sentimentos, ele não se abria muito com as pessoas, e pensar no olhos verde água a fizeram ter gesticulas de lucidez, como se notoriamente, embora para o amor nada precisasse ter sentindo de repente tudo fazia sentido.

Mas a razão, ah maldita razão, que ainda a perturbava.

– Senhorita Yamanaka – disse uma voz conhecida e risonha a livrando dos seus pensamentos borbulhantes para viram o rosto e encarar quem é – quase não lhe vi Ino.

– Shikamaru – ela nem sabia que o amigo estava em Tóquio e não pode esconder a expressão espantosa enquanto ele puxava a cadeira se sentando junto a ela.

– O que? Parece que não me vê a anos, sou um dos seus melhores amigos Ino, ainda se lembra disso? – ele brincou com um sorriso cansado na boca e um olhar de sono – problemática – continuou então.

– Não sabia que estava em Tóquio seu idiota, você disse na festa das empresas que só voltaria para o Natal – ela falou sorridente – você e Temari quando se formaram mudaram para Moscou ambos fazendo faculdade quase formados e noivos, temos nos falado pouco Shikamaru.

– É, mas há duas coisas que fazem eu atravessar o Indico e chegar aqui de maneira repentina – ele a recordou de maneira solene – meu amigo esta na UTI.

– Ah Shikamaru, Naruto não esta bem – murmurou suspirante – Naruto não esta nada bem, e se Hinata acordar, nossa ela vai ficar arrasada, ela nunca vai se perdoar.

– Ino, é o Naruto, ele vai ficar bem.

– Hunf! – ele riu do seu jeito Ino ela sempre tão meiga, tão brava, tão louca, tão extravagante demais – e qual a segunda coisa que faz você vim pra cá?

– Oi?

– Você disse, duas coisas fazem você cruzar o Indico tão repentinamente, qual a segunda? Seu desligado!

– Ah, Temari, ela queria ver Gaara – ouvir a voz dele até mesmo se tornou estranho.

– Gaara...

– Ah Ino não se faça de boba comigo – ele riu um pouco e se ajeitou na cadeira apoiando os braços sobre a mesa e encarando os olhos azuis com profundidade – ainda pensando querida, no numero de mafiosos que existes na família Sabaku.

– Você sabe!

– É lógico que eu sei, eu vou me casar com Temari.

– Shikamaru...

– Olha, sua cara de espanto é a mesma que a minha quando ela me contou O.K? Não me surpreende – riu novamente.

– Pare de rir – disse em seguida deu um tapa no braço do Nara – como você consegue viver com ela? Sabe olhar para ela todos os dias e saber sua monstruosidade?

– Como você descobriu?

– Meu pai me contou, logico...

– Então você não teve a oportunidade de olhar o que eu vi – Ino nada respondeu, mas seu tom de certeza absoluta fez ela querer ouvir mais – quando Temari me contou, a primeira coisa que vi nas pupilas que ela insistia em não encarar as minhas era a vergonha e o nojo da própria família, do próprio pai. Você sabia Ino, que pai deles, tenta destruir a máfia a anos?

– Como assim?

– Quando ela me contou sobre a máfia do pai, foi exatamente assim, o bisavô deles iniciou isso, e o avô deu continuidade, o pai deles nunca quis isso e fugiu o máximo que pode até o ultimo momento, quando o pai de Gaara e Temari herdou a máfia existia muito mais sujeira do que nós conhecemos hoje, até mais do que ela conhecia, era um buraco negro, o líder da família Sabaku então poderoso se tornou sendo também empresário, e quando as suas empresas atingiram o auge máximo, e começou a destruir a máfia aos poucos, porém o avô deles que ainda estava vivo, mexeu os pauzinhos na bolsa de valores, e as ações da empresa caíram absurdamente, enquanto Ikaru Sabaku estava vivo nada podia ser feito, o pai de Gaara e Temari manteve a máfia desde então por sobrevivência, por que sem provas a Interpol não podia fazer nada com Ikaru, mas além de máfia ele também são espiões, ele entregaram a Guarda Japonesa mais de vinte quadrilhas nos últimos treze anos, e seu pai tem trabalhado com eles, eles tem ajudado, e Ikaru morreu no ano passado acredito que Kankuro e Rizardi estão remontando a empresa e vão acabar com a Ordem deles em breve.

