Não sou da Lufa-Lufa! - Fanfic Harry Potter
15 14° Capítulo
Abóboras
Durante a noite fiquei estudando o livro de feitiços que havíamos pegado, eu também estava determinada a mostrar para a Lorie que não precisamos dela.
Suspirei passando a página e me perguntando a onde a professora Milore teria ido, durante o jantar não vimos ela na cadeira.
Decidi deixar as perguntas para a manhã do dia seguinte, vamos ter aula de magia no terceiro horário.
A manhã chegou rapidamente, quando me dei conta, o luz do sol já começava a iluminar o horizonte. Mal dormi durante a noite, tirei alguns cochilos e descobri que Lúcia ronca e fala dormindo às vezes, é bizarro.
Sentei na cama quando vi as meninas começando a se levantar, e vesti o meu uniforme, fui surpreendida ao encontrar o jornal trouxa na minha capa.
— Ah, eu tinha me esquecido disso...-olho o papel.
— O dia das bruxas.... Mamãe eu quero doce.... — Lúcia diz de repente ao meu lado.
Olhei para as imagens no pedaço de papel e reconheci um rosto, entre algumas pessoas numa foto — que olhavam a parede — vi um senhor bem-parecido com o diretor Joseph, só que um pouco mais jovem.
— O que ele faz ali?...
— Abóbora... — Lúcia levanta de repente com o cabelo bagunçado.
— Abóbora?? — olho confusa enquanto guardo o papel.
— Mamãe adora esculpir rostos nas abóboras de Halloween... — ela diz com a voz arrastada, ainda está dormindo acordada.
Jogo o travesseiro na cara dela e Lúcia se assusta pulando da cama.
— Quem!? Onde?? — ela olha ao redor atordoada.
— Lúcia, você é bizarra.
Ela coça a cabeça e me olha ainda mais confusa.
doc
No café da manhã, abóbora começou a fazer sentido, o Halloween estava próximo e todo mundo só falava disso. O diretor Joseph parecia estar inspirado a dar uma festa de Halloween, poderíamos nos fantasiar e fazer algo parecido com a comemoração dos trouxas.
Todos achavam as atitudes dos trouxas hipócritas, eles queimavam as bruxas não fazia muito tempo, e agora davam festas no dia delas.
A única parte que era legal era o fato de todos comerem doces nesse dia, não entendíamos o porquê disso, mas se era uma desculpa para comer doces, então era bem-vinda.
Me lembro de um dia em especial, que eu e mais alguém, demos doces estragados para as crianças trouxas que bateram na nossa porta, foi divertido. Eu gostaria de me lembrar mais desse dia.
— Susie! Do que você está pensando em se fantasiar??-Lúcia me disse do nada.
Olhei o bolo formigueiro na minha frente e agarrei uma fatia.
— Ah, eu não sei, com toda essa correria para descobrirmos mais sobre você sabe quem, eu não sei se vamos ter tempo para arrumar uma fantasia.
— Ah, qual é! Você ouviu agora a pouco do diretor Joseph, temos bastante tempo ainda, para irmos ao beco diagonal comprar algo! -ela me olha com olhos de gatinho.
— Argh eu sei... Mas eu não estou tão animada com isso.
— Por favor, Susie! Esse vai ser o seu primeiro Halloween fora da sua casa! Precisamos aproveitar!
— Eu ouvi Halloween? — uma garota da Corvinal parou ao nosso lado.
— Sim! A Susie não quer comprar fantasias e aproveitar a festa de Halloween.
— Por quê?
— Ah, é que tenho outros planos, haha... — olhei a aluna, me perguntando por quê ela está se metendo na nossa conversa de repente.
— Se vocês quiserem, eu posso fazer a fantasia de vocês duas. -ela sorriu para Lúcia.
— Você pode??
— É claro, eu adoro costurar a mão, seria bem legal fazer para mais alguém.
