O Alquimista Imortal
12 Capítulo 12:Castidade
Notas iniciais
corrigido por minha maninha como todos os outros o/
Alphonse e os demais haviam se instalado numa casa que pertencia ao casal Elric. Muito tempo atrás, Edward reconstruíra a casa que ele e seu irmão haviam queimado, e quando recebiam muitas visitas, eles as instalavam nessa casa, coisa comum tendo em vista o grande número de amigos que eles fizeram em suas viagens.
O dia a dia do grupo era movimentado, treinavam incansavelmente formas de derrotar os homúnculos seguindo as palavras do Orgulho a respeito das habilidades dos inimigos.
Orgulho – Não, temos que ser mais rápidos que isso.
Rika – Não dá pra ir mais rápido.
Alphonse – Precisamos ser mais rápidos, se pretendemos pelo menos tocar no Preguiça.
Rika ficou irritada e foi praticar em outro canto o combate contra o Ira.
Elisia – Ai ai, ta muito difícil alcançar essa velocidade.
Alphonse – Mas temos que conseguir, provavelmente já conseguimos derrotar todos os outros homúnculos com nossas habilidades atuais, só faltam os três mais fortes.
Eles estavam constantemente preocupados com o Preguiça, o Inveja e o Heresia.
Orgulho – Talvez não devêssemos pensar em como ser mais rápidos, mas em como fazê-lo mais lento.
Alphonse – Excelente idéia. Rika venha aqui!
Alphonse fez novas táticas que quando foram postas em prática pareceram funcionar melhor do que as anteriores.
Alphonse – Ótimo trabalho pessoal, talvez assim nós consigamos lutar com ele.
De repente um grito familiar veio de longe.
Alphonse – Winry.
O grupo correu na direção do grito e encontrou uma Winry correndo desesperada de cinco homens armados com ancinhos, foices e outras ferramentas semelhantes.
Winry – Al, socorro!
Alphonse usou a alquimia e fez com mãos de pedra saíssem do chão e prendessem os perseguidores. Ele então se aproximou.
Alphonse – O que foi que deu em vocês para...
Ele parou petrificado, os homens tinham expressões nada saudáveis, seus olhos giravam nas órbitas como que procurando desesperadamente uma saída, todos emitiam grunhidos estranhos e um ou outra encarava Alphonse com ódio no olhar.
Homem1 – GRRRAAAAHHH!!!! MATAAAAARRR.
Homem2 – MATAAAAAARR MULHEEEERR!!!!
Orgulho – Alphonse, isso é...
???? – Isso mesmo querido, isso é obra minha.
Todos olharam para onde vinha à voz e encontraram a homúnculo parada e cercada por mais sete homens enlouquecidos.
Luxúria – Eu vou agora fazer o que o Preguiça não conseguiu, e ainda mais.
Orgulho – Você não conseguiu antes, então como conseguiria agora?
Luxúria – Fácil querido.
Ela estalou os dedos e de todas as direções homens e mulheres enlouquecidos apareceram, estavam cercados pelo que provavelmente eram todos os moradores de Resembool.
Alphonse – Pessoal, não machuquem as pessoas mais do que o necessário.
Orgulho – Não se preocupe Al, se nos livrarmos dela, as pessoas com o tempo voltarão ao normal.
Luxúria – Pena que isso não vai acontecer. ATACAR!!!
Toda a massa de pessoas enlouquecidas pelos poderes da homúnculo atacou. O grupo se esforçava em proteger a casa onde Winry e a Vovó Pinako estavam. Continuamente eles nocauteavam e prendiam os inimigos, a batalha era dura mas provavelmente poderiam vencer.
Luxúria – Não pensem que será assim tão fácil.
Ela estalou os dedos e os que estavam desmaiados, despertaram. A batalha recomeçou, mas dessa vez, só prendendo eles é que era possível pará-los. Luxúria ria alto enquanto via as forças de seus inimigos sendo drenadas pela batalha. De repente uma grande mão de pedra atingiu suas costas, lançando-a no centro do conflito.
Luxúria – Aaaaaaahhh!!!
Ela caiu bem no meio de seu grupo de bestas, que prontamente ao ver o perigo que sua mestra corria, se reuniram em uma grande massa para amortecer sua queda.
