Não vai embora.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
So honey now, take me into your lovin' arms...
Karina segurou minhas mãos e tentou sair. Então, a abracei o mais forte que consegui. Não queria que ela ficasse assustada, que sentisse medo. Não era justo. Ela já estava sofrendo demais para vir mais um e fazê-la chorar.
– Só vou fazer o que você quiser. Jamais te forçaria a nada.
– Mas já me ameaçou.
Desencostei o meu corpo do dela e me afastei apenas o suficiente para encará-la nos olhos. Segurei seu rosto em uma mão e com a outra comecei a acariciar seus cabelos.
– Era pra te assustar, só isso. Era a única maneira de fazer você ir embora. Se quiser ir embora hoje, pode ir.
– Eu não vou embora.
Respirei fundo e avaliei toda a situação. Cada cheiro, canto e som daquele lugar me inspirava a querer fazer sexo com ela. Tudo me levava a querê-la em meus braços.
– Karina, é o seguinte. Você não é mais uma menininha. Sabe o que pode acontecer se ficar aqui. Te respeito, mas sou homem. Vi e toquei o suficiente pra ficar tenso com você hoje... Tô morrendo de vontade. Não vou te forçar, mas é sacanagem comigo.
Karina começou a rir. Que risada deliciosa.
– Meu pai te mataria se soubesse que você tá pensando nessas coisas com a filhinha dele.
– Seu pai, Duca, sua irmã...
Por um triz não mencionei o guitarrista. Ela ficaria chateada e mais acuada se lembrasse dele.
– Então, Karina, o que vai ser?
Ela não respondeu. Continuou me encarando assustada e confusa. Quando ela fez menção de pegar a camisa do chão, fiz aquilo que eu poderia me arrepender o resto da minha vida: a puxei pela cintura com força, grudei nossos corpos e afundei minha boca na dela. Meu corpo arrepiou com a textura macia dos lábios dela. Mas ela não se entregou, não me dava passagem, trancando os lábios com força. A empurrei contra a parede e sussurrei ainda com a boca na dela.
– Abre a boca, garota.
Um segundo depois ela cedeu. Invadi a boca com sede, explorando com calma cada canto da boca dela. Karina envolveu os braços no meu pescoço e de um jeito tímido, começou a aproveitar o beijo. Eu senti meu corpo se aquecer de uma forma que não tinha relação apenas com desejo físico. Era como se algo dentro de mim estivesse agradecendo por eu estar finalmente matando toda a vontade reprimida. A apertei com mais força, puxando os lábios dela com os dentes. Quando me afastei para respirar, foi ela quem me puxou de volta, com urgência.
Devagar, comecei a guiá-la até minha cama. Já na beirada, em meio ao beijo me forcei a tentar achar uma forma de começar aquilo sem assustá-la. Se eu a empurrasse para cama agora, ela entenderia e pararia com tudo. Se eu tentasse arrancar minha roupa, ela também entenderia. Eu precisava achar um jeito de fazer com que ela fosse me mostrando o caminho... eu tinha que fazê-la se entregar pra mim.
Arrastei minha boca até o pescoço dela, com calma. Comecei com beijos leves e para minha sorte, senti a pele dela arrepiar.
– Não sei o que eu quero, Cobra — sussurou Karina com a voz rouca — eu tenho certeza que vou me arrepender depois.
– Ou pode se arrepender por não ter feito.
– Eu tô com raiva por tudo que aconteceu...
– Então desconta tudo em mim vai, eu deixo.
Karina riu e puxou meu rosto em direção a ela.
– Então vamos fazer aquilo que eu te pedi quando entrei aqui. Me faz esquecer, só por hoje.
Aquilo foi o meu sinal. A empurrei para a cama e enquanto tirava minha camiseta e calça a admirei. Extremamente linda, pura e ingênua. Ela não sabia nada, ninguém nunca havia tocado nela como eu iria fazer. Eu a marcaria para sempre. Enquanto comecei a ir em direção dela na cama, pensei em desistir.
Talvez, lá fora, existisse alguém melhor do que eu esperando por ela. Alguém que ela se entregaria sem dúvidas, em um lugar melhor, em uma melhor situação.
Mas fui egoísta o suficiente para continuar. Eu precisava que ela fosse minha por hoje, porque eu sabia que jamais teria nova oportunidade. Se eu a deixasse ir embora, eu voltaria a apenas a admirá-la enquanto passava.
Amanhã, seria outro dia. Amanhã, quando tudo acabasse, ela poderia voltar para a vida dela, para os braços do guitarrista ou para procurar um novo amor. Eu ficaria com minhas boas lembranças.
Mas hoje, ela era minha.
A beijei novamente enquanto ela arranhava minhas costas. Beijei seu rosto, queixo, pescoço e comecei a descer. Com toda a delicadeza que eu tentei achar em mim, encostei meus lábios no colo dela. Karina se arrepiou. Distribui mais alguns beijos naquela região e por fim beijei a pele entre os seios dela. Comecei a lamber o contorno de um deles enquanto minha mãos procuravam o fecho do sutiã. O abri com a rapidez que a experiência tinha me dado e me surpreendi quando vi as mãos dela se livrando da peça.
