O Último Dragão Rei

8 O Demônio de Armadura


Notas iniciais
Oi! Galera, queria deixar aqui o abraço para kah-marvel, que favoritou a Fanfic no Spirit e me deixou um comentário também! Muito obrigado. Himeka-chan! AnaDragneel-Chan! Onde estão vocês e seus comentários fantásticos! Senti muito a falta de vocês! Esse capítulo tem outro título, também. Ele se chama: COMENTEM AGORA, QUE TÁ F**A P***A. Ok, desculpem o palavreado. Eu até edito depois, e não estou tentando ofender ninguém. Foi brincadeira. Mas sério. Eu, que sou eu, gostei muito desse capítulo. Espero que vocês também gostem e me bombardeiem de perguntas nos comentários. Um abraço a todos. Juntos, sem contar os acessos que tivermos hoje, acabamos de atingir a marca das 500 visualizações, 7 favoritos no Spirit, 7 favoritos no Nyah, mais um que está acompanhando. E claro, as várias contas que a Mavis fez, só pra me prestigiar com o seu tempinho. Valeu mesmo galera! Esse capítulo é um presente. Meu, para vocês. Um abraço, e desejo a todos uma boa leitura!

Rikka abriu os olhos.

Finalmente. Depois do que para ela pareceram anos rodando, perdida no espaço e no tempo, finalmente sentia a terra firme. Um chão frio e áspero feito de algum tipo de pedra polida e escura.

A garota se colocou de pé.

De inicio, não reconheceu onde estava. Em seguida, seu coração começou a disparar bem rápido.

Rikka estava com medo.

Ela achou que acordaria ao lado do portal do eclipse, no mesmo lugar de onde ela tinha entrado. Ela estava enganada. Aquele não era o castelo de Crocus. Rikka sabia muito bem. Tinha que fugir dali.

Seus olhos guiaram a garota a uma porta antiga de madeira, com a tranca enferrujada. Ela tentou abri-la, mas a porta estava emperrada. Rikka tocou os trincos, com gelo saindo de suas mãos. A maçaneta explodiu em cristais congelados, e Rikka disparou para longe dali.

Céus, como ela odiava aquele lugar. Os corredores escuros eram idênticos, rodeados de portas idênticas. Se fechasse os olhos por um segundo, acabaria se perdendo sem saber o caminho de volta. A pouca iluminação era mágica e sombria, dando àqueles corredores um aspecto cada vez mais sinistro e macabro.

Quando Rikka abriu uma porta que ela achou que levaria até a saída, uma voz que ela conhecia murmurou:

“Indo a algum lugar?”

Ela estava olhando para um salão, idêntico ao que ela tinha acordado. Lá dentro era muito mal iluminado. Só dava para reconhecer a sombra de uma pessoa em pé, com os braços cruzados nas costas. Rikka não precisava ver para saber quem era.

“Ah, não.” – A garota resmungou, soando levemente entediada. – “Você de novo não. Porque para todo lugar que eu vou, parece que você está sempre atrás de mim?”

“Minha cara Rikka...” – o homem deixou escapar uma leve risada. – “Essa é a hospitalidade de do seu anfitrião. Você devia agradecer que nosso mestre me mandou pessoalmente aqui para buscá-la.”

“O seu mestre.”—Rikka corrigiu-o – “Eu não sirvo a ninguém. Sou dona do meu próprio destino.”

“Maneira engraçada de colocar...” – o homem parecia zombar dela. – “Vejo que o seu vislumbre do futuro não foi esclarecedor o suficiente, não é?”

A garota parecia estar hesitando agora. O homem aproveitou a deixa e continuou:

“Nesses dois anos, nós estivemos nos preparando. Metade do continente já está em nossas mãos. Em breve, Fiore será mais uma das nações que estará sobre o nosso controle. O rei atual é teimoso, mas sua filha... Ela pode ser controlada.”

“Vocês são doentes.” – Rikka cuspiu na direção dele. – “Terroristas, assassinos e doentes. A Chaos me dá nojo. Jamais conseguirão o que vocês querem.”

