O Amigo Do Meu Pai
26 Suborno
Notas iniciais
Enjoy
Bem, eu fui não para o Brasil. Mas também não acompanhei a banda para a próxima cidade da turnê. Depois de ser convencida por Sam, bati um papo longo com ele. Sam queria que queria me levar com ele e a banda para a próxima cidade da turnê, mas eu dizia que não queria. Então chegamos a uma conclusão boa para ambos, mas para mim do que para ele acho; eu iria “investigar” o porquê do exame ter dado negativo. Claro, poderia ter sido um simples erro do laboratório, mas esse “simples” erro estava me custando muito caro. Então eu queria ver se eu conseguia que o laboratório imprimisse o resultado certo, ou algo do tipo. Eu voltei então para Chicago, onde o exame havia sido feito...
*
Deviam ser por volta das onze da manhã quando eu adentrei no laboratório onde eu havia realizado o exame de DNA com meu pai. Estava um tanto quanto nervosa, pois não sabia como abordar sobre. Eu não chegaria dizendo “Oi. Eu fiz um exame de DNA aqui, mas deu negativo. Eu acho que vocês erraram, porque eu sou mesmo filha do Christopher Ferres, da Contarvi”. Não, eles iriam provavelmente rir de mim. Respirando fundo, e tentando achar algo útil para dizer em minha mente, me dirigi ao balcão de atendimento.
–Bom dia – disse a moça sorridente quando me aproximei.
–Bom dia – respondi dando um sorriso tímido.
–Em que posso ajudar?
–Bom, é que eu fiz um exame de DNA aqui, há algumas semanas e o resultado saiu há alguns dias, porém eu não pude vê-lo. Sabe, não fui eu que o peguei – disse inventando uma desculpa e torcendo para a mulher acreditar.
–Ah, eu posso ver isso para a senhorita. Só preciso de alguns dados sobre a senhorita.
Passei todos os dados que ela pediu.
–Só aguarde um segundo. Se quiser sentar-se – disse a moça apontando com a cabeça para umas cadeiras mais afastadas, entrando mais no laboratório.
Sorri agradecida e fui me sentar em uma dessas cadeiras. Aguardei uns vinte minutos, só batendo meu pé impacientemente no chão. Até a moça foi falar comigo, em meu lugar.
–Senhorita? — Ela chamou-me, já que eu olhava para minha bolsa, com a cabeça abaixada.
–Sim – respondi sorrindo e levantando minha cabeça para olha-la.
–Eu vi para a senhorita e, pelo que consta, quem retirou o exame foi o outro paciente em outra clinica.
–Sim. Mas é que eu não tive mais nenhum contado com o outro paciente desde o dia do teste. Por tanto não sei o resultado...
–Bom, eu consegui arranjar o resultado para a senhorita. Ele esta sendo impresso agora– ela respondeu sorrindo.
–Muito obrigada. Será, se não for muito abuso meu, você poderia me fazer outro favor? -Perguntei tendo uma ideia.
–Com certeza – respondeu a moça sorridente.
–Eu poderia falar com a moça que realizou a coleta? É que eu deixei algo com ela, para ela poder realizar a coleta, e em esqueci de pegar de volta! — Disse sorrindo falsa e mentindo mais que bandido.
–Que tipo de coisa? — A moça questionou desconfiada.
–Ahh... Um relógio de pulso! É que eu deixei minha bolsa na sala de espera com um amigo e não tinha onde guardar, então ela se ofereceu para guardar para mim! – Inventei uma desculpa sorrindo falsa.
–Eu vou ver se eu consigo localiza-la, mas não prometo nada.
–Tudo bem.
A moça se retirou novamente. Esperei mais uns quinze minutos, até que ela retornou. Me levantei num pulo.
–Tenho boas noticias. Eu encontrei a enfermeira e ela disse que ainda está com seu relógio – a moça disse, quase me fazendo enfartar. Deuses, como assim eu inventara uma mentira consistente?
–Está? — Perguntei surpresa.
–Sim. Ela está fazendo uma coleta agora e logo mais virá aqui para lhe entregar o relógio.
–Tudo bem. Obrigada.
–Seu teste também logo mais estará pronto. Ela até virá com ele para lhe entregar.
–Ok. Muito obrigada – respondi sorrindo.
A moça acenou com a cabeça e voltou para o balcão de atendimento junto com a outra moça. Eu aguardei um tempo, até que avistei a enfermeira. Ela vinha com um envelope na mão e um relógio na outra. Ela olhou ao redor na sala, mas aparentemente não avistou quem procurava. Se dirigiu para o balcão de atendimento e questionou a moça que me atendera. A moça apontou para mim e foi atender uma cliente que havia acabado de entra. A enfermeira, confusa, se dirigiu até mim.
–Você é Anastácia Cooper? — Ela questionou.
–Sim – respondi simpática me levantando.
–Bem, eu estou com seu exame. Mas acho que esse relógio não é seu, é? — Ela perguntou estendendo o relógio.
–Não, mas eu precisava falar com você – respondi.
–Olha, eu sinto muito. Mas agora eu não posso... — A enfermeira começou dizendo.
–Eu sei, eu sei. Mas é realmente importante. E ambas podemos nós dar bem com esse papo – insinuei.
Acredite se quiser, mas eu estava tentando subornar uma enfermeira. Depois eu ri muito disso, mas na hora era mais séria impossível.
–Espero que sim... Pode me acompanhar? — Pediu a enfermeira, entendendo bem meu recado.
Ela nos conduziu até uma sala de coleta. Ela fez sinal para eu entrar, que foi o que fiz, e ela entrou logo em seguida fechando a porta e acendendo a luz.
–O que você queria me dizer? — Perguntou a enfermeira indo direto ao ponto.
–Bom... — Disse fazendo um gesto com a mão, perguntando o nome dela.
–Ruth – ela respondeu.
–Bom Ruth, eu queria lhe pedir um favor. Favor este que vai ser bem recompensado.
– E que favor exatamente seria esse? — Ruth perguntou.
–Eu precisaria das amostras de sangue que você coletou de mim e de Chris naquele dia – disse objetiva.
–Você precisa das amostras? — A mulher disse meio incrédula.
–Sim. Se for possível...
–Possível é, mas não garanto lhe que elas já não foram descartadas. E também não garanto que eu poderei consegui-las com facilidade... — Ela insinuou.
–Não tem problema... Desde que as consiga.
–Tenho um prazo? — A mulher questionou.
–Não, mas se pudesse não demorar tanto agradeceria mais – insinuei.
–Tudo bem. Mas que mal lhe pergunte, porque precisa tanto dessas amostras?
–Pra resolver uns probleminhas... — Respondi sem mais informar.
Nós traçamos os últimos detalhes do plano e Ruth me entregou o teste, que foi mais uma desculpa. Mas, para garantias futuras, fiquei com o teste. Nós saímos da sala e ela seguiu para seus afazeres, enquanto eu me dirigia á saída. Me sentia vitoriosa, mesmo sabendo que nada era garantido. A primeira coisa que pensei, após botar os pés para fora do laboratório, foi em contar a Sam a noticia. Em grande estilo, claro...
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