Notas iniciais
Oie! Gente vocês não tem noção do quanto é bom estar aqui de novo. EU PEGUEI COVID-19. FOI UM INFERNO, MAS VENCI!! Se quiserem, podem ler um depoimento que deixei no meu Instagram (aproveita e já segue lá, se quiserem, é claro! Postagem: https://www.instagram.com/p/CMzLK6QHYJy/ Ainda estou me recuperando, é uma doença muito debilitante e deixa sequelas. Mas estou me esforçando para ir escrevendo sempre que posso. Não posso deixar de agradecer às meninas que estão no grupo do zap, que me deram uma força enorme no perio em que adoeci e com suas orações e positividade naõ me deixaram fraquejar. OBRIGADA, de verdade! Sem mais delongas, vamos de capítulo, né?

— Filha, está tudo bem?

Eu encaro meu pai e ali ele vê que há algo. Nem me esforço para negar. Entre mim e Charlie sempre foi assim, tudo claro como água.

— Jasper... Alice... – Eu murmuro e dou de ombros.

— Aquele cara te ama, filha... Até a mulher dele sabe disso. – Meu pai diz descontraído e eu olho de cara fechada – Se você não quer aceitar, tudo bem, mas é a verdade. Até as crianças sabem disso.

— Pai!

— Vamos mudar de assunto... as 15h, certo? – Ele diz emocionado e tenso.

— Pai, se acalme. Liz já ama o ‘vovô Charlie’ dela. – Eu digo afagando seu ombro. Estamos sentados na recepção. – Vou subir e ajeitar as coisas da próxima turma. Edward ficou de mandar uma mensagem quando estiver chegando, nessa hora eu desço, está bem?

— Certo, minha filha. Estarei no escritório. – Eu lhe dou um beijo no rosto e subo para a minha sala. Alguns minutos se passam.

— Bella?! – Ouço a voz grave e sensual de Jacob me chamar da porta.

— Jake, oi! Como você está? – Eu digo me sentindo corar levemente.

Jake veste uma camisa que abraça o seu peitoral de forma perfeita, deixando seu corpo nada comum ainda mais excitante. Jacob e eu também nos conhecemos desde pequenos. Ele é sobrinho de Sue, primo de Leah, um ano mais velho. Sempre havia um clima entre mim e ele, porém ele andava com a galera de Dora, onde eu não me encaixava. Com o tempo nos afastamos, e ele até namorou com Dora por um bom tempo, na mesma época que eu namorava Jasper. Inclusive, quando Dora ficou com Jasper, eu não fui a única traída ele também foi. Depois de alguns anos, nós acabamos tendo um lance, coisa casual, mas estar com ele trazia memórias inevitáveis de Dora e eu decidi ficar sozinha.

— Bem, e você? – Ele pergunta e vem andando – Vim dar uma olhada no piano da vovó. – Ele aponta para o instrumento instalado num canto da sala.

— Ah sim, testei ele na aula da manhã hoje. Realmente precisa de uns ajustes...

Passamos o resto do intervalo ali, debruçados sobre o piano de vovó. Em seguida, sigo com as aulas da tarde. Fico totalmente envolvida com a aula pois a turma avançada fica responsável por coordenar o musical comigo e já estamos nos aproximando dele. De repente, meu celular toca surpreendendo a todos.

— Tia Bella?!! – meia dúzia de alunos exclama.

— Desculpem crianças, mas a tia Bella tem um motivo forte pra deixar o celular ligado hoje. – Eu digo, rindo por estar sendo repreendida por aqueles que geralmente eu repreendo. — continuem aqui que eu já volto. – Eu digo e vou atender a ligação no corredor.

— Bella? – A voz de Edward me alcança e eu sinto todo o meu corpo responder ao seu chamado.

— Oi Edward! Vocês já estão chegando? – Eu digo descendo as escadas

— Sim, na verdade, acabei de estacionar aqui em frente. – Ele diz visivelmente nervoso. Eu corro na recepção para a porta e Leah acompanha o meu movimento alerta.

Ao olhar para fora , eu vejo o Volvo prata reluzente ao sol parado e uma linda menina ruiva super agitada no banco traseiro. Eu sorrio automaticamente.

— Estou indo aí. – Eu digo e desligo o telefone. Olho para a minha amiga – chame meu pai, eles chegaram. – Leah sorri para mim e dispara para o escritório enquanto eu vou ao encontro de Edward e Liz, que estão desembarcando.

