O Amigo Do Meu Pai

18 Revendo velhos amigos


Notas iniciais
Oi povada, voltei! Bem, antes de começar com meu blá blá de sempre, eu tenho algo importante para dizer. No capitulo anterior que postei, eu cometi um erro. Graças a uma leitora, que me avisou dele, eu corrigi-o. À aqueles que perceberam o erro, peço desculpas e se quiserem retornar ao capitulo anterior para tirara a prova de que corrigi-o sintam-se à vontade.À aqueles que não notaram-o, sintam-se também livres se estiverem dispostos a procura-lo. Retornando a esse capitulo, aqui está a tão aguardada continuação. Acho que surpreenderei vocês...

Enjoy

O interfone que ali tinha tocou e em seguida uma voz feminina perguntou quem era.

–Sou eu, Sam, da Contarvi. Eu trouxe uma amiga junto também, Anne – respondeu Sam.

–Ahh Sam... — A moça disse carinhosamente, como uma vó com seus netos – Já estou indo abrir o portão para vocês!

Em seguida, o interfone foi deligado e esperamos em silencio a chegada da mulher. Logo ouvimos barulhos de passos e chaves do outro lado. Em seguida, o portão se abriu revelando a mulher: era uma senhora, de aproximadamente uns 60, que usava óculos, era robusta e que possuía o cabelo em um tom de mel bem claro. Ela abriu um enorme sorriso em ver Sam e abraçou-o. Sam retribui-o o abraço.

–Sam, querido! Quanto tempo! Disse a senhora após solta-lo.

–Já faz mesmo um tempo Betty... Uns três anos, não? Ele perguntou sorrindo.

–Deve ser isso sim – ela respondeu também sorrindo.

–Betty, essa é a Anne. A Anne é filha do Chris – Apresentou-me Sam – Anne, essa é a Betty. A Betty é a diretora daqui.

Betty sorriu e me cumprimentou com um beijo no rosto. Eu fiz o mesmo.

–Prazer Anne. Você é filha do Chris? Ela disse simpática.

–Sim — respondi sorrindo.

Ela sorriu de volta e fez sinal para nós a acompanharmos-lhe. Nós a seguimos para dentro, e ela fechou o portão ao passarmos. Não era nada do que imaginei. Pelo contrário; era a última coisa no mundo que pensaria que fosse. Era uma creche. Onde estávamos era uma espécie de passagem com um murinho em volta que dava acesso a um prédio enorme, porem também dava acesso a um caminho pequeno que levava até um parquinho, ao nosso lado. Algumas crianças brincavam no parquinho.

–Reconhece alguma, Sam? Perguntou Betty, referindo-se as crianças.

–Não sei... Espere, aquele é o Johnny? Ele perguntou apontando para um garotinho negro de uns oito anos que brincava sorrindo a um canto junto com outros garotos.

–É sim... — Betty respondeu – Gostaria de revê-lo mais de perto?

–Claro! Respondeu animado Sam, sorrindo.

–CRIANÇAS! Gritou Betty para as crianças do parquinho – OLHA QUEM ESTA AQUI: O TIO SAM!

As crianças olharam para Sam e pareceram recolhesse-lo. Elas largaram o que faziam e correram até nós. Elas logo pularam em cima de Sam, que sorria e ria com tudo. Eu também não pude deixar de sorrir.

–TIO SAM! Todos repetiam felizes, tentando abraça-lo.

–E aí crianças? Vocês cresceram! Sam disse sorrindo á todos.

–Sam! Gritou o tal de Johnny, pulando em Sam.

–Eaí Johnny? Disse Sam abraçando o garoto.

Eu sorri ainda mais. Ele abraçou o garoto de uma forma tão paternal... Não tive como não derreter-me ao ver aquilo.

–Galera, agora só um pouquinho de silencio – pediu Sam se abaixando para ficar na altura dos pequenos – Eu quero apresentar á vocês uma amiga minha, a Anne – disse ele me apontando.

Eu sorri simpática e sincera, acenando para as crianças.

–Ela, galera, é filha do tio Chris. Quem lembra do tio Chris? Perguntou Sam ás crianças.

As crianças praticamente formaram um coral dizendo “eu!”. Sam riu e eu também. Betty observava tudo muito sorridente á um a canto.

–Então, ela é filha dele e muito amiga minha. Então tratem ela bem se não boto todo mundo trancado dentro do armário! Ameaçou Sam, fazendo falsa cara de mal.

As crianças riram da careta de Sam. Ele me olhou, pedindo para eu chegar mas perto. Fiz isso, me abaixando e ficando na altura dele.

–Oi crianças – disse tentando ser simpática – Então vocês já conhecem o tio Sam aqui? Perguntei a elas.

Elas fizeram que sim com a cabeça. Uma das crianças, uma menina com aparência indiana com uma trança enorme e em tom de preto, levantou a mão.

