Não sou da Lufa-Lufa! - Fanfic Harry Potter
14 13° Episódio
Fada De Frasco
É meio-dia, terminamos de almoçar e agora estamos indo para a sala da professora Milore perguntar sobre os livros. Graças a poção milagrosa da madame Letícia, meu braço já melhorou.
A manhã foi um inferno, em todos os lugares os alunos da Grifinória e da Corvinal ficavam nos vaiando sobre termos "perdido" a partida de antes. Me controlei para não brigar com o Max-idiota porque já arrumei confusão o bastante no castelo, e não quero que chamem o meu pai e nem me expulsem.
— A Senhorita Milore não está na sala dela, o que faremos? — Lúcia tirou a cabeça de dentro da sala de magia e me olhou.
— Droga... Se ela não está aqui, então deve estar no quarto dela examinando os livros.
— O que devíamos fazer? É proibido ir para o corredor dos professores, tem um feitiço lá que proíbe os alunos mais novos de entrarem.
— Verdade... Assim é complicado. Mas precisamos perguntar do livro, daqui a uma hora teremos aula de Herbologia.
— Tenho uma ideia para entrar no corredor.
— Que ideia?
Olho um livro do quinto ano no chão do banheiro feminino.
— Poção Polissuco? Você está maluca?
— Tem alguma outra ideia melhor?
— Não... Droga.
— Eu consegui um fio de cabelo do professor Jonh na capa dele hoje na primeira aula, pensei que algum dia fosse precisar.
— E para mim? O que você tem?
— Bem... Um fio de cabelo da professora Eloise.
— Como você conseguiu isso, Lúcia?
— Foi fácil, o cabelo dela vive caindo por aí.
— Bizarro...
— Você quer ou não entrar lá no corredor?
— Eu quero!
— Então para de reclamar Susie.
— Argh...
Lúcia começa a preparar a poção, ela acende o caldeirão e começa a colocar os ingredientes que roubamos do estoque do professor Jonh. Espero que ele não perceba que seus ingredientes vivem sumindo.
— Você está pronta?- Lúcia segura o frasco da poção na mão.
— Estou.
— Vou contar até três.
Um, dois, três!
Ela bebe um pouco da poção e vira a cara fazendo careta, eu tomo o frasco de sua mão e bebo também. O gosto é horrível e nojento! Parece uma mistura de lama com vômito.
Lúcia me olha enquanto seu rosto começa a se moldar como massa de pão, o nariz fino e os dentes pontiagudos do professor começam a surgir, sua altura muda e ele fica engraçado com saia.
— S-Susieee....-ele solta uma voz fina.
Sinto minhas mãos borbulharem fazendo cosquinha por debaixo da pele, me aproximo do espelho do banheiro e olho o meu rosto se moldando no rosto enrugado e manchado de sardas da professora Eloise.
— Parece que deu certo — viro para trás e olho Lúcia com as pernas afastadas — O que houve??
— E-em b-b-baixo! Tem alguma coisa! Alguma coisa estranha a-aqui!-ele começa a gaguejar.
— Não se atreva a olhar Lúcia!
— Eu não quero! Mas incomoda para andar...
Olho a nossa bagunça no chão e começo a arrumar rapidamente. Escondo o caldeirão e os frascos dentro do último box do banheiro. Visto a roupa da professora Eloise que Lúcia havia roubado da tenda do time de Quadribol. E ela veste as calças e a capa do professor John, que não faço ideia de onde tenha conseguido.
— Temos pouco tempo, vamos falar com a Professora rápido!
Puxo o professor Jonh e saio da sala com ele mancando.
— Estou começando a me arrepender de ter feito isso... Eu devia ter pegado o cabelo de uma professora!
— Shhh! Quer que nos descubram?
— E se dermos de cara com o professor Jonh?! Ou a professora Eloise? Não quero ir para a detenção.
— Muito menos eu! Devíamos ter pensado nisso antes de fazer a poção, mas agora já é tarde!
Passamos por alguns alunos, eu solto a mão do professor rapidamente quando alguns alunos olham estranhos. Subimos as escadas que se movem para o corredor dos quartos de professores.
Paramos no andar certo, olho fixo para o corredor, há uma áurea estranha se movimentando de um lado para o outro, é o feitiço de detecção que Lúcia falou antes.
