Notas iniciais
Amores!!! Que lindo ver voces comentando... fico muito feliz!! Vou responder todo mundo! Continuem acompanhando, comentando e favoritem a historia!! Como já disse, adoro quando voces imaginam o que vai acontecer. JAJA O PEDRO ENTRA DE NOVO NA HISTORIA!

Tranquei a porta.

Karina continuava sentada em minha cama, visivelmente assustada. Torcia a barra da camisa sem parar e começou a morder os lábios.

– Então, Karina. Você tinha perguntas para me fazer. Vai perder a coragem, novinha?

Aquilo afetou ela. Karina odiava ser chamada de covarde, odiava que duvidassem da capacidade dela. Devagar, ela se levantou. Andou em círculos por alguns instantes até parar na minha frente, de braços cruzados. Encostei na porta imitando a posição dos braços dela. Desafio.

– Manda, Karina.

Ela suspirou e pareceu organizar as ideias. Depois de um minuto, ela finalmente resolveu começar. Jogou os braços ao lado do corpo e eu fiquei em dúvida se aquilo era um sinal de que ela estava abaixando a guarda ou para me dar uma visão melhor dela. Independente do que ela queria, acatei o segundo motivo.

– Cobra... o que pra você, é uma mulher bonita?

Revirei os olhos com um imenso tédio.

– Vai se ferrar. Não gosto dessa baboseira de filosofar.

– Cala boca, Cobra. Não tô filosofando. Tenho muitas perguntas para fazer, mas a primeira é essa. Pode usar suas palavras de cachorro.

– Se quer que eu use safadeza pra responder essa, quando for sobre você vou usar também. Combinado?

Sorri satisfeito ao ver ela corar ainda mais. Karina pigarreou nervosa e cruzou os braços novamente, exigindo com aqueles olhos lindos a minha resposta. Os olhos dela eram definitivamente, minha ruína.

– Muito bem então. — desencostei da porta e me joguei na cama de maneira confortável, apoiando os antebraços no colchão. — Muito gostosa. Corpo bonito, sabe... bem delineado e apetitoso. Gosto de tudo bem exagerado, entendeu? Mas também eu ligo pro jeito.

Mentira. Eu não gostava de mulher bombada ou muito gostosona. Gostava de corpo definido, mas com curvas discretas.

– Como assim?

– Gosto de mulher charmosa, sensual... gosto que me provoquem. As vezes uma muito gostosa não sabe usar o corpo... daí aquele que nem é tanto me ganha pelo charme.

Karina balançou a cabeça afirmativamente como se processasse o que eu tinha acabado de falar.

– Você só olha pro corpo, só isso pode ser bonito? Como é um rosto bonito pra você?

O seu, ordinária. Maldito rosto lindo. Maldita carinha de boneca.

– De vez em quando eu reparo — dei uma risada safada e ela revirou os olhos — gosto de cara de mulher safada.

Mentira de novo. Não gostava de mulher com cara de puta. Era muito previsível. O meu fraco eram as carinhas de anjo, de menina indefesa.

Karina andou um pouco pelo quarto, provavelmente pensando na próxima pergunta. Depois de um tempo, ela me encarou novamente.

– Vocês realmente ligam só pra beleza física?

Senti a armadura de Karina começar a desmoronar com aquela pergunta. Era um tom de súplica, como se pedisse por favor que eu dissesse que os homens tem sim coração, que bastava ser legal, inteligente e eles iam gostar dela.

– Não é assim. Mulher chata eu só procuro pra aquilo. Tudo depende de qual é o objetivo. Se eu tô numa fase mais sossegada, quero uma mina legal pra sair, não necessariamente a mais gata. Mas se é pra transar, vou atrás da melhor. Mas não vou mentir pra você. Ninguém gosta de baranga.

Karina engoliu seco. Passou as mãos no cabelo e respirou fundo, tomando coragem pra prosseguir. Eu sabia o que vinha agora.

– Cobra Não precisa ter medo de me magoar... pode falar...

– ... não tô com medo.

– ... o que você quiser. Pode mandar porque eu vou aguentar ouvir.

– Vai, manda!

Sentei na cama e encarei bem fundo os olhos dela. A partir de agora, eu não podia perder nenhuma reação.

– Não responde o que eu não perguntar, não sai do foco.

– Vai logo.

– Você me acha bonita?

Sorri e não respondi de propósito. Queria ver ela corar de vergonha. Queria deixar ela o mais sem graça possível. Karina ficou nervosa e se jogou numa cadeira, esperando minha resposta com impaciência. Respirei fundo e comecei o jogo.

– Você se acha bonita, Karina?

– Sou eu quem faço as perguntas, Cobra.

– Só essa. Única pergunta que vou te fazer. Prometo.

Karina suspirou impaciente.

– Não, Cobra, que saco. Você sabe que não. Sempre me achei feia, sempre. A Bianca sempre foi linda... e todo mundo sempre falou isso pra ela. "A Bianca é uma princesa, Bianca é delicada, Bianca é tão charmosa...". Comigo ninguém falava assim. Obviamente, é porque eu não sou.

