Notas iniciais
Demorei, mas sempre volto! Nem vou falar muito, tem muita coisa para vcs absorverem no capítulo que está bem longo para compensar. Exigo opinião de vocês para essa confusão aqui. Obrigada por comentarem e me apoiarem tanto. Amo vcs! Boa leitura!

— Pelo menos é bom saber que não fui o único corno dela. – Edward diz duro e se vira para i ao encontro da filha que está radiante com o meu pai. Eu me viro para Jake com um olhar mortal.

— Sério, Jake? – Eu digo e o deixo lá indo me juntar à minha família.

Cerca de 15 minutos mais tarde, depois de muita conversa e com o pôr do sol que aproximando, eu e Leah começamos a arrumar tudo para fechar o centro, já que as crianças já estão indo para casa. Meu pai decide levar Liz para casa a pé para mostrar a ela o caminho e alguns lugares que a mãe dela gostava. É incrível o poder que Liz tem de nos fazer pensar as coisas boas de Dora. Edward permite o passeio, vencido pelo olhar pidão da menina, mas para não ficar sem ter o que fazer, decide aproveitar para acompanhar de carro até em casa.

Mais tarde, eu e papai estamos na cozinha finalizando o jantar enquanto Edward está dando um banho em Liz e se acomodando no quarto vago. Quando papai se mudou, eu sempre me questionei por que 3 quartos já que não recebemos visitas de fora e nossos amigos todos moram aqui perto. A resposta era clara, mas ainda assim difícil de enxergar. Meu pai sempre esperou que Dora voltasse para casa. Só agora eu entendi.

— Jake não devia ter dito nada disso para ele! – Meu pai exclama quando eu conto o climão que rolou no Eliza. – Meu Deus, então Dora o traiu também? – Meu pai questiona aflito.

— É o que parece pelo que ele falou. – Eu digo e toco a mão do meu pai. – Seja como for, pai, sabemos como Dora era. Ela não era má, só era meio difícil. Mas precisamos entender que Edward também deve ter se magoado com ela e por isso é assim. Temos que focar em fazer com que Liz, ao menos, não seja magoada pelos rastros dela.

— É exatamente o que eu quero, Bella. Liz não merece saber certas coisas sobre Dora – Edward surge na cozinha me dando um pequeno sobressalto. – Não quero que Liz sinta ódio ou vergonha da mãe. Apesar de tudo, Dora amava a Liz, pelo menos a filha ela amou.

Um silêncio curto paira sobre a cozinha. Eu me vejo imaginando a minha irmã grávida, dando a luz, amamentando e cuidando de sua filha. Meus olhos enchem de lágrimas por segundos.

— Vovô, olha como estou bonita? – Liz adentra a cozinha exibindo seu pijama de unicórnio em tons de lilás e cinza.

— Uma verdadeira princesa! – Meu pai exclama risonho. – Venha, o jantar está pronto.

A macarronada da vovó Eliza é um sucesso. Liz, e até Edward, repetem junto conosco. Satisfeita, Liz começa a bocejar, indicando que o cansaço do dia cheio de agitação está cobrando o seu preço. Ela pede para que o avô a coloque para dormir, o que faz o rosto do meu pai se rasgar num sorriso gigante. Ambos sobem tagarelando sobre o passeio que faremos amanhã na praia.

Edward me fita enquanto admiro os dois emocionada. Sinto seu olhar aquecer a minha pele de um jeito estranho para mim. Na verdade, eu ainda fico muito confusa sobre como me sentir perto dele. Edward então se oferece para lavar e guardar comigo. Eu recuso, mas ele insiste. Algo no olhar dele me faz não discutir. Ele me intimida, é fato!

— Você vai sair? – Ele quebra o silêncio de longos minutos.

— Hã?! – Eu me surpreendo com sua pergunta. Ele desvia o olhara para o meu corpo.

— Sua roupa... você está muito bonita – Ele diz sem me encarar diretamente. Eu coro levemente pelo elogio inesperado.

— Sim, vou. – Eu respondo, alisando o cós da minha saia longa de cintura alta, ela é azul claro com bordados de flores amarelas. Já meu cropped ciganinha é todo branco. – Todo sábado acontece luau em algumas praias por aqui. É divertido! – Eu digo e ele assente de leve – Se quiser vir dá uma olhada... é bem simples, mas muito aconchegante. – A frase sai antes que eu possa pensar sobre ela e sinto o meu rosto esquentar de vez.