Aquilo merecia toda a minha atenção. Me afastei do corpo dela, sentando nas minhas pernas para admirá-la. Os seios branquinhos, puros e intocados. Quando percebi que Karina começou a corar, agi antes que desistisse de tudo. Escolhi o direito e comecei a sugá-lo de leve enquanto minha mãe acariciava o esquerdo. O peito dela cabia exatamente na minha mão. Senti Karina arfar e começar a mexer as pernas com impaciência. E quando ouvi um gemido quase inaudível, vi que era hora de mudar o ritmo. Comecei a sugá-la com mais vontade e senti as costas dela arquearem, procurando ar. Troquei o seio enquanto ela aos poucos, ia envolvendo as pernas no meu corpo. Quando me dei por satisfeito, desci para a barriga dela. Aquela barriga sequinha que tanto eu gostava de ver naqueles tops na academia, agora era toda preenchida pelos chupões que eu dava.
Eu precisava ver as reações dela. Levantei os olhos e vi a cena mais linda: Karina mordendo os lábios para não gemer por mim. Puxei o corpo dela a fazendo se sentar no meu colo. Percebi o sobressalto quando percebeu minha ereção.
– Viu o que você consegue fazer comigo?
Karina deu um sorriso tímido e me beijou. Aproveitei a posição para apertar sua bunda. Essa, com certeza, não cabia nas minhas mãos. Massageei, apertei e arrisquei um tapinha de leve enquanto era a vez dela de beijar meu pescoço. Tentei forçar a calcinha para baixo e ela, de uma forma inocente, começou a rebolar no meu colo na tentativa de afastar minha mãos.
– Continua rebolando assim e eu não te deixo nunca mais sair daqui.
Karina me encarou confusa por alguns segundos e depois corou.
– Linda.
A deitei novamente na cama. Levantei para buscar o preservativo.
– Já?
Ri enquanto deixava a camisinha ao lado da cama.
– A partir de agora, quando quisermos aquilo ali tem que estar perto. Não vou conseguir levantar pra buscar.
Passei as mãos pelas pernas dela e fechei os olhos quando cheguei nas coxas. A pele dela era extremamente macia e firme. Abençoado seja nossa luta por deixar aquilo tão definido. Quando apoiei as mãos na lateral da calcinha, Karina as segurou.
– Tira o seu primeiro.
Concordei com a cabeça e de uma vez só arranquei a cueca. Karina sentou na cama e soltou um suspiro horrorizada.
– Não vai caber em mim.
– Muito obrigado. Mas claro que vai.
Karina se arrastou para longe de mim na cama.
– Você vai me machucar inteira.
– Não vou, Karina. Já fiz isso várias vezes e nunca machuquei ninguém.
– Já tirou a virgindade de alguém?
Dei um sorriso safado.
– Karina, vim do interior. As mocinhas lá não tem noção de nada.
– Que nojo Cobra. Você deve ter tirado a virgindade de metade da sua cidade.
– Todas elas eram bem novinhas, que nem você. E eu não machucava.
Comecei a rir ao ver a cara de indignada dela. Coisa mais linda do mundo.
– Deixe eu ver a sua agora.
Relutando um pouco, Karina tirou a calcinha, mas colocando a mão na frente. Devagar e delicado, puxei com calma as mãos dela. Dei um sorriso para encorajá-la e puxei a calcinha para baixo. Dessa vez, ela não se escondeu de mim. A intimidade de Karina era pequena, lisa e eu já imaginava o quanto deveria ser apertada. Me aproximei dela lentamente e colei nossas bocas num selinho demorado. Sem ela perceber, movi minha mão em direção a sua entrada e coloquei com calma um dedo.
Karina gritou.
– AI COBRA!
– K, eu preciso te conhecer primeiro. Se eu não fizer isso, daí sim vai doer bastante. Preciso preparar o território, entende? Vem cá.
Senti o corpo de Karina estremecer e então os olhos marejarem. Ela puxou o lençol e cobriu o corpo, abaixando a cabeça.
– Cobra, eu...
– Não quer mais.
Ficamos em silêncio enquanto eu tentava controlar tudo que estava acontecendo no meu corpo naquele momento: raiva, decepção, frustração e meu desejo por ela ainda gritando. Ouvimos um trovão forte e logo a chuva lá fora começou a ficar mais forte.
Como eu sabia que nada mais iria acontecer, apenas me levantei e tomei um banho rápido e gelado. Sai do banheiro de cueca e bagunçando os cabelos. Karina estava de pé, pegando sua roupa.
– Onde acha que vai?
– Pra casa — ela me olhou confusa enquanto colocava a lingerie — não dá pra mim, Cobra. Já tô bastante envergonhada pelo que aconteceu.
– Tá chovendo, K. Fica aqui. Dorme aqui... não vou deixar você sair na rua assim.
Ela parou e me olhou envergonhada.
– Você vai dormir no sofá?
– Não. Vou dormir aqui... com você.
– Mas Cobra...
– Não vou fazer nada. Depois de ter me atiçado e pulado fora, o mínimo que você pode fazer é me deixar dormir abraçado com você.
Karina me encarou assustada.
– Por que isso agora?
– Porque sim — ela fez menção de colocar a camisa — dorme sem ela... por favor.
Depois de mais uma pequena discussão, por fim Karina aceitou ficar ali. Ela também se lavou e depois deitou ao meu lado, apenas de lingerie. A puxei de encontro ao meu peito e fiquei acariciando suas costas até que ela adormecesse. Em dez minutos ela já estava dormindo, com a respiração pesada.
Bom tempo depois, ele também adormeceu.
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