O Acervo do Alquimista

12 Página de um Andarilho


A vida é um lapso…

Do tempo no espaço.

Onde caminhamos esperançosos e solitários.


A brisa que me recepciona pela manhã,

É carinhosa e acalentadora,

Embora eu possa sentir sua força arrebatadora.


Os mistérios invisíveis que se escondem no ar,

Versando sobre contos misteriosos,

E uma palavra secreta que pode esse fluxo quebrar.


Eu me deparo com essa resposta…

Como se fosse uma ferida exposta,

Aguardar-te-ei à porta.


Eu sou uma alma vagante…

Em um mundo imenso, quebradiço e brilhante.

Onde a menor pedra pode me tornar ignorante.

Distante de ti, eu esmoreço meus joelhos em remissão…

As respostas às perguntas exultantes,

Se encontram profundamente em meu coração.

Desde que eu busque e toque vossa mão.


O tempo é eterno e ininterrupto…

Onde não se pode voltar,

E os arrependimentos residem no absurdo.


Será sempre possível recomeçar?

E sob seus braços, eternamente, pode estar…

Mesmo com a minha contínua sina em errar?


Podemos nos encontrar entre dimensões de distância…

Sinto- teu amor através do vento,

Protejo-me de toda a dor ao relento.


Eu só preciso acreditar,

Na visão do teu amor, e me deixar entregar.

No ponto em que estou, arrependido e indigno, eu só quero tentar.


Eu sou um tolo andarilho…

Perdido e confuso entre os fios do destino.

O dourado da manhã traz sua certeza irresoluta,

Que devo crer na verdade, una e absoluta;

E não perecer nos caprichos que me amarram fora das tuas…

Palavras, que sussurras entre os ventos da estrada.

Onde o caminho é repleto de amor e pertencimento, e mais nada.


Eu sou um ignóbil pecador…

Na terra da angústia, perdição e dor.

Onde o destino gira e roda entre tempo e espaço;

E poucos acham espaço para o amor.

Entretanto, como tolo que sou,

Escolhi continuar a acreditar:

Pois no final, eternamente, minha alma deve ao seu lado estar.

~Gabriel.