“Minha querida...” – o homem parecia zombar daquele comentário. – “Você é uma prova viva de que nós conseguimos. As fases finais para o nosso plano já estão em andamento. Em breve, nosso mestre retornará. E seu retorno trará a todos nós o que sempre sonhamos: o alvorecer de uma nova era. O fim de tudo o que a humanidade já conheceu.”

“Veremos, seu babaca.” – Rikka olhou feio na direção do homem. – “Não enquanto eu ainda puder evitar.”

E dizendo isso, a garota de cabelos prateados disparou corredor adentro. O homem deixou a escuridão de seu salão e ficou de pé, olhando para a direção em que Rikka estava correndo. A luz sobrenatural iluminou seu corpo.

Ele vestia uma espécie de terno rubro. Seu rosto era velho e enrugado, completamente careca. Seus dois olhos eram desfocados e completamente brancos. Ele era cego. O homem riu-se de maneira cruel, com seus murmúrios ecoando pelo corredor:

“Sua resistência é inútil. Você não pode fugir de seu destino. Essa é a verdade.”

(...)

Taiki concluiu que ia acabar se ferrando.

Ele e Sachi foram guiados para o lado de fora do prédio de madeira. Na parte de trás, havia uma espécie de arquibancada, onde os magos aos poucos foram se sentando, até que todos já haviam ocupado seus lugares.

Taiki estava de pé no meio de um grande terreno aberto. Uma curta gramínea verde crescia sobre seus pés. Ele ainda estava do lado de dentro do domo de energia dourada. Pelo menos ninguém lá de fora iria atrapalhar a cerimônia.

Não que Taiki estivesse louco para que alguém fizesse isso e salvasse-o pelo caminho.

A maga de armadura, Erza, subiu à frente de um palanque. Ela pigarreou para silenciar os murmúrios incessantes dos seus colegas na arquibancada, e enfim pronunciou:

“Já houve um tempo em que ninguém que pedia nosso auxílio era rejeitado.” – os olhos de todos se concentravam nela agora. – “Um tempo em que recebíamos qualquer um de braços abertos, e o acolhíamos como se fosse parte de nossa família. Esse tempo passou. Não podemos mais ser tão ingênuos com todos que aparecem em nosso caminho.”

Taiki ouvia tudo atentamente, até que percebeu o motivo de tudo aquilo. Não é questão de confiar nele ou não. Alguma coisa muito ruim deveria ter acontecido para tornar aquele tipo de cerimônia necessária. Dava até pra imaginar o que.

“Estamos reunidos aqui hoje para testar os corações de Taiki e Sachi, que desejam entrar em nossa Guilda.” – Erza continuou. – “Quem daqui trouxe-os para o meio de nós?”

E então, Lucy se levantou da arquibancada e ficou de pé.

“Eu os trouxe.” – Lucy disse, de forma formal.

“E quem daqui fala por eles?”

Dessa vez, Natsu, Gray e Happy também ficaram de pé e assentiram, formalmente. A rapaz de cabelos morenos tomou a palavra e disse:

“Durante nossa fuga em Crocus, eu vi pessoalmente Taiki varrer centenas de inimigos com as mãos em chamas. Se ele não estivesse lá, certamente teríamos sido capturados, presos ou coisa pior.”

“Aye!” – Happy ergueu a pata em concordância. – “No calor da batalha, Sachi nos guiou até os telhados de algumas casas, por onde eu e ela ajudamos nossos amigos a atravessar e escapar em segurança dos guardas que nos perseguiam. Sem ela, não estaríamos aqui.”

“Na prisão, nós ficamos na mesma cela.” – Natsu completou. – “E enquanto estávamos lá, eu comi toda a comida deles.”

Todos pararam a cerimônia para olhar Natsu com os olhos semicerrados. Ele tinha que fazer um comentário idiota...

“O que?” – Natsu perguntou. – “Eu não pedi pela comida! Eles ofereceram. Eu luto com a minha vida por qualquer um que seja tão generoso assim.”

Pra variar, todos riram um pouco. Até Erza se permitiu um sorriso discreto. Natsu ficou bufando, não entendendo porque estavam fazendo graça dele.

“Natsu. Gray.” – A maga de armadura os chamou. – “Um passo a frente.”