— Hum, parece bem legal... mas tem a Liz... não sei...

— Meu pai vai adorar ser babá da própria neta e ela me pareceu bem cansada, do tipo que não vai acordar tão cedo. – Eu digo num fôlego só. Do nada eu toco sua mão que está em cima da bancada. Alguém explica o que há comigo?— Vai ser legal e não vamos voltar muito tarde, pois segundo vovô e netinha, temos um mega passeio amanhã.

Edward encara a minha mão tocando a sua com um olhar perdido no tempo.

— Está bem. Acho que vai ser interessante. – Ele diz por fim e ambos desconectamos nossas mãos. – Vai ser bom conhecer as coisas que

— Dora viveu – Eu finalizo sua fala. Sinto minha mão formigar e a seguro com a outra. Me viro para desviar o olhar do dele – Dora amava ir ao luau. Acho que era o que ela mais gostava da cidade, sem sombra de dúvida.

Silêncio.

— Ela falava de Santa Mônica?

— Pouco, bem pouco. Mas ela me falava que as noites nas praias eram divertidas. – Ele diz com uma voz saudosa. Não consigo encará-lo. – Quase passamos a lua de mel aqui.

— Sério? — Dessa vez eu tive que olhar para ele.

— Sim, seria uma surpresa para ela. Mas na nossa noite de núpcias ela não se sentiu muito bem e decidimos não viajar no dia seguinte. – Ele diz pensativo – Ela estava no fim do primeiro trimestre... – Eu assinto entendendo – Dei as passagens para o meu irmão e minha cunhada e passamos a lua de mel numa praia de Long Island.

— Seu irmão?

— Sim, tenho um irmão mais velho, Emmet, que é casado com Rosalie faz uns 5 anos. Eles foram padrinhos do nosso casamento. – Ele diz e me encara – E são os padrinhos de Liz.

— Que legal! – Eu exclamo sentindo que tem algo mais. – Eles moram em Nova York?

— Na verdade, moram em Chicago há um ano. – Ele responde – Rose é engenheira civil e está trabalhando num projeto para a reconstrução de uma cidade que sofreu impactos fortes de um furação. Emmett foi com ele, é claro.

— Uau! Ela deve ser incrível! – Eu digo e sinto Edward se aproximando.

— Sim, ela é. Liz a adora. Elas são muito ligadas e próximas... principalmente porque Rose foi a melhor amiga de Dora desde sempre.

Lágrimas, não se atrevam!

Eu nasci com ela, cresci com ela, mas nunca fui sua melhor amiga. Ah Dora! Eu engulo o nó na minha garganta.

— Ah, interessante. Hum e seu irmão trabalha com o quê? – Eu mudo o assunto

— Ele é contador. Por isso para ele é fácil acompanhar a esposa nestes projetos pelo país.

— Entendi. E só são vocês dois?

— Sim, ele é meu único irmão. – Um breve silêncio. – Sabe, Bella, eu fico realmente feliz em ver que vocês estão amando a Liz de verdade. – Franzo o cenho.

— Não teria como ser diferente disso, Edward. Liz é uma Swan, faz parte de nós, não há como não amá-la. – Eu respondo olhando-o com toda sinceridade.

— Mas confesso que tive medo. Medo de vocês a rejeitarem por causa de

— Jamais colocaríamos o peso das escolhas de Dora sobre Liz. Dora quebrou a nossa família no dia em que partiu, mas Liz nos trouxe refrigério. – Eu digo emocionada – Foi o melhor presente que Dora poderia ter deixado no mundo. – Minhas emoções estão à flor da pele. – Meu pai não falava em Dora faz 8 anos, Edward. Era doloroso demais. Mas isso mudou no momento em que ele soube que Liz existia. Liz está curando as feridas que Dora deixou.

— Sim, eu sei bem como é isso – Ele diz devolvendo um olhar profundo e emocionado. Estamos muito próximos agora.

Caramba, Edward mexe demais comigo!

— Ela dormiu que nem um anjinho! – Meu pai diz entrando na cozinha e nos tirando do transe da nossa conversa. Eu sorrio e dou um beijo no rosto sorridente do meu pai.

— Ela estava exausta – Edward diz e coloca as mãos no bolso.

