O Amigo Do Meu Pai

14 Ouvindo a voz mais forte em minha cabeça


Notas iniciais
Olá crianças, eu voltei! nem demorei, né? Bem, eu tenho uma novidade para vocês: sabe aquela fic que eu comentei que postaria? Então, eu a postei! Já está aqui no site e nas notas finais eu passo o link dela. Voltando a essa fic, nós paramos em um capitulo bem tenso, então aqui está a merecida continuação...

Enjoy!

Não sabia o que fazer. Se ouvia meu pai ou se embarcava. Olhei em meu celular e mostrava que faltavam doze minutos para meu voo decolar. Mordi, nervosa, meu lábio inferior e olhei para meu pai. Se ele fosse bem rápido...

–Ok, mas o senhor terá de ser rápido – disse voltando para a mesa da lanchonete onde me sentara, sendo seguida de imediato por ele e Sam.

Todos sentamo-nos à mesa, eu deixei o carrinho bem próximo de mim, e meu pai logo começou a falar:

–Anne, por favor, não vá. Eu sei que fui um pouco rude até contigo, mas eu não tinha essa intenção. Você me pegou totalmente de surpresa, e eu não soube como agir. Fiquei todos esses dias refletindo sobre tudo que você me falara e cheguei a uma conclusão: Você pode ser realmente minha filha...

Posso? Perguntei indignada, cortando-o no meio da frase.

Ele tomara meu tempo, me impedira de embarcar em meu voo, fizera aquela cena, para dizer que eu “poderia ser sua filha “... Poupe-me economize-me!

–Não, não – ele disse balançando a cabeça – Não quis dizer isso, expressei-me mal – disse justificando-se – Eu acho que você é mesmo minha filha. Já te disse que nunca mais vi sua mãe depois de que rompemos, mas certa vez ela me ligara. Ela estava meio tensa, e disse que precisava me contar algo, mas eu acabei atrapalhando-a falando da minha vida na faculdade, de meus “sons”... Eu estava tal empolgado e sonhador com o futuro que quando deixei-a falar, perguntando o que ela tinha que me contar, ela acabou voltando atrás, dizendo somente que estava com saudade de mim, como amigo, e desligou. Eu estranhei, mas não voltei a ligar para ela... Nunca desconfiei que fosse algo importante de fato, até você me dizer que era minha filha. Acabei juntando os pontos e conclui que o que Patty (apelido de minha mãe) queria me dizer, de fato, era isso: que estava grávida!

Olhei-o um pouco desconfiada. Minha mãe nunca citara essa ligação, mas pensando bem, porque haveria dele mentir também? Continuei olhando, mas também dei uma checada em meu celular; oito minutos. Mandei á meu pai um olhar impaciente, pedindo para ele ir logo ao ponto. Ele entendeu bem meu olhar:

–Anne, quando você me disse aquilo, eu realmente fiquei sem saber o que fazer. Admito que até cheguei a desconfiar que você estava tramando para mim, mas Sam e meus pensamentos ajudaram-me a ver que tudo que você me dissera era verdade mesmo: que você é minha filha com Patrícia! Que você também é um pedaço de mim, Anne!

O discurso dele mexera de verdade comigo. Eu sentia que ele estava sendo totalmente verdadeiro. Tive vontade, na hora, de ir abraça-lo. Mas ao mesmo tempo em que uma parte de mim quase dava mortais de alegria, outra me dizia para não cair naquele papo. Essa parte era a orgulhosa, que dizia ainda que ele fizera-me esperar por aquilo, angustiada, e nem ao menos me chamara de filha. Fiquei pouco tempo me decidindo qual parte ouvir, e por alguma razão, escolhi a parte orgulhosa. Na hora ela soou mais forte em minha cabeça. Levantei-me da mesa, sem dizer nada, peguei o carrinho e virei ás costas á Sam e Chris. Mas de repente, ouvi algo que me fez estacar novamente.

