O Acervo do Alquimista
6 Mesmo que seja eu
Sei que se cercou em uma fortaleza,
E colocou uma Quimera de guarda também.
Entendeu as nuances da força, inteligência e beleza,
Porém, se encontrou cercada por ninguém.
Sozinha na escuridão do seu quarto,
Guardando-se cativa de frases de encanto.
Num sonho em que surge um herói idealizado,
Desmanchado pela tua realidade em um pranto calado.
Sei que disse não esperar um salvador,
E assim se isolou em solidão, insegurança e dor.
Que ilusão, querida;
Quando entendeu que estava só e ferida.
O vazio e o silêncio te assombram...
Em uma madrugada fria e sem amor.
E finalmente sente a falta,
Quando o desespero num calor te abrasa.
Com o singelo da minha escrita,
Por que não se sentir finalmente preenchida?
Pela magia e emoção, das minhas palavras,
Nessa quase canção, soando em uma noite álgida.
Tu precisas de palavras cálidas,
Para acalentar essa noite fria.
Permita-me leva-la,
Nessa divagação.
Através de meus sutis versos,
Aqueço teu peito e te descrevo universos.
Embarque nas possibilidades,
Desse infindável campo da imaginação.
Exploraremos cavernas,
Um romance, um devaneio e uma paixão.
Isso tudo começa ao me dar a mão,
E se deixar levar pelas suas ideias.
Você precisa de um poema para dizer ser seu,
Mesmo que o poema seja meu.
E se precisa de um escritor para chamar de seu,
Mesmo que o escritor seja eu.
~Gabriel.
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