Notas iniciais
OiÊ. Esqueci de agradecer a recomendação no último cap, desculpem.

Aquilo não podia ser uma boa ideia. Mas ela não conseguira negar no instante em que Brittany segurou suas mãos e perguntou se ela confiava nela. Seria crueldade dizer não para a loira, não seria?

– Vem, baby. – Brittany disse, esticando as mãos e puxando os braços de Santana.

Santana respirou fundo e seguiu a voz de Brittany. No segundo em que seus pés tocaram a água, um sorriso tímido se espalhou em seus lábios. Era quente, como Brittany havia prometido. Parecia aquecer todas as partes do seu corpo, e era agradável. Ela adentrou um pouco mais na água, até que esta ficou em uma altura até o seu pescoço. Brittany carregava um sorriso divertido no rosto, enquanto puxava a namorada pela cintura. Santana abraçou o pescoço de Brittany, envolvendo sua cintura com suas pernas, de modo que ficasse pendurada na loira.

– Eu vinha aqui quando eu era menor. – Brittany contou. – Eu, minha mãe, meu pai e as minhas irmãs. Era legal. Eu aprendi a nadar aqui, na verdade.

– Eu não sei nadar. – Santana confessou, um tanto quanto envergonhada.

– Não? – Brittany exclamou surpresa. – Bem, está na hora de te ensinar, então!

Ela segurou os braços da namorada e ensinou alguns movimentos pacientemente. Em poucos minutos, Santana conseguiu sustentar o corpo em uma parte mais funda.

– Britt! Olha isso! – ela riu, dando meia-volta até a loira.

– Eu vi, baby! – a loira cumprimentou. – Você estava ótima, Sanny.

Santana sorriu, inclinando a cabeça para o lado. Ela envolveu o pescoço de Brittany em um abraço e a beijou, sem malícias ou segundas intenções, como nos primeiros encontros.

– Está ficando frio. – Brittany murmurou contra os lábios da namorada. – É melhor nós sairmos daqui, S. Não quero que você pegue um resfriado ou coisa do tipo.

Santana concordou, desprendendo-se de Brittany. A loira puxou a namorada pela mão até o carro, entregando uma toalha para ela e se cobrindo com outra. As duas entraram no banco de trás e se cobriram com um cobertor que Brittany havia pegado antes de saírem. A loira aconchegou-se no peito de Santana, puxando o cobertor quase até o seu queixo. A latina a abraçou, esfregando seus braços com as mãos.

– Você está congelando, Britt! – ela disse, apertando-a com mais força.

– Só um pouquinho. – a loira disse, batendo o queixo. – Eu estou bem, San.

– Não é melhor nós irmos para casa? Você pode ficar gripada assim baby. – Santana prosseguiu esfregando os braços gelados da loura.

– Eu vou ficar bem, San. – Brittany garantiu. – Sério, não precisa se preocupar. Só… podemos não nos mexer agora. Tá tão bom aqui.

Santana sorriu e beijou o topo dos cabelos molhados. Brittany estava aconchegada no peito da namorada, com um dos braços em sua cintura e os olhos fechados, quase pegando no sono. Soltou um suspiro satisfeito e buscou a mão de Santana, segurando-a contra o seu peito enquanto adormecia.

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Ela não sabia ao certo quanto tempo estavam ali paradas. Também havia adormecido, e aparentemente, Brittany ainda não havia acordado. A loira estava exatamente na mesma posição, o corpo já aquecido agarrado ao de Santana. Sua respiração leve e compassada fazia cócegas na pele morena da latina e seus cabelos louros roçavam contra o queixo de Santana.

– Baby? – ela chamou suavemente, acariciando o rosto de Brittany. – Britt, é melhor você acordar.

Brittany soltou um grunhido, que fez Santana rir. Ela beijou os cabelos da namorada e delicadamente puxou seu rosto de seu peito. Brittany tornou a resmungar alguma coisa, e Santana ignorou, beijando os lábios da namorada até senti-la retribuindo o toque.

– Que horas são? – Brittany murmurou, virando-se de costas para Santana e voltando a se ajeitar em seu peito.

– Eu é que pergunto. – ela respondeu, depositando um beijo na testa da namorada. – É melhor nós irmos Britt. Acho que dormimos um pouco de mais.

Brittany lentamente começou a abrir os olhos azuis, e se assustou ao constatar que já era noite. Contra a sua vontade, desprendeu-se do corpo da namorada e saiu do carro, voltando para o lugar do motorista.

– São quase nove horas! – exclamou. – É, nós dormimos um pouco de mais mesmo, baby. Coloque o cinto, eu vou nos levar para casa.

Santana assentiu e, em poucos minutos, ela e Brittany estavam de volta na chácara. As duas correram para dentro da casa, sendo recebidas por Scooby, que pulava alegre em vê-las.

A loura abaixou-se para fazer carinho no labrador, quando sentiu os braços de Santana agarrarem sua cintura e a puxarem para cima. A latina colou seus lábios nos de Brittany, arrancando um gemido rouco da loira. Ela a empurrou em direção à parede, prendendo seu corpo com os braços enquanto voltava a beija-la, até ser interrompida por um som vindo do estômago de Brittany. Santana interrompeu o beijo, enquanto sentia um sorriso largo tomar conta de seus lábios, acompanhados por uma risada.

– Alguém está com fome. – comentou, acariciando a barriga da loira.