–Filha! Por favor! Disse Christopher, chamando-me.

Isso mesmo, ele dissera “filha”! Eu não acreditei; ele me chamara de filha, e não Anne! Não era mais um de meus sonhos, muito menos devaneios. Era real, acontecera. Virei de imediato e olhei para ele sem acreditar. Ele estava de pé e tinha uma expressão no rosto que praticamente implorava para eu ficar.

Passageiros do voo 234, favor encaminhar-se para a sala de embarque. Aviso, passageiros do voo 234, com destino á São Paulo, Brasil, com escala em Buenos Aires e Curitiba, por favor, se encaminhem á sala de embarque. ”

A voz de uma mulher soou por todo aeroporto, chamando pelos passageiros de meu voo. Olhei meu celular, nervosamente; quatro minutos para o embarque. Olhei novamente para meu pai e este continuava com a mesma expressão de antes; Sam também me olhava, de pé, e tinha uma expressão triste misturada com a uma de suplica também. Fechei meus olhos rapidamente e deixei que a voz mais forte em minha cabeça tomasse essa decisão por mim: Uma voz dizia-me para embarcar, mas outra me dizia para correr para meu pai. Como já disse, deixei a voz mais forte escolher. Larguei minha bolsa e telefone em cima do carrinho e corri para meu pai, ouvindo a voz mais predominante em minha cabeça; ouvindo a voz que me dizia para correr até meu pai. Ele me recebeu de braços abertos, e eu me aconcheguei pela primeira vez em um abraço de meu “velho”. Era como eu imaginara, só que melhor; era real. Eu apertei-o bem forte e ele fez o mesmo comigo. Ficamos parados, no meio do aeroporto, abraçados. Soltamo-nos aos poucos e olhamos para a cara um do outro. Não acreditava, era meu pai! Sorri para ele e ele sorriu para mim. Abracei-o mais uma vez. Enquanto abraçava-o, olhei para outra pessoa: Sam. Ele sorriu vendo-nos. Novamente, soltei-me aos poucos de meu pai e sorrindo para ele, me encaminhei até Sam. Ele sorriu ainda mais e eu, praticamente, me joguei em seus braços para um abraço. Ele me recebeu bem e apertou-me bem, comigo fazendo o mesmo com ele.

–O que eu te disse morena? Não valia a pena ficar? Ele sussurrou em meu ouvido.

–Valia, respondi também no ouvido dele.

Soltamo-nos e eu sorri para ele. Olhei para trás, para meu pai, e este fora buscar meu carrinho. Ele estava voltando com ele, quando Sam olhou em seu relógio de pulso e me disse:

–Acho que você perdeu seu voo!

Olhei no relógio dele e de fato perdera meu voo; eram uma e quarenta. Meu voo, pelo menos, era para já ter decolado. Sorri para ele, que deu uma leve risada. Meu pai chegou com o carrinho e eu comentei fingindo estra brava:

–Viu? Os senhores fizeram-me perder meu voo!

Eles sorriram e Sam disse todo convencido:

–Duvido que você pegasse aquele avião depois de ver essa beldade aqui! Você nunca conseguiria me deixar!

Eu e meu pai nos olhamos e demos boas gargalhadas. Ó convencido!

–Querido, eu te deixaria com o maior prazer! Pena que é parceiro de banda de meu pai... Disse contando o barato de Sam.

Ele mostrou língua para mim e fomos saindo do aeroporto, os três, com meu pai empurrando o carrinho enquanto eu e Sam íamos discutindo no caminho sobre como ele era convencido. Naquele momento, estava me sentindo mais completa do que nunca.

Notas finais
Então gostaram? Mereço reviews?

Bem, como dito mais acima, aqui está o link de minha nova fic: ela se chama "Fruto Proibido" e espero que vocês gostem!

http://fanfiction.com.br/historia/384057/Fruto_Proibido/ageconsent_ok