— Pai, convidei o Edward para vir comigo ao luau, se importa em olhar a Liz? Ele está preocupado em incomodar...

— Vá em paz, garoto, e se divirta! Bella, mostre os corais para ele, você vai para a Rainha, estou certo?

— Sim, pai, vou para lá. Pode deixa que serei uma ótima guia. – Eu digo e sorrio para ele. Depois me viro para Edward – Vamos, então?

Ele me dá um sorriso torto e eu fico hipnotizada. Ele dá dois passos na minha direção.

— Agora mesmo. Obrigada por cuidar da Liz, Charlie.

Meu olhar se perde mais uma vez no seu e me sinto anestesiada.

É Dora, eu entendo porque você o escolheu.

— Se você me coordenar posso dirigir... – Ele diz quando estamos do lado de fora após eu pegar a minha bolsa tiracolo de crochê.

— Novaiorquinos... – Eu reviro os olhos e dou uma risada – o que menos se usa em Santa Mônica é carro, Edward. – Eu digo e ele sorri torto. Aquele sorriso. Foco, Bella!— Geralmente eu vou de bicicleta, mas podemos ir andando também. A praia é próxima.

— Se quiser, podemos ir de bicicleta, eu levo você – Ele diz e sou arrebatada pela vontade de ir na garupa de Edward.

Céus, o que há de errado comigo hoje?

— Está bem, então vamos. – Eu digo e ele me ajuda a pega minha bicicleta na lateral da casa.

O passeio foi deliciosamente difícil.

Nossos corpos ficaram tão próximos quanto possíveis. A respiração de Edward acariciava a lateral do meu pescoço de um jeito quente. Seu corpo emanava um calor que rebatia com solidez o vento gelado da noite. Ao chegarmos na praia da Rainha, eu estava uma confusão imensa de arrepio e calor, com direito a rosto corado e mãos suando. Lembro-me de ter me sentido exatamente assim na primeira vez que tive um encontro com Jasper aos 14 anos.

Legal, voltei a ser adolescente!

— Uau, é muito lindo aqui! – Edward exclama após prendermos a bicicleta. Começamos a andar pelo calçadão até o local onde as rodas de fogueiras estavam dispostas.

— Sim, tanto a noite como durante o dia. Mas confesso que ao amanhecer, é a perfeição! – Eu digo meio ofegante, pois estamos andando num ritmo constante.

— Deve ser incrível! – Ele diz.

Eu o olho de relance e observo seu olhar minucioso sobre tudo o que vê. A beleza da praia, do céu estrelado, da decoração do luau, da alegria contagiante das pessoas. Seu olhar brilha e sei que é de puro deleite. Um deleite que só quem tem alma de artista consegue transmitir.

— Pensando num cenário de uma nova peça? – Eu pergunto e ele me encara com um sorriso torto. Ele assente – Sou artista, Edward. Não tenho como não pensar em música quando eu vejo tudo isso. – Eu digo e sorrio. – Vem, é aqui.

Eu pego em sua mão e o conduzo comigo. Sinto nossas mãos suarem com o contato inesperado pela segunda vez. Eu o direciono para onde estão os meus amigos. Há uma fogueira, alguns estão comendo, outros estão preparando os instrumento para começar a cantoria, outros estão dançando.

— Bella! Você veio! – Angela exclama quando me vê, porém arregala os olhos quando vê Edward ao meu lado. – Olá! Não sei se se lembra de mim.

— Você trabalha na escola da Liz, estou certo?

— Isso mesmo, sr Cullen!

— Apenas Edward, por favor! – Ele diz lhe dando um meio sorriso. Ela sorri de volta.

— Angela! – Eles se cumprimentam. – Venham, a noite tá muito boa hoje.

Nós vamos com Angela encontrar o resto do pessoal. Jacob me dá um sorriso enorme quando me vê e se move em minha direção, porém estaca ao ver Edward comigo. Sua olhar fulmina as nossas mãos dadas. Ele me lança um olhar dolorido e eu me sinto culpada sem saber porquê. Sendo assim, eu solto a mão de Edward disfarçadamente.

— Boa noite pessoal! – Eu digo acenando – Alguns já conhecem, mas este é Edward! Veio visitar o nosso luau pela primeira vez.

A galera em geral começa a cumprimentar Edward com entusiasmo, o que o deixa impressionado com a receptividade deles. Alice, é claro, já começa a puxar conversa com o mesmo, o que é uma deixa para Jacob me puxar ema um canto.

