O Alquimista Imortal

7 Capítulo 7:O pecado do conflito


Depois de comerem o delicioso jantar preparado pelo casal Elric, as garotas contaram a Alphonse tudo que havia acontecido desde o inicio, Alphonse e Edward ficaram pensativos por um instante mas logo voltaram à conversa.

Alphonse – Entendo, então temos mais 8 homúnculos para exterminar.

Edward – Que saco, estamos novamente em perigo. Será que esse país nunca vai ter paz?!

Alphonse – Calma Ed, eu irei com as meninas e daremos um jeito nisso.

Elisia – Muito obrigada tio Al.

Al sorriu para a menina mas Rika ainda estava em duvida sobre ele.

Rika – E como é que vamos dar um jeito nisso senhor Alphonse.

Alphonse – Já tenho um plano traçado, primeiro vamos descobrir quem os homúnculos eram quando ainda eram seres humanos e também suas habilidades, isso vai ser difícil e perigoso mas com militares experientes como vocês acho que um humilde senhor do interior como eu vai poder fazer algo.

Elisia – Não seja tão modesto tio Al, o senhor é o mais poderoso de nós 3.

Rika – É o que??? Eu não acredito nisso, como um “humilde senhor do interior” pode ser mais poderoso que o Punho de Amestris ou a Storm Alchemist. Ele nem é militar.

Elisia – Rika, você lembra do ranking que seu pai fez sobre o poder dos alquimistas federais em batalha?

Rika – É claro que eu lembro, eu era a quarta no ranking, e o papai o segundo.

Edward – Olha só, a raposa até que é modesta, pensei que numa coisa feita por ele o primeiro seria sempre ele.

Rika – Essa lista foi promovida por ele mas foram os demais militares que votaram, e o primeiro foi o senhor, Edward Elric, o Fullmetal Alchemist.

Edward – Viu Winry, o melhor do país.

Ela sorriu pra ele, feliz em ele ser o melhor e depois deu um golpe com uma panela na cabeça dele.

Winry – Seja modesto amor.

Edward – Ai, as panelas doem menos mas mesmo assim doem muito.

Rika – Mas o que isso com a situação Elisia?

Elisia – É que uma vez eu perguntei ao general Mustang como seria a lista segundo ele caso envolvessem alquimistas não federais também.

Rika – E o que ele disse?

Elisia – Que o segundo lugar seria ocupado ou por ele ou pelo senhor Alphonse Elric.

Edward – Aí Al, tá muito bem rapaz.

Alphonse – Obrigado Ed. Acho que isso prova que sou bom o bastante Rika, vamos logo, devemos nos apressar antes que os homúnculos se aproximem mais de seus planos, qualquer que sejam eles.

Rika ainda estava desconfiada mas não podia negar as palavras de seu pai ou de sua amiga.

Rika – Está bem, mas ainda não me convenceu.

Elas dormiram na casa e na manhã seguinte, esperaram que Alphonse aprontasse suas coisas depois se despediram de todos e partiram, eles seguiram ate a estação e depois pegaram um trem para um dos extremos do país onde normalmente aconteciam os ataques, pararam em uma estação no meio do nada e pegaram uma carona ate um vilarejo distante, chegaram no fim do dia e logo foram ate uma hospedaria para passar a noite, depois de instalados Alphonse se retirou até a porta da frente da hospedaria e pediu que as meninas ficassem no quarto que se encontrava no andar de cima, elas ficaram olhando ele pela janela quando ele fez algo que as surpreendeu, ele desenhou um circulo de transmutação estranho no chão e depois juntou suas mãos e apoiou-as sobre o circulo, o circulo brilhou com uma luz azulada e depois mudou para um tom de verde muito belo, diversos feixes da luz verde saíram percorrendo o chão e indo em todas as direções, elas perceberam que dois dos feixes que entraram na hospedaria subiram as escadas e atingiram a elas duas, a luz brilhou intensamente quando as atingiu, elas viram vários feixes de luz se manifestarem pela cidade em diversos pontos mas perceberam que em um local o feixe que apareceu emanava uma luz vermelha sinistra e intensa.

Rika – O que foi tudo isso?

Alphonse – Esse é uma transmutação especial desenvolvida por mim e pelo meu irmão, nunca havia sido testada na pratica mas parece que funciona.

