O Acampamento
2 Capitulo 1 : O Apresentador
Notas iniciais
Capitulo Um: O Apresentador
Não sabia se contava sobre o meu sonho para alguém, não sabia se podia confiar algo tão estranho para qualquer pessoa, mas como estou dividindo o quarto com duas meninas e possuo um diário, acho que isto é impossível. Quando acordei, as meninas estavam me perguntando quem era Lynn e por que eu estava com uma marca de batom na bochecha, elas ficaram rindo e se perguntando que menina teria me beijado, na caminhada, ela ficaram zanzado procurando uma menina no acampamento chamada Lynn, para a minha sorte, não tinha nenhuma.
Eu tentei convencer-las que a Lynn não era uma campista, muito menos humana (não sei se comentei, mas ela não tinha uma aparência normal, ela se assemelhava com um súcubo), tentei conversar mais uma vez com Takatto, mas ele continuava um tumulo. Depois da caminhada, fomos todos ao lago, o instrutor ia nos apresentar o orgulho do acampamento, o recife de coral, o lugar era realmente lindo, tinha até uns peixinhos coloridos por ali, Renata adorou. O instrutor implorou que tivéssemos cuidado na hora, uma menina chamada Rachel havia morrido ali, ninguém sabe se foi acidente, assassinato ou suicídio, desde então alguém sempre supervisiona quem vai nadar, e natação só é permitido de dia, à noite, apenas se a ocasião permitir e alguém de maior supervisionar.
Já era de tarde, tenho certeza que o trem virá, eu devo mostrar aquilo pros outros, eles ficarão boquiabertos! Depois do jantar, todos foram para a cama, desta vez por um motivo em particular, falto energia, um fusível quebrou, comecei a dormir, mas não consegui direito, o som do apito em minha cabeça, era uma tortura e aquilo não era nem a dor que eu sentiria nas “batalhas” que Lynn me contou.
No mesmo horário, o apito soou, o trem havia chegado; Vamos Começar! Levantei-me para ver mais de perto, vi que era ele mesmo, acordei a todos, estavam me encarando como se eu fosse um louco, eu implorei que prestassem atenção na janela, para eles é como se não tinha nada, eles não viam o trem, os levei para fora, apontei para o trem, até mostrei o poema que tinha na porta, ele tinha mudado desta vez.
É hora do Show
Devemos começar?
O apresentador esta noite deseja tua alma desvendar
Nem tudo que reluz conforta
Ha quem diz que até corta
Será que a salvação está na luz?
Ou é este o disfarce que o demônio usa e te conduz?
A Lynn rapidamente apareceu na porta me procurando:
– Vamos! Já estamos atrasados e esta é ainda sua primeira noite!
Ela me pegou no braço e me puxou para dentro no trem, todos ficaram perplexos ao me verem desaparecer no nada, eu pude ver isto em seus rostos. Lá dentro, eu comecei a fazer algumas perguntas:
– Tudo bem, como você quer que eu lute contra alguma criatura com uma lanterna? Alas, quem é ou o que é a criatura desta noite?
– Lestes o poema, meu querido e amado Vitor, está noite não podemos atrasar, todos do submundo almejam ver teu show, e o apresentador não gosta de quem chega atrasado.
– Então eu tenho uma dica do que enfrentarei lendo o aviso em frente à porta do vagão?
– Exato! Enquanto a sua arma, você por acaso testou-a?
Liguei a lanterna, parecia como uma lanterna comum, mas ao mirar num canto escuro, ela parecia queimá-la.
– Ah, então está lanterna queima os mortos!
– Exato, está será sua companheira de longa vida durante sua jornada, estamos quase no ponto de decida, está pronto?
Saí do trem animado e assustado, eu estava mesmo disposto a apostar minha vida... Para viver... Não tinha lógica, mas não importa. Era um palco, cheio de holofotes, tenho que me lembrar do poema, ele falava alguma coisa sobre temer o demônio que usa a luz como isca.
Do nada, chegou um homem, ruivo com cabelos lisos, ele sorriu para mim e falou:
– Você não tem cara de vencedor, pelo visto veio aqui só para morrer, lhe darei 15 minutos para você correr, ok.
Comecei a correr como se fosse a ultima coisa que eu pudesse fazer, eu comecei a ouvir risos da platéia... Que alias não existia! Este era a real sensação do medo, ou era apenas o inicio de algo que eu não tinha idéia, eu só sabia que tinha que terminar aquilo logo, não podia ficar exposto a luz, e a luz que eu carregava era a única em que eu podia confiar. Decidi explorar um pouco, faltava dois minutos, meu coração parecia que ia saltar pela boca, liguei minha lanterna e comecei a mirar na parede do palco (que era extremamente iluminada:
– O TEMPO ACABOU! HORA DO SHOW!
Ele começou a derrubar todas as paredes, parecia furioso, corri para cima do palco:
– Você quer me ver nos holofotes, pois venha, estou aqui!
Laminas surgiram dos céus, quase fui cortado ao meio. O Apresentador veio derrubando as mesas, sua cara já não era de alguém que parecia um tarado, e sim de um monstro, seus braços saíram do seu corpo, ela emanava luz de sua garganta, quando ele chegou perto de mim, ele arrancou parte do meu pijama (Nota para mim mesmo; Não vir mais de pijamas), ao entrar nos holofotes, sua aparência só piorou, ele agora tinha o coração exposto, dava para ver almas tentando sair de lá. Uma das luzes que eram dos holofotes, digamos, não eram dos holofotes, quando ele percebeu, a lanterna que eu tina deixado mirando no palco já estava queimando o corpo inteiro dele!
– MAS COMO? VOCÊ! VOCÊ! COMO FIZESTES ISTO?
Ele se desintegrou em seu próprio truque, ao usar a luz para atrapalhar os adversários, ele próprio se atrapalhou, há! Depois de morrer, o trem apareceu, Lynn abriu a porta e com um sorriso falou:
– Sabia que ganhar iria animada estou, mas quem diria um desafiante à altura chegou, mas não relaxe, este foi o primeiro de trinta!
Nem parecia verdade, eu realmente desafiei um demônio... E ganhei! Quando chegamos ao acampamento, meus colegas ainda estavam lá, perplexos, será que o tempo não andou? Eles me perguntaram o que houve como eu desapareci no ar, eu os contei tudo o que eu tinha feito de noite, tinha finalmente conquistado a atenção, me assustei quando Takatto retirou seus fones de ouvido, juro que aquilo me assustou mais que o apresentador demoníaco. Bebi um copo d’água, escrevi em você, diário e fui dormir. Menos uma noite, faltam 30.
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