— O que ele faz aqui? – Ele pergunta.

— Ele veio conhecer o luau. – Eu digo dando de ombros e o olhar de Jacob se torna ainda mais incisivo. – Jacob, ele casou com ela, você acha que ela nunca contou como eram os luais? Ele quis conhecer quando eu disse que estava vindo.

Eu sinto meu rosto corar levemente, afinal não foi bem assim que as coisas aconteceram. Por fim, Jacob suspira vencido.

— Achei que teria você comigo hoje. – Ele diz enlaçando a minha cintura. Agora sim eu coro de vez.

— Jake... – Eu digo me afastando um pouco. De relance vejo que Edward não tira os olhos de mim

— Ah, Bella, por que você hesita tanto?

— Jake, já conversamos sobre isso. – Eu digo num tom sério. – Vamos curtir a noite, sim?

Com isso, voltamos para o meio do pessoal. Volta e meia eu dou uma “conferida” em Edward para ver se ele está desconfortável ou algo assim. Mas ele pareceu se entrosar rapidamente e já estava bem adaptado à festa.

No avançar da noite, a cantoria começa. Claro que eu toco algumas músicas, sozinha e acompanhada. A certa altura, Alice, mais alegre que o normal devido aos drinks, coloca Edward na berlinda.

— Canta para nós, Edward! – Ele exclama e várias pessoas incentivam. Percebo diversas mulheres por ali de olho nele.

— Ah, eu não sou tão bom quanto a Bella... – Ele diz com um sorriso torto e me olha – Mas se Bella cantar comigo, posso toca uma.

Puta merda, não faz isso Edward!

Na mesma hora, varias pessoas começam a gritar nossos nomes e eu passo o violão para ele. Resolvo provocar.

— Este é o violão, conhece? Por que pelo que sei, você é um ator, né? – Eu digo admirando-o ajeitar a sua postura para tocar.

— Sim, mas canto nas horas vagas, sabe. – Ele entra na brincadeira e eu dou o credito disso aos drinks que o mesmo bebeu durante a noite.

— Certo e o que vamos cantar?

— Conhece I’m Yours? – Eu rolo os olhos para ele.

— Eu praticamente escrevi a letra se quer saber — Eu digo e ambos rimos.

— Vocês vão cantar ou não? – Alguém exclama e eu me viro para encontrar o olhar raivoso de Jasper. Reviro os olhos mais uma vez.

Edward começa a tocar a música e depois de uma volta, ele inicia:

Well, you done, done me and you bet I felt it

I tried to be chill but you're so hot that I melted

I fell right through the cracks, now I'm trying to get back

Before the cool done run out, I'll be giving it my bestest

And nothing's gonna stop me but divine intervention

I reckon it's again my turn to win some or learn some

Edward não tira os olhos dos meus e eu entro na música porém numa terça, dando um brilho na voz dele que é muito afinada e bonita, por sinal.

But I won't hesitate no more, no more

It cannot wait, I'm yours

Edward é intenso, mas não deixa de sorri e faz um sinal para que eu cante a segunda estrofe o tom base.

Well, open up your mind and see like me

Open up your plans and damn, you're free

Look into your heart and you'll find love, love, love, love

Listen to the music of the moment people dance and sing

We're just one big family

And it's our God-forsaken right to be loved

Loved, loved, loved, loved

A essa altura todos estão batendo palmas no ritmo da música e empolgados com nossa apresentação.

So I won't hesitate no more, no more

It cannot wait, I'm sure

There's no need to complicate, our time is short

This is our fate, I'm yours

Cantamos o refrão juntos, Edward faz a ponte da melodia com maestria nos acordes e eu fico impressionada dele tocar tão bem.

D-d-do you, but you, d-d-do

But do you want to come on?

Scooch on over closer dear

And I will nibble your ear

Nós dois cantamos a última estrofe sem desconectar o nosso olhar. É como se cantássemos um para o outro, como se aquilo tivesse significado para nós dois.

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror

And bending over backwards just to try to see it clearer

But my breath fogged up the glass

And so I drew a new face and I laughed

I guess what I'm saying is there ain't no better reason

To rid yourself of vanities and just go with the seasons

It's what we aim to do, our name is our virtue

No final todo mundo canta o refrão e faz a vocalização com a gente, porém finalizamos apenas eu e ele.