– Isso não faz nenhum sentindo, por que Gaara não me contou isso? Será que era isso que meu pai queria me falar? Eu não deixei ele terminar – o Nara encostou a cabeça na própria mão e sorriu.

– Faz ideia do quanto Gaara te ama? – era uma pergunta retorica – não conte a ele que Temari me mostra os e-mails que ele manda a ela, mas ele te ama muito Ino, e ele só quer causar boa impressão perto de você.

– Mas...

– Você sempre procurou alguém que te valorizasse sua loira burra – ele riu, eram amigos, xingar fazia parte – ele sempre valorizou, só que nunca te contou. Kankuro ligou esses dias para Temari, contou que a mãe havia pegado um resfriado forte mas que já estava tudo bem, então ele contou a ela sobre os negócios do pai nos últimos anos, sobre querer desfazer a máfia e tudo mais, se Temari não estava sabendo duvido que Gaara estava Ino, provavelmente, Rizardi o pai de Gaara queria preservar o seu pai, e toda a Guarda Japonesa envolvida e até mesmo os próprios filhos e a esposa.

– Mas para que tudo isso?

– Muitas pessoas morrem trabalhando em quadrilhas Ino, e para ela ter um fim, acredite, mais gente tem morrer ainda, ou você acha que Itachi, pegou Riroki Morimoto assim, andando pela rua, lógico que não, alguém da Organização Akastsuki o entregou certeza, nesse mundo ninguém confia em ninguém, é um vivendo do sangue do outro – Os olhos de Ino não seguraram as poucas lagrimas que começaram a escorrer em seu rosto primoroso, ela não sabia mais o que pensar, agora sim mais do nunca estava realmente tudo bagunçado.

– Eu fui...tão horrível com ele, sem procurar saber das coisas.

– Temari me contou de épocas que o avô ameaçava a ela Gaara, sabe Ino, bem de família é uma coisa muito seria, Ikaru é como Minato, Fugaku e bem mais severo que Hiashi, ele não permitiria que Rizardi destruísse um patrimônio tão grande que veio da família Sabaku, o avô e o bisavô deles se orgulhavam da Ordem.

– Mas agora ela esta acabando?

– Aos poucos mas esta...

– Eu fui horrível, eu fui horrível, eu disse coisas péssimas a Gaara, Shikamaru, nossa – no exato instante ela começou a chorar quase soluçar – desde que meus pais se separam e meu pai tomou a guarda da minha mãe eu tenho julgado as pessoas sempre precipitadamente.

– Seu pai pode até ter agido errado com sua mãe Ino, mas quando ele a impediu de ir visita-la?

– Nunca – ela sussurrou.

– Por que ele ainda sabe ser um homem justo – o amigo moreno passou os dedos no rosto em prantos enxugando as lagrimas tristes e confusas – vá, Gaara esta em casa, é minha vez de ficar no hospital.

– Shikamaru...

– Ligue para seu pai, no caminho, ele esta com Hiashi, ele vai concordar com tudo que eu lhe disse.

[...]

