O Alquimista Imortal

8 Capítulo 8:Orgulho, e o pecado do prazer


Notas iniciais
To com animo de escrever essa fic^^ Caps tao saindo rapidim XD
Capítulo gentilmente corrigido por minha querida onee-chan, Haana_chan o/

Alphonse e o homúnculo ficaram um tempo se encarando enquanto Rika assistia impaciente junto de Elisia. Os dois adversários então partiram um para cima do outro, o homúnculo tentou acertar um soco em Al, mas ele se abaixou e contra-atacou com outro soco. O homúnculo esquivou-se facilmente do golpe ao pender o corpo um pouco para o lado e aproveitando a brecha do golpe aplicou um soco no lado do corpo de Alphonse, mas ele que tinha treinado combate manual durante toda a vida agarrou o punho do homúnculo antes que o atingisse e o arremessou longe. Ele caiu com força no chão e depois se levantou meio abalado.

Orgulho – Você é bom, velho.

Alphonse – Obrigado homúnculo, mas faça o favor de lutar a serio. Desse jeito, me sinto batendo em alguém indefeso.

Orgulho – Tudo bem, mas depois não me venha me dizer que se arrependeu.

O homúnculo partiu para cima de Alphonse e tentou lhe aplicar outro soco. Al desviou muito facilmente, mas dessa vez quando tentou contra-atacar, o homúnculo acertou um chute bem em sua barriga. Ele foi jogado para trás, mas logo se recuperou do golpe.

Alphonse — *Tem algo de errado. Esse golpe foi muito preciso. Ele não pode começar a prever meus movimentos assim tão rápido.* — pensou.

Orgulho – Isso é o que você pensa, velho.

Alphonse – Não é possível.

Orgulho – É claro que é.

Alphonse transmutou o chão em varias estacas de pedra, que atacaram o oponente, mas nenhuma acertou. O homúnculo desviava precisamente de todas.

Orgulho – Já disse que é possível.

Alphonse – Você pode ler meus pensamentos.

Orgulho – É mais ou menos isso.

Alphonse – Que interessante, mal posso esperar pra você me contar como funciona.

Orgulho – Pra isso, você tem que me vencer. E você não vai vencer.

Alphonse transmutou o chão embaixo do homúnculo em um buraco. Pouco antes de o chão mudar, o homúnculo pulou na direção de Al, escapando assim da transmutação.

Orgulho – Já disse que você perdeu velho, aceite.

Alphonse transmutou de novo o chão, mas dessa vez transmutou um monte de estacas de forma a cercar o homúnculo, mas novamente ele se moveu antes da transmutação se iniciar e aproximou-se ainda mais de Al.

Alphonse – Eis uma técnica que aprendi com um alquimista de uma região desértica.

Alphonse transmutou mais uma vez um buraco e quando o homúnculo saltou em cima dele ele juntou suas mãos e agarrou o homúnculo que não podia fazer muito para desviar em pleno ar. De repente, o homúnculo ficou com o corpo murcho, coberto de água e parou de se mover.

Alphonse – Essa é uma técnica para separar água de outras coisas, muito perigosa se usada em seres vivos.

O corpo do homúnculo começou a se restaurar, mas então Al o jogou dentro de um dos buracos e transmutou mais estacas de pedra de dentro do buraco, atravessando o oponente em vários pontos, imobilizando-o.

Alphonse – Você perdeu homúnculo.

Orgulho – Velho maldito, eu sabia que você faria aquilo, seu miserável.

Alphonse – De que adianta saber se não pode evitar? Agora vai responder nossas perguntas.

Orgulho – Tudo bem, por hoje não irei me mover até que estejam satisfeitos. De acordo?

Alphonse – Tudo bem. Venham meninas.

Rika e Elisia estavam boquiabertas, principalmente pela transmutação cruel que ele usara para derrotar o homúnculo.

Elisia – Tio Al, aquilo foi...

Rika – Assustador.

Alphonse – Eu não gosto muito daquela transmutação, mas é muito útil quando se está no deserto há vários dias.

Elisia – É verdade, mas agora vamos ao mais importante.

Rika – Sim.

Alphonse – Homúnculo, algum de vocês ainda tem restos dos corpos mortais?

Orgulho – Não. Que tal perguntar como o líder nos fez?

Alphonse – Está bem, como foi?

Orgulho deu um sorriso e falou:

Orgulho – Ele procurou pessoas habilidosas pelo mundo, sete no total, depois as matoas e implantou uma criatura que estava atrás da Porta, e assim nascemos nós sete.

O grupo ficou horrorizado.