–Sim, querida – disse a ela, achando que ela queria dizer algo.

–Posso perguntar uma coisa? Ela questionou.

–Sim.

–Vocês são namorados? Ela disse fazendo todos riram um pouco e olharam para nós curiosos.

Eu olhei um pouco constrangida para Sam. Até crianças pensavam isso!? Ele sorriu e se virou para as crianças para responde-las.

–Não crianças. A tia Anne ela é só uma amiga minha. Além também de que se eu fosse namorado da tia Anne, o tio Chris me matava – respondeu Sam, passando o dedo pelo pescoço e tombando a cabeça pra o lado, fechando os olhos e mostrando a língua.

As crianças riram mais ainda da palhaçada.

–Bom, crianças faz um tempão que eu não venho aqui e a tia Anne nunca veio. Que tal nos mostrar o lar de vocês? Perguntou Sam.

As crianças se animaram e deram vivas, que ao meu ver foi um sinal de que adorariam fazer isso . Sam se levantou e me ajudou a fazer o mesmo.

As crianças logo começaram a traçar um caminho para dentro do prédio. Eu logo pensei no que Sam dissera: “... mostra o lar de vocês”. Então aquilo não era uma escola, e sim um orfanato?

–Sam, isso é um orfanato? Perguntei baixinho á ele.

–Sim. As crianças aqui elas, bem, foram deixadas aqui ainda pequenas , em geral –ele respondeu.

A resposta dele me deixou um pouco abalada. Saber que os pais daquelas crianças as abandonaram. Isso me fez pensar que talvez eu também pudesse ter tido o mesmo fim que elas tiveram. Quero dizer, se minha mãe não tivesse recebido o apoio dos meus avós, ela poderia ter me deixado num orfanato também? Isso me deixou mal. Peguei na mão de Sam, numa tentativa de reconfortar-me. Aquele choque que sentira quando paguei em seu braço percorreu meu corpo novamente, e o dele também, pois ele me olhou. Mas diferente da primeira vez, não soltamos. Seguimos as crianças prédio adentro e lá encontramos mais crianças. Era uma espécie de grande salão de recreação, com brinquedos como mini lousas e cozinhas de brinquedo, mesas enormes e bancos do mesmo comprimento (como mesas de refeitórios) para as crianças se sentarem lado á lado, estantes cheias de livros infantis onde as crianças catavam um para ler, pufes para crianças se jogarem e lerem ou brincarem sentadas neles. Era verdadeiramente uma enorme sala de recreação. Havia muitas crianças de diferentes idades misturadas, juntamente com várias moças que deviam ser as pessoas que cuidavam das crianças. Olhei para Sam quando adentramos a sala e ele sorriu para mim, me iluminando também.

–PESSOAL! Gritou Betty entrando na sala atrás de nós – TEMOS VISITAS!

Todos pararam o que faziam e olharam para ela. Ela sorriu e apontou para nós.

–Pessoal, hoje temos vistas: o Sam e a Anne. Acho que vocês lembram-se do Sam, não? Ele e a banda dele, a Contarvi, já vieram aqui outra vez. E a Anne é uma amiga dele e filha de um dos integrantes do grupo, o Chris –apresentou-nos Betty á todos — Bem, eles vieram hoje para nos rever e conhecer, então o tratem direito, senão...

–Se não afogo todo mundo no vaso! Ameaçou debochadamente Sam, divertindo as crianças.

Todos voltaram então a fazer o que faziam e Betty se virou novamente para nós dois. Devo dizer que ela reparou em nossas mãos dadas?

–Bom, como você pode ver Sam, muitas coisas mudaram. A estrutura esta bem melhor, e devemos muito á vocês. Temos também algumas crianças novas, e bem, aqueles tocos que você conheceu não são já tão tocos assim... Há alguém que você queira ver em especial Sam, ou vocês queiram conhecer? Betty perguntou, não citando nossas mãos dadas, coisa que eu jurava que ela iria fazer.

–Eu gostaria de rever os maiores. Os adolescentes. Quero ver como eles estão... — Disse Sam.

–Tudo bem... Alguns, claro, já fizeram a maior idade e já se foram daqui, mas outros estão prestes a fazer e ainda residem aqui.

Sam concordou e nós atravessamos a sala. Entramos num enorme corredor do outro lado, que ao fim, dava em um jardim, que era impossível acessar por conta de uma grade. Durante todo o comprimento do corredor havia passagens com longos intervalos entre si. Nós percorremos quase todo o corredor até que Betty entrou na penúltima passagem da esquerda. Nós também viramos e demos de cara com mais um corredor, que tinha portas com menores intervalos do que o corredor anterior. Na porta, havia placas com nome que provavelmente eram das crianças. Ou seja, eram os quartos.