Os meninos obedeceram, abandonando seus lugares na plateia. Gray já estava sem camisas, do lado esquerdo de onde estava Erza. Natsu ficou do lado direito. Ambos sorriam para Taiki e Sachi. O garoto olhou para Lucy na arquibancada, que sorriu de volta para ele e dizendo com os olhos: “Vai ficar tudo bem”.

“Seus protetores já se pronunciaram.” – Erza afirmou com sua voz imponente. – “Vocês enfrentarão agora seus testes físicos. Estejam preparados.”

“Espere!” – Taiki pediu – “Nós vamos lutar? Ninguém me avisou isso! Não é justo! Sachi não pode lutar de igual para igual contra um mago! É covardia!”

Na hora, a gatinha ao lado dele esbravejou de raiva:

“Como é que é, bolinho? Eu explodo com metade dessa arquibancada com uma pata amarrada nas costas!”

Todos deram boas risadas. Taiki e Sachi se entreolharam. Ela entendeu que ele dizia: “Por favor. Agora não. Eu cuido disso.

“Que seja, então.” – Erza assentiu. – “Você, Taiki, será o único que lutará pelo seu grupo. Se você for digno, então vocês dois estão dentro. Se não forem, eu vou me garantir pessoalmente que vocês nunca mais encontrem esse local em suas vidas.”

O garoto assentiu com a cabeça. Sachi bufou de ódio e se afastou do centro da arena improvisada.

Na mesma hora, as mãos de Taiki arderam em chamas. O mesmo fizeram as mãos de Natsu, mas com fogo vermelho ao invés de azul. Gray juntou uma mão fechada sobre a palma da outra mão aberta. Gelo começou a se cristalizar no ar à sua volta. Erza disse:

“Chegou a hora de você escolher o seu avaliador. Você só pode lutar com um.”

Taiki olhou estranho para a maga de armadura. Por algum motivo, aquela sua última fala parecia mais um de seus estúpidos testes. O garoto de repente compreendeu.

“Então você está dizendo...” – Taiki já tinha seu sorriso no rosto. – “Que aquele que eu apontar será aquele com quem eu vou lutar. Certo?”

Pela primeira vez naquele dia, Erza sorriu.

“Escolha sabiamente.”

O garoto não precisou pensar. Sua mão direita se levantou e apontou com o indicador na direção que ele havia escolhido. Todos na plateia abriram a boca de maneira escancarada. Até Lucy e Sachi pareciam surpresas e deixaram escapar uma risada cômica.

A de Lucy dizia: ”Esse garoto é mesmo maluco.”. A de Sachi dizia: “Ele vai morrer”.

Porque o indicador de Taiki apontava para frente. A mesma direção de onde Erza estava.

“Gostei do estilo desse garoto.” – a maga de armadura anunciou. Gray e Natsu se afastaram.

E foi então que o palanque explodiu sobre a fúria assassina da maga de cabelo escarlate.

(...)

Ok. Má ideia.

Aquela mulher podia não parecer em nada com um demônio, mas certamente lutava como um.

Taiki não tinha espaço pra respirar. Os golpes de Erza eram rápidos, precisos e certeiros. Se ela estivesse lutando a sério, já teria decepado a maioria dos membros do garoto há muito tempo.

Seu estilo de luta era assombroso. Em um momento, você via as fagulhas que saíam quando a espada de Erza se chocava contra os punhos flamejantes de Taiki. Quando ele tentava escapar, uma lança espetava-lhe no ombro, arrancando um filete de sangue vermelho.

Quando a maga saltava, suas mãos brandiam um martelo gigante, que por pouco não acertava Taiki. A arma abria crateras no chão, com abalos sísmicos que faziam a terra se erguer ao seu redor. Antes de Taiki conseguir se recuperar, Erza já estava fatiando o ar com o seu machado.

Foices. Harpões. Uma infinidade de espadas diferentes. De onde aquele monstro tirava tantas armas perigosas? Elas desapareciam de suas mãos, do nada. E no momento que Erza mais precisava delas, ou sabia que seria a oportunidade perfeita para usá-las, as armas apareciam de novo em suas mãos.

Era uma batalha perdida. Taiki podia sentir. Erza era infinitamente mais habilidosa, experiente e disciplinada do que ele. A armadura da maga não tinha nem mesmo um único arranhão. O garoto, por sua vez, já tinha uma coleção de cortes e ferimentos que não paravam de aumentar.