— Tia!! – Liz me abraça quando estou perto o suficiente. – Que lugar lindo!

— Pois esta é a casa da sua bisavó, Elizabeth. – Eu digo e me ajeito para falar com Edward – Sejam bem vindos ao Eliza! – Ele sorri gentil e trocamos beijos na face.

— Obrigado. Realmente é muito bonito aqui. – Ele diz dando uma olhada na casa.

— Obrigada! Venham, entrem! Meu pai está muito ansioso para te conhecer Liz. – Eu digo conduzindo-os pelo jardim – Eu vou retornar para a minha aula enquanto ele vai mostrar o Centro para vocês. A viagem foi tranquila?

— Sim, foi sim. – Edward diz somente, porém sinto seu olhar intenso em mim.

— Nós vimos o mar o tempo todo, tia, foi incrível! – Liz diz e vai saltitando entre mim e seu pai.

— Elizabeth! – Ouço meu pai gritar e desvio meu olhar para ele. Seu rosto está completamente tomado de emoção. – Minha neta!

— Vovô Charlie! – Liz grita e corre para os braços do avô, que a pega no salto e rodopia com ela no ar. Ambos riem e se abraçam emocionados.

Meus olhos se enchem de lágrimas com a cena. Eu olho para Edward que também está emocionado.

— Eu sabia que seria amor a primeira vista! – Eu digo para ele que me encara. Algo muda em seu olhar, mas antes que qualquer um de nós diga algo, Liz o chama.

— Papai, venha conhecer o vovô! – Ele, então, segue para o lado de sua filha. Eu vou em seguida.

— Edward Cullen. – Ele estende a mão para o meu pai, que aceita o cumprimento.

— Charlie Swan. Obrigado por virem! – Meu diz ainda emocionado.

— Não há de quê.

Meu pai volta seu olhar para a neta e sorri.

— Céus, minha neta! Ainda não posso acreditar! Parece um sonho! – Ele diz e Liz pega a sua mão e coloca em seu pequeno rosto

— Eu sou real vovô, pode acreditar! – todos nós rimos de sua inocência. Porém o olhar de Edward em mim me incomoda.

— Pai, vou voltar para a sala. Acho melhor levá-los para comer algo e se refrescarem. – Eu digo e afago a cabeça de minha sobrinha – Me juntarei a vocês quando a aula acabar.

Sinto Edward me avaliando de cima abaixo.

—Então esta é a famosa Liz? – Leah surge arrancando um sorriso corado de minha sobrinha.

— Sim! – Exclama meu pai. – Minha netinha! – Meu pai sorri largamente.

— Este é Edward Cullen, Lee. – Eu completo. Edward e ela se cumprimentam – Leah Clearwater, minha melhor amiga e quase da família. Nos dá muito suporte aqui no Eliza.

— Prazer – Ambos dizem e trocam um olhar rápido.

— Bom, vou subir. Lee, ajude papai a leva-los para comer algo. Logo as aulas acabam e com todas aquelas crianças por aqui....

— Certo. Vá terminar sua aula. – Lee diz e depois se inclina para meu ouvido – Amiga... onde sua irmã achou este pedaço de pecado? – Ela sussurra e eu dou um olhar de espanto para Leah. Reviro os olhos.

— Até breve, Liz. Fiquem a vontade. – Eu digo e me dirijo para o andar de cima.

Na sala, tudo está como eu deixei e eu retomo a aula.

— Tia Bella, está tudo bem? – Uma aluna pergunta e eu sorrio.

— É a minha sobrinha. Ela chegou e está lá embaixo, logo vocês irão conhecê-la. – Eu digo. – Agora me mostre aquela sequência que você estava com dificuldade na flauta doce.

E assim fomos seguindo com as lições até quando, um pouco antes do fim da aula, meu pai aparece com os nossos visitantes. Eu estava de costas para a porta, organizando os instrumentos de sopro para que pudéssemos repassar a sequência em que estávamos trabalhando hoje com os outros instrumentos acompanhando.

— Bom, pequenos, vamos ver se conseguimos alcançar aquelas três notas adjcentes na sequência, acho que vai incrementar. Podem ser duas flautas.... Lucy e Eric, com um violino... Jane, pode ser você – Eu vou apontando as crianças que assentem ao ouvir seus nomes — E quem sabe o piano consiga acompanhar, na oitava mais grave?