Elisia – Quem foi você no passado?

Orgulho – Um general de Aerugo, mas isso até que foi melhor. Eu maltratava tanto as tropas que iria acabar morto. Pelo menos o mestre matou todos antes de me matar.

Rika e Elisia ficaram horrorizadas, mas Alphonse apenas continuou as perguntas.

Alphonse – E quais são seus poderes?

Quando o homúnculo ia falar, diversas pessoas surgiram ao redor deles, todas com uma expressão estranha, como se estivessem em transe.

Orgulho – Bem na hora.

As pessoas partiram com tudo para cima dos três, mas antes que Rika ou Elisia pudessem revidar Alphonse transmutou mais um buraco enorme, dessa vez cercando eles três. Todas as pessoas que os cercavam agora encontravam-se no fundo do buraco.

Alphonse – Se alguém tentar fugir você os paralisa com sua alquimia elétrica, Rika. Eles são apenas vitimas dos homúnculos, não devemos matá-los. Agora homúnculo, continue.

Orgulho – Tudo bem, velho maldito. Meu poder é o de reproduzir os pensamentos de meus adversários, eu o ativo assim que toco em meu oponente. A luxúria... argh...

Uma faca atravessara o homúnculo, bem por dentro da boca. O grupo olhou para o local de onde a faca viera e encontraram uma mulher em cima de uma das casas em frente a eles. Era uma mulher belíssima, seu corpo parecia o paraíso das fantasias eróticas.

Mulher – Luxúria está aqui, querido. Pare de falar de mim sem permissão, verme patético. Você parece um humano, só serve pra me satisfazer e mais nada, por isso que o mestre deixou você comigo, só faz besteira.

O homúnculo se regenerou e cuspiu a faca.

Orgulho – Você também não serve pra nada sua, idiota. Só manda seus escravos fazerem seu trabalho sujo. Ei, velho, o poder dela é atrair os outros com seu cheiro e depois dominá-los implantando neles seus fluidos corporais.

Alphonse olhou para a mulher no topo da casa, que agora estava com uma expressão de ódio enquanto olhava para Orgulho.

Alphonse – Que pena, se não fosse um homúnculo talvez pudéssemos ter nos dado bem.

Luxúria – Ainda podemos nos dar bem, meu gostoso. Que tal vir ate aqui para brincarmos um pouco?

Alphonse – Tudo bem.

Rika e Elisia – O QUE????

Alphonse – Quietas crianças, isso é coisa de gente grande.

Alphonse transmutou o chão arremessando-se para cima, caindo perfeitamente no telhado da casa. Luxúria aproximou-se e entrelaçou os braços no pescoço dele, enquanto Alphonse colocou os braços ao redor de sua cintura, no momento que ela lhe dava um beijo intenso e o puxava para que deitassem em cima do telhado.

Orgulho – Velho burro. Deixou-se levar pelo cheiro e agora vai virar mais um escravo.

Não podia se ver nada do que acontecia no topo do local, apenas se ouviam alguns sons que pareciam os gemidos da Luxúria. De repente, um brilho se manifestou e um corpo foi arremessado de lá de cima. Alphonse apareceu no telhado e eles puderam ver o corpo seco de Luxúria caindo no buraco junto do Orgulho. Alphonse então transmutou mais estacas dessa vez para imobilizar Luxúria, mas ela conseguiu desviar um dos braços da estaca e pegou dentro de suas roupas uma coisinha redonda estranha, que Alphonse logo identificou como uma bomba, e uma muito poderosa. Ele transmutou uma barreira em sim mesmo e nas garotas, mas Luxuria não usou a bomba neles, ela usou embaixo de si mesma lançando assim seu corpo destroçado pela explosão para longe. A explosão atingindo também o Orgulho, que foi profundamente ferido, mas logo se regenerou.

Alphonse – Parece que perdemos uma, mas pelo menos temos o outro.

Orgulho – Você é bem esperto, velho. Parece que os homúnculos agora tem um inimigo poderoso.

Alphonse – E o que você pretende fazer quanto a isso, Orgulho?

Orgulho – Acho que aquela vadia tinha razão. O mestre não confia em mim, por isso me deixou com alguém que pode me escravizar quando quiser. Isso fere o meu orgulho e isso ninguém pode fazer sem levar o troco. Eu vou ajudar vocês.

Alphonse então soltou o homúnculo e restaurou o local. Os humanos ainda estavam alterados, então Alphonse os deixou presos, sob os cuidados dos habitantes sãos do local, e partiram em direção a outro vilarejo.

Notas finais
Gostou? Entao manda um review para um autor necessitado.