Da plateia, Sachi vibrava. Não deixaria Taiki desistir. E claro, ela não estava sozinha. Natsu, Lucy e Gray gritavam palavras de apoio. O restante dos magos estava eufórico, como se estivesse em dúvida de para qual lado deviam torcer.

Com uma finta, Erza fingiu um corte na diagonal. Taiki desviou-se. A maga chutou-o com a sola de sua bota preta. Seu chute era pesado. O garoto voou por metros e afundou sobre um dos buracos que a batalha tinha aberto no cenário. Uma nuvem de poeira se ergueu.

“O que foi?” – a maga de armadura tinha os olhos centrados em onde Taiki estava caído. – “Isso é tudo o que você tem para me mostrar?”

Quando a poeira baixou, Taiki estava de pé. Erza tinha acabado de fazer a única coisa que o garoto realmente detestava. Não era questão de só zombar dele.

Taiki detestava ser subestimado

Sabia que no mano a mano, ele não venceria. Pular para cima de Erza seria um erro. Não, ele tinha que pegar a maga de surpresa. Encontrar alguma abertura. Qualquer fraqueza que ele pudesse explorar.

Um plano se formou em sua cabeça. As chamas azuis envolveram seus braços e pernas. Ele encheu o pulmão de ar. Pelo movimento dele, Erza supôs o que ele ia fazer. A maga de armadura sorriu de deboche.

Então, Taiki rugiu. Um sopro de fogo azul foi disparado na direção de Erza que desviou o disparo facilmente com a espada.

“Ingênuo...” – a maga de armadura silabou – “Jamais encontrará uma abertura desse jeito.”

Ou isso era o que ela achava.

Porque de dentro do disparo de fogo azul, estava o corpo de um garoto magricela de cabelo loiro. Em uma atitude insana, Taiki incendiou seu corpo inteiro e saltou na mesma direção de seu rugido.

Foi um movimento inusitado. Erza não previu que o garoto pudesse elaborar uma estratégia dessas. Por aquele breve momento, a guerreira de armadura ficou sem ação nenhuma.

Era a sua chance. Taiki diminuiu a distância entre ele e Erza, fazendo seu poder mágico explodir dentro dele. Desferiu seus socos de fogo. Seus chutes queimavam o ar. Atacou com chicotes de chamas, que se estendiam e explodiam tudo à sua frente. Com calma, ele assumiu a postura que seu pai tantas vezes o havia lhe ensinado.

O braço direito para frente. O esquerdo para trás. Os olhos fechados. Sua mente focada.

Metsuryuu Ougi... Aoren Bakuenjin!”

O garoto girou os braços. Um ciclone de fogo envolveu seu corpo. Ao seu redor, tudo explodiu e queimou, enquanto o corpo de Erza era atirado para trás, também queimando e ardendo em chamas azuis.

(...)

E a galera foi à loucura.

Todos já estavam torcendo por Taiki agora. Sua primeira sequência completa atingiu Erza em cheio. O garoto estava de joelhos e o corpo de da maga de armadura ainda não estava visível, envolto pelas chamas.

Por um segundo, Taiki achou ter vistou uma luz dourada brilhando sobre o fogo azul. Foi quando a lâmina vermelha de uma espada cortou sobre aquele inferno e tocou o pescoço de Taiki mais uma vez.

Erza estava de pé, na frente dele. Não havia um único arranhão em seu corpo. E além disso, a aparência da maga estava diferente.

A antiga armadura de aço agora não existia. Em seu lugar, os braços, pernas e peitoral de Erza estavam cobertos por uma armadura diferente. Sua cor era predominantemente vermelho escuro, mas várias partes também eram laranja e pretas.

Os padrões da vestimenta tinham a forma de fogo em brasa. As garras e as asas em suas costas lembravam muito a forma de um dragão. Mesmo o cabelo escarlate de Erza agora estava amarrado em duas tranças longas, que se balançavam pelos dois lados do seu corpo.

