O Amor É Cego - Brittana
11 Férias
Notas iniciais
– Baby?
– Hm? – Santana murmurou, com a cabeça deitada no colo da namorada.
– Eu quero te levar em um lugar. – Brittany disse, com os olhos azuis brilhando.
– Agora, baby? – Santana perguntou.
– Agora não, né San. – Brittany respondeu. – Depois do filme, pode ser?
– O que você quiser, Britt.
A loira sorriu, afastando uma mecha do cabelo de Santana e inclinando-se para beijar os lábios da morena. Santana correspondeu o beijo, tirando a atenção do filme. Ela acariciou o rosto da namorada, correndo os dedos por suas feições e sentindo seus traços. Parou nos lábios de Brittany, recebendo um beijo nos dedos.
– Eu posso saber aonde nós vamos dessa vez? – perguntou, após mais uma série de beijos em suas mãos.
– Não! – Brittany exclamou. – Você sabe que eu nunca conto. Mas se você quer saber, nós vamos fugir um pouco da cidade. Por uns dois dias. Já arrumei as nossas coisas e avisei a sua mãe.
– Você avisou todo mundo e não quer me dizer aonde nós vamos? – Santana perguntou incrédula.
– Baby, alguém tem que saber aonde vamos estar. – Brittany explicou. – E eu já sei onde nós vamos, então eu não preciso te contar.
– Eu detesto quando você faz isso. – Santana disse, criando um bico nos lábios.
– Gosta sim. – Brittany riu, beijando o bico da latina. – Você gosta de mim. Por isso você não se importa.
Santana sorriu entre o beijo, acariciando o rosto da namorada. Um sorriso débil ficou estampado no seu rosto até o final do filme, aumentando cada vez que a risada de Brittany ecoava em seus ouvidos. Ela não se concentrava mais no filme, apenas em Brittany.
– Você dormiu baby? – Brittany perguntou, fazendo Santana sorrir.
– Ainda não, Britt. Mas estou prestes.
– Então é melhor nós irmos. – Brittany disse. – Você pode dormir no carro, não vai demorar tanto assim. Nossas coisas já estão guardadas, San.
– Tudo bem. – a latina assentiu, enquanto chamava o cachorro. – Eu só preciso pegar as coisas dele e…
– Não precisa, eu já peguei. – Brittany falou. – Prontos?
– Mhm. – Ela confirmou, enquanto deixava Brittany guia-la até a porta, trancando o apartamento.
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– San? – Brittany tocou o braço da namorada. – Nós chegamos.
Santana remexeu-se no banco do carro, destravando o cinto. Scooby soltou um ganido no banco de trás, e Brittany acariciou as orelhas do cachorro instantaneamente. Ela saltou do carro e correu até a porta de Santana, abrindo-a para ela. Os três seguiram para um caminho de pedras, com Brittany guiando. Ela abriu uma porta de madeira e levou Santana e Scooby para dentro da casa, acendendo as luzes.
– Nós estamos numa chácara. – Brittany explicou. – É um pouco afastada de Nova Iorque, perto daquele lugar que eu te levei no nosso segundo encontro. – um sorriso surgiu no rosto de Santana à menção. – É dos meus pais. Eu gosto daqui, é calmo, quieto. Sei lá, San. Eu só queria uns dias só com você, sem mais ninguém.
– Eu gosto de ficar com você, baby. – Santana beijou a namorada. – E eu adorei a surpresa.
Brittany sorriu, puxando a cintura de Santana, colando seu corpo ao dela. A latina envolveu o pescoço da loura com um abraço, um sorriso torto dançando em seus lábios.
– Tão linda. – Brittany murmurou, voltando a beijar a namorada carinhosamente. – Minha princesa é linda.
Ela a guiou para o quarto, deitando-a na cama. Ela aconchegou-se no peito da loira, enterrando o rosto em seu pescoço.
– Britt, posso perguntar uma coisa? – Santana disse, quebrando o silêncio.
– Claro que pode, baby. – a loira respondeu.
– Por que você nunca fala da sua família?
Brittany ficou em silêncio alguns segundos. Voltou a acariciar os cabelos de Santana.
– Não sei. – ela deu de ombros. – Nunca parei para pensar nisso, na verdade. Bom, eu vejo meus pais muito pouco. Eles moram em Ohio, e eu vou muito pouco pra lá. Eu tenho uma irmã mais nova, que tem dezesseis anos e uma irmã mais velha que tem trinta anos e que mora em Orlando, mas eu não falo muito com ela. Na verdade, eu acabei de lembrar que estou há quase três semanas sem ligar para casa. – Brittany murmurou. – Mamãe vai me matar.
– Por que você não fala com a sua irmã? – Santana perguntou. – Quer dizer, vocês tem quase a mesma idade, não tem?
– Temos. – Brittany confirmou. – A Jenna é complicada. Ela não aceitou muito bem a minha bissexualidade, então eu só falo com ela quando ela está em casa. A Carol é mais simples de lidar. Quer dizer, ela é mais parecida comigo, então eu sei lidar com ela. É quase que nem você e a Maria, só que a Carol é bem mais nova do que eu. Mas mesmo assim.
– Hm, seus pais… eles, hã, eles…
– Eu contei pra eles quando nós começamos a sair, San. – Brittany sorriu contra os cabelos da namorada. – O que me lembra, eles querem te conhecer. Mas nós precisamos marcar um dia para viajarmos, de repente nas férias. – ela voltou aos seus devaneios. – I-i-isso se você quiser ir, é claro.
– Baby, eu vou adorar conhecer os seus pais. – Santana respondeu, erguendo o rosto. – Eu só queria saber se eles, bem se eles sabem que eu sou…
– Cega? – Brittany perguntou. – Ah, eles sabem princesa. E não, eles não se importam. Meus pais são um tanto quanto… liberais.
– Podíamos ir depois do ano novo. – Santana sugeriu. – Ainda temos duas semanas antes das aulas começarem, podíamos ficar alguns dias lá. O que você acha.
– É perfeito! – Brittany exclamou. – Assim que nós voltarmos eu ligo para eles avisando. Acho que a minha mãe até vai me perdoar por não ter ligado esse tempo todo. Ou não, enfim. Amanhã eu descubro.
Santana riu e beijou os lábios da loira uma última vez. Voltou a aconchegar-se no peito de Brittany, ouvindo os batimentos do seu coração. Logo, a respiração de Brittany ficou compassada, e Santana soube que ela estava adormecida. Sorrindo, ajeitou as cobertas no peito da namorada, depositou um beijo demorado em sua testa e abraçou sua cintura, deixando que o sono a dominasse também.
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