But I won't hesitate no more, no more

It cannot wait I'm yours

Open up your mind and see like me

Open up your plans and damn, you're free

Look into your heart and you'll find that the sky is yours

So please don't, please don't, please don't

There's no need to complicate

Cause our time is short

This is, this is, this is our fate, I'm yours!

Com muitas palmas e gritarias, todos nos cumprimentam após a canção.

— Caramba, Bells, você achou alguém tão multitalentos como você, amiga! – Uma Angela pra lá de alta comentar e finaliza um uma gargalhada. Benjamim, seu noivo, dá um sorriso sem graça como um pedido mudo de desculpas e tanto eu quanto Edward apenas sorrimos em compreensão.

— Ei, quer dar uma volta na praia? – Eu pergunto a ele a pós sentir certo incomodo com os olhares de Jake e Jasper para nós, bem como o de Tânia e Heidi se insinuando demais para Edward.

— Ah, eu adoraria. – Percebo certo alívio em sua voz.

Eu começo a conduzi-lo, pela areia mesmo, pelo perímetro da praia. Vou mostrando alguns estabelecimentos da orla e contando uma história ou outra sobre o lugar. Edward ouve tudo atento e sempre faz um comentário, demonstrando que está de fato prestando a atenção e interessado no assunto.

— Você nunca quis ir embora, Bella? – Ele pergunta de repente.

— Não. – A resposta vem fácil – Primeiro, eu nunca quis. E quando eu quis, eu não pude. – Digo séria para ele.

— Porque ela já tinha ido. – Eu assinto. Edward suspira.

— Olha! Vem! – Eu digo e disparo correndo, segurando a mão de Edward pela terceira vez nesta noite. – Vou te mostrar algo ainda mais lindo!

A chegarmos próximo ao recife de corais, eu saco o meu celular na bolsa e ligo a lanterna. Os olhos de Edward tentam captar a beleza de tudo aquilo. Claro que só estamos vendo parcialmente, sob a luz do luar e das lanternas dos telefones, mas ainda assim é espetacular.

— Bella, isso é incrível! – Ele diz e nós vamos nos movimentando por ali entrando na maré agora rasa.

— Sim, é um dos meus lugares favoritos no mundo. — eu digo e faço uma pausa – Era o meu paraíso com Dora. Passamos parte de nossa infância aqui. Eu vinha e tocada violino ou flauta para os peixes e ela os desenhava nos corais. – Digo emocionada e Edward se aproxima de mim. Uma lágrima solitária cai. Ele a enxuga levemente.

— Vocês são absurdamente iguais. – Ele diz me olhando como se quisesse me decifrar pelos olhos. Eu sustento o olhar.

— Ela era parte de mim, Edward. Mas não ouse nos confundir. Nunca fomos iguais. – Eu digo e ele engole em seco.

Nossos olhos ficam ali, presos um no outro, enquanto nós estamos com a maré até os joelhos, banhados pela luz das estrelas e da lua crescente. Meu cabelo solta pequenas mechas da trança lateral devido ao vento e o de Edward está completamente bagunçado e revolto. Olhar para o rosto dele me atrai como um imã atrai um metal. Quando dou por mim, já estou mergulhando minha mão nas mechas rebeldes de seu cabelo. Ele se inclina minimamente para o meu toque e solto um pequeno suspiro. O deleite dele também é meu quando ele enlaça e minha cintura e desfaz a pequena distância entre nós.

Minha língua umedece meus lábios automaticamente e finalizo o gesto mordendo meu lábio inferior. A mão de Edward sobe da minha cintura para o meio das minhas costas, fazendo eu arquear para ele. Há tanta intensidade em cada gesto simples que me sinto inebriada por ele.

De repente sua expressão muda, ficando totalmente fria e impenetrável.

— Cuidado, Bella. – Sua voz é tão gelada que me arrepia inteira — Eu já estou vacinado desse joguinho. Fui enganado uma vez, não serei enganado de novo. – Ele diz carregado de mágoa e eu fico paralisada de espanto. Ele dá um sorriso cínico e solta meu corpo. Graças aos seus eu ainda tive a decência de não me esborrachar na água. Ele se vira de costas para mim e caminha de volta para a festa.

Que merda é essa?

Notas finais
Quero todas as opiniões nos reviews em 3... 2... 1... Beijinhos!