Notas iniciais
Olá galerinha. Desculpe-me pela demora, mas eu tanho uma vida (quase inexistente, mas tenho) fora daqui, e digamos, que ela estava me dando problemas essa semana. Mas isso não importa. EU ESTOU MORRENDO DE FELICIDADE COM VOCÊS! SÉRIO! MAIS UMA RECOMENDAÇÃO? É melhor irem preparando o meu enterro, porque eu vou ter um troço! Eu não me aguentei de felicidade quando vi! Então, esse capítulo vai pra minha maninha Filha de Atena, afinal, eu também sou filha de Atena e ela fez uma recomendação a fic. Obrigada mana, amei! Coisas de semi-deuses... Olha, já vou avisando que o capítulo está meio blé, mas eu prometo que logo irá melhorar. Nem eu aguento mais tanto drama...

Enjoy

Ótimo! Agora teria que arranjar um jeito de me livrar de Sam! O elevador parou em meu andar algum tempo depois e Sam e eu saímos. Rumei sem pressa á meu quarto, ainda tentando arranjar uma desculpa para despachar Sam. Mas meus pensamentos não foram tão rápidos quanto minhas pernas, e logo estávamos parados em frente à porta de meu quarto. Tateei meus bolsos á procura da chave, mas não a encontrei. Repeti esse ato umas três vezes, mas ainda assim não obtive êxito. Droga, esquecera a chave dentro do quarto! Aí você pensa como eu consegui trancar a porta; simples, as portas travam automaticamente depois de dez segundos que você a fechou. E a chave, na verdade, era um cartão.

-Raios! — Exclamei passando a mão nos cabelos e me virando para Sam.

-Que aconteceu? — Ele perguntou com um sorriso pequeno no rosto por ver minha irritação.

-Esqueci o cartão dentro do quarto! Tenho agora que ir até a recepção pegar o reserva! -Respondi andando em direção aos elevadores.

-Vamos então... — Disse Sam mais para ele do que pra mim, me acompanhando.

Fomos até a recepção, e lá demorei cerca de vinte minutos até ser atendida e receber o cartão reserva. Nesse meio tempo me irritei mais ainda, por conta do horário, e quebrei ainda mais minha cachola para poder inventar uma desculpa a Sam, mas não consegui obter nenhuma descente. Voltamos para meu andar, comigo já com a chave reserva em mãos, e eu postei-me de frente a minha porta, respirando fundo. Deuses, o que faria agora? Passei o cartão na fechadura e a luz encima a fechadura piscou duas vezes em amarelo (pensando) e depois piscou verde (liberado). Abri a porta e entrei, com Sam logo atrás fechando a porta ao passar. Eu fui até a janela e me postei de frente a essa, de costas a Sam. Assim que viu todas as minhas malas arrumadas, ele ficou um tanto surpreso.

-Nossa! Achei que iriamos arrumar suas malas... — Sam disse meio surpreso.

Suspirei bem alto, e bem tristemente. Virei-me para ele, encarando-o. Era a ultima coisa que queria fazer, encara-lo, mas tinha quê; ele merecia a verdade.

-Eu já arrumei as minas coisas Sam... E também já me decidi sobrea minha escolha. De ficar ou não.

Sam prestava muita atenção. Ele tinha um semblante de quem esperava o próximo passo, mas seus olhos já o denunciavam; denunciavam que ele já conhecia o próximo passo. Por incrível que pareça, Sam sempre parecia conhecer minha próxima jogada.

-Eu decidi que... — suspirei fundo -... Que eu vou voltar ao Brasil.

Sam concordou com a cabeça, botando as mãos nos bolsos. Ele tinha uma expressão de decepção e tristeza, mas mais de tristeza mesmo. Tive de desviar meu olhar; não pude aguentar vê-lo assim. Olhei para baixo e cruzei meus braços, como se estivesse tentando me proteger do frio, que inexistia ali; abraçava a mim mesma numa tentativa de reconfortar-me. Ficamos algum breve tempo ali, cada qual absorto em pensamentos, mas nenhum desses felizes. Até que meu celular vibrou no bolso traseiro de minha calça. Peguei-o e era o alarme que eu botara nele; avisava que eu tinha meia hora para poder pegar o voo. Desliguei o alarme e suspirei, pela nonagésima vez, e levantei meu olhar á Sam.

-Meu voo saí em meia hora – informei triste.

-Então você ia sem ao menos se despedir? — Ele perguntou olhando-me sério.