— Tudo bem, eu vou primeiro. — respiro fundo, e fico surpresa por respirar mais ar que o de costume, o pulmão da professora Eloise parece ser maior, é incrível.
Dou o primeiro passo e sinto o feitiço passar por mim, nada acontece para o nosso alívio. Puxo Lúcia encolhida no canto.
— Qual é a porta do quarto da professora?
— Por que você está me perguntando isso? É óbvio que eu não sei!
Viro o meu rosto para a primeira porta que vejo e abro, está trancada.
— Esse não deve ser.
Lúcia vai para outra porta e consegue abrir, vê itens estranhos nele, como uma mesa de cinco pernas e uma coruja empalhada em cima de um armário, parece ser da professora Margott. É completamente bizarro.
— Olha os olhos daquela coruja... Pobrezinha...
Olho com uma cara estranha para trás, ouvir a voz do professor John falando daquele jeito, é esquisito. Abro mais uma porta e vejo várias plantas dentro, sem dúvidas é da professora de Herbologia, a senhora Tanya. Fecho a porta e vou para uma mais ao final.
Estava trancada novamente, e havia alguns sons estranhos vindo de dentro, como sussurros demoníacos.
— Com certeza deve ser do professor John.
— Susie, achei. Esse está com o nome da professora Milore.
Me aproximo da porta e vejo uma plaquinha com o nome da professora. Batemos na porta e aguardamos alguns segundos. Nada acontece.
— Que estranho, se a professora não está aqui, então onde está?-olho Lúcia.
— Talvez ela tenha saído da escola? Devíamos voltar, fizemos tudo isso atoa.
— Não.
— Não?
— Vamos entrar, a gente pega os livros e vai embora, depois explicamos para a professora o que aconteceu.
Retiro a minha varinha da capa e aponto para a maçaneta.
— Alohomora!
A porta é destrancada e nós entramos, o quarto é escuro e a janela está fechada. Tem vários livros empoeirados espalhados pelo quarto, parecem abandonados.
— Bizarro.
— A professora deve trabalhar tanto que só deve ter tempo para dormir aqui.
— Verdade.
Começo a olhar a cômoda enquanto Lúcia e eu procurarmos os livros, tem alguns insetos presos em frascos de vidro, tem até uma fada presa em um deles, inclusive.
— Olá pequena... — toco no vidro e ela bate com força tentando me atacar — Ah! Que susto... qual é o problema dessa fada?
— Por que ela tem tantos papéis como esse? As fotos não se mexem.
Olho para trás e vejo alguns jornais trouxas na mão de Lúcia.
— Isso é um jornal Trouxa, do que está falando?
— Falam de uns assassinatos.
Me aproximo de Lúcia e olho o jornal em sua mão, em todas as fotos que estão no jornal, há algo escrito nas paredes.
— O que significa "Katharine"?-Lúcia pergunta.
— É um nome, sua burra.
Então há o som de vidro se quebrando, a fada de antes caiu no chão com o potinho e se machucou feio, ela se levantou atordoada e começou a voar na nossa direção puxando o cabelo de Lúcia.
— Ahhh! Tira de mim! Tira! Tira!
— E-espera!-olho ao redor procurando algo para defender Lúcia, e acabou pegando o jornal de sua mão. Bato na fada e ela voa para fora do quarto aberto.
Lúcia fecha a porta para que a Fada não volte.
Guardo o jornal no meu bolso e volto a procurar os livros. Encontro um deles em cima da escrivaninha da professora.
— Só encontrei esse.
— Talvez ela esteja com os outros, vamos pedir a ela na próxima. Um já é o suficiente.
— Você tem razão. É melhor se nós irmos.
Abrimos a porta do quarto e saímos, a fada não estava mais no corredor.
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Durante a tarde eu e Lúcia ficamos sentadas no gramado, próximas à cabana do guardião das terras da escola.
— O que há nesse livro? -ela finalmente pergunta curiosa.
— É só um livro de feitiços comum do terceiro ano, mas está todo rabiscado, tem alguns comentários sobre os feitiços.
— Comentários? Então ele realmente era um aluno vândalo, riscando os livros de magia.