Naquela tarde, Itachi estava sentado em sua cadeira giratória, dentro da sua sala temporária na base da Guarda Japonesa em Tóquio, ele sempre foi um a gente de ataque e agora estava perdendo os cabelos enfornado dentro de um prédio tentando desvendar o maior de todos os mistérios, sentado observando o quadro negro, todas as pistas do caso da Organização Secreta a Akastsuki, era o seu próximo passo depois de prender Riroki, todos os esquemas, alinhados em uma única teia a base de uma linha vermelha, só ele entendia, o sol que entrava estendido pelas persianas fritava a cabeça de maneira constante, era tão complicado saber de tudo e ao mesmo tempo não saber de nada. Nagato tinha um QI muito maior que o seu, e sabia de esconder, não se esconder não, em mundos atuais era impossível se esconder, ele sabia se disfarçar e como se disfarçava bem, o apelidou mentalmente de camaleão, sua cadeira grande e almofadada girava e assim ele tentava pensar, mas a cada segundo que passava parecia cada vez mais inútil, a porta da sala abriu, no exato instante que estava de costas para a mesma, ele deitou a nuca tendo uma visão de ponta cabeça de quem estava adentrando-se, Uchiha Mikoto não mudava, quando ainda morava em casa ela entrava no seu quarto sem bater, e depois de tanto tempo mesmo no trabalho continuava a violar sua privacidade, essa era sua mãe.

– Eu não aguentava mais ficar em casa – ela disse enquanto ela girava a cadeira de frente para ela, pobre mulher que já estava com lagrimas nos olhos e tremula só de estar perto do filho novamente – filho eu precisava falar com você.

– Oi mãe – foi tudo que ele disse com um curto sorriso que morreu rapidamente enquanto se dirigia até a sua mesa, ele não impediu a mãe de entrar, pelo contrario até mesmo fez um sinal para que ela fechasse a porta.

– Eu fiz bolo de morango – disse animada e ao mesmo tempo sem graça – era o que você mais gostava.

– Eu ainda gosto – concluiu.

– Coma – ela lhe entregou o pote se sentou-se na cadeira de frente para ele, uma mesa de escritório cheia de papeis que os separavam mortalmente. Dentro do pote tinha mais que um bolo intacto de massa branca cheio de creme de morango e cobertura de chantilly, também tinha um garfo azul turquesa, por que quando era pequeno Itachi sempre escolhia os talheres de cabo azul para comer.

– Eu ainda gosto dos talheres azuis mãe – lagrimas escorreram sem querer pelo rosto de mãe de Mikoto, ela não queria interromper aquele momento, de ver novamente degustando da sua comida com tanta vontade com um brilho no olhar na época de menino, tempos que não voltavam mais, Itachi comeu e sorriu fazendo um som de que estava adorando a massa branca junto ao creme derretendo pelos seus lábios.

– Filho...

– Não vou voltar para casa mãe – ele disse então, e os olhos de Mikoto rapidamente perderam a emoção, ela abaixou a cabeça instantaneamente perdendo todos os discursos que tinha preparado na mente – eu não posso voltar.

– Sei que seu pai é rigoroso, severo, sei que ele é frio e sistemático, mas Itachi por favor, durante todos esses anos não teve um único dia que eu não sentisse sua falta que Sasuke não sentisse sua falta, até seu pai, até seu pai, eu sei que ele é orgulhoso e nunca vai admitir isso mas ele sempre, sempre, sentiu sua falta.

– Tem certeza disso?

– Tenho, por todas as vezes que ele se tranca no escritório de casa e fica olhando os álbuns e jornais com matérias da família.

– Eu vou conversar com ele – ela se surpreendeu de uma maneira que quase não acreditou – e com Sasuke também.

– Filho – ela suspirou feliz como se um peso tivesse saído de suas costas – ah filho...

– Mas isso não quer dizer que farei as pazes com Sr.Fugaku, é só que...

– É só o que, o que? – ele riu e pensou um pouco, por mais complicada que fosse a própria vida, com tons de rebeldia ele tinha que lembrar, era tão tradicionalista quanto seu próprio pai.

– Só que, eu vou me casar mãe – ele disse então e Mikoto ficou longos minutos paralisada totalmente em choque – o nome dele é Halana, Halana Borregar.

– O QUE??? – ela esbravejou sem querer – como assim se casar? Quem é ela? Quando vai ser isso? Quando isso aconteceu? Assim de repente? Itachi!!!

– Não é nada de repente Dona Mikoto, é só estamos noivos a quatro anos.

– QUATRO ANOS? – esbravejou novamente arrancando uma gargalhada irônica do filho, o Uchiha mais velho não podia negar, sentia saudades da sua mãe – que noivado longo ein, longo demais, será que gosta mesmo dela Itachi?