– Alguém pode esperar. – Brittany argumentou, tentando voltar a beijar Santana, mas a latina a parou.

– Vem, baby. É melhor alimentarmos o seu monstrinho.

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Santana prosseguia mexendo na panela, sob o olhar penetrante de Brittany. Mesmo não podendo ver, podia sentir os olhos da namorada em suas costas.

Braços longos abraçaram sua cintura e Brittany encostou o queixo no ombro de Santana, fazendo-a sorrir. A loira sorriu de volta e começou a beijar o rosto da namorada, escorregando os lábios em direção ao pescoço moreno.

– Britt, assim eu não consigo me concentrar! – Santana ralhou, tentando ao máximo ficar séria.

– Deixa isso pra lá, San. – Brittany tentou. – Depois a gente janta.

– Nem pensar. – a latina devolveu. – Você precisa comer alguma coisa.

Brittany ignorou e apertou a cintura da namorada com mais firmeza, voltando a beijar o pescoço da morena. Santana respirou fundo e tentou ao máximo se concentrar no que estava fazendo, mas estava difícil. Quando a loura mordeu o lóbulo de sua orelha, Santana desistiu de segurar. Ela largou a colher e virou-se, puxando Brittany pela cintura e colando seus lábios nos dela. Ela empurrou a namorada até sentir que ela havia batido em algo sólido, que pelo toque, Santana acreditava ser a parede.

Brittany sorriu vitoriosamente contra os lábios da latina. Santana agora praticamente arrancava as roupas da loura do corpo, enquanto esta lutava para conseguir tirar as de Santana.

– Baby, cama. – Brittany murmurou contra os lábios de Santana.

– Longe de mais. – Santana respondeu, enquanto beijava corpo da loira.

Brittany segurou a cintura da latina e puxou-a até o sofá, deitando por cima dela. Ela segurou as mãos apressadas de Santana e voltou a beijá-la, mais carinhosamente. Ela ditava um beijo lento, afinal, tinham o tempo do mundo.

– Eu quero fazer… — Santana murmurou, enquanto deixava a loira tirar sua camisa.

Brittany assentiu e inverteu as posições, puxando Santana para cima dela. A morena massageou os seios da loira, arrancando um gemido da mesma. Brittany guiou o rosto de Santana até seu seio, fazendo com que a morena sugasse-o com vontade.

Santana demorou-se nos seios de Brittany, massageando e sugando sem pressa, como a loira ensinara. Brittany se contorcia embaixo de Santana, com as mãos enterradas nos cabelos escuros.

Lentamente, Santana escorregou sua mão pelo corpo de Brittany. Ela mantinha seu corpo deitado sobre o da loira, alternando entre beijos e mordidas no pescoço claro. Brittany segurou a mão que Santana descia e guiou-a até seu sexo, colocando-a sobre ele. A morena massageou o clitóris de Brittany com o polegar, fazendo a loira gemer prazerosamente. Brittany havia enterrado as unhas curtas nas costas de Santana, enquanto a latina beijava a namorada. Santana guiou seus dedos até a entrada de Brittany, e sem aviso prévio, a penetrou.

A loira mordeu o lábio da latina e enterrou as unhas com mais força em suas costas. Santana aumentou o ritmo das estocadas, sentindo o quadril de Brittany intensificando os movimentos. Santana começou a massagear o clitóris da loura em círculos, fazendo-a gemer mais alto contra seus lábios. Em poucos minutos, as paredes de Brittany começaram a se apertar ao redor de seus dedos, e com duas estocadas mais fortes, ela sentiu o corpo da loira amolecer e um líquido quente escorrer por seus dedos.

A latina tirou os dedos de dentro de Brittany e beijou a bochecha da loira repetidas vezes, até que Brittany segurou seu rosto e beijou seus lábios.

– Você é boa nisso. – Brittany elogiou, sorrindo contra os lábios da namorada.

– Você também é. – Santana retribuiu o sorriso.

– Tá doendo? – passou o dedo pelos lábios de Santana, detendo-se no machucado. – Desculpa, baby.

– Um pouquinho, mas não faz mal. – Santana beijou a namorada. – Valeu a pena.

Brittany sorriu e voltou a beijar Santana, abraçando sua cintura. A morena levantou do colo da namorada, puxando-a consigo até a cozinha. Brittany serviu a janta das duas, sentando ao lado de Santana na mesa. Comeram em um silêncio confortável, e depois Brittany puxou Santana até o quarto, deitando a cabeça no peito da namorada.

– Isso aqui é tão bom… — Santana murmurou, sentindo os olhos pesarem.

– O quê, San? – Brittany perguntou, encostando o queixo no peito nu da morena.

– Eu e você, — a morena respondeu. – sem mais ninguém.

Brittany observou enquanto os olhos da morena se fechavam e a sua respiração ficava compassada. Ela pensava do mesmo jeito que Santana. Tinha certo receio em contar a ela que pensava de tal forma, ou que às vezes imaginava como seria a vida com Santana em alguns anos, ou até em como seria acordar todos os dias ao lado dela. Não queria assusta-la, queria que ela descobrisse tudo no seu tempo.

Inclinou-se e beijou os lábios da namorada carinhosamente, sussurrou “eu te amo” em seu ouvido e voltou a deitar a cabeça em seu peito, adormecendo profundamente.

Notas finais
e ai?