O Alquimista Imortal
13 Capítulo 13: Paciência e o monstro louco
Um dia tinha se passado depois da morte de Luxúria quando um grande barulho foi ouvido no andar de baixo. Heresia abriu a passagem e saltou lá dentro seguido de Preguiça e Gula que sempre estavam com ele. Lá dentro ele viu o que temia.
Heresia – O Inveja escapou.
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Alphonse e os outros estavam satisfeitos com sua vitória no dia anterior e treinavam mais alegres. Os moradores de Resembool iam aos poucos voltando ao normal, e quando isso acontecia eram retirados do buraco, trabalho que acabou sobrando para Edward.
Edward – Que saco, porque eu tenho que ficar vigiando esses malucos?
Winry – Porque os outros estão ocupados se preparando.
Edward – Isso não é nada, isso é só uma desculpa besta deles.
Winry – Quem decidiu isso fui eu.
Ela começou a bater na mão com uma de suas ferramentas de forma bem ameaçadora.
Edward – Se foi decisão sua então é ótima, querida. Vou ficar aqui quietinho.
Winry – Viu, sabia que ia concordar.
Ela sorriu e ele tirou mais uma pessoa de dentro do buraco. No final da tarde, ele retirou o último morador do buraco e restaurou o chão. Todos estavam jantando quando ele entrou em casa.
Edward – Terminei. Todo mundo voltou ao normal.
Alphonse – Obrigado Ed, eu mesmo teria feito, mas a Winry insistiu.
O grupo jantou e depois voltaram para a casa onde estavam hospedados e dormiram tranquilamente. Pela manhã, acordaram repentinamente com o som de pessoas correndo e os chamando. Eles se dirigiram às janelas e a porta da casa para ver o que acontecia.
Homem1 – Alphonse, meninas do exercito! Um monstro atacou o vilarejo vizinho.
Rika – Que tipo de monstro?
Homem2 – Os sobreviventes disseram que era um garoto que virou um monstro musculoso enorme.
Rika e Elisia – É o Ira.
Orgulho – Sem dúvida, temos que ir logo.
O grupo se arrumou e pegou um carro emprestado com um dos sobreviventes, em pouco tempo já haviam chegado ao vilarejo.
O local estava completamente devastado, casas e plantações estavam totalmente destruídas, diversos corpos de pessoas e animais jaziam esmagados por todo o lugar. O grupo seguiu o barulho de destruição e encontrou o gigante vermelho, que era o homúnculo.
Rika – Ira seu monstro, pare com isso agora mesmo.
O gigante virou seus 5 metros de altura de puro músculo para a garota.
Ira – Finalmente, achei que teria que ir destruir outro vilarejo para chamar a atenção de vocês.
Elisia rapidamente pulou em cima do monstro e com um poderoso golpe de suas pernas, afundou a cabeça do monstro no corpo gigante dele. Ele tombou para trás e a garota voltou para perto de seus companheiros. Ele novamente se levantou, e aumentou ainda mais de tamanho.
Ira – Maldita!
Alphonse transmutou uma casa próxima ao homúnculo em um punho gigante, que fez novamente o que Elisia fizera antes, novamente o monstro foi ao chão e se levantou, dessa vez ainda maior.
Ira – GRAAAAAHHH!!!
Ele deu um soco no punho que Alphonse transmutara e o reduziu a uma pilha de escombros.
Ira – MATAR TODOS!!!
Rika eletrocutou o corpo do monstro que morrera mais uma vez, novamente ao voltar ao normal seu tamanho aumentou.
Ira – JÁ CHEGA, VOCES VÃO MORRER.
A fúria do monstro aumentou assustadoramente. Ele cresceu absurdamente nessa última explosão de fúria e ficou maior do que as meninas jamais tinham visto. Ele tinha mais de 20 metros de altura e tudo nele era gigantesco, com exceção de sua cabecinha que continuava pequena e agora com certeza não pensava mais.
Orgulho – Só falta uma vida.
Rika – Como você sabe?
Orgulho – Esse é o ponto máximo que ele pode chegar, só acontece quando a única alma restante é a alma irada dele, sem as outras almas a fúria dele se libera ao máximo. Agora que a coisa vai ficar feia.
Ira – GRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH!!!!!!!
O grito foi tão alto que o grupo teve que tapar os ouvidos para não ficarem surdos.
O monstro partiu para cima deles, mas o tamanho de seus músculos tirou a velocidade e a flexibilidade de seu corpo. Desviar do golpe foi fácil, mas o impacto gerado por ele lançou todos para longe, eles atacavam com tudo o que tinham, mas os músculos do monstro eram mais duros que aço, e sua cabeça ficava muito alta para ser atingida. A batalha era dura até que de repente, eles viram uma figura estranha se aproximar.
Um “homem” se aproximava, ou ao menos era o que ele parecia ser. Sua aparência mudava constantemente, a cor e o formato dos seus olhas mudava o tempo todo, o mesmo acontecia com cada mínimo detalhe de seu corpo, tamanho, forma, cor, tudo mudava, em alguns momentos partes de animais e até mesmo de objetos e outras coisas mais acomodas como o interior de corpos ou deformações grotescas aparecia; mas uma coisa nesse “homem” não mudava, seu olhar transmitia um sentimento horrível, como se tudo que vive no mundo fosse encontrar seu fim nas “mãos” desse “homem”.
O homúnculo em meio a seu frenesi de destruição não percebeu a aproximação do “homem” até que fosse tocado por ele. Depois de sentir o toque do “homem” ele se virou e o encarou, no instante em que seu atrofiado cérebro percebeu de quem se tratava, todo o sangue pareceu desaparecer de seu corpo, o tom vermelho vivo de seus poderosos músculos tornou-se um rosa pálido.
Ira – INVEJA!!!!!
O grupo de Alphonse olhou para o homúnculo que parecia minúsculo perto do Ira, e no mesmo instante eles perceberam o que aconteceria, Inveja mataria o Ira, e mataria a todos que estivessem em seu campo de visão, eles tinham que fugir.
Alphonse fez um sinal silencioso para os demais e eles lentamente começaram a se retirar, mantendo-se atrás de Ira para que o Inveja não os visse.
Inveja sorriu para o Ira ao ouvir seu nome e então sua forma mudou, ele cresceu e cresceu, até ficar do mesmo tamanho do Ira, ele havia copiado a aparência do Ira.
Ira – COMO?!?!?!
Inveja – Esse é meu poder, eu não posso copiar seu poder, mas posso copiar seu tamanho, e agora posso aplicar esse conceito a outros seres que copiei também. E agora com toda essa força física.
Inveja emanou um brilho vermelho de sua mão direita e nela materializou uma grande espada, que obviamente só conseguiria segurar usando esse corpo que copiara do Ira.
Ira – ENTENDI, VOCE PODE COPIAR TUDO.
Inveja – Isso aí grandão, minha inveja me permite ter tudo que os outros têm, mas não acaba aí. Eu também detesto que os outros tenham o que eu tenho, então essa sua aparência tem que sumir.
Ele atacou com a espada gigante que criara e partiu o Ira em dois de cima para baixo. O corpo do homúnculo se desfizera e ele voltara o próprio corpo para a forma que tinha antes.
Aterrorizados, o grupo vira tudo o que acontecera em meio a sua silenciosa fuga, e por pouco escaparam da vista do monstro que agora copiava as aparências de todos os corpos do local, e após roubar-lhes a aparência, destruía os corpos das formas mais grotescas que se pode imaginar, reduzindo-os a montes de carne irreconhecíveis, e espalhando pelo ar a sua risada psicótica.
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