Engoli em seco e fui até minha bolsa, em cima da cama. Mexi um pouco nela, procurando por algo que até eu não sabia o que seria. Senti então uma mão em meu pulso, me segurando. Olhei para o dono da mão; Sam olhava-me bem de perto, seríssimo.

-Anne, você iria embora sem se despedir? — Ele repetiu a pergunta.

-Sim, Sam. Ia – respondi comprimindo meus lábios depois da resposta.

Sam soltou meu pulso e eu fui até o outro lado da cama, me virando para a parede. Meus olhos ardiam, mas não se formara nenhuma lágrima ali. Sorte; não queria chorar. Não queria parecer fraca, ainda mais diante de Sam.

-Porque você não me disse nada sobre a sua escolha? — Sam perguntou sem sair da onde estava.

-Porque eu não queria magoa-lo... Ou me magoar... – respondi sincera ainda de costas, botando as mãos na cintura e respirando calmamente.

Ouvi o barulho de passos se aproximando e olhei para o lado. Sam se encontrava a poucos passos de mim, olhando-me triste e com as mãos no bolso. Levantei minha cabeça um pouco para ele e o fitei. Deuses! Já comentei que os olhos de Sam sempre me atraem? É como se fossem faróis em alto mar, que me guiam e me localizam. Sei, sei... Meloso ao último! Isso porque nem temos envolvimento muito profundo... Não aguentei: corri e abracei Sam. Odiava admitir, mesmo já tendo falado isso um milhão de vezes, mas Sam era alguém especial para mim.

-Eu não suporto a ideia de ter que dizer adeus para você! De ter que passar um tempo com você sabendo que talvez seja o último — Admiti, ainda sem lágrimas, mas com um abraço sufocante de minha parte.

Sam, que correspondia ao abraço, afrouxou-o e me botou de frente a ele. Ele pegou gentilmente meu queixo, levantando minha cabeça que estava abaixada. Ele me olhou com uma expressão de compreensão total. Aliás, Sam era o único que conseguia fazer essa expressão e me parecer convincente, real.

-Anne, você não precisa ir e você sabe. Você pode tentar... Você quer tentar – disse Sam gentil — Não é fácil; ninguém garante que você não vai se machucar. Mas do que vale você ficar no Brasil, sabendo e se remoendo sobre algo que você poderia ter feito? – Perguntou Sam.

Eu abaixei meu olhar e suspirei baixo. Mordi meu lábio inferior sem saber o que responder. Ele estava certíssimo; do que valia ficar no Brasil, magoada e sem pai, sabendo que eu tivera uma chance para mudar a situação? Não valia de nada! Mas também do que valeria a dor que provavelmente passaria se ficasse e não obtivesse sucesso? Valia o sentimento de que, pelo menos, cumpri minha parte, tentei tudo que podia? Abracei-me forte, tendo tomado minha decisão. Catei meu celular no bolso de trás da calça, olhando o horário; tinha vinte minutos ainda para pegar o voo. Respirei fundo, botei o celular no bolso novamente e virei-me para Sam. Olhei-o e não disse nada, só corri até ele e abracei-o forte.

-Sabe o que isso significa? — Sussurrei em seu ouvido.

-Que você vai me deixar? — Arriscou ele, também sussurrando em meu ouvido.

-Não. Significa que você mais uma vez me vez perder um voo. Que agora me deve duas passagens de avião para o Brasil – respondi brincando com ele.

Sam me soltou e me olhou incrédulo. Ele, no mesmo instante, abriu um lindo sorriso; um sorriso de verdadeira felicidade. Eu também não pude deixar de sorrir. Sam catou-me pela cintura e me levantou. Eu dei um grito de surpresa, ainda mais depois que ele começou a me girar no ar. Aquela cena parecia cena de filmes românticos, quando a garota anuncia que ficara com o garoto. Sério, quem visse de fora acharia isso. Até porque eu sentia isso também. Um pouco, mas sentia. A garota tinha escolhido ficar com o garoto.

Notas finais
E então? Fofo esse final? Talvez seja a única coisa que salve... Mas enfim, acho que o próximo já é menos blé (menos dramático). Aliás, eu quero falar algo aqui porque acho que vocês me interpretaram mal: eu tenho CERTEZA ABSOLUTA que vocês iram gostar do Michael. Ok, isso não esclarece muita coisa, mas é verdade. Bom, mas isso talvez esclareça: o Michael tem um laço bem forte com um personagem da história. pronto, me calei. Agora é esperar até ele dar as caras.