–Aqui é a ala dos maiores, dos que tem de quinze á dezessete. Cada quarto é dividido por quatro adolescentes do mesmo sexo, para não acontecer incidentes muito constrangedores ou abusivos – explicou Betty.

Eu e Sam a acompanhamos pelo corredor não muito comprido até que ela parou na ultima porta da direita. Na porta estava escrito embaixo um do outro: Jake, Will, Antony, Nathan. Os nomes dos donos do quarto. Betty bateu na porta.

–Acredito que você talvez queira ver alguém... — Disse ela é Sam antes da porta ser aberta.

A porta se abriu e revelou um garoto de pele bronzeada, com olhos castanhos bem escuros, cabelos castanhos escuros bem bagunçados. O garoto vestia uma camiseta básica preta com uma bermuda estilo praiana e um tênis esportivo. A blusa era um pouco justa, e revelava que o garoto devia frequentar a academia; ele possuía alguns músculos.

–Jake! Bem, eu tenho uma surpresa para você. Acho que você vai gostar... — disse Betty saindo da frente da porta e revelando Sam e eu.

O garoto, Jake, assim que botou os olhos em Sam vez cara de quem não acreditava. Ele piscou várias vezes e abriu a boca incrédulo. Já Sam abriu um enorme sorriso.

–Sam? Perguntou o garoto sem acreditar.

Sam sorriu mais e soltou a minha mão para ir até Jake. Ele abraçou Jake á moda masculina e depois recuou um pouco.

–Como você esta Jake? Sam perguntou.

–Bem e você? O garoto perguntou sorrindo.

–Também. Nossa faz tanto tempo... Cara, você cresceu muito! Me sinto muito tio agora! Comentou Sam nos divertindo com a sinceridade dele.

–Você já era tiozinho quando eu te conheci... — Brincou Jake fazendo-nos gargalhar mais, inclusive Sam.

–Jake, quero te apresentar uma amiga minha: Anne – disse Sam olhando-me.

Eu fui para perto de Sam, que passou as mãos em minha cintura. Eu estranhei aquilo, mas não contestei, só sorri para Luke e o cumprimentei com um beijo na bochecha. Ele sorriu para mim também e reparou na mão de Sam em minha cintura. Diferente de Betty, ele não deixou em branco.

–Amiga Sam? Luke questionou com um sorriso travesso nos lábios.

Eu não pude deixar de corar de leve. Já Sam levou mais na esportiva e riu.

–Amiga, sim. O pai da Anne é o Chris, se lembra? Disse Sam.

Luke arregalou os olhos e me olhou, como se perguntasse se era verdade.

–É verdade – respondi sorrindo.

–Nossa! Foi tudo que Luke disse, ainda meio espantado.

–Pois é... Imagina o que o Chris iria fazer comigo se eu fosse mais que amigo da Anne! Disse Sam nos divertindo.

Depois de as risadas se cessarem, eu me virei para Sam e disse empolgada.:

–Quero conhecer todos Sam!

Sam sorriu ao ouvir aquilo.

–Claro! Respondeu-me ele – Eaí Luke, topa fazer um tour para apresentar todos a Anne e para eu rever todos também? Questionou Sam para Luke.

–Lógico! Disse Luke sorrindo e saindo do quarto, fechando a porta.

Betty, que observava tudo sorrindo se dirigiu a todos nós:

–Já que vocês arranjaram um guia, acho que vou deixa-los um pouco á sós!

Nós concordamos e ela se retirou, deixando só nós três.

–Então, por onde vocês querem começar? Perguntou Luke olhando-nos.

–Você é o guia... — Disse Sam simples, dando de ombros.

–Ok. Vou levar vocês primeiro pra ver a galera...Acho que eles vão gostar de rever você! Disse Luke sorrindo e saindo na frente.

Sam sorriu para mim e eu sorri par ele. Ele me puxou mais para perto dele, colando o lado de nossos corpos. Eu passei então meu braço em torno de seu ombro. Nós sorrimos mais uma vez um para o outro e saímos andando atrás de Luke.

Notas finais
E aí? Surpreendi ou não vocês? Eu, particularmente, amei escrever esse capitulo. Ele surgiu na minha cabeça, na verdade, por conta de uma necessidade que eu tive de incluir uma coisa que lá na frente, bem lá na frente, vai fazer sentido para vocês e que será de crucial importância a fic...

Bom, como eu caprichei nesse capitulo, acho que sim pelo menos, eu quero pedir um favor mais que especial para vocês. Eu quero com esse capitulo chegar a 50 reviews. Claro, se vier mais eu vou amar mais ainda. Mas se vier menos, eu vou ser bem má, e vocês (acho) sabem que eu sei ser má mesmo... Então, leitores fantasmas, apareçam e e comentem. Leitores presentes, comentem também. Porque senão, serei muito má, e não estou brincando...