– Você sempre teve mais pra mostrar. Bianca é assim: bonita. Você sempre chamou a atenção por coisas mais interessantes.

Karina foi pega de surpresa e senti um arrepio quando um sorriso surgiu nos lábios dela. Mas no instante seguinte, Karina pareceu voltar a si e me olhou feio.

– Não vamos falar sobre personalidade. E só eu posso perguntar. Me responde, Cobra.

– Na minha opinião, você é linda.

Ela desviou o olhar.

– O que tem de bonito em mim?

– Levanta.

– O que?

Me levantei da cama e segui até o meu espelho que permitia ver o corpo inteiro. Karina me acompanhou. Apontei para onde ela deveria ficar. Ela de frente para o espelho, eu logo atrás dela.

– Olha pra você. Seus olhos. Sua boca. Sua pele. Sua bochecha corada de vergonha.

Karina não sorriu. Revirou os olhos e se afastou do espelho. Caminhou até uma parede e encostou ali, pensativa. Ela não acreditava, realmente não se achava bonita.

– E corpo?

Segui em passos lentos até ela. Senti o corpo dela tensionar quando sentiu minha respiração pesada em seu pescoço. Aproximei meus lábios de seu ouvido e sussurrei:

– Não posso falar do que nunca vi.

– Você viu a foto da Jade.

– Um ângulo, uma foto só. Mas e se você me mostrasse?

Segurei a barra da camisa e me assustei quando ela continuou parada. Jurava que ela iria se desvencilhar e o pior é que naquela posição eu não conseguia ver a reação dela. Mesmo sabendo que aquilo poderia me levar a perder o controle, resolvi continuar com a brincadeira. Até onde ela iria?

Subi um pouco a barra e deixei meus dedos roçarem de leve pela pele dela. Soltei a barra e resolvi fazer diferente: levei os dedos para os botões, começando de baixo para cima, desabotoando os dois primeiros com rapidez. Quando desabotoei o terceiro, senti ela tensionar ainda mais e sabia que ela logo iria desistir. Com um impulso rápido, virei o corpo de Karina de frente para mim e a apoiei na parede ao mesmo tempo que desabotoava todos os botões até chegar abaixo de seus seios. A calcinha dela era preta, no estio shortinho. Se eu a virasse, eu veria a bunda dela coberta, mas querendo sair daquela calcinha apertada...

Avancei e no segundo seguinte senti as mãos de Karina espalmadas no meu peito, me empurrando com força pra longe dela. Ela se afastou, mas tampouco se cobriu.

– Você é gostosa também.

– Você não viu quase nada.

– Você não é louca de mostrar.

Comecei a me sentir mal. Meu corpo estava pegando fogo e logo percebi que estava começando a ficar excitado com a situação. Minha consciência mandava eu abrir a porta e jogar ela pra fora, meu corpo mandava eu jogá-la na minha cama...

– Karina, é melhor você ir embora.

– NÃO! Ainda tenho perguntas pra fazer.

Respirei fundo e me afastei, deitando na cama e cobrindo os olhos com o braço. Se eu não olhasse, talvez não desejasse.

– Eu não sou... gostosona.

– Não, mas é gostosa. Por causa da luta seu corpo é muito definido, bem distribuído. Você não percebe porque não valoriza.

– Não gosto de me aparecer. Gosto de me... guardar.

– Só deixar o namoradinho ver, né?

Graças aos céus resolvi dar uma olhada pra ela quando disse isso. Karina corou que nem um tomate e ficou irritada.

Ela só podia estar brincando.

– Não vai me dizer que o guitarrista nunca viu você pelada?

– COBRA!

Gargalhei alto e ela ficou mais furiosa ainda.

– Nem de calcinha? Nada?

– Ele me respeita, Cobreloa!

– Eu não consigo acreditar. O cara namora contigo e nunca tirou uma casquinha... tipo, nada?

– Que inferno, Cobra. Claro que a gente não fica só se beijando... mas nunca tirei nada perto dele.

– Ele pelo menos tenta?

– Claro que tenta, Cobra.

Naquele instante, fiquei com pena do guitarrista. Imaginei ele, namorando a Karina e não podendo aproveitar. Não sei se conseguiria beijá-la todos os dias e não pensar em outras coisas. Era impossível.

– Que linda, Karina. Você é virgenzinha.

Não sabia que era possível, mas ela corou mais. Fechou os botões com rapidez e tentou abrir a porta.

– Nem pensar. Tem mais coisas ainda.

– Já terminei de perguntar.

– Claro que não. E sobre o que acham de você?

Vi a dignidade dela lutar contra a curiosidade. Por fim, vi quem venceu quando ela se virou e seguiu de novo na minha direção.

– O que acham de você?