Quando a maga brandiu a sua lâmina, que combinava com o set de sua armadura, as chamas ao redor dela cederam ao seu comando. O fogo de Taiki não mais queimava a cavaleira. Ao invés disso, o fogo dançava ao redor da espada vermelha como se estivesse sobre seu controle.

A maga de armadura se atirou para cima. Brandiu sua lâmina na horizontal, e uma linha de fogo disparou na direção de Taiki. Ele não teria tempo de se defender. Sua visão ficou vermelha.

Ele se permitiu um sorriso.

Afinal, fogo não funcionava com ele.

Taiki abriu a boca e esperou as chamar virem até ele. Mas ao invés de queimá-lo, o fogo foi aos poucos sendo absorvido pela boca do garoto, que acabou engolindo aquele ataque por completo.

Todos na plateia ficaram pasmos. Ele era um Dragon Slayer, afinal. Não podia estar mentindo agora. O estomago do garoto estufou por um instante e voltou rapidamente ao tamanho normal.

Taiki limpou a boca com o a mão fechada. Sua energia estava de volta.

Gotisosama...” – ele murmurou. – “Agora sim eu estou empolgado.”

O garoto socou a palma da mão aberta. Fogo azul escapou de seus dedos. Aquela cena soava levemente familiar. Mesmo Natsu e Lucy, que olhavam da plateia, podiam sentir que já tinham visto aquilo acontecer em algum lugar.

Erza mudou de novo. Agora, não mais a armadura de fogo lhe cobria o corpo.

Um blindado cobria o seu peito, com uma grande flor de metal sobre ele. Agora sua saia era longa e esvoaçante, com uma metalização da cintura para baixo. Seu estômago e pescoço estavam descobertos. Seus braços e pernas estavam cobertos por manoplas e botas de aço.

Em suas costas, havia quatro belas asas de metal, que pareciam ser feitas de diversas lâminas individuais. Uma aureola cobria sua cabeça, um capacete em formato de asas.

Ela resplandecia como a mais bela das fadas rainha.

“Ei! Não é justo!” – Taiki gritou, lá de baixo – “Você não disse que sabia voar! Assim não vale!”

A guerreira ignorou seus protestos e ergueu uma das mãos para o alto. Taiki engoliu o seco. Sobre a cabeça dele, dezenas de armas mágicas foram invocadas.

Erza estava brincando, certo? Ela não estava tentando matá-lo. Ela não faria isso.

Taiki olhou nos olhos da maga. É claro que ela faria.

Não ia dar tempo de desviar. Taiki fechou os olhos quando a chuva de lâminas afiadas mergulhou em sua direção.

O som que ele ouviu foi o das armas perfurando a grama e a terra. Ficou surpreso de estar inteiro. Sentiu que seus pés não mais tocavam o chão. A ponta de seu casaco azul estava sendo puxada.

Ele sorriu ao ver que Sachi veio ao seu resgate.

“Vamos nessa, bolinho.” – Sachi olhava para Erza de forma desafiadora. – “Vamos mostrar pra essa mandona quem dá as ordens nessa porcaria.”

Taiki ficou feliz. Se ele tinha mesmo que lutar com Erza, pelo menos agora Sachi estava ao seu lado.

Sachi disparou no ar. Logo, Taiki e Erza eram dois cometas que se chocavam, explodiam e queimavam o mundo ao seu redor. A expressão deles era feroz. Suas vozes eram gritos de guerra que se perdiam no meio de socos, cortes e explosões.

O rosto de Erza estava alegre. Taiki sabia por quê. Ela estava se divertindo. Ele também estava, à sua maneira. Nunca antes ele foi forçado aos seus limites daquele jeito. Estava eufórico, excitado por conta da batalha.

Foi então que ele percebeu.

Era só um teste. Ele não precisava ganhar. Não poderia vencer de alguém como aquela mulher.

Quando os dois tocaram o chão com seus pés, Erza cruzou duas espadas e apontou-as para seus dois adversários.

Taiki estava de joelhos diante da guerreira. Completamente submisso. Seus braços estavam estendidos ao longo do corpo. Sachi não achava que seria uma boa ideia tentar fugir daquele tipo de monstro. Os dois, assim como todos os outros sentados na arquibancada, ficaram em silêncio, esperando.

