O Amigo Do Meu Pai

20 Confirmando o esperado... Ou não


Notas iniciais
E aí estrelinhas, tudo bem? Vocês notaram que estou bem rápida né? Bem, eu posso ser sempre assim, mas para isso quero um grande favor de vocês: eu tenho setenta leitores, e só pouco mais de dez comentam? Poxa, o que é isso? Olha, minha face de distribuição de bondade está passando, e se não querem pegar a minha fase de caridade do mal, é melhor conversarmos melhor sobre isso... Mas voltando um pouco a fic, paramos num capitulo salgado, né? Bem, sinto informar que os tempos de safadeza acabaram (por enquanto) e os tempos de tristeza adentraram. Acho que pelo titulo do capitulo dá pra imaginar um tanto, não? Bem, para descobrir, só lendo...

P.S. Leia as notas finais, importantes.

Cheguei com Sam ao hotel onde estávamos hospedados. Depois das gracinhas no café, viemos quase o caminho inteiro em silencio. Sam havia adotado uma cara de preocupado, o que me deixava no mesmo estado. Algo tinha acontecido para ele ter adotado aquela cara, e tinha 100% de certeza que tinha a ver com o teste. Ele só ficara assim depois do telefonema do café. Eu acompanhei-o hotel á dentro e subimos até o quarto de meu pai. O quarto de meu pai era dividido em três cômodos: banheiro, quarto e sala. Era um apart-hotel. Sam bateu na porta e a voz de James imediatamente falou “entre”. É, pelo visto todos estavam lá, acho. Assim que Sam abriu a porta, confirmei minhas suspeitas; de fato, estavam todos lá, inclusive Will. E eles não tinham uma boa cara. Eu entrei primeiro (cortesia de Sam) e Sam logo em seguida, fechando a porta. Eu e Sam ficamos lado á lado, olhando para todos na sala. Meu pai estava sentado na ponta do sofá da sala (cômodo onde estávamos) e tinha a cabeça baixa, com as mãos no cabelo encobrindo o rosto. Os integrantes da banda (exceto Sam) estavam olhando para os seus pés ou para o nada, tentando por tudo não encarar-me ou ao meu pai. Já Will estava parado á um canto com os braços cruzados me olhando carrancudo. Olhei assustada para Sam e ele tentou me acalmar com o olhar, e passando também uma mão em minha cintura e me puxando para mais perto dele.

-Gente, o que esta acontecendo? Perguntou Sam, quebrando o silencio incomodo que ali havia.

James suspirou triste e pegou um papel em cima da mesa. Ele entregou-o á Sam e á mim, depois voltou para seu canto.

O papel era o exame de DNA. Estava escrito várias coisas nele, mas o principal, e que estava destacado com letras maiúsculas e em negrito era o resultado do teste. Estava escrito bem destacado que dera negativo. Que eu não era filha de Chris, e que ele não era meu pai. Eu não acreditei. Só podia estar errado! Eu olhei para Sam e este não acreditava. Eu também não! Eu me soltei de Sam, com o papel em mãos.

-Isso só pode estar errado! Não tem como! Disse incrédula, olhando para o papel.

-Isso não esta errado. O exame foi realizado em uma das melhores clinicas dos Estados Unidos. Não tem como estar errado – disse Will um tanto quanto duro.

Olhei desesperada para Sam e este estava antônimo. Olhei então para Chris, que continuava na mesma posição.

-Chris... Pai, por favor! Não acredita nisso! Disse olhando-o.

Chris tirou as mãos do rosto, e levantou-o. Ele tinha uma expressão que mesclava desapontamento, decepção e até raiva.

-Não me chame de pai — Ele pediu rude.

Ele se levantou e se postou de costas á nós, de frente á janela. Ele passou as mãos no cabelo, abaixando de ligeiramente a cabeça, e bagunçando todos os fios.

-Sabe o quanto eu me senti feliz em ter uma filha? O começo pode ter sido difícil para ambos, mas depois que eu me acostumei com a ideia, não me aguentava de alegria. Ser pai... Você era meio grande, não acompanhei seu crescimento, mas do que importava? Você naquele momento estava ali, comigo. Me querendo como figura paterna – comentou Chris de costas.

Ele então se virou para nós e com uma expressão evidente de decepção, com um pouco de magoa, disse:

-Eu tinha certeza que você era minha filha. Hoje, quando peguei o exame, eu não tinha nem uma sombra de duvida. Para mim o exame era só um papel que me ajudaria a ficar mais próximo de você; de ser posto na sua certidão de nascimento. Mas quando Will abriu, a minha decepção não podia ser maior.

Eu não tive chão. Ouvi-lo falar assim era tão ruim quanto ouvi-lo gritar comigo. As lágrimas queriam invadir meus olhos, mas tentava por tudo impedir. Não iria permiti-las virem, não agora.

-Chris, por favor...Me ouve. Eu sou sim sua filha. Tenho certeza absoluta. Minha mãe nunca mentiria sobre algo desse tipo! Você a conheceu, sabe disso... — Implorei.

Chris abaixou a cabeça e passou uma mão no cabelo, bagunçando-o de novo. Quando ele levantou o rosto, tinha uma expressão um tanto quanto de sarcasmo.

-Anne, conheci a Lucy de dezessete anos. Nova, cheia de sonhos... Não conhecia a Lucy de trinta e poucos anos, sua mãe. Se é que ela é mesmo sua mãe. Se é que ela também não foi inclusa em sua trama toda – disse Chris.

As palavras dele me magoaram mais do que tudo. “Se é que ela é sua mãe... Se é que ela também não foi inclusa em sua trama toda...”. Todas essas palavras me acertaram com força de pedras e com precisão de facas. Doeu muito saber que ele estava achando tudo aquilo de mim.