Elisia – E o que ela faz?

Alphonse – Ela procura almas dentro de seu alcance, quando encontra uma alma em um corpo ela emana esse brilho verde mas quando encontra varias almas em um corpo ela emite aquele brilho vermelho que vocês viram, quanto mais intenso o brilho, mais almas há naquele local.

Rika – Então quer dizer que naquele local há um homúnculo?

Alphonse – Sim e não. Provavelmente há um homúnculo, mas o que ela rastreia são almas, então também pode ser uma pedra filosofal sem corpo, mas acho pouco provável.

Rika – E o que estamos esperando, vamos atrás dele.

Alphonse – Ainda não, vamos fazer ele vir até nós e armaremos uma armadilha para ele, assim descobriremos seus poderes e identidade. Rika, atire uma chama para o céu para informar nossa localização.

Rika – Ai ai, tudo bem.

Ela atirou uma grande chama pra o seu enquanto Al transmutou o chão em um buraco perfeitamente camuflado e sentou-se dentro dele, pouco tempo depois um homem veio se aproximando da hospedaria, ele tinha cabelos negros curtos e usava roupas de classe, seus olhos negros e seu sorriso tinham uma expressão de superioridade enquanto caminhava em direção a seus inimigos, ele parou bem em frente ao buraco camuflado.

???? – Vocês realmente acharam que eu cairia numa armadilha ridícula como essa? Devem ser mais tolos do que pensei que eram ao ver que me desafiaram.

Alphonse juntou suas mãos e encostou na lateral do buraco, dois grandes pedaços de terra dos lados do homem o envolveram e imobilizaram, ao mesmo tempo o ponto mais embaixo onde Alphonse estava se impulsionou para cima voltando a seu nível normal.

Alphonse – Vocês homúnculos são todos iguais, sempre nos subestimando.

???? – E com razão, somos muito melhores que vocês humanos, só com golpes de sorte como esse para você conseguir no máximo me tocar.

Alphonse – E quem é você afinal homúnculo?

???? – Eu sou o grande homúnculo Orgulho. Agora seres inferiores, me soltem.

As duas garotas apareceram na porta da hospedaria.

Rika – De jeito nenhum seu monstro, agora nos diga quem era você antes de virar homúnculo.

Orgulho – Ora ora, pelo visto pretendem pegar meu corpo para poder me deter, mas fico feliz de informar-lhes que todos nós fomos feitos com nossos próprios corpos, diferente dos homúnculos de antigamente nós somos perfeitos, sem pontos fracos.

Alphonse – Ninguém é perfeito, agora nos diga qual o seu poder e dos seus aliados.

Orgulho – Se me soltar e me vencer eu talvez te conte velho.

Rika – Seu idiota, fale logo.

Ela estalou os dedos e ele foi incinerado, logo seu corpo foi restaurado e ele continuou falar.

Orgulho – Ai, sua maldita, agora eu não falo mesmo.

Rika – Então eu vou fazer você falar.

Alphonse – Rika espere!

Rika – Porque, ele não quer falar então basta queimá-lo ate que fale ou morra de vez.

Alphonse – Podemos resolver de outro jeito. Orgulho, se eu te soltar e te derrotar você responde nossas perguntas?

Orgulho – Tudo bem, mas essas meninas não podem se envolver, seremos apenas nós dois, uma briga de homens.

Alphonse – Tudo bem, Rika e Elisia fiquem de fora.

Rika – Mas...

Alphonse – Nada de mas, eu dou um jeito, quem sabe assim você não acredita mais em mim minha jovem.

Rika se sentia contrariada mas achou que valia a pena ver se Alphonse era tão bom quanto diziam que ele era, ele então soltou o homúnculo e este veio em direção a Alphonse e estendeu a mão para ele.

Orgulho – Uma luta honesta, se vencer eu te conto o que quer saber, se perder sua alma pertencerá ao nosso mestre.

Alphonse – De acordo.

Eles apertaram as mãos e se afastaram com um pulo para trás.

Orgulho – Agora começa o seu fim humano.

Alphonse – É o que veremos homúnculo.

Notas finais
Bom espero que gostem o/
Agora uma rapida explicaçao sobre o título: "O orgulho nao é o que te coloca numa briga, mas é o que te impede de sair dela"