— Tia, não vou conseguir... – Diz Marcel, do piano, e eu lhe dou um sorriso travesso.

— Eu posso fazer isso então. – E pisco pra ele que sorri para mim. – Certo, então vamos começar

— Filha! – Meu pai chama quando eu me preparo para reger e eu me viro para porta, dando de cara com Edward e Liz olhando para mim. Eu coro pelo olhar penetrante e confuso de Edward. Ele parece tentar ler cada gesto meu e isso me intriga. – Podemos assistir? – Meu pai me tira de meus pensamentos.

— Ah sim... Crianças, lembram da sobrinha que eu comentei? Então, esta é a Elizabeth. Mas a chamem de Liz. – Eu digo chamando a minha sobrinha para perto, que vem animada e envergonhada.

— Oi Liz, seja bem vinda – O coro ensaiado de crianças cumprimentam minha sobrinha que assente.

— E este é o seu pai, Edward Cullen. – Eu digo apontando Edward.

— Olá Sr Cullen! – Eles dizem e algumas de minhas alunas parecem reconhecê-lo e admirá-lo.

— Bom, então que tal fazermos a nossa sequência de hoje bem caprichada para os nossos novos amigos? – Eu pergunto para as crianças que voltam a se concentrar em seus instrumentos e em mim. – Certo, vamos lá! – Eu digo e inicio a regência.

A melodia se inicia com um solo do piano. Logo os outros instrumentos vão entrando em cadência. A sala é tomada pela sequência harmoniosa dos acordes e vão dando vida a uma canção. Eu vou regendo concentrada, mas sem tirar um sorriso do rosto. Meus alunos estão empenhados em demonstrar que são bons. Logo a parte mais complicada chega e eu me inclino para o piano para auxiliar meu aluno no tom mais grave. A melodia é finalizada com êxito e sem um erro sequer.

— Uau filha! Está fantástico! – Meu pai elogia e bate palmas junto com Edward e Liz.

— Ah eu quero tocar com eles, eles são muito bons! – Liz exclama indo para o lado das crianças que tocam violino. Eles sorriem e começam a conversar.

— Parabéns crianças, foi perfeito! – Eu digo para todos antes que a dispersão se torne maior – Vocês são meu orgulho! Ensaiem sempre que puderem, espero todos no próximo sábado. E lembrem-se...

— A prática leva a perfeição! – Todos cantam em uníssono e eu sorrio.

— Liberados!

Cada criança vai organizando seus instrumentos, guardando os que são do centro e vão formando fila para descer para o lanche. Liz fica empolgada conversando com alguns deles e uma de minhas alunas se aproxima de Edward, que está ao lado de meu pai, próximos a mim.

— Desculpe Sr Cullen! Me chamo Lisa. Admiro muito o seu trabalho, gostaria de um autógrafo e uma selfie! – Ela pede tímida e eu dou uma olhada no rosto encabulado de Edward enquanto arrumo as partituras. Ele pega o papel da mão da adolescente animada e assina com gentileza. Depois ambos posam para a foto. – Sabe, nós já estudamos o seu trabalho aqui no Eliza. A tia Alice é muito fã do seu trabalho, tenho aulas com ela pela manhã. Ela deve dar um surto quando te ver aqui.

— Obrigada. Tem algum preferido? – Ele pergunta devolvendo o papel para a garota.

— Gosto do “Mistério”, mas o “Encontro” é simplesmente magnífico, emocionante. – Ela diz e suspira – Obrigada Senhor Cullen!

— De nada! – Ele diz e meu pai então resolve puxar conversa.

— Eu pensei que você fosse pintor, como a Dora – Meu pai diz e Edward o fita.

— Na verdade, desenho um pouco, mas só como hobby.

— Então... teatro... ator?

— Atualmente, diretor criativo. – Edward responde encabulado. – atuar não é a minha praia.

— O espetáculo “Encontro” é realmente incrível. – Eu digo entrando na conversa. O olhar de Edward brilha na minha direção. – Eu o assisti umas duas vezes. Parabéns!

— Obrigado! – Ele diz – Sua pequena orquestra é muito boa, são muito talentosos esses meninos.

— Obrigada, eles são mesmo! – Eu digo. Nesta hora, Liz se aproxima e me abraça pela cintura.

— Tia, este lugar é incrível, quero morar aqui! – Ela diz empolgada. Todos nós rimos.