-Chris, por favor. Eu juro que isso não é uma farsa. Minha mãe é sim a Lucy, que engravidou de você e me teve. Eu não inventei absolutamente nada — disse tentando controlara as lágrimas, que mais que nunca, queriam escorrer pelo meu rosto.

-Anne, por favor digo eu! Pediu Chris botando um sorriso irônico no rosto – Eu não quero ouvir. Você não é minha filha! Esta aí no papel, você leu! Ele disse olhando-me frio com o sorriso ainda no rosto.

-E você confia totalmente nesse papel? Disse abanando o papel na altura de meu rosto – Você não acha que essas clínicas, ás vezes, se enganam?

-Não nesse caso! Ele disse firme, tirando o sorriso e trocando-o por uma expressão séria.

Eu não acreditava. Meu pai não acreditava em mim. Ninguém acreditava em mim. Olhei em volta e todos os garotos estavam de cabeça baixa. Soltei o papel no chão e virei-me de costas, para Sam. Este tinha a cabeça baixa também e passava uma das mãos em seu cabelo.

-Sam... — Murmurei.

Sam levantou o rosto e tinha uma expressão desapontada.

-Eu confiei em você Anne... — Foi tudo que Sam disse a mim.

Eu não aguentei aquilo. Até Sam... Sam! As lágrimas tomaram conta de mim; começaram a descer em grande quantidade. Meu rímel, que infelizmente não era prova d’água, também as acompanhava.

-Ok. Então eu acho que é melhor eu ir... Não sou bem vinda! Disse entre as lagrimas, indo em direção á porta.

-Anne, não precisa disso...! Disse lamentoso Matt.

Me virei para ele e sorri bem fraco.

-Infelizmente precisa Matt. Eu não sou filha de ninguém, e nem amiga de ninguém. Não sou querida aqui. Não sou nada além de uma fingida que só queria ganhar fama — disse olhando primeiro para Chris e depois Sam e abrindo a porta do quarto e saindo.

Saí correndo pelo corredor do quarto, sem olhar aonde ia. Meu rosto estava mergulhado em lagrimas pretas, por conta do rímel. Minha visão também estava meio embaraçada por conta das lagrimas que caiam mais e mais. E só segurava minha bolsa no ombro e corria. Entrei no elevador e apertei o botão pra o térreo. As pessoas dentro do elevador me olhavam um tanto assustadas e intrigadas. Mas eu não ligava. Não ligava mais para nada. Assim que o elevador abriu-se eu corri pelo saguão, sem se importar com as pessoas pedindo para eu “tomar cuidado por onde andava” ou “para eu esperar; não correr naquele estado”. Eu não parei, não dei ouvidos a elas, só corri. Saí para a rua desnorteada e comecei a correr sem rumo. Só queria estar o mais longe possível dali. Atravessei a rua, sem ao menos olhar, e quase fui atropelado com um carro. O motorista freou a centímetros de mim. Me xingou também até a morte, mas eu só continuei correndo. Corri muito. Não sei quanto tempo ou por onde passei, só corri. Mas minhas pernas já não aguentavam e meus pés também, afinal, estava de salto. Aliás, nem sabia como estava conseguindo corre e não dar de cara com o chão. Vai ver é porque eu já estava ao chão. Acabei parando na frente de um restaurante caseiro e entrei neste mesmo. Não me senti bem. Não era só o cansaço, sentia também meio tonta. Assim que eu entrei no salão do restaurante, uma mulher veio em minha direção. Assim que ela me viu mais de perto, adotou uma expressão de preocupação.

-Moça, você esta se sentindo bem? Ela perguntou vindo me amparar.

Já estava muito tonta e mal conseguia ficar em pé. Ela me ajudou a me sentar numa cadeira.

-Eu... Eu me s-sinto tonta... Sede – disse já sem nem conseguir elaborar direito meus pensamentos.

-MÃE! AJUDA AQUI! Gritou a moça na direção de umas portas mais adentro do restaurante.

Eu comecei a ver embaralhado.

-Moça, você está muito pálida! Disse a mulher do restaurante preocupada.

Meus olhos começaram então a piscar mais lentamente, e eu fui sentindo que ia perdendo os sentidos à medida que meu corpo amolecia.

-Moça, por favor, não desmaia – pediu desesperada a mulher.

Mas não teve jeito. Eu fui ficando mais e mais molenga até cair no chão. A mulher deu um grito, assustada, e gritou na mesma direção que antes. Mas não consegui saber o que ela gritou. Eu só fui perdendo e perdendo os sentidos, e a ultima coisa que em lembro antes de desmaiar foi de mim pronunciando bem baixo, para mim mesma, o nome de Sam. Como se o chamasse, pedindo ajuda.

Notas finais
Quem aqui ficou com dó da Anne? Ela só se ferra né coitada? E até o Sam desacreditou nela! Triste, triste... Mas desfocando um pouco e me concentrando em outra coisa: estrelinhas, eu queria fazer um acordo com vocês. Bem, eu não gosto muito de chantagem, apesar de já ter feito com vocês. Então eu prefiro propor um acordo. É o seguinte: por capitulo, isso é bem é serio, eu queria que vocês deixassem pelo menso dez review. Eu sei, parece muito, mas não é. A questão e´que eu gosto quando vocês opinam e falam pra mim o que acharam do capitulo, ou o que vem achando da fic. Isso é importante para mim; para um autor em geral. Então, por favor galera, vamos deixar um review. É tão indolor, e não custa nada. Eu estava já querendo começar a partir desse capitulo, então... Se digamos, não ocorrer o esperado, eu ficarei bem triste, e quando fico triste as coisas não correm bem a minha volta...