— Não é?...-passo algumas páginas e paro em uma em especial que fala sobre o feitiço Imobbilus. — Olha isso, aqui ele comenta sobre uma forma de fazer o alvo do feitiço Imobbilus ficar ainda mais lento.
Lúcia se inclina para ler enquanto pego a minha varinha.
— Eu vou testar...-olho uma coruja se aproximando para entrar em uma torre do castelo e me levanto.
— Você vai testar aqui? Agora?
— Vou, daqui a pouco temos que jantar com os outros e ouvir o discurso noturno no diretor Joseph. — aponto a minha varinha para a coruja.
— Tudo bem então... — Lúcia pega o livro e começa a ler — "Para executar o feito Imobbilus você precisa sacudir a sua varinha na diagonal duas vezes e uma só vez para a horizontal, o movimento deve ser suave."
Olho a coruja se aproximando cada vez mais e lanço o feitiço da forma que Lúcia diz. A minha varinha faz uma vibração e um feixe de luz sai dela, acertando em cheio a coruja.
— Uah! — olho a coruja batendo as asas em câmera lenta, parece cada vez mais lenta.
— Aqui diz que o efeito dura apenas cinco minutos, mas se você o lançar duas vezes você consegue multiplicar por dois.
— Isso é incrível!
Olho a coruja completamente imóvel, suas asas não se mexem mais e ela parece uma estátua flutuante.
Devo admitir que esse garoto era realmente incrível, ele modificou totalmente o feitiço! Se ele fez isso com o livro de feitiços do terceiro ano, o que já não teria feito com os demais?
doc
Seguimos o resto da tarde praticando os feitiços que vimos no livro de feitiços, havia dicas tão boas para feitiços avançados que tudo parecia moleza!
Passei com Lúcia depois do jantar, em um corredor, quando vi um grupo de alunos encarando uma frase sem sentido escrita com tinta verde na parede.
"a todos que"
Puxei o braço de Lúcia para ela parar enquanto pegava o livro nas mãos dela, a letra que está na parede era idêntica à do menino!
— Lúcia! É isso...
— O quê??
Me aproximei da parede empurrando os alunos para o lado e encarei fixo a parede.
— O aluno deixou pistas pelo castelo, e acho que essas palavras formam uma frase pela escola.
— O quê? Mas como você sabe que não é uma pegadinha?
Alguns alunos da Sonserina passam no momento certo por nós, reclamando do horário.
Puxei Lúcia para um canto enquanto via a zeladora Elvira se aproximar para dispensar os alunos.
— Todo dia, em determinadas horas, algumas palavras surgem pelo palácio.
— Como você sabe que tem horários para isso?
— Não é a primeira vez que ouço os alunos da Sonserina reclamando do horário, acho que o relógio deles deve estar quebrado ou-
— Enfeitiçado.
Olho para trás vendo ela parada, ela sempre aparece em momentos convenientes.
— Lorie!- Lúcia diz alegre.
— Então você sabia? -olhei ela se aproximar segurando alguns livros.
— Fiquei sabendo recentemente disso. Tirei um tempo para investigar isso sozinha.
— Ah, sua-! Então era por isso que você sumia às vezes?
— Parece que você notou a minha ausência, Landerwood.
— O quê?! Não é como seu eu me importasse! É que temos um acordo afinal... E de qualquer forma, por que você não me contou antes?
— Eu não tinha nada confirmado ainda, por isso não te contei...
— Mesmo assim! Devia ter me dito mesmo que fosse uma suspeita!
— Eu não tenho obrigação de te contar.
Ela passa reto seguindo outros alunos da Sonserina. Argh! Como ela é irritante! Há momentos em que ela é legal, mas em outros que me tira do sério!
— Então é assim agora?! Cada uma vai investigar por conta própria??
— ....
— Lorie! Sua metida, arrogante, chata, ignorante!
Ela olha para mim por cima dos ombros e fica em silêncio.
— Você me ouviu!
Ela se vira novamente sem dizer nada e vira o corredor subindo as escadas.
— Argh! Que chatolina...
Lúcia se aproxima.
— Devíamos ir tomar um banho agora e bolar um plano, o que você acha?
— Tem razão! Porque pelo visto não dá para contar com a Lorie para nada! E pensar que foi ela mesma quem pediu que eu ajudasse ela com essa investigação... Argh!
Lúcia ri e me puxa.
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