— Não dá para morar, mas você pode vir sempre que quiser, minha linda. – Eu digo e depois olho para o seu pai – Posso trazê-la alguns sábados comigo se você não se importar e não puder trazê-la.

— Diz que sim pai! – A menina corre para ele e implora. O olhar dele é indecifrável.

— Podemos organizar isso melhor, está bem? – ele diz e o sorriso de Liz murcha um pouco. – Ei, não estou dizendo que não, filha. Apenas vamos conversar e organizar. – A garota volta a sorrir.

— Posso entrar? – Alice pergunta da porta. – Ah meu Deus, eu nem acredito que é ele mesmo! – Ela exclama empolgada.

Todos rimos da empolgação dela. Alice é a nossa professora de Teatro e Dança. Podemos defini-la como uma adolescente grande, se bem que grande não dá para ser um adjetivo dela, uma vez que ela é baixinha. Alice é um amor de pessoa, se formou faz apenas 2 anos na Julliard e desde então tem trabalhado conosco no Eliza. Ela é jovem e muito enérgica. É a professora mais nova que temos aqui. Ela trabalha como professora numa escola em San Francisco também.

Ela logo puxa assunto com Edward sobre os trabalhos dele em Nova York. Ela é basicamente muito fã dele, pois ela foi caloura na Julliard quando ele estava no último ano. E Alice empolgada é um furacão. Nós descemos em diversas conversas paralelas, encontrando os professores restantes na recepção.

Foi então que o clima ficou muito estranho. Sempre era muito desconfortável quando Jacob e Jasper estavam no mesmo ambiente, por conta de toda a confusão no passado e no presente já que cheguei a ceder algumas investidas de Jacob sem compromisso. Apesar de estar com Alice, Jasper nem disfarça o que sente por mim. Isso gera um atrito silencioso entre mim e ela, já que por mais que ela saiba que eu não incentivo o interesse dele, ele o mantém. Porém tudo estava ainda mais tenso agora, já que Edward havia sido o homem que Dora escolheu afinal.

Jasper veio para o lado de Alice e Jacob para o meu. O olhar de Edward, assim que recaiu sobre Jacob se tornou duro. Será que ele sabe? Eu me pergunto. Alice apresenta Jasper como seu namorado para Edward e ambos se cumprimentam de forma bem formal.

— Bom, Jazz, Jake, este é Edward Cullen. Ele é o pai da minha sobrinha Liz, viúvo de Isadora. – Eu digo sem olhar para ninguém ali por muito tempo. Sinto Jake endurecer ao meu lado, mas logo ele relaxa. – Jasper Whitlock é professor aqui também. Jacob Black é um amigo nosso e nos auxilia na manutenção dos instrumentos. – Eles estendem as mãos, mas levam uns segundos num olhar intimidador.

— Jacob Black... Dora me falou de você. – Edward diz sério.

— Sério? – Jacob rebate sarcástico.

— Sim, afinal vocês foram namorados por muito tempo. – Edward esclarece para mostrar que sabe das coisas. Fico chocada com o fato da minha irmã ter falado sobre Jake, mas não ter contado sobre sua irmã gêmea.

— Sim, a adolescência toda praticamente. – Jacob diz amargo. Falar de Dora é difícil para ele também. – Mas você também deve saber que eu não fui suficiente para ela, ou ela não lhe contou como terminou.

— Jake, por favor! – Eu peço baixo para não criar alarde já que meu pai está ali perto apresentando Liz para Sue e outras crianças.

Jasper endurece o olhar para Jacob, Edward me olha intrigado e depois encara Jacob.

— Não Bella, ele precisa entender o estrago que Dora deixou para trás. Ninguém precisava dele vir trazer a memória dela de volta. – Jacob diz sério – Se você quer saber, Dora já estava morta muito antes de morrer.

As palavras de Jacob ficam suspensas no ar. Sinto meus olhos encherem de lágrimas.

— Dora só me disse que vocês terminaram porque ela ia para Julliard. – Edward diz meio balançado com a forma dura que Jacob fala de sua falecida esposa.

— Sério?! – Jacob diz irônico – Então deixa eu te situar um pouco, Cullen. Terminamos porque ela foi para cama com esse cara aqui – Ele sinaliza para Jasper – Horas depois de ter aceitado se casar comigo. Detalhe, ele era namorado da Bella. — Edward arregala os olhos — Foi por isso que aquela vadia foi embora!

Puta merda!

Notas finais
Eita atrás de eita, hein? Comentem para mim! Beijos e se cuidem!