Luxúria – Quem fez isso?
No local onde a homúnculo estava e que agora tinha uma grande mão de pedra saída do chão, estava um homem de cabelos e olhos dourados.
Alphonse – Ed.
Edward – Al, agora.
Ambos os irmãos usaram a alquimia e criaram um buraco gigantesco bem embaixo de todos os escravos da homúnculo. Todos eles caíram dentro da armadilha junto com a mestra que ainda carregavam.
Luxúria – Seu maldito!
Edward deu uma risadinha e novamente usou a alquimia.
Dessa vez um pilar de pedra surgiu do chão e atingiu a homúnculo, lançando-a no ar e rapidamente se retirando de volta para o chão.
Luxúria ia xingar novamente o alquimista, mas parou ao ver o olhar assassino que revelavam os olhos de Rika, em um simples estalar de dedos, uma poderosa explosão despedaçou o corpo da homúnculo. Luxúria foi se regenerar perto de onde o grupo de Alphonse estava, e este por sua vez imediatamente prendeu a homúnculo.
Alphonse – Renda-se.
Luxúria – Nunca.
Alphonse – Então não temos outra escolha.
Orgulho – Pode deixar comigo, Alphonse.
Alphonse – Tudo bem.
Alphonse usou a alquimia e fez uma espada para o homúnculo. Orgulho pegou a arma e começou a fazer com a inimiga o mesmo que o Preguiça fizera com ele.
Alphonse e os demais começavam a se retirar quando uma voz os fez olhar para trás.
Preguiça – Já chega Orgulho.
O veloz homúnculo surgiu de um buraco na terra e acertou um chute em Orgulho, derrubando-o no chão.
Preguiça – Luxúria não deve morrer aqui, ordens do mestre.
Ele soltou a garota e pulou carregando ela dentro do buraco, imediatamente o buraco se fechou e os esforços dos demais para achar o túnel por onde o homúnculo fugira foram em vão. O grupo então retomou seus treinos para destruir os demais homúnculos.
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Depois de pouco tempo, Preguiça chegou à base dos homúnculos carregando a Luxuria, que ele jogou no chão aos pés de seu mestre.
Preguiça – Eis aqui a perdedora, mestre.
Heresia – Bom trabalho.
Luxuria – Mestre, obrigada por me salvar.
Heresia – Não precisa agradecer.
Ele agarrou a moça pelo pescoço. Um brilho vermelho emanou de sua mão e várias luzes brancas saíram do corpo dela e entraram no dele.
Heresia – Pronto, agora tenho o poder de dominar os outros de volta, e você se torna uma simples humana, resta apenas sua alma de homúnculo sem poderes nesse corpo.
Luxuria – Maldito.
Ela tentou socá-lo, mas ele se desviou e ela caiu dentro de um buraco. A última coisa que ela conseguiu ver antes de mergulhar na escuridão foi o sorriso maligno no rosto do Heresia e o buraco se fechando após ela ter caído. Ela então atingiu um chão molhado. Seu corpo doeu com o impacto, mas ela conseguiu se levantar. Uma voz a suas costas fez com que seu sangue gelasse.
???? – Que maravilha, outro brinquedinho.
Luxuria – É você, Inveja?
Inveja – Sim, sou eu. Agora vamos brincar.
Duas mãos diferentes saíram das sombras e tocaram o rosto da garota, que acabara de se virar tentando ver em vão o rosto do monstro. As mãos apalparam com vontade o rosto e depois cada detalhe de suas roupas e seu corpo, apesar de não deixar um único detalhe passar. Elas se moviam muito rápido, quase que como se tivesse pressa naquilo, e por fim elas pararam.
Inveja – Acabou a brincadeira.
O homúnculo se aproximou e ela conseguiu ver como ele era. Diante daquela visão, soltou o grito mais alto que já dera na vida, mas que imediatamente foi encerrado quando sua vida se acabou ao ser perfurada por inúmeras lanças de aço, deixando seu corpo totalmente irreconhecível. De lá de cima só se ouvira o grito aterrorizado da homúnculo e a risada psicótica do monstro depois de matá-la.
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