— Isso é perfeito!
Lúcia me olhou.
— Vamos aceitar Susie! Será duas preocupações a menos.
— E quanto isso vai custar?
A aluna sorri.
— Vou querer a ajuda de vocês para estudar as poções desse bimestre.
Olhei incrédula para Lúcia e ela me olhou incrédula de volta.
— Uma aluna da Corvinal pedindo ajuda com os estudos?? Isso é novidade! -olhei pasma.
— Argh...
Ela se sentou ao meu lado.
— Eu sei o que vocês estão pensando... Mas eu não sou tão boa com poções como vocês Lufanos... As pessoas da minha turma estão começando a perceber que não sou boa, ninguém mais quer fazer dupla comigo nas aulas do professor John.
— Ah entendo... Mas por que você não pede ajuda aos seus colegas?
— Bem... Eu tenho vergonha, e as pessoas da minha turma são meio esnobes com os estudos... Se eu começar a pedir ajuda assim de repente...
— Tá bom tá bom, a gente já entendeu.
— Então vão me ajudar?
—Sim.
— Muito obrigada! O meu nome é Stella Bonner, eu sou do terceiro ano como vocês.
Olhei Lúcia.
doc
No final das contas aceitamos o acordo com Stella, Lúcia pediu uma fantasia de Vampirella e pedi uma fantasia de Pixie, tudo estaria pronto no dia do Halloween.
— Quando eu pegar o engraçadinho que se passou por mim e pelo professor John eu vou petrificar! — a professora Eloise disse voando em sua vassoura.
Estávamos na aula de voo, a alguns metros do chão nos preparando para aprender um movimento novo na vassoura.
A professora parecia nervosa, aparentemente o boato de que os dois estavam namorando se espalhou pelo castelo. Tudo isso porque segurei a mão de Lúcia e aqueles alunos viram.
Evitei olhar Lúcia, porque eu com toda certeza iria rir, mas era tão difícil, todos seguravam o riso no círculo.
— Para a demonstração do movimento novo, eu chamei a nova treinadora do time de quadribol da Sonserina.
— Ah, não... — Murmurei.
— A senhorita Lorie vai mostrar a vocês.
Lorie passou voando por cima das nossas cabeças, fez uma pirueta perfeita e uma acrobacia que a fez se equilibrar em pé em cima da vassoura.
— Ótimo! Incrível!
— Ela é tão fantástica voando!
— Deve ter um talento natural!
Os alunos começaram a admirar suas acrobacias. Lorie se aproximou do grupo com um ar arrogante e metido.
— É claro que vocês não vão aprender tudo isso hoje, precisariam de muitos anos de treinamento para conseguir. — ela joga o rabo de cavalo para trás dos ombros.
Reviro os olhos.
— Para fazer a pirueta dupla, basta segurar o corpo bem firme ao cabo da vassoura, inclinem ele para perto da madeira e joguem o corpo de lado. Confiem na sua vassoura. — Ela começa a instruir os alunos enquanto faz a demonstração.
— Muito bem turma, façam uma fila atrás da senhorita Madeline, vamos ver um por vez fazer a sua tentativa. — A professora toma seu posto de volta.
doc
Estávamos indo para a sala de feitiços finalmente perguntar dos livros quando vimos o diretor Joseph na porta.
— Diretor?
— Oh boa tarde meninas
— Boa tarde, onde está a professora Milore?
— Ela saiu do castelo ontem e ainda não retornou, foi resolver alguns problemas pessoais.
— Entendi... Então é uma aula vaga?
— Durante este horário sim. Mas nenhuma aula é vaga de verdade para um estudante, senhorita Landerwood. Pode usar os seus livros de magia para estudar, revisar e evitar perder mais pontos para a Lufa-Lufa.
Engulo seco e vejo o diretor andando em direção a escadaria.
— O jornal Trouxa Susie-Lúcia me olha e eu rapidamente me lembro do jornal.