– Eu gosto dela mãe, eu gosto mesmo dela – ele respondeu risonho – eu só não queria me casar sozinho, queria que vocês estivessem lá, queria que você entrasse comigo na igreja.

– Ah meu filho, ah meu filho – ambos se levantaram ao mesmo tempo como um sincronia perfeita e de uma maneira que a mãe percebeu, não podia mais ficar longe dele, ela correu para os seus braços, hoje, maiores que os dela, braços de homem que cresceu e soube ficar sozinha por tantos que ficou aflita e preocupada. Ah aquele abraço, foi o melhor abraço da vida de Mikoto, o melhor, ela tremia junto com as vibrações do coração que se encantavam com o momento, seu filho, seu filho mais velho, agora estava tudo completo, ela não precisava mais sentir saudades.

– Quase me separei do seu pai – ela desabafou aos prantos emocionada – todos os dias fiquei grudada naquele telefone esperando por noticias.

– Nunca se separe dele mãe – comentou então – ele pode ser tudo que é, mas ele te ama, ele te ama muito.

– Ele também te ama.

– Quando tudo isso acabar, eu vou voltar para Washington, e vou marcar a data com Halana, quero que esteja lá, quero que todos vocês estejam lá, até o papai se estiver disposto a conversar.

– Fazer as pazes.

– C o n v e r s a r – sibilou finalizando o assunto, Mikoto não protestou, por enquanto era o suficiente.

[...]

Olhos perolados aos poucos se abriram, quase que involuntariamente, encontrando a claridade do quarto branco onde estava, podia ser um sonho, podia ser um pesadelo, podia ser qualquer coisas, as pupilas prateadas não conseguiam enxergar muita coisa seu corpo estava todo imobilizado, aos poucos ela sentia os membros, como se um trator tivesse a atropelado, algumas partes estavam ardendo, podiam ser queimaduras, a cabeça doía um pouco, teve força para levantar o braço direito, e só então sentiu a quantidades de soros e aparelhos os quais estava ligada, retirou a mascara de oxigênio do rosto e respirou fundo, deixou o ar fresco entrar no pulmões profundamente, uma vez duas vezes, três vezes, não se lembrava do que havia acontecido, não de muita coisa.

– Hinata, Hinata!!! – ela nem havia percebido que o pai estava no quarto, na verdade durante vários dias, a poltrona no canto havia se tornado a melhor amiga de Hiashi, e emoção sentiu ao ver sua princesa acordar.

– Pai... – ela disse com dificuldade.

– Graças a Deus – ele murmurou abaixando a cabeça na beirada da cama, em lagrimas, totalmente aos prantos, Hinata continuava estática ainda olhando apenas para o teto, tentando entender, nunca havia visto, em toda sua vida o pai chorar.

– Pai... – ela disse novamente.

– Acabou filha, acabou, o pesadelo acabou – ele disse passou a mão no rosto querendo controlar os sentimentos e apertou o botão no lado da cama filha ferozmente querendo chamar os médicos com urgência.

– Acabou...? – murmurou ainda com dificuldade.

– Acabou querida, eu juro que serei um pai melhor agora eu juro eu juro, nunca mais vou deixar nada lhe acontecer querida – disse enquanto beijava sua mão e já apanhava o celular para avisar Neji.

– Pai...

– Sim querida?

– Naruto...

– Primeiro deixa o médico vim te examinar, depois conversamos sobre isso. Ta?

– Ta...

Notas finais
Essa é aquela parte que tudo pode acontecer HAUHEUHEUHAUEHUAHEUA. Quero pedir desculpas caso tenha tido algum erro, por que como sempreeeeeee não tenho tido tempo para avaliar os caps mas depois eu edito ou algo assim :DDD espero que gostem e que entendam Amo vocês. COMENTEEEEM, FAVORITEEM, RECOMENDEM hauheuhuehauheuaheuhauehua Vlws, Flws, Vaca-chan ama vocês ♥