– Nem todo mundo consegue ver. Quem olha rápido ou não convive, talvez não perceba que você é bonita. Agora, quem convive...

– Como assim quem convive?

Notei o desespero no tom de voz dela. Ela já tinha sacado o que eu queria dizer.

– Quem convive consegue reparar no seu rosto com calma... e começa a imaginar o que tem embaixo das suas roupas de academia... nunca pegou ninguém falando que você fica uma delicia lutando?

– Não.

– Qual é, Karina. Nunca reparou na gente rindo de vez em quando? Daí quando você chegava perto...

– Vocês paravam. Sempre achei que fosse coisa de homem.

– E era. Homem falando que você é gostosa.

Karina escondeu o rosto nas mãos envergonhada. Comecei a rir.

– Tá imaginando como vai encarar aquele bando de tarado agora, né? Como sempre fui o mais próximo de você e era seu amigo, eu ficava um pouco bravo com o que falavam. As vezes passava do limite. Uma vez seu pai quase pegou o Zé babando em você perto do ringue. O Zé sempre era o mais boca suja pra comentar. O Duca sempre foi mais discreto, mas até ele eu já peguei olhando.

Falei sobre o Duca de propósito. Mesmo sabendo que Karina não sentia mais nada por ele, sabia que seria bom pro ego dela saber, que mesmo não querendo ficar com ela, ele também a achava atraente.

– Você tá mentindo. Nunca vi nada disso acontecendo.

– Porque você nunca esperou ver. Sempre acreditou em qualquer desculpa que a gente inventava quando desconfiava. Pra você, ninguém ali te via como mulher.

Karina continuou pensando no que eu havia dito mas eu sabia que não tinha acreditado em tudo. Se eu pudesse voltar no tempo, filmaria a conversa dos garotos da academia para ela ver como era verdade. Era comum falarmos sobre as meninas da academia. Afinal, era um bando de machado e mais quatro lutadoras: Karina, Ruiva, Pri e Fabi. Da Ruiva e da Pri o papo também rolava solto, porque as duas davam corda e sempre apareciam com roupas mais sensuais para lutar. De vez em quando, até da Fabi a gente comentava.

Mas com a Karina era diferente. Diferente porque a gente não via tudo que ela tinha, mas sabíamos que existia. Diferente porque ela era proibida. Proibida porque era filha do Gael, porque namorava, porque era marrenta.

Karina sentou na cama e vi seus olhos encherem de lágrimas.

– O que foi?

– Não adianta, Cobra. Não consigo ver o que você diz.

– E por que isso é importante agora? Você nunca ligou pro físico.

– Porque agora tá doendo. Eu fui enganada Cobra.

– Mas isso não tem nada a ver com beleza, Karina.

– Você não entende. Precisaram pagar alguém para que eu namorasse. É preciso pagar alguém para me aturar... pra tocar em mim.

Senti minha gargante fechar e meu coração apertou ao ouvir aquilo. Era absurdo. Ela não precisava ter sido vendida. Eu sabia que existiam caras que topariam namorar com ela numa boa. Karina não entendia que o problema jamais foi a beleza dela, mas sim a personalidade. Ela atraia porque era absurdamente linda, mas afastava pela marra. Mas de repente, eu entendi que uma coisa completaria a outra.

Karina jamais mudaria sua personalidade até se convencer de que o problema não era físico. Ela precisava saber disso.

Por um momento, eu senti medo. Karina agora estava solteira. Solta no meio de um monte de macho louco pra aproveitar dela. Eu até sabia os nomes de quem com certeza viria atrás dela quando soubesse do que aconteceu. E ela era tão indefesa, tão insegura. Poderia cair no papo de qualquer um.

Mas eu não deixaria. Se não era pra ser o Pedro que provaria aquilo pra ela, que fosse eu. Pelo menos eu a desejava, mas me importava com ela. E muito.

Me aproximei devagar e a prendi contra a parede. Karina tentou se soltar mas eu a prendi de volta.

– Cobra...

Soltei as mãos dela e levei as minhas até a camisa. Desabotoei o que faltava e dei uns passos para admirá-la. Perfeita. A única parte do corpo dela que eu não fazia ideia de como era, eram os seios. Eram maiores do que eu imaginei.

Karina me encarou confusa. Me senti bem por saber que ela não tinha vergonha de mostrar o corpo para mim.

– O que você vai fazer, Cobra?

Me aproximei novamente e lentamente tirei a camisa, jogando-a no chão. Percorri as mãos nas costas dela e exitei na cintura. Como ela não impediu, escorreguei as mãos para a parte do corpo que era minha perdição. Gemi contra o pescoço dela quando apertei sua bunda com força, chegando até levantá-la um pouco. Era uma sensação maravilhosa sentir aquele pele na minha mão. Brinquei com o elástico da calcinha enquanto a encarava nos olhos.

– Vou te provar que você é linda.

Notas finais
Não vou falar datas pra postar, pq nunca cumpro. Eu faço o possível, mas tá dificil ))):