— A-ah senhor! Eu queria perguntar algo!-vamos atrás dele e ele para.
— Sim?
— Encontramos esse jornal e vimos o senhor nele. — entrego o jornal e aponto para a foto onde o diretor Joseph está.
— Onde conseguiu isso?
— Ah! Estava nas coisas do meu pai, sabe...
Ele continua me olhando fixo como se soubesse da minha mentira.
— Isso já faz bastante tempo...
— Mas o senhor pode nos contar o que aconteceu? E por que estava lá...
— Vocês já ouviram falar de Katherine a grande?
Olho Lúcia mais curiosa que eu.
— Não senhor...
— Katherine era uma bruxa extraordinária, e muito sábia. Estudou em Hogwarts nos primeiros anos de existência.
— Nossa... Mas por que o nome dela está no jornal?
O diretor se aproximou da janela no corredor.
— Infelizmente o poder subiu à cabeça de Katherine, muitas de suas irmãs foram mortas durante a queima às bruxas.
— Durante a queima às bruxas...?
— Sim... Katherine começou a se aprofundar no mundo das artes das trevas, buscando grandeza nas profundezas. Ela se envolveu com artefatos mágicos perigosos que eventualmente levaram a sua suposta morte.
— Suposta morte? — Lúcia pergunta.
— Boatos de que havia retornado se espalharam. Que deixou de ser humana e se tornou um ser cruel e maléfico, procurando os descendentes dos que tiraram a vida de suas irmãs, e destruindo tudo e todos que cruzavam o seu caminho em busca da vingança.
— Então, esses assassinatos que estão nesse jornal foram cometidos por ela?
— Não só por ela, uma seita foi criada em seu nome, bruxos feridos e magoados que tiveram seus antepassados lançados ao fogo. Todos em busca de vingança. Pessoas cruéis de diferentes etnias e de diferentes raças se juntaram a essa seita e espalharam o caos pelo mundo bruxo, e trouxa.
— M-mas isso... Põe em risco o nosso mundo, não é?
— O ministério da magia teve trabalho para eliminar os causadores desse problema, grande parte dos assassinos de trouxas foram capturados e presos em Azkaban. Mas devido ao número de trouxas mortos, isso indica que muitos ainda estão escondidos por aí. Só aguardando Katherine voltar.
— Entendo...
— Senhorita Landerwood, não há nada mais triste para um professor, do que ver um de seus discípulos indo para um caminho cruel e perverso. Vejo em muitos de vocês um futuro brilhante, se persistirem no caminho certo, e usar tudo o que aprenderam aqui para fazer a escolha certa.
Ouço com atenção as suas palavras.
— Mas entenda uma coisa...-ele se vira para nós-Mesmo a pior das pessoas pode mudar seu coração e se tornar algo bom, e nem é necessário um feitiço para isso. Na maldade existe um pouco de bondade e na bondade existe um pouco de maldade. Mas é por essa coisa pequena e brilhante, em toda essa imensidão escura que precisamos lutar e acreditar que algo bom, mesmo que pequeno, possa vir disso tudo.
— Falando assim... Todas as coisas realmente merecem esse tipo de luz? Merecem ser perdoadas? Elas podem voltar a ser como antes e serem algo bom de novo?
— Não existe uma estrada escura em que você não possa voltar se lembrar de acender a sua própria lamparina, e voltar pelo caminho que veio.
— O quê?-deito a minha cabeça.
O diretor Joseph sorri e volta a andar subindo as escadas enquanto deixa a mim e Lúcia com uma pulga atrás da orelha.
— Lamparina? — Lúcia me olha.
—Ah! Ele ficou com o jornal...
Suspiro e puxo Lúcia.
Infelizmente o nosso plano de encontrar a professora Milore é arruinado mais uma vez, me pergunto que tipo de assunto pessoal ela foi resolver...