“Vocês lutam com fogo em seu coração.” – Erza finalmente desfez sua expressão séria. Ela estava desarmada agora, de volta à sua armadura original.

Ela estendeu a mão para Taiki. Ele aceitou.

“Eu lhes julgo dignos.” – a maga de armadura decretou. – “Meus parabéns.”

Todos irromperam em vivas. Lucy e Happy se abraçavam,chorando, enquanto a garota repetia: “Eu sabia que ele ia conseguir!

Da algazarra, o que todos chamavam de Mestre chamou Taiki e Sachi para o centro da arena. O próprio velhinho foi até lá e carregava uma espécie de carimbo mágico. Ele chamou por Taiki, mas Sachi insistiu em vir primeiro. O velhinho sorriu e pronunciou as seguintes palavras:

“Sachi. Pela coragem que você demonstrou hoje e pelo desejo sincero de proteger o seu amigo, nós te recebemos em nossa família. Aqui, as lágrimas de um são as lágrimas de todos. As alegrias de um são as alegrias de todos. Aqui, somos todos irmãos.”

Ele tocou o ombro da gata com o carimbo e uma marca branca ficou gravada sobre ela. E então, tão rápido quanto a marca surgiu, ela brilhou com uma luz mágica e desapareceu.

“Essa agora é a sua casa. A marca que antes todos tínhamos orgulho de usar hoje é perseguida por nossos inimigos. Mas não se aflija. Sempre que você precisar dela, a marca brilhará para você. E todos te reconhecerão como parte da nossa Guilda.”

Sachi, emocionada, só conseguiu concordar com a cabeça. O mestre pediu para que Taiki se aproximasse e estava prestes a repetir o ritual, quando uma voz lhe impediu.

“Terceiro...” – Mavis sorria, de forma radiante. – “Ou sexto, se preferir. Acho que isso não será necessário.”

O mestre olhou para cima. A garota loira de robe cor de rosa agora flutuava acima de todos, com seus olhos verdes sem Iris encarando o bom velhinho. Ele balançou a cabeça, confuso.

“Mas, Primeira...” – ele tentou contra argumentar de novo. – “Taiki passou no teste. Ele se provou digno de nossa confiança e...”

“Eu sei.” – Mavis já estava lá embaixo, na altura de Taiki e do Mestre, sorrindo. – “Eu mesma vi. Eu também o aprovo. Mas não foi isso que eu quis dizer.”

A garota pediu para Taiki estender a mão direita. Taiki assim o fez. As mãos de Mavis tocaram a superfície de sua pele, e ele se arrepiou. As mãos dela transpassaram a dele, como se fossem feitas de fumaça. Uma sensação gélida tomou conta de seu corpo.

Então, uma marca azul, da mesma cor do seu fogo, começou a brilhar nas costas de sua mão. Taiki arregalou os olhos. Todos também o fizeram.

Era a mesma marca que Taiki tinha visto no prédio congelado. Era mesma marca que tinha acabado de brilhar sobre o ombro de Sachi.

“Eu só quis dizer que não era necessário.” – Mavis sorriu e afastou suas mãos. – “Afinal, não há porque deixá-lo entrar na Fairy Tail se ele já fazia parte dela desde o início.”

Notas finais
E então, galera? O que acharam? Deixe para mim um comentário ou seu favorito. Se der, espalhem para os amigos. O apoio de vocês é muito importante. Sem vocês, não tem história. Agradeço de novo pelo seu tempo, pela sua paciência, e espero ver todos novamente no capítulo 9! Um abraço e até lá! Dicionário do capítulo: Metsuryuu ougi: A arte secreta dos dragões. Aoren Bakuenjin: Blue Lotus: Exploding Flame Blade Em português: Lótus azul: Lâmina de Fogo Explosiva. Ps: Não sei mesmo nada de japonês. O que eu sei é que Baku tem a ver com explosão, e enjin tem a ver com lâmina e fogo. Eu suponho que Guren seja a parte da Lótus carmesim no golpe original. Portante, se a parte ren pode significar lótus, então Gu pode ter haver com Carmesin. "Ao" significa azul. "Aoren", ao meu ver, significaria a lótus azul. Pode estar tudo errado. Mas eu achei que ficou legal.