E o diretor acabou não nos dizendo o que tinha ido fazer lá, mas Lúcia e eu já suspeitamos que talvez tenha sido um trabalho da época em que ele era um auror. E que talvez não tenha permissão para contar.
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Acabei ficando curiosa com essa tal de Katherine, então Lúcia e eu combinamos de conseguir o máximo de informações possível dela.
Mas era difícil conseguir qualquer coisa na biblioteca, Lúcia disse que todos os livros sobre ela ficavam na sessão reservada, e talvez a única estudante que pudesse ter acesso a eles fosse ela, a Lorie. Mas me recuso a pedir qualquer ajuda para aquela esnobe, egoísta, irritante e metida!
Decidimos coletar informações dos estudantes.
— Quem é Katherine?-uma corvina disse durante a nossa entrevista.
— Nunca ouvi falar de ninguém assim, vocês são duas desocupadas!-disse Max.
— Seita?? Isso é bizarro! -disse uma garota da Sonserina.
— Tem uma menina chamada Katherin aqui na escola, é dela que você estão falando?-Disse um Grifinório.
— Eu ouvi algumas histórias sobre ela.
Olhei uma Lufana do sexto ano escorada na parede enquanto devorava uma tortilha de abóbora.
— O que você ouviu? — me aproximei com Lúcia.
— Ouvi que ela estava atrás de alguns itens mágicos em Hogwarts, e ela tentou pegar a espada de Gryffindor uma vez. Mas você sabe, ele só aparece para os alunos mais corajosos e destemidos da Grifinória.
— E o que aconteceu?
— A espada tinha um feitiço que machucava o corpo de qualquer ser maligno, ela se machucou feio e sua magia enfraqueceu com isso. Depois foi embora atrás de outro item mágico e teria aparentemente morrido por causa da fraqueza.
— Tem alguma chance de ela voltar para terminar o que começou?- Lúcia pergunta.
— Eu não acho que ela seria burra ao ponto de cometer o mesmo erro, isso se tiver realmente sobrevivido.
— Entendo... Ouviu mais alguma coisa?
— Ouvi, disseram que Petúnia, a garota que morreu aqui na escola — cochicha — ela teria falado para um outro aluno que o garoto que ela vivia perseguindo estava falando com um ser estranho que ele chamava de K, claramente já é um apelido discreto para essa tal Katherine, não acham?
— E sobre o que eles falariam?
— Dizem que o garoto era bom com feitiços, e que inclusive teria criado muitos feitiços que nós veteranos usamos por aí.
Lúcia me olha como se as peças estivessem se encaixando.
— Ela teria pedido para ele criar um feitiço de proteção corpórea para ela, um feitiço para proteger o corpo dela da magia da espada ou de qualquer outro item, magico.
— Agora faz todo sentido...
— Ninguém sabe direito o que teria acontecido com ele, após a morte da Petúnia, ele teria simplesmente desaparecido, ninguém nunca mais o viu de novo, dizem que ele ainda está por aí no castelo... Vagando em busca de alguém que possa ser útil para ele retornar ao lado de Katherine, como seu servo leal.
Sinto um calafrio na espinha, toda essa história está me deixando com medo.
— Especulam, também, que ele teria matado a Petúnia para provar a sua lealdade para a senhora das trevas.
— Nada de ficar nos corredores!
— Ahhhhhhhh!!!
Lúcia e eu pulamos de medo para cima da Lufana, ela começa a rir e a madame Elvira fica pasma.
— V-você nos assustou! — Lúcia gritou.
Após levar um sermão da Madame Elvira, Lúcia e eu fomos para o banheiro tomar um banho e ir dormir. Mas eu ainda ficava repassando toda história que ouvi na minha cabeça, e eu finalmente estava começando a entender tudo.
Mas ainda faltavam as peças certas do quebra cabeça gigante, e eu estava